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Muito prazer, eu doei meu cérebro para a ciência

Por: em 11/10/11 na(s) categoria(s): Ciência, Meio Bit


Doze senhores de idade escolheram colaborar para o entendimento da demência e da memória de uma maneira corajosa. Eles não apenas optaram pela doação de seus cérebros para a pesquisa científica, mas também autorizaram publicamente a quebra de seus anonimatos em prol de uma exposição multimídia que combina arte e ciência.

A mostra se chama “Mind Over Matter” e acontece essa semana em Londres. Os mentores do projeto são a artista Ania Dabrowsla e o Dr. Browyn Parry da Universidade Queen Mary de Londres.

Os depoimentos são profundos e bastante francos. Cinco dos idosos participantes – que vão de 84 e 101 anos – já faleceram. O restante deles acompanham ansiosos e orgulhosos a os primeiros impactos provocados pela audaciosa ação.

Abaixo, um dos principais vídeos do projeto:

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' clique para abrir vídeo '

[link]: Mind Over Matter

Cérebro humano simulado em computadores por volta de 2030? Há controvérsias

Por: em 10/10/11 na(s) categoria(s): Ciência


HAL-9000-001

Siri à parte, a verdadeira inteligência artificial ainda é um sonho distante. Por melhor que seja o sistema da Apple não é sensiente, não tem percepção de “eu”. Não pensa, só pensa que pensa.

Quando Arthur Clarke escreveu o roteiro (e depois o livro) 2001 havia um grande otimismo, imaginava-se que logo computadores estariam pensando, tomando decisões, conversando e ejetando astronautas, mas o campo da Inteligência Artificial Forte se tornou um atoleiro. Pensar é muito mais complicado que meras relações semânticas.

Alguns pesquisadores desistiram de definir os processos de pensamento e partiram para o conceito de simular cérebros a partir de sua estrutura básica, mas é algo que mal consegue ser feito com insetos. Um cérebro humano tem 10^14 sinapses, sequer temos computadores para simular algo assim.

Claro, há otimistas. Ray Kurzweil, pesquisador de inteligência artificial declarou durante o Singularity Summit em Agosto que em 2030 teremos um cérebro humano emulado por um computador. Diz ele que os 36.8 petaflops de processamento e 3.2 petabytes de memória necessários já serão atingidos em 3 anos, a IBM está construindo um supercomputador especialmente para isso.

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Deus Ex Machina, Cérebros e um pedido de desculpas aos roteiristas de House

Por: em 22/09/11 na(s) categoria(s): Ciência


oliviawildeToda série tem episódios assim. Até Battlestar Galactica teve o péssimo episódio do mercado negro. É normal. Faz parte. House por exemplo teve o epísódio Private Lives (S06E15) onde é usado para vergonha geral um Deus Ex Machina, termo que significa um objeto ou evento que resolve magicamente o problema do protagonista. No caso, um equipamento de Ressonância Magnética Funcional foi usado para ler o cérebro de uma paciente, interpretar os dados e montar uma imagem em movimento do que ela estava visualizando mentalmente.

A cena foi MUITO criticada, parecia algo saído de um filme de ficção científica do Schwarzenegger, e não no bom sentido. Achei ridículo precisarem apelar para algo sem nenhuma base na realidade, e que obviamente estava décadas, talvez séculos no Futuro.

Pena que Shinji Nishimoto, An T. Vu, Thomas Naselaris, Yuval Benjamini, Bin Yu e Jack L. Gallant, do Laboratório Gallant, na Universidade de Berkeley não leram minhas críticas ao episódio, nem ligaram para minha plena convicção de que a idéia era pura ficção científica.

O resultado foi uma pesquisa que produziu imagens MELHORES que os mostradas no seriado.

Explico: Os caras mostraram um vídeo a um voluntário, mediram os sinais cerebrais do sujeito enquanto ele assistia e remontaram o vídeo, usando apenas essa informação. Veja, explico em seguida:

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Cientistas detectam neutrinos mais rápidos que a velocidade da luz

Por: em 22/09/11 na(s) categoria(s): Ciência


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Neutrinos são partículas atômicas teorizadas por Pauli em 1930 mas só detectadas diretamente em 1956. A dificuldade é explicada. São minúsculos, mesmo para uma escala onde tamanho não tem muito significado. Não possuem carga elétrica, não reagem a eletromagnetismo. Também são muito rápidos. A maioria dos cálculos E experimentos coloca neutrinos viajando praticamente na velocidade da luz.

