You can’t always get what you want

Por: em 06/02/10 na(s) categoria(s): Apple e Mac


Já dizia o filósofo Jagger: Você nem sempre consegue o que quer, mas se tentar, pode descobrir que conseguiu o que precisava.

Esse é o dilema que ocorre no mercado de tecnologia, onde geeks tendem a analisar os produtos de seu ponto de vista, esquecendo de primeiro de tudo identificar para qual mercado consumidor se destinam.

Outro dia um site, se não me engano o Ars Technica fez uma enquete perguntando se o leitor queria Flash no iPad.

Foi uma pesquisa idiota. 100% dos leitores vão querer. Eu quero. Funcionalidade descompromissada? Pode ir enfiando, em gosto do meu E71 ter uma porta infravermelha, mesmo não tendo usado NADA IRDA nos últimos 5 anos.

Já o consumidor final não-geek, se questionado muito provavelmente responderia em massa que quer sim, para em seguida perguntar o que faz esse tal de Flash. Você já viu leigo instalando software? Especialmente Office. Eles selecionam todas as opções possíveis. “vai que preciso”. Queria ver esse pessoal com uma daquelas edições do Debian que vinham em vários DVDs, com dezenas de milhares de pacotes.

appleipad

Por isso é complicado projetar um produto baseado no que o consumidor acha interessante colocar nele. Na China há celular com barbeador, celular com isqueiro. Se não ocupasse espaço ou bateria, e o preço fosse o mesmo, você não gostaria que seu celular tivesse um barbeador/isqueiro?

O Grande Erro do Nokia N95, um telefone tão bom que mesmo tendo sido lançado um ano antes mesmo assim foi usado pela Apple como comparação durante o debut do iPhone, foi ter sido pensado por engenheiros, não especialistas em produto. Ele era uma coleção de funcionalidades mais ou menos inúteis (acelerômetros antes do iPhone?) mas sem nenhuma alma aglutinando tudo.

A grande sacação da Apple, da Amazon e de outras empresas com produtos vencedores é detectar problemas (ou necessidades) e apresentar soluções. Ninguém reclama que um pára-quedas não serve de mochila eventual, ou que um assento ejetor não tem massageador de costas. Saber dizer “não” é essencial. Quando o iPhone surgiu, os nerds tiveram ataques de pelanca pela heresia; ele não vinha com câmera frontal NEM enviava MMS.

Seria interessante fazer uma pesquisa para descobrir quantos naquela época faziam videoconferência ou enviavam MMS. Aposto que mesmo hoje é uma minoria absoluta.

A Microsoft descobriu depois de muita pesquisa que o grande problema do Office não era falta de funcionalidade. 95% de tudo que todo mundo precisa ele já fazia. O problema era interface, as pessoas precisavam de acesso fácil a essas funcionalidades. Daí a Ribbon, que historiadores da FSF dirão que foi copiada do OpenOffice, que por sua vez copiou do Opera, claro.

Em conclusão, um produto para ser bem-sucedido tem que ser pensado como uma solução a um problema, (mesmo que o consumidor não soubesse que o tinha até então) e seu uso deve ser o mais amigável possível. A concorrência está anunciando tablets. Tablets são computadores, ninguém quer mais um computador.

O Kindle é um computador, mas quer saber? Ninguém se toca disso. Para os milhões de usuários ele é uma tabuletinha que quase não gasta pilha e que permite carregar uma trolhada de livros.

Essa visão de produtos como SOLUÇÃO é o que falta ao mundo do FOSS. Vide o vídeo vencedor do concurso do ano passado da Linux Foundation, para promoção do Linux:

 

É, do ponto de vista mercadológico, um lixo. Em NENHUM momento ele diz o que é Linux e efetivamente o que ele pode fazer pelo consumidor. É um vídeo de convertidos para convertidos, que trocarão tapinhas nas costas se congratulando por passarem a mensagem. Para eles mesmos.

Prova final: Nada ilustra melhor o conceito de solução do que a apresentação criada nas coxas pelo pessoal de uma aplicação de visualização de histórias em quadrinhos no iPhone, a Comics. Eles perceberam o potencial do iPad como plataforma para o formato, meteram a mão na massa e já tem um vídeo conceitual:

Comics by comiXology iPad concept from comiXology on Vimeo.

