Vendas de livros digitais superaram as dos livros de papel no Natal

25 de dezembro de 2009 entrará para a história como o primeiro dia no qual a venda de livros digitais superou a de livros comuns, feitos de papel, há séculos conhecidos e usados – isso, pelo menos, na Amazon, loja dona e vendedora exclusiva do leitor de e-books Kindle.

Apesar da importância histórica da notícia, várias circunstâncias contribuíram para que ela ocorresse, em especial do fato até então inédito ter ocorrido no dia do Natal, quando muita gente, ao abrir seus novos Kindle, correram para a Amazon a fim de abastecê-lo com livros digitais. Já livros de papel, quem os compra no Natal?

Esse dado nos leva a outro tão ou até mais surpreendente: no Natal de 2009, o Kindle tornou-se o presente mais popular da história da Amazon. O relatório da empresa não entrega números exatos, mas dá uma amostra da sandice que foram as vendas do gadget, já considerado por muitos, a sério, o “iPod dos livros”. Afinal, ser o produto mais encomendado de uma loja que em dia de pico (14 de dezembro) vende 9,5 milhões de produtos, 110 por segundo, não é para qualquer um.

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Há outros dados interessantes no relatório da Amazon. A quantidade de iPod touch de 8 GB comprados, por exemplo, seria suficiente para tocar 442 anos de música contínua. Outra: a quantidade de medidores de batimentos cardíacos de pulso comprados seria suficiente para todos os maratonistas que terminaram as edições de 2008 e 2009 da maratona de Nova Iorque.

A conversão dos livros de papel para os em formato digital é uma tendência bastante forte, especialmente agora, que o Kindle reacendeu o interesse pela tecnologia e, mais que isso, a tornou acessível, popular e confortável de se consumir. Vários concorrentes surgiram, e as vendas só crescem – já são mais de 390 mil títulos disponíveis na Amazon. Agora só faltam os similares chineses para que o processo de popularização se complete.

Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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  • csrocha

    Parece que existe uma desinformação aí: segundo li no site da Info, seriam 9,5 milhões de itens e não somente de kindles. Mesmo assim não deixam de ser números impressionantes, tanto de Kindles como do movimento geral da Amazon.

     

    • Meu professor de Estatística já dizia: “Números não retratam a realidade. Números fabricam a realidade.”

      • ovtbqr

        Seu professor de estatística é um mané. Números são números.

        A descrição da realidade que é fabricada. Pense nisso com carinho.

    • taleseduardo

      Rodrigo, a informação que você colocou no post (9.5 mi kindles em um dia) realmente esta incorreta, observe que o press-release da Amazon se refere às vendas de TODOS os produtos (kindles, iPod, livros, chocolates…). Só a título de curiosidade, 10 milhões é a quantidade de videogames que a Sony ou a Microsoft conseguem produzir e vender em 1 ANO.

      • Obrigado por apontarem o erro, pessoal. O relatório oficial da Amazon confunde um pouco, pois ele sai do Kindle direto para o pico de vendas do dia 14, o que pode pegar alguns (eu, p. ex. 😛 ) desprevenidos. De qualquer maneira, arrumei o texto.

  • E nosso planeta, tão sofrido coitado, agradece… ao menos um pouco! Agora só resta incentivar a venda de leitores, como o Kindle, e pensarem no lançamento de “livros” somente em formato digital. Isto sim será um marco.

    []’s!

    • Agradece por que? Vc sabe de que são feitos os materiais empregados na fabricação?

      • Não precisa ser Vulcano para imaginar:

        1) Quanto/O que custa a produção/reciclagem de um Kindle?
        2) Quanto/O que custa a produção/reciclagem de um livro?

        É concreto afirmar que a reciclagem de papel + tinta é um processo mais desgastante, com pouco reaproveitamento, já acompanhei em uma fábrica. Agora multiplique: 1 kindle com máx 1500 livros. Agora imagine vc comprando 1500 livros, paper mode. Algumas árvores de economia, por pessoa, lifetime.

        Agradece sim.

        • maiconfaria

          Sem contar que a leitura de relatórios, manuais, etc dentro de empresas, ou de artigos na academia, dispensaria impressoras, toner.

          • Não tenho culpa se o sistema administrativo ainda é similar ao do início da Revolução Industrial. A burocracia que existe é totalmente desnecessária, chegando ao fato de ser burrocracia.

            Lembrem-se DO QUE é feito o Kindle: recurso não renovável, a menos que consigam sintetizar todo o material sem precisar de jazidas, sejam elas quais forem. Outra coisa: geração de energia para extração, produção E operação. As Leis da Termodinâmica não deixarão de existir só pq queremos.

