Review HTC Magic

O HTC Magic foi um dos primeiros celulares com Android a venda no Brasil, junto com o Samsung Galaxy.

E, ao contrário do Magic vendido no exterior, ele vem com a interface HTC Sense que estreou no Hero, sucessor do Magic.

HTC Magic

 

Hardware

Assim como o DEXT, as especificações do Magic são bem parecidas com boa parte dos aparelhos com Android: Processador Qualcomm de 528MHz, 3G, WiFi, Bluetooth e GPS. Ele tem 288MB de RAM, 512MB de ROM e uma câmera de 3.2MP

O Magic é muito bem acabado e muito confortável de se segurar, parte graças ao queixo dele. Além disso, ele é muito leve. Segurando ele (com 118g) em uma mão e o DEXT (com 163g) em outra, a impressão é que o Magic é só uma carcaça vazia com um peso no meio (que é onde fica a bateria). Nos números a diferença é pouca, mas na prática… Para deixar no bolso, por exemplo, essas 45g fazem uma boa diferença.

A tela do Magic tem 3,2 polegadas e resolução de 320×480 pixels. O touchscreen, capacitivo, é tão bom quanto o do iPhone.

 

O acelerômetro dele é bem mais lento que o do DEXT. As vezes, é preciso deitar o aparelho e ficar inclinando-o um pouco para que ele perceba que deve mudar a orientação da tela. Mas isso causa menos frustração do que o acelerômetro super rápido do DEXT, que muitas vezes gira a tela com um movimento sutil.

O design do Magic é bastante limpo. Nas laterais, há apenas o controle de volume, que parece ser um único botão, além do conector miniUSB proprietário da HTC (ele aceita qualquer cabo miniUSB, mas o cabo da HTC só serve nele). Só ficou devendo uma saída de 3,5mm pra fones de ouvido…

Na frente, os botões “verde e vermelho” para chamadas, o trackball e os botões Home, Menu, Voltar e Pesquisa.

Um trackpad num aparelho touchscreen pode parecer desnecessário, mas ele é muito útil para usá-lo com uma mão só. No início ele parece bastante sensível e faz você “clicar” em opções que não queria, mas com o tempo você se acostuma.

Algo que me irrita no Magic é o slot para o SIM Card, vulgo chip. Ao contrário de todos os aparelhos que já usei, o slot não possui o formato do cartão, impedindo que você coloque o chip do lado errado. Você só perceberá que o colocou errado quando ligar o aparelho e ele reclamar que o chip não foi inserido.

Software

O Magic vem com a versão 1.5 do Android, que recebeu muitas modificações da HTC neste aparelho.

Assim como o MotoBlur, o Sense procura integrar as redes sociais com os seus contatos. Mas, ao contrário dele, não coloca os seus “contatos da internet” junto com os seus “contatos de verdade”. Ele pede para que você relacione os seus contatos com seus perfis, o que acho mais inteligente, já que muitas vezes não quero ter no meu celular as atualizações de todo mundo, mas apenas dos amigos mais próximos.

O Sense suporta apenas Facebook, Flickr e Twitter – mas não há como relacionar seus contatos com o Twitter, a conta é usada apenas no HTC Peep, cliente Twitter incluso no aparelho.

Uma aba na aplicativo de contatos permite ver as atualizações dos seus contatos. E lá estão apenas as atualizações mais relevantes, como atualizações de status no Facebook ou fotos novas. Nada de avisar que um amigo mudou o texto do perfil, como o MotoBlur faz.

Uma grande decepção com o Sense foi o modo que ele trata os contatos do Google – acostumado a usar o Google Sync via Exchange com meu celular, esperava que assim que fizesse o login no GMail teria meus contatos em ordem no Magic.

Mas vieram todos os meus contatos do GMail, o que inclui todo mundo de quem recebi e-mails nos últimos 5 anos. Já o Google Sync manda para o celular apenas os contatos da pasta “Meus Contatos”, muito mais inteligente. Curiosamente, o DEXT não tem esse problema, pegou apenas os “Meus Contatos”, mesmo antes de configurar o MotoBlur.

Resolver isso foi bastante fácil. Bastou desabilitar a sincronização de contatos diretamente com o Google e configurar a sincronização com o Google Sync usando Exchange.

Alguns aplicativos suportam gestou multitouch. Basta fazer o gesto de pinça para dar zoom em fotos ou em páginas da web. Mas parece que o suporte a multitouch está restrito ao navegador e ao álbum de fotos. O Google Maps, onde o multitouch seria muito bem vindo, ainda depende de botões para dar zoom.