Esse vídeo sozinho converteu uma enxurrada de geeks, que já declarou amor incondicional ao iPad, mesmo sem este possuir uma câmera.

Fonte: Macmagazine

  • http://www.highlanderbr.com Highlander

    hahaha…essa primeira imagem me lembrou o carro que o Homer projetou: “Precisa ter várias buzinas, porque quando a gente fica nervoso nunca acha ela”

     

    Enfim, livros ainda acho uma coisa complicada de passar pro digital, principalmente se não puder “emprestar” pra ninguém. Afinal, quantos livros (não técnicos) a gente lê mais de 1 vez?

    • mano_lima

      Enfim, livros ainda acho uma coisa complicada de passar pro digital, principalmente se não puder “emprestar” pra ninguém.

      ——————–

      A Barnes & Noble já pensou nisso. Alias, a diferença crucial entre a Amazon (Kindle) e a Barnes & Noble (Nook) é que a primeira se especializou em vendas pela internet, já a segunda entende sobretudo de livros. Seguindo a linha que o Cardoso propôs no texto, ao ler as especificações do Nook, eu ao menos o percebo como uma Solução completa para a leitura de textos em preto-e-branco por meio eletrônico.

  • mandachuva

    Hummm, concordo com quase tudo. MMS é básico, todo mundo usa desde sempre. Aquela foto tomando uma cerveja na praia que você envia pra todos os seus amigos que estão trabalhando é essencial em um celular.

    A outra questão é sobre o vídeo da Linux Foundation. Ele pode sim ser a solução de um problema, dependendo do contexto. Qual o propósito do vídeo? Sem saber qual o público alvo não tem como criticar nada. Aplicado no contexto correto pode muito bem ser efetivo. Aplicado no contexto errado um desastre. Resta saber onde foi/será divulgado esse vídeo e para qual propósito.

    • http://felipecn.com/wp/ FelipeCN

      MMS aqui no Brasil? Onde a maioria dos aparelhos são mal-configurados e redes de dados não funcionam quando é necessário?

      Meus destinatários nunca conseguiram receber as MMSs que mandei, com exceção da minha mãe, depois que eu peguei o celular dela e comecei a fuçar pra entender porque não tinha chegado…

      Uma hora é porque o GPRS/EDGE tá desconfigurado (ou mesmo desabilitado), as vezes porque a rede de dados está congestionada, as vezes porque a operadora não deixa o cliente pré-pago usar a rede de dados…

  • guto pesset

    Campanha “Vamos defender o Ipad”, afinal Appletards unidos, jamais serão vencidos!

  • http://ceticismo.net Pryderi

    [quote]Prova final: Nada ilustra melhor o conceito de solução do que a apresentação criada nas coxas pelo pessoal de uma aplicação de visualização de histórias em quadrinhos no iPhone, a Comics. Eles perceberam o potencial do iPad como plataforma para o formato, meteram a mão na massa e já tem um vídeo conceitual[/quote]

    Só esqueceram de dizer como vão colocar os quadrinhos lá. Provavelmente, mandarão por email e abrirão o email no iAbsorvente.

    Acho que mencionar o Kindle não foi uma boa idéia, pois ele vem com um cabo micro-USB, E as pessoas usam USB. O discurso acerca do iAbsorvente parece “Ei, isso aqui é legal. Use-o pois vc não precisa de mais nada”. Não precisa até a hora que a pessoa vai querer usar. Não vamos exagerar, é claro, enchendo aquilo ed badulaques, mas creio que há um mínimo necessário. Comparar o iAbsorvente com o iPhone é errado. Estão comparando dois produtos difderentes de uso diferente. Se eu disser “Mas meu notebook oferefec alguns recursos que eu uso pouco, mas uso”, da[í vc responde “o iPad não é um notebook”. Dizer que o Kindle é um computador tem como resposta: E daí? Meu relógio tem mais poder de processamento do que o computador do Projeto Apolo (mas Neil Armstrong teve que descer o bicho na mão, pois o computador surtou).

    Outro exemplo: O Seven tem uma maravilhosa apliucação onde vc escreve fórmulas matemáticas na mão mesmo e ele o reconhece (com mouse é uma tortura, mas funciona). Quantos precisam disso? Não sei, mas pra mim é uma beleza. Meu micro tem porta firewire, que eu nunca precisei.

