Ning acaba com versão grátis; concorrentes disputam órfãos

Ning.

Um mês após assumir o cargo de CEO do Ning, um site que permite a qualquer um criar redes sociais, Jason Rosenthal rodou a baiana e promoveu mudanças drásticas por lá. De cara, demitiu 70 funcionários, correspondente a 40% da equipe, e acabou com a modalidade gratuita do Ning.

Num e-mail enviado à equipe (e reproduzido pelo TechCrunch), Rosenthal justifica essa guinada no fato de que 75% do tráfego do Ning provém de clientes premium, ou seja, daqueles que pagam. Assim, o novo foco da empresa é desenvolver melhor os recursos extras, pois os usuários que já usufruem deles estão dispostos a pagar.

O novo foco é sensato, mas deixou quem dependia da versão free do Ning numa situação delicada. Apesar do e-mail do novo CEO referir-se a dois modelos, grátis e pago, na realidade o Ning oferece “módulos” pagos mensalmente. Tem desde suporte (US$ 10), passando por domínio próprio (US$ 5), remoção de anúncios (US$ 25), mais espaço e banda (US$ 10) e a eliminação de links e imagens relacionadas ao Ning (US$ 25). A menos que uma mudança nesse sistema seja implementada, bastará aos usuários da modalidade gratuita assinar um dos serviços premium, provavelmente o mais barato. Ou…

Tentei pensar noutra analogia, mas não me veio nada diferente de urubus aproveitando o momento. Várias redes concorrentes, algumas até com propostas diferentes, ofereceram-se a receber os órfãos do Ning gratuito. GROU.PS, posterous (!?), GrouplyAutomattic (via BuddyPress) já se manifestaram. Em último caso, todos ganham: esses serviços ao receberem mais usuários, e esses, um leque de alternativas gratuitas ao Ning premium.

Mais uma vez, a confiança em serviços na nuvem é posta em xeque. Afinal, hoje foi só a eliminação do plano gratuito, o que já é grave, mas longe de ser algo terrível, como o fim do serviço. Isso sim seria desastroso, e no cenário atual, o que garante aos usuários a segurança de suas contas? Puxando da memória um caso recente, o tr.im fechou as portas de vez sem nenhum suporte aos usuários…

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Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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  • "Mais uma vez, a confiança em serviços na nuvem é posta em cheque."

    Acho que vc quis dizer "xeque" (de xeque-mate).

    Sobre a notícia é a eterna ganância fazendo com que um serviço seja mal visto, e os cncorrentes aproveitam-se da derrapada.

    • Isso, isso, isso.

      Valeu pelo toque, passou batido aqui :-/ .

      []'s!

  • Nenhuma empresa com um administrador inteligente o suficiente para ter e manter seu cargo irá contar com uma rede social gratuita para manter algo que seja primordial para seu negócio.

    O problema existe quando você paga por um serviço e ele deixa de ser prestado, mas se você paga, existe um contrato que provavelmente deve ter alguma cláusula que diz o que deverá ser feito no caso de encerramento do serviço.

    No mais, morre o ning free aparecem mil alternativas gratuitas.

  • sou meio leigo no assunto, que utilidade teria eu fazer minha propria rede social ?

    • Você? Nenhuma utilidade.
      Grandes Empresas Multinacionais? Muita coisa, integração entre vários funcionários de diferentes paísesm, integração de normas diferentes utilizadas em cada região. COnhecimento do Staff e por ai vai. Acho que por isso grande parte dos usuários são os que pagam por suporte

      • mas ai nao seria social seria privada, agora entendi é um template de Intranet

        • @Rodrigo8, social não é o oposto de privado. Não é um template, é uma solução completa, e não funciona na intranet da empresa.

          • funciona sim é só saber configurar o proxy ,firewall ou a DMZ
            eu jamais me socializaria com o pessoal do trabalho a nao ser por obrigação por isso acho q nao é social=liberdade de se socializar oq nao é o caso, certamente só questões relacionadas ao determinada empresa. Mas deixa pra la

      • Nunca tinha visto nada do tipo até poucas semanas atrás quando me inscrevi pra faculdade aqui em Londres… eles tem uma rede social prórpria que integra seu registro de inscrição nas faculdades eliminando qualquer fake que tentar cadastrar..

        A proposta é bem interessante porque o sistema é integrado com todas as faculdades do Reino Unido, você acaba conhecendo alunos de várias cidades, dicas que que já começou a cursar e tal..

        Só um exemplo pra quem também não sabia como pode ser usado.

        • Se não me engano algumas redes sociais a muito tempo atrás foram criadas com esse intuito, de conectar alunos por exemplo dos anos 90 com os alunos da nova geração, e dai foi tomando novos rumos, sendo modificada e remodelada, e bom hoje temos tiversas redes sociais com focos diferenciados

      • Grande Empresa Nacional do ramo de transportes à qual já prestei serviços fez uma campanha dentro do Ning já. Foi eficiente, as pessoas se conheceram e começaram à interagir e então começaram as brigas pois fulano que trabalhava lá em Minhocais no interior do estado ficou com raiva do outro que trabalhava no Shopping Morumbi e fez-se a necessidade de moderação nas ações dos usuários pois perderam a noção do que falar.

        • "Minhocais" ?!!!

  • Nanz

    Um sistema inteiro de comunicação "extra-oficial" do meu curso da faculdade (UFPE) está baseada no Ning. Professores, alunos e coordenadores utilizam essa ferramenta diariamente, e ela já se tornou essencial para nós. Ele é utilizado para divulgar oportunidades de estágio, avisos de aulas e provas, postar documentos para leitura pelos professores, tirar dúvidas, etc…
    Realmente é uma pena o que fizeram.

  • A gente tem que lembrar que o Ning não existe pra fazer caridade. Quem REALMENTE precisa dele pode desembolsar um pouco pelo serviço. Afinal, os programadores do Ning também tem bocas pra alimentar.

  • Existem diversas alternativas opensource para o NING.
    Pena que poucas organizações utilizem-nas.

  • Rafaelramos

    Há um novo serviço nacional de criação de redes sociais privadas chamado SuaRede ( http://www.suarede.com.br ). Apesar de não oferecer nenhum plano grátis, há boas opções para quem quer um suporte em português e um atendimento personalizado. Um amigo disse que o suporte deles é bem be-a-bá, justamente para usuários muito leigos.

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