O teclado virtual dele é muito bom, nada de espremer os dedos para digitar. E, para digitar textos mais longos, o teclado no modo paisagem é muito bom. Para mim, é mais confortável digitar nele do que no teclado físico do DEXT, com aquela barra de espaço minúscula. Mas isso é questão de gosto.

Câmera e multimídia

A câmera dele, de 3.2MP é razoável para um celular. Não brilha nas fotos comuns, mas é boa para fotos em Macro. Abaixo, estão algumas fotos que tirei com ele.

Foto do Magic Foto do Magic Foto do Magic Foto do Magic

O player de música é bem diferente do padrão do Android – e bem parecido com o do iPhone. Ele organiza melhor as músicas e dá mais opções para buscá-las. E tem até algumas perfumarias como mostrar a capa do álbum que está tocando (e botões para controlar a reproduçã) na tela de desbloqueio do aparelho.

Mas falta uma saída para fones de ouvido padrão. Se você quer usar um fone diferente do incluso, tem que usar um adatador. E esses adaptadores invariavelmente quebram com muita facilidade. Uma saída de 3,5mm direto do aparelho seria muito melhor.

Vale a pena?

Com excessão do Motorola Milestone, que ainda não testei, posso dizer que o Magic é o melhor Android a venda no Brasil. Discreto, leve, bem acabado e tão agradável de usar como o iPhone.

Só não o recomendaria para alguém que pretende usar o celular como Media Player, já que ele não tem uma saída decente para fones.

Mas nada é perfeito e o grande ponto negativo do Magic é o preço: No pré-pago, custa R$2349.

Em Setembro, quando as opções de aparelhos com Android se resumiam a ele e ao Samsung Galaxy, custando R$1799, esse preço poderia fazer algum sentido (e já era caro).

Mas agora, com mais aparelhos disponíveis e o Milestone, que vem sendo muito elogiado mundo a fora, custando R$1899 desbloqueado, fica difícil dizer que o Magic seria uma boa compra.

O aparelho é ótimo, mas uma queda de preço seria muito bem vinda.

  • Eu tava bem empolgado pra comprar um com Android, principalmente o Nexus, mas depois de ver o preço..

    E esse também tá bem caro.

    Comecei a cogitar um xing-ling com Android. Odeio Xing-lings, mas tendo um SO bom como o Android pode ser que valha a pena.

    Não achei um bom, só um tal de G2 que parece fraco. Alguém conhece um bom xing-ling com Android?

    • Xing-ling com Android, ainda não conheço nenhum… A DealExtreme tem um XingLing interessante, mas com Windows Mobile…

      Acho até curioso não ter aparecido algum, já que o Android é gratuito pra quem quiser usar, os chineses nem precisam piratear uma ROM do WinMob.

      • S41N7

        O problema está justamente aí: eles só sabem piratear, não sabem usar algo open source  😉

  • corvu

    Excelente o review.

    Agora, uma dúvida que para mim é muito importante: sentiu algo em relação a duração da bateria?
    Depois de configurar meu iPhone 3G direitinho consigo fazer ele durar 2 dias sem uso grande, mas se for jogar ou navegar já drena em 6 ou 8 horas.

    Quanto ao preço, realmente salgado. Não cheguei a usar realmente o Dext, mas pelo que vi na loja me pareceu bastante razoável ele sair por 1099 no meu planinho de pé-rapado, de R$45,00 ao mês.

    Esperemos que a concorrência traga este preço para baixo…

    • Com uso moderado (navegando um pouco na internet e com a sincronização com o Google ativada e uma chamada de uns 5 minutos), 3G e WiFi ativos e brilho da tela abaixo dos 50%, a bateria durou “um dia inteiro” comigo. (Por dia inteiro, leia-se umas 12 horas.)

      Acho que se desativar o 3G e o WiFi, ela deva durar quase os dois dias do iPhone. Sem a sincronização, sem dúvidas dura. Mas é estranho ficar capando o aparelho 😛

      Dá pra sair cedo de casa e chegar á noite com o celular ainda “vivo”. Mas é recomendável andar com o carregador.

      • corvu

        Os fabricantes então deveriam se preocupar mais com o carregador então.
        Um carregadorzinho do tamanho do iPhone 3GS, por exemplo, cabe em qualquer bolso da calça ou da mochila. Agora, do 3G ou então o do N95 é sacanagem! (ainda mais que a USB do N95 não recarrega a bateria.. não entendi porque!)