    Conclusão? A conclusão é que algumas coisas são perfumarias, que atendem a certo grupo de pessoas, outras são tão básicas que têm e devem estar presentes. Vc disse da última vez que este “seria o computador da minha mãe”. Como ela uilizaria um micro que não se pode abrir um pendrive ou um cartão SD? Ficar só zanzando pela internet qualquer computador com windows 98 fazia, que não tinha suporte nativo a USB, mas era multi tarefa (multi task my ass).

    • maiconfaria

      A cada dia que passa concordo mais com você sobre essa história do Ipad.

      Eu até diria que esse post é incoerente, parece que o Cardoso está fazendo apologia a ideia de que o consumidor deve ser moldado em função do produto, e não o contrário.

      Essa idéia não tem consistência para o FOSS, e é nesse sentido que o vídeo atenta. Trata-se justamente em ter liberdade para se adequar as necessidades. É claro que as necessidades de todos não vão ser contempladas por questões mercadológicas. 

      No caso do software proprietário, temos dois extremos. Algumas empresas como a microsoft possuem produtos dominantes no mercado, como o windows, essas sim podem dizer o que seus usuários precisam.

      Outro caso, são empresas que criam produtos que não se adequam as necessidades dos usuários, esses são esmagadas pela crítica e pelo mercado. Esse seria o caso do iPad se não fosse o fanboysismo.

      Usuário comum que ver vídeo no youtube ( não me venha com html5, ainda falta muito …) ou no pornhub. 

      Usuário comum que trocar arquivos usando usb, ele não sabe o que significa rede interna. Software de sincronização ? É de comer ?

      Isso sem contar detalhes que não  conhecemos, imaginem aquela tela esquentando !

      O vídeo dos quadrinhos é irreal, a não ser que você compre comics da apple com as definições de cada quadro. 

       O non-sense desse post é do tipo do cara falando, em meados do ano 2000, que Linux era um produto espetacular porque não tinha suporte a softmodens, e que a tecnologia de internet do futuro era a banda larga via cabo ou adsl.    

       

      • http://ceticismo.net Pryderi

        Maicon, o que vejo é exatamente o oposto do que pregam os sacerdotes do iAbsorvente. Eu não sou geek (PAUSA – esta semana me deram uma excelente definição de Geek: Nerd Metrossexual). Sou usuário comum. Alguém entrevistou usuários comuns? Só vejo guíquis defendendo de um lado e guíquis atacando do outro. E nós, pobres coitados que pagam os salários dos guíquis ao comprar esta parafernália não somos ouvidos. A quantidade de guíquis em relação aos usuários comuns (não necessariamente salsas) é ínfima. Um usuário comum vai ficar fascinado com a beleza da peça (e eu concordo: é muito bonito), mas o suso será decepcionante a ponto de “eu paguei caro bagarai por causa disso?

        A Fabiane ficou animadíssima com o Aipódi… até que quis trocar arquivos com o celular do namorado. Frustração. Assim como ela, outras moças apaixonadas irão querer fazer a maesma coisa e não conseguirão (jailbreak é proibido, feio e engorda).

        [quote=Fabiane](…) precisavam ver a cara que eu fiz quando descobri que o Bluetooth do meu iPod touch não é um Bluetooth “de verdade”, em toda a sua glória, que permitisse trocar arquivos com o Renoir do namorado, ou qualquer outro dispositivo que aparecesse.[/quote]

        Dei de presente pra minha mulher um mac mini. Daí ela ficou indignada com o fato da acentuação ser esquisita (Option isso, Option aquilo). Mas o teclado Apple tem as teclas de acentuação! Fui atrás e encontrei o layout do teclado US International. Ela não é obriogada a acentuar do jeito que a Apple quer. No artigo sobre o Audacity, o Cardoso disse que só porque ele não exportava nativamente pra mp3 significava que ele não estava preparado para o ambiente desktop. Então, o OSX tb não está.

        Pausa para o surto dos mactards.

        Eles têm que entender uma coisa: o mercado é ditado pelos usuários. Como eram as configurações dos primeiros EeePC? Ridículos 4GB de armazenamento! Mas é o suficiente, disseram os arautos. Hoje, temos configurações similares a PC meia-boca, com HD de 160 GB e 1GB de RAM. Um eeePC não tem drive óptico, mas possui porta USB.