            A ideia de se usar novas mídias de armazenamento/transporte de informação é excelente. papel deteriora-se, apaga-se e facilmente destruído. Mas tb é biodegradável. Daí temos uma coisa interessante que eu escutei numa conversa: se você não usa mais árvores, por que reflorestar?

            O Kindle, ou outro e-reader, nãoé a salvação da lavour… da floresta, ainda mais num mundo onde morre-se de esquistossomose, leishmaniose e outras “oses”. Um mundo onde para eu fazer a reclamação de uma cobrança indevida, tenho que confirmar dados umas 3 vezes junto a operadoras acéfalas, ficando cerca de 2h no telefone, quando ue poderia fazer pelo site.

            Uma vez tb falaram que os CDs e DVDs durariam muito tempo. Já perdi a conta de quantos foram pro lixo por estarem inutilizáveis.

            Ainda estamos longe de arrumar algo que tenha uma eficiência adequada.

      • gopher

        De áreas de reflorestamento ou equivalentes. O que evidentemente não deixa de ser uma boa noção a se seguir, cautado por um R dos 3 Rs: Reduzir.

  • maiconfaria

    O nook da Barnes and Nobel ,concorrente do Kindle, está esgotado. Entregas só para fevereiro.

    Eu me pergunto quando uma livraria de peso vai apostar na ideia aqui no Brasil.

    • Roniuj

      Se eu fosse escolher, levaria o Nook, mas este deu alguns problemas no firmware na hora de fazer transferencia de livros comprados para o aparelho.

       

      Minha única reclamação é o preço. Já acharia a casa de $100 um valor bem alto.

      • maiconfaria

        Só indo, ou morando nos EUA. Eles não vendem nem para o Canadá.

        Eu não sei se essa tecnologia é tão complicada, mas seria bom termos xinglings no mercado.

  • [quote]A conversão dos livros de papel para os em formato digital é uma tendência bastante forte, especialmente agora, que o Kindle reacendeu o interesse pela tecnologia e, mais que isso, a tornou acessível, popular e confortável de se consumir.[/quote]

    Até a hora que acabar a bateria. 😉

    • dberlezi

      “Até a hora que acabar a bateria.”

      Essa foi boa. Dá para imaginar o sujeito, lá no final do “Iluminado” ou de “O Senhor dos Anéis” ou outro livro do tipo “quero mais” e o aparelho morre…

      Acho que vou deixar esta tecnologia para as próximas gerações… Ainda sou muito materialista e prefiro ter os meus livros nas estantes, à minha vista… mesmo que as estantes já estejam bastante abauladas…. eheheheh….

      • garoa

        e-paper consome bem menos bateria do que LCD.  Acho que só na troca de página.

        Sou plenamente a favor de digitalização total, inclusive de nossas mentes.

         

        • E quanto se gasta de energia para digitalizar? Não, a digitalização total é apenas um sonho distante. Vc sabe que muitos lugares não possuem esgoto tratado, né?

          • garoa

            Sonhar não custa nada.  Não sonhar significa viver pra sempre próximo a uma vala de esgoto.

             

  • Harlley Sathler

    Bom, nunca peguei num Kindle, mas pelo que li a bateria dura para caramba! Tenho muita curiosidade em ver uma tela e-ink em funcionamento…

    No mais isso só me lembra os tempos em que ainda estava estudando, por conta própria, para o concurso que gerou meu cargo hoje. Peguei o material disponível na internet, digitalizei algumas apostilas e converti tudo para o arcaico iSilo, usando um (mais arcaico ainda) Palm m515. Praticamente tinha meu material disponível a qualquer hora…

    Se uma tecnologia tão… Século XX já quebrava uma árvore inteira (e não somente o galho), imagino algo como o Kindle e a possibilidade de se gerar conteúdo para ele.

  • Rayane

    Que bom que o povo aderiu ao maravilhoso Kindle. A digitalização geral está chegando. 🙂

    (Que saco, ganhei livro de papel.) 🙁

  • Felizmente algumas editoras já acordaram para o fato que um livro em PDF precisa ser mais barato (custo de estocagem e “impressão” zero) e já é possível comprar em alguns sites livros técnicos em PDF por preços muito bons.

    Consegui comprar na véspera do natal 4 livros técnicos da SitePoint (http://www.sitepoint.com/) por US$ 4,99 cada e outros 2 por US$ 9,99 – “frete” grátis 😀

    Pena que a Wrox não tem umas “barbadas” desse tipo.

    E, como já dito aí em cima: quando as editoras nacionais vão acordar para essa realidade?

     

  • boxxy

    me chamem de chata, mas eu não troco um BOM livro de papel por digitalização nenhuma!

    • garoa

      chata

    • ovtbqr

      Se afogue em papel.

      • boxxy

        com prazer =)

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