Samsung lança Galaxy S III — Descontando as frutices, excelente aparelho

tijoroladasamsung

Fora Steve Jobs, que conheci só por vídeos e de quem mantenho 1 grau de separação, em todos esses anos nessa indústria vital já vi ao vivo gente como Woz, Michael Dell e Steve Ballmer. O Dell é um chato, corporativo até o osso. Woz e Ballmer carecem do genial domínio de palco de Jobs, mas vencem pela paixão.

Cada um na sua área são apaixonados pelo que fazem, e isso passa para a platéia.

Esse entusiasmo foi tudo que não apareceu na apresentação da Samsung, seja no japa* falando inglês de aluno de comercial que escolheu o curso errado, seja da VP de Marketing que parecia uma robô cilônia rodando KDE, de tanta emoção e alegria ausentes.

* eu sei

A falta de entusiasmo era até conceitual, focando em bobagens de marketing como dizer que “o aparelho foi inspirado em água, vento, folhas e pedrinhas (só faltou o Coração pra gritarem VAI PLANETA!). Essa fofoletização do produto parece coisa de quem leva o Jobs a sério quando ele diz que o iPad é mágico, e tentou contra-atacar com algo projetado por fadinhas.

Não é. O Galaxy S III não tem nada de Mertiolate que não arde. Ele é um monstro, um trem, um motor de navio, um processador boçal de 4 núcleos, 1,4 GHz e cuja comparação mais próxima é o Hulk no filme dos Vingadores.

Também não interessa “hub da amizade”, ou seja lá como chamem aquilo de identificar um rosto em uma foto e se oferecer para enviar a foto pra pessoa por e-mail. Hello? Se a pessoa é sua amiga te segue nas redes sociais, vai ver a foto. Muito mais importante era bater, mas bater de aparecer no Polícia 24h no ponto de que o S3 tem uma motherfucking mega-power tela de 4,8 polegadas, HD, 1280 × 720, o que dá 305 PPI, invadindo com tudo o reino do Retina Display. Isso pra ver filmes deve ser magnífico.

A Samsung criou uma Ferrari, mas vendeu como carro para passear no bosque. Pelo menos 40% do orçamento foi gasto em vídeos conceituais com aquelas pessoas impossivelmente felizes, no Universo onde margarina dá orgasmos e absorventes transformam mulheres em atletas alegres e com compulsão em usar roupa branca.

Esqueça a Samsung. Se seu negócio é Android (e não há nada de errado nisso, nossa política é não perguntar e não contar pra ninguém) o SIII é seu novo sonho de consumo.

Veja as especificações:

 

  • Tela: 4,8” ❤LED 1280 × 720, 305 ppi;
  • Processador: Exynos 4 Quad @ 1,4 GHz;
  • RAM: 1 GB;
  • Câmera: Traseira, 8 Mp, frontal, 1,9 Mp;
  • Vídeo: grava e toca 1080p;
  • Armazenamento: 16/32/64 GB + micro-SD, provavelmente até 32 GB;
  • Localização: GPS + GLONASS;
  • Bateria: 2.100 mAh mas não tenha esperança, essa tela vai comer horrores da autonomia;
  • Dimensões: 136,6 × 70,6 x 8,6 mm;
  • Peso: 133 gramas;
  • Sistema: Android 4.0.4;

 
O aparelho vem com 50 GB de Dropbox grátis por 2 anos, e recursos equivalentes a Siri, iTunes Match, Airplay, etc. Kibagem? Sim, mas é inevitável. Orgulho não enche barriga e a Apple é a primeira a reconhecer isso e kibar as notificações do Android. No mundo dos browsers, tirando o Opera, que surgiu perfeito e todo mundo copiou tudo dele, as inspirações cruzadas são frequentes.

Claro que como usuário Apple sou o primeiro a apontar com voz de Nelson Muntz “A-ha, kibaram o iTunes Match”, mas o sujeito com seu SIII que quer ouvir sua coleção de músicas na rua sem atuchar a memória do bicho de MP3 está pouco se lixando.

Mais importante que o aparelho é a tentativa da Samsung em lançar um ecossistema de serviços, fugindo da dependência de apps e do próprio Android. Se der certo talvez pela primeira vez a Apple tenha um concorrente a altura, pois alguém terá — finalmente — percebido que a experiência mobile vai muito além de hardware, muito além de sistema operacional e muito além de apps. A experiência mobile é um exercício de harmonia entre todos esses recursos e características.

O SIII será lançado dia 29 de maio em 296 operadoras de 145 países, inicialmente em versão 3G. O 4G LTE sairá em junho para América do Norte, Japão e Coréia. Antes que você pergunte, munido de nenhuma informação real mas um profundo senso de realismo, chuto que “Brasil nem tão cedo”.

Ninguém falou nada de preço mas a menos que haja algo muito de errado no mundo produtos top costumam ter preços top, a não ser que você pegue um daqueles pacotes com subsídios e fidelização que estranhamente na cabeça dos críticos só existem para o iPhone.

Considerações Finais

 
Triste ter que reconhecer mas tamanho é documento sim. Eu odeio celular grande, mas meu uso tem migrado não só para multimídia como pra produção de conteúdo, e a tela do iPhone está… apertada. Depois que mexi no lindo HTC Titan, percebi que é um caminho sem volta. O ganho da tela grande compensa o trambolho, e se a tela 1280×720 4,8” do SIII for metade do que está prometendo, de cara vai matar aqueles mini-tablets meia-boca que infestaram o mercado.

Relacionados: , , ,

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

Compartilhar

Aproveite nossos cupons de desconto:

Cupom de desconto Asus, Cupom de desconto Frio Peças, Cupom de desconto Mundo da Carabina, Cupom de desconto JBL, Cupom de desconto Costa Cruzeiros, Cupom de desconto Loja do Mecânico, Cupom de desconto Staples