        [quote=Fanáticos]Mas o iAbsorvente não é um EeePC[/quote]

        Também não é um iPhone, que insistem em comparar. Só que o iAbsorvente NÃO É um telefone. Não é um ebook reader. Não é um netbook. Que diabos é, então? O fruto de uma jogada de marketing, que terá sólidas modificações em breve, pois as pessoas verão a verdade: ele é limitado. That’s all.

        A propósito, ainda estou tentando entender o que o vídeo sobre Linux tem a ver com a história.

        • maiconfaria

          A propósito, ainda estou tentando entender o que o vídeo sobre Linux tem a ver com a história.; pois é, também não encontrei nenhuma explicação simples.

        • Wallacy

          É semelhante a um editor e texto que não suporta .doc.

          Tem coisas que são basicas demais para deixar de lado. Mini-USB não morde, e todo mundo sai ganhando.

          • ovtbqr

            MORRA HEREGE!

        • Saint-Clair Stockler

          No artigo sobre o Audacity, o Cardoso disse que só porque ele não exportava nativamente pra mp3 significava que ele não estava preparado para o ambiente desktop.

           

          Nossa, essa você foi buscar láaaaa atráaaaaas, hein? No fundo do baú… Fiquei com medo da sua memória agora!  :jawdrop:

          • http://www.terabitcast.com H123er

            Quem é que não lembra de um bom apedrejamento que foi aquele post

        • guto pesset

          Ótimo comentario. É como eu disse mais acima, parece que querem enfiar o Ipad goela abaixo.

          Este nao é o primeiro nem o segundo post falando bem do iPad. Pena que ele nao é isso tudo que pregam.

        • robson_franca

          Não teria dito melhor. Como eu falei em um comentário abaixo, o iPad (assim como vários outros produtos) é uma solução que veio embutida com necessidades subliminares que não existem, mas que todos os usuários vão querer resolver, mesmo não sendo afetados por essas necessidades.

          [quote=Pryderi]

          A propósito, ainda estou tentando entender o que o vídeo sobre Linux tem a ver com a história.

          [/quote]

          Pra fazer polêmica? De quem é o post mesmo? ;-)

          Embora eu tenha entendido parcialmente o que ele quis dizer: Linux (e demais soluções FOSS) são apenas soluções. Não tem ninguém da área de Marketing (é a formação do Cardoso, né?) explicando para eles a diferença entre solução e produto. Por isso, segundo o Cardoso, Linux e FOSS não decolam, blah blah blah, etc.

          Abraços

          • http://ceticismo.net Pryderi

            [quote]Por isso, segundo o Cardoso, Linux e FOSS não decolam, blah blah blah, etc.[/quote]

            O Linux não decola (MINHA OPINIÃO) muitas vezes por ele não atender às necessidades dos usuários comuns. Pelo amor de Hades, eu quero poder usar minha webcam, e não consegui de jeito e maneira. A solução que deram: vai tentando outras distros que uma hora vc consegue (como se eu tivesse tempo pra isso). É o mesmo caso do iAbsorvente. Com a diferença que a Canonical, por exemplo, não tem o poderio econômico, podendo gastar uma enorme pilha de Obamas com marketing, nem o carisma do Steve Jobs.

            Digo e repito: se apresentassem o iAbsorvente na Deal Extreme, nas mesmíssimas condições, nenhum appletard goastaria, e apontaria os mil e um defeitos.

            Se vai vender ou não é irrelevante, pois cada um de nós tem algum treco em casa que não usamos, mas que foi legal comprar.

          • ovtbqr

            O linux não dá pq ele não precisa dar. Ele está contente em VOAR.

            Reflita.

          • robson_franca

            Concordo contigo, Pryderi. O que quis dizer é que, pegando o seu exemplo, o Linux poderia ser tratado como produto e dizer algo como: “Vc. não precisa de webcam, que bobagem! Precisa disto, disto e daquilo que somente eu, Linux, posso te oferecer”. No filme “Piratas do Vale do Silício” o Bill Gates interpretado por Anthony Michael Hall disse algo assim.

            Essa foi e é a estratégia de vendas da maioria dos produtos do capitalismo moderno. Podemos questionar a ética, a liberdade, o bom senso, etc. Mas, infelizmente não podemos negar a eficácia disso.