Só que isso seria impossível para qualquer partícula com massa, e neutrinos, segundo os modelos atuais, têm massa. Não muita, e por reagirem com matéria somente através da Força Nuclear Fraca, o Universo é praticamente transparente para eles. Um neutrino mediano conseguiria atravessar mil anos-luz de chumbo antes de bater em alguma coisa.

Como conseguimos detectá-los? Estatística. levante o indicador, coloque em direção ao Sol, tampando. Neste momento 65 bilhões de neutrinos estão atravessando a ponta de seu dedo, seu olho e –sentiu a coceirinha na nuca?- seu crânio. Dada a quantidade, ALGUNS são detectados, em equipamentos como o MINOS.

Um detector de neutrinos construído no começo dos anos 80,  achou exemplares dessa partícula a 1.000051(29)c. Como táquions não existem fora do campo de partículas imaginárias, e a única coisa mais rápida que a Luz são más notícias, havia algo muito errado.

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Digno de Leonard McCoy: iPhone usado como sensor de ECG

Por: em 14/09/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Ciência


mccoy_mediscanStar Trek antecipou muita da tecnologia que hoje em dia é lugar-comum, de tablets a telefones celulares. O StarTac mesmo só não se chamou Star Trek por ganância da Paramount, mas mesmo assim a Motorola ainda usou um nome parecido, mas de todas as maravilhas tecnológicas mostradas na série, as da  área médica eram as mais… fascinantes.

Todo trekker que é trekker adora a cena em Star Trek IV onde o sempre reclamão Dr McCoy quase tem uma síncope em um hospital do Século XX (obviamente ele não foi no Princeton Plainsboro). Uma paciente idosa, na fila para diálise é tratada com uma simples pílula, para espanto da junta médica que a examinou depois. Mais ou menos o espanto que médicos do XVII teriam se vissem alguém ser tratado de uma crise mortal de asma com uma simples bombinha de Aerolin.

Mesmo com os avanços atuais ainda há muita tecnologia de Star Trek a ser desenvolvida, mas há gente cuidando disso, como o Dr David Albert, ex-cardiologista pesquisador da General Electric e inventor, com 33 patentes concedidas.

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NASA quer trocar tiros de laser com Marte

Por: em 07/09/11 na(s) categoria(s): Ciência


hirise

A foto acima não é de um canhão laser prestes a ser instalado em um Shuttle secreto. É apenas uma câmera, a HIRISE, atualmente orbitando Marte e tirando fotos com resolução de 30cm/pixel. Ela tem definição de 20.048 pixels na horizontal e na vertical o valor depende da memória disponível. Com 26Gb de armazenamento, em teoria ela consegue fazer uma imagem de 20.048 x 126.000, equivalente a 2.520 megapixels. Ela consegue proezas como tirar, DA ÓRBITA DE MARTE esta foto da Terra.

O problema é que cada imagem (das normais, não das de 2.520MP) leva 90 minutos para ser transferida.

Comunicação de dados sempre foi o calcanhar de Aquiles da exploração espacial. Em 1960 a Pioneer 5 foi lançada para explorar o espaço entre a Terra e Vênus, Ela cumpriu bem sua missão, mas dependendo da distância transmitia a uma velocidade de 64, 8 ou mesmo 1 bit por segundo, em 4 janelas de 25 minutos por dia. Quer dizer, no final do projeto recebiam 6Kb/dia. Depois de um total de 138,9h a Pioneer transmitiu um total de 3Megabits.

A HIRISE consegue uma velocidade maior, mas mesmo usando um link de 6Mb cada imagem leva 90 minutos para ser transmitida.

NOTA: A NASA consegue transmitir dados a 6 MEGABITS de MARTE, FUCKING MARTE, e a Oi/Velox diz que não há “disponibilidade técnica” para aumentar meu link de 2 megabits, em plena cidade do Rio de Janeiro. VDM.

 

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