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Homenagens lucrativas ou ações comerciais de mau gosto?

Tweet da Microsoft sobre Amy Winehouse.

Tweet indecoroso?

Tão certo quanto uma mega-reportagem no Fantástico sobre a vida e a obra de uma celebridade que morre, são as ações comerciais que se aproveitam do acontecimento visando lucro.

No último sábado a cantora inglesa Amy Winehouse foi encontrada sem vida em seu apartamento, na cidade de Londres. A partida precoce da moça ecoou no mundo inteiro, a mega-reportagem foi ao ar ontem e, claro, muita gente tenta faturar em cima do legado da cantora.

Existe uma linha extremamente tênue entre homenagem e exploração. Tão tênue que, admito, não sou capaz de discerni-la em alguns casos e, exatamente por isso, para evitar injustiças com quem ainda está vivo e tem que matar o seu leão do dia, não costumo julgar.

Sem entrar no mérito acerca de qual lado essas empresas estão, se no da homenagem ou no outro, Submarino, Microsoft (que se desculpou depois), Apple e Amazon abraçaram a causa e relembraram seus clientes sobre os CDs, DVDs e músicas de Amy. Para parte do público, as ações foram de gosto duvidoso, o que não impediu que as vendas de Back to Black multiplicassem 37 vezes após o anúncio do falecimento da cantora.

A questão é: será que precisa mesmo disso tudo num momento de comoção, onde as pessoas, naturalmente, sentem vontade de ouvir as músicas da artista que se foi, de relembrar os bons momentos dela, de terem para si alguma lembrança? O próprio acontecimento não é a melhor “propaganda”?

Entendo que o comércio vive de vender o que as pessoas querem comprar (mesmo que não precisem) e que “homenagens” como essas têm sua validade. O ponto é a maneira de abordar um assunto tão delicado, a forma de fazê-lo sem parecer um urubu, tendo em mente que, por trás das cifras, do estrelato e da obra, havia um ser humano ali.

Você acha que essas empresas extrapolaram ou é tudo parte do show?

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Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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  • Menos de três horas depois que a mulher tinha empacotado, o Submarino me manda um e-mail, vendendo os discos dela. Acredito que ela nem esfriado direito tinha. Trágico, diria o Senhor Omar. Trágico

  • Também recebi tal email do submarino… isso não me surpreende, estamos num mundo capitalista até as raízes do cabelo, só acontencendo uma catástrofe apocalíptica para mudar o rumo das coisas, tudo visa o lucro e todos nós fazemos parte disso, é claro que fica meio chato, a mulher mal esfriou na pia e já tem gente querendo lucrar com isso… mas tragédia também traz lucro, financeiro ou não, e garanto à você que muita gente que nunca chegou a ouvir uma música da Amy foi lá e acabou comprando o CD, então se você ajuda o mercado, não pode julgar muito…

    e para falar a verdade só os fãs mesmo é que sentem, porque o resto não esta nem aí, é só mais um tweet para se comentar horas a fio no seu perfil… e quem sabe ganhar um rts… vai dizer que não é assim?

    • “só acontencendo uma catástrofe apocalíptica para mudar o rumo das coisas”
      Ah ta, vai nessa. Não duvido ficar em promoção o “Guia de Sobrevivência a Zumbis” e muitos outros caso aconteça.

      • Não pensei por este lado… será que as lojas ainda estariam abertas?

    • “só acontencendo uma catástrofe apocalíptica para mudar o rumo das coisas”
      Ah ta, vai nessa. Não duvido ficar em promoção o “Guia de Sobrevivência a Zumbis” e muitos outros caso aconteça.

  • Não me surpreende. Nosso mundo é hipócrita e estas empresas só escancaram uma caracterísitica que nos envergonha.

  • Victor Costa

    Acho sim que as empresas extrapolam. Mas a culpa não é nossa não? Com esse interesse mórbido repentino por qualquer coisa que mencione o fato e alguma besteira qualquer que já não é novidade há muito tempo?

    A MTV por exemplo, se deu ao trabalho de exibir um documentário inteiro a respeito da cantora. Coincidetemente, feito a partir de um documentário que vem em um dos DVDs de show dela e é vendido por R$19,90. =P

    Se déssemos menos audiência, eles deixavam de frescura.

    A respeito da linha tênue, eu discordo. É bastante claro quando se está explorando algum fato sensacionalista. Talvez nos falte a capacidade crítica para perceber.

  • Caio D’Angelo

    Eu recebi o e-mail do Submarino quase ao mesmo tempo em que a CNN começava a divulgar no seu tradicional “Breaking News”o acontecido.
    Achei extremamente infeliz. Até porque não havia nem a confirmação oficial ainda, embora ninguém duvidasse.

  • Matheus Oliveira

    Só digo uma coisa: Welcome to the Jungle.

  • Junior Predador

    A questão não é o gosto duvidoso da propaganda e sim do público, afinal se eles não fazem a concorrência faz, e o consumidor tem se mostrado bem interessado e agradado por este tipo de propaganda, afinal se as endas cresceram 37 vezes é sinal de que o publico se agradou da ação.

  • Anônimo

    Deve-se respeitar a Amy independente dos seus problemas. Descanse em paz.

  • Rickd

    Eu acho desnecessário. No domingo, Back to Black ja estava no topo do iTunes e a Apple só colocou o banner na Home da Store na segunda-feira. Iria vender mesmo sem propaganda.

  • Infelizmente isso é nada mais do que o exemplo real daquele velho ditado-jargão-empresarial sobre vender lenços enquanto os outros choram.

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