            Abraços

    • vladimircezar

      Só esqueceram de dizer como vão colocar os quadrinhos lá. Provavelmente, mandarão por email e abrirão o email no iAbsorvente.

      Hmmm… Não. In-app purchases parece mais provável já que é algo que *já existe* na plataforma…

  • Diavolul

     

    [quote=Pryderi]Só esqueceram de dizer como vão colocar os quadrinhos lá. Provavelmente, mandarão por email e abrirão o email no iAbsorvente. [/quote]

    Via download. Você faz um cadastro no site, paga e baixa a hq.

    E muito provavelmente não vai ter suporte a .cbr nem .cbz, ou seji: não vou poder ver meus scans no Ipato. :(

    abcs

    • http://cognostech.posterous.com/ Ramon E. Ritter

      Se nao tiver suporte para CBR ou CBZ não vai levar nem um mês até alguém lançar um aplicativo que suporte…

      Acabo de assistir Avatar 3D. Eu, que estava todo animado com o iPad, nem quero mais saber daquela porcaria ultrapassada. Quero um igualzinho ao do filme… :P

      • http://ceticismo.net Pryderi

        Dá pra abrir o arquivo CBR no winrar… Ops. :P

  • Roniuj

    O caso iPad, por mim, já está fechado. Particularmente eu não discuto mais até o bicho sair no mercado e ver o que vão fazer com ele e como o público vai reagir. Há quem veja um produto de forte potencial nele. Boa sorte a estes.

    Mas sobre o início do iPhone, eu gotaria de fazer alguns comentários. 

    A camera frontal, para videocall, foi uma reclamação bem boba, da parte da comunidade geek. Lembro que aqui mesmo eu comentei com o Cardoso que até hoje só tinha visto em boston uma pessoa falando em videocall. Já se foram 2 anos e nunca mais vi. Definitivamente é um acessório que até satisfaria egos, mas teria utilidade prática quase nula.

    Já, com o MMS, a coisa não foi tão banal assim. Já passei por alguns problemas até no trabalho por não tem a opção de MMS no meu iPhone na época.

    Era bem chato, mas você compra no hype, dois anos de contrato, o problema nem era técnico, era puro business game. Só restou mesmo sentar e esperar…  o aparelho é bom, mas não é perfeito. Só queria passar o recado de que minimizar o problema do MMS [assim como o blutúf inútil] não é justo. Depois que a at&t liberou a função, uso-a quase que diariamente.

    Já ao suporte a Flash, ele faz falta no iPhone, sim. Aliás, ele me faz falta pelo que já há de conteúdo na web originalmene em Flash e pelas várias outras possibilidades que nunca foram exploradas, exclusivamente para o iPhone. Convenhamos que, os atuais websites com formato próprio para iPhone são todos iguais, só mudam a skin. Eu não sou satisfeito com isto. Se o Flash já seria uma fonte abundante de criatividade para o iPhone, que dirá para o formato 4:3 [ouch!] da tela do iPad. Mas o autor acha isso acessório desnecessário. Recomendo-o reavaliar esta opinião focando no que PODERIA ser feito.

    • Saint-Clair Stockler

      Até hoje só vi o meu irmão fazendo vídeo chamadas, e isso porque quem paga a conta do celular é a empresa, que permite essas “extravagâncias”. Fora meu irmão, nunca vi mais ninguém fazendo. Acho que a maioria das pessoas nem sabe que existem celulares que fazem isso – incluindo aí muita gente que compra celulares com essa função mas que não lê o manual e que ficaria surpresa se a gente dissesse: “Que legal, seu celular faz vídeo chamada!”  :O

       

      Mas uma coisa é “vídeo chamada” e outra muito, muitíssimo diferente, é “entrada USB” ou “Flash”. Chega a ser bizarro, quando você pára pra pensar. USB e Flash não são supérfluos, são itens básicos que qualquer computador vagabundo tem. Comprei um desktop de 600 reais em dezembro e ele tem 6 entradas USB (certo, um desktop não é um tablet – mas mesmo assim, né?)