        Vou mandar um email pra HTC perguntando o peso apenas do aparelho, do aparelho com bateria e do aparelho com bateria e carregador! 🙂

        • Nem posso te ajudar com isspo porque só mandaram pra cá o aparelho, a bateria e um cabo miniUSB. 

          Mas qualquer carregador USB serve, certamente o do iPhone (e os genéricos do carregador, que tem o mesmo tamanho) servem.

      • Fernando_Rodrigues

        Felipe,

        excelente essa informação sua! Bateria do telefone é algo que deve ser muito bem difundida!

        Não consigo entender como os fabricantes ainda não se mexeram nesse quesito. Só pelo tempo da bateria, para mim (meu ser, próprio eu) não vale a pena ter o Magic…

        Tinha que ter uma premissa internacional nas normas de fabricação de celulares: Bateria tem que durar 2 dias, no mínimo, com uso moderado.

        -Ahhh, Fernando, mas se você desligar o google sync, 3g, wifi, bluetooth, diminuir o brilho no mínimo e não falar mais que 5min você consegue dois dias de bateria…

        Na boa, pra que comprei então um celular com todos esses itens se não posso utilizar? Eu consigo 1 dia com o Galaxy fazendo exatamente isso, o que considero algo fora do propósito que o “smartphone” foi criado!

        Tá faltando um bom gerenciador de energia no Android… Será que o 2.0 já tem isso?

        • Então, pelo que me parece, praticamente todo smartphone tem esse problema com bateria. Os únicos que eu já ouvi elogios em relação a bateria são os BlackBerries. Especialmente os que não tem 3G.

          Mas o grande problema é que enquanto os celulares agregaram muitos recursos, as baterias evoluiram muito pouco. Um Nokia 3510, de 2003, tem uma bateria de 950mAh. O Magic, uma de 1340mAh.

          Considerando que o maior luxo do Nokia é ter GPRS, enquanto o Magic tem um monte de “pinduricalhos”, dá pra entender porque depois de seis anos, a bateria do meu 3510 dura o mesmo que a bateria do Magic, novinha em folha.

          • Fernando_Rodrigues

            O único problema é que, conforme as especificações dos produtos, a bateria é eterna!

            (Mais uma vez eu com o Galaxy)

            Quase sem uso, minha bateria dura 1 dia. Se você for até a especifiação do produto, lá tá dizendo com 3g ligado e em modo stand by (eu só uso 2g praticamente) a bateria dura 340 horas! 14 dias!!!!

            E ai? Pra mim está bem explicado porque eles não evoluem nas baterias… É melhor mentir nas espeficiações….

             

            Felipe,

            nas especificações do Magic vem dizendo o tempo de uso da bateria? Você poderia deixar uma comparação entre o tempo que você encontrou e o tempo escrito na especificação feita pela HTC. Vai dar uma visibilidade pra galera que pretende comprar o Magic…

          • Olha Fernando, no site da HTC Brasil não dá nenhuma previsão pra bateria, só diz a capacidade dela.

            No site global, dizem que, em stand-by, ele aguenta 660 horas em 3G e 420 horas em GSM.

            Já é suspeito por dizer que dura mais em 3G do que em 2G, mas a coisa fica pior quando você converte isso pra dias e vê que eles prometem 27 dias (e meio!) de stand-by em 3G. O único caso em que vejo isso acontecendo é se você esquecer o aparelho numa gaveta.

            Acho que os fabricantes de celular estão precisando urgente de um processo por propaganda enganosa no caso da bateria dos celulares. Ao menos no Brasil a HTC foi prudente de não de pronunciar…

          • lexreis

            O meu Bold é 3G e a  bateria dura o dia inteiro (12 horas de trabalho). Mas só depois de instalar a nova OS 5.0.

  • livestrong

    Comprei um essa semana em Portugal (pré-pago) por 254 euros. Como vou voltar ao Brasil, com a isenção do IVA, vai sair por +- R$ 585,00. Neste valor que paguei achei um ótimo negócio, mas se tivesse que pagar esse preço no Brasil não compraria.

    Ainda não tive muito tempo para fuçar mas até agora está atendendo minhas expectativas. Ah, o teclado quando em formato vertical não é agradável para digitar, as teclas ficam muito espremidas.

  • livestrong

    duplicado, desculpem.

  • bom review, tirou todas as minhas curiosidades…

  • Ele tem flash ? (nem que seja um LED).

    Eu uso muito a câmera a noite , e a falta de flash seria imperdoável…

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