  • mano_lima

    O iPad não me interessou. Alias, eu admiro os produtos da Apple, mas não pertenço a categoria com poder aquisitivo para investir nesse tipo de produto. Explicando melhor, sempre que juntei dinheiro suficiente para entrar no mundo Apple, acabei chegando a conclusão que eu podia  comprar uma marca inferior, mas que atendia perfeitamente minhas necessidades. E a ideia de economizar dinheiro sempre falou mais forte.

    Porém, achei a demonstração das comics no iPad bem fraca. Eu leio comics no computador e não funciona do jeito que eles demonstraram no conceito. Já é um saco quando você não consegue visualizar a imagem inteira na tela e tem que usar a rolagem para ter uma ideia do quadro geral. Ficar dando zoom em determinados quadrinhos, indo e voltando para a página, é impensável. Só mesmo se você estiver tentando ler quadrinhos numa telinha como a do iPhone (!!!).

    • Wallacy

      Não funciona como você usa no PC porque aquilo é um software especilizado em comics para iPad que da zoom nos quadrinhos, adapta ao tamanho da tela, etc, etc.

      • mano_lima

        Mas a resolução do iPad é de 1024×768, não? O ponto é o seguinte: Watchmen funciona* em tela porque naquele formato britânico de nove quadrinhos iguais por página, você acaba NÃO precisando dar zoom, nem mesmo precisa usar a rolagem lateral. Além disso, a altura de cada tira de quadrinhos encaixa na tela (1024×768).

        Era isso que eu estava tentando dizer: leitura de quadrinhos em meio eletrônico só fica interessante quando você não precisa nem de zoom, nem de rolagem. Por isso os recursos de zoom do aplicativo para o iPad não me impressionaram nem um pouco.

        * – Na verdade, Watchmen funciona em qualquer meio. É a obra-prima dos quadrinhos, desde sempre integrante maior da Santíssima Trindade dos Quadrinhos: Watchmen, Cavaleiro das Trevas e Sandman.

    • Jos-El

      Também não achei o conceito tão legal assim. Muita firula e um sistema que só funcionaria pra HQs com uma diagramação mais “clássica”. Pra ler Watchmen seria bom, mas coloca uma We3 lá pra ver todas as splash pages do Frank Quitely perderem o encanto.

      • Diavolul

        convenhamos que, de forma geral, ver quadrinhos numa tela é um saco, ssrssrsrsrsrss

        Mas como a oferta de quadrinhos antigos é escassa em meios físicos (os sebos estão acabando), muitas vezes pra eu ter acesso a um clássico só por scan mesmo.

        Semana passada eu pude finalmente ler Demolidor – A Queda de Murdock via scan. Procurar a série em revistinhas seria trabalho de garimpeiro.

        abcs

        • Jos-El

          Isso é um grande uso da distribuição online. Só pude ler Miracleman graças aos scans. Só seria melhor se ao invés de páginas escaneadas tivesse havido um trabalho de adaptação do formato. Insisto que o problema dos quadrinhos digitais é o formato.

           

          No mais é ficar na dependência de as editoras resolverem fazer uma de suas coletâneas de material antigo (geralmente a preços inflacionados).

  • Jos-El

    Não gostei do iPad, mas se tem uma coisa que eu acho que ele seria capaz de fazer é alavancar o mercado de quadrinhos eletrônicos. E adoraria que ele fizesse isso.

    Só espero que não haja monopólio, afinal o iPad não é aparelho pra mim. Falta de um gerenciador de arquivos decente e de outras opções de entrada de midia (que não dependam de penduricalhos) são defeitos grandes pra mim. Espero que, na enxurrada de tablets que vão surgir agora, surja um modelo mais a minha cara.

  • Diavolul

    [quote]Não gostei do iPad, mas se tem uma coisa que eu acho que ele seria capaz de fazer é alavancar o mercado de quadrinhos eletrônicos. E adoraria que ele fizesse isso. [/quote]

    Duvido que ele consiga fazer isso porque os formatos serão proprietários (já tem a Panelfly e a Comixology trabalhando para serem utilizado no Ipato), e além disso não sei se as grandes players do mercado (Marvel e DC) se interessariam, até porque ambas já disponibilizam, mesmo que de forma incipiente, quadrinhos digitais.

    Em flash!!! :D

    Não rodam no Ipato, que pena. }:)

    • Jos-El

      Incipiente não. Porca mesmo. Meramente escanear as revistas e colocar online é brincadeira de mau gosto.

      Essa coisa do formato proprietário é meu medo. Concordo que é o maior empecilho.

  • Diavolul

    ..e só pra complementar, o panelfly e o comixology (puta nome feio, vixe!) têm alguns títulos marvel e dc pra oferecer mas pouca coisa, duvido que as editoras liberem todo seu conteúdo pra um intermediário se eles já têm uma “solução” pronta pra oferecer (mesmo que seja uma solução porca como o Jos-El disse) que não precisa de intermediários.

    abcs

  • Quantum

    Se eu tivesse dinheiro eu compraria. Ponto.

    • Wallacy

      Se eu tivesse dinheiro eu compraria até mesmo um papagaio mudo. Pra que eu não sei, porém se eu tivesse dinheiro….

      • http://www.isfd.com.br Levita.ds

        Canalhice, o papagaio mudo, rachei de rir! Já li muito sobre o Ipad. E concordo com o Cardoso, vai ser um sucesso, basicamente porque terá milhares de aplicativos, multiplicando as possibilidades do aparelho, nós geeks queriamos mais, É CLARO, seu eu pudesse eu trocava os meus computadores a cada 6 meses, é perfeito, claro que não, mais que vai ser um sucesso e eu vou comprar, vai sim, ele ainda vai surpreender, minha única queixa é mesmo aquela tela 4:3…

        • JayShaman

          Já eu adorei a tela ser 4:3. Imagino que o negócio ficaria muito desengonçado widescreen  :)

  • douglas_martins

     

    Eu compraria o ipad só pra poder usar na hora de dormir na cama :)

  • Rafael Vasconcelos

    Vi o Ipad, não gostei, não tenho pra que querer um e não tenho vontade comprar. Mas não é por isso que vou sair dizendo que quem gostou e quer comprar é otário.

    É a mesma coisa que um não gamer dizer que sou otário por dar R$700 numa placa de vídeo.

    • http://www.isfd.com.br Levita.ds

      clap clap clap clap é isso aí…
      Quem já viu isso aqui, vendo e achando agora o ipad um lixo inútil…. hehehe
      Tinha desistido do BumpTop, inutilidade completa, mais vendo esse vídeo, achei muito interessante a evolução…

  • Saint-Clair Stockler

    Interessante o seu comentário sobre as pessoas clicarem no “sim” em tudo quando instalam o Office. Meu irmão até hoje não entende por que não instalo Outlook, One Note e Access. Pra quê, se 99% do meu trabalho é feito no Word? Se uso webmail desde 1997 e não gosto de fazer anotações? Só pra ocupar espaço inútil?

    • SandroCeara

      Isso dem falar nos “penduricalhos” que você não precisa instalar.

  • m4rcos

    Um dos melhores textos do Cardoso que eu ja li.

     

  • lugan

    Não vejo uso pra mim, entretanto com certeza é de uso pra alguém. Poderia ser de uso pra muito mais gente se fossem implementadas alguns recursos novos, que faria pouca diferença e não impediria o primeiro grupo de usuário que foi pensado em usá-lo.

    O iPad, IMO, é mal projetado. Entretanto o conceito não; o iPhone tem recursos demais, que acabam sendo usados simplesmente porque estão ali.

    Qual a utilidade prática de um acelerômetro? Ok, chacoalhar a cerveja em sua tela até que é bacana. Você costuma assistir filmes em mini-telinhas? Sim, porque quando você não tem mais nada pra fazer pode ver o panda espirrando e tirar um pouco de proveito dos 2k que você investiu no aparelho.

    Entretanto, você comprou um telefone, e de quebra levou uma central multimídia semi-completa.

    E agora se você pudesse comprar só a central multimídia, que de conceito precisa ter uma telinha maior para que você também possa ver a mamãe panda pulando na hora do espirro, e que de quebra pode ser usado como um telefone (onde o 3g funciona, provavelmente não na sua cidade)?

    Ou seja, você comprou uma central multimídia que, além de cumprir o seu papel, vem com algumas outras coisas práticas para o dia a dia de algumas pessoas.

    Viu? Só precisa mudar a perspectiva que o negócio fica mais bonito.

    E o iPad? Também funciona com 3g, também da pra assistir seu material educativo, também da pra mostrar pro colega da faculdade aquela convenção de Star Wars que você foi no final de semana.
    Mas, mas, e se tivesse algumas coisinhas a mais? Como por exemplo, multi-tarefa pra eu poder escutar Epica enquanto leio a batalha de Naruto contra Pain dentro do micro-ônibus que está indo pra faculdade?
    Mas, mas, e se eu quisesse ir no fornecedor de PVC ver se a qualidade das placas melhoraram mesmo, depois de despedir o chinês, e então precisasse verificar se aquele corte 2cm abaixo não vai ferrar com o molde feito em Taiwan? Putz, a aplicação no site da empresa Shing Long mostra o molde em… flash.

    Bem, não seria muito bom pra mim, mas se o iPillow fizesse tudo que o iPad faz e eu pudesse mandar pra rua o técnico da máquina incompetente que fez o negócio 2cm abaixo e que agora não vai encachar com o molde, sim, eu compraria o iPillow.

    Viu? O conceito é bom, o produto… nem tanto, pelomenos pra mim.

  • http://www.zergovermind.co.cc Decapattack

    Se me dessem um iPad, ficaria bem feliz!

    E quem fez a narração do vídeo do Linux? Raj?

  • Rodrigo8

    Definitivamente nao é para min, nos dias atuais sem hdmi,camera, espaço, 3g(aqui sera um problema, modelo incompativel) etc, isso para mim é o minimo ! alem de um sistema fechado destes. nao quero ser manipulado pela Apple e ser obrigado a colocar um jailbrake nao primeira semana

    Realmente ele foi feito para quem nao gosta de cpu ou sao excluidos digitalmente, OU vai ser daqueles gadgets q ficam jogados pela casa,  tomara q de certo pq esse nao é normalmente a camada q concentra a grana, tem q ter muita para pegar um destes e ter q trocar 2 anos depois pq a bateria nao pega mais carga. Os primeiros Iphones ja nao aguentao a carga de 100% por mais de 6 horas

    mas esse papo ja gasto heim , novidade ? alguma por ai ?

  • http://www.lordpinguim.blogspot.com lordtux

    Bom, quero ver mesmo é quando um google lançar um tablet e a unica entrada disponivel ser para o carregador de energia, visto o foco deles ser cloud computing. Ai vamos ver quem vai elogiar e quem vai tacar pedra.

     

    Eu gostei do ipad. Assim como gostei do meu ipod touch, apesar de não ter suporte a flash e não ter entrada usb e nem saida hdmi. E faço muitas coisas com ele, mais do que com meu celular symbian.

  • robson_franca

    Na minha opinião, produtos tidos como vencedores não atendem necessidades. Eles as criam e se apresentam como soluções para elas, mesmo não sendo realmente as melhores soluções. Essa é a estratégia de todas as empresas que vendem produtos como soluções. O “pessoal” do FOSS vende apenas a “solução”, não se importando se é um produto ou não.

    Abraços

    • http://ceticismo.net Pryderi

      O problema de vender uma solução é mostrar para qual problema ele foi feito. Se não atende ao meu problema, não é uma solução. É como dar insulina para alguém que não é diabético.

  • ricardo.neponoceno

    [quote]Em conclusão, um produto para ser bem-sucedido tem que ser pensado como uma solução a um problema, (mesmo que o consumidor não soubesse que o tinha até então) e seu uso deve ser o mais amigável possível. [/quote]

    Foi uma das melhores frases que li do cardoso.

    Creio que seja isso que a apple faz, é como aquela velha frase: ‘O computador é uma máquina inventada para resolver problemas que não existiam antes dele ser inventado’ e hoje deve vender mais do que televisores.

  • Xinuo

    [quote=Cardoso]É, do ponto de vista mercadológico, um lixo. Em NENHUM momento ele diz o que é Linux e efetivamente o que ele pode fazer pelo consumidor.[/quote]

    A Linux Fundation não vende distribuição GNU/Linux, Linux é um kernel, não um produto completo para o “consumidor final”. Isso é um vídeo institucional, reforço de marca ou algo assim – alguém que trabalhe com marketing deve ter um termo mais preciso. 

    Quem deve fazer propaganda do produto/solução é a Canonical, Mandriva, RedHat, Novell, Google, etc.

    Já o vídeo do iPad é uma propaganda para promover o iPad. Aposto que a Apple deve ter propagandas só da marca, sem demonstrar produto algum.