5 Coisas que você deve saber sobre o LCD de sua câmera

Por: em 23/11/09 na(s) categoria(s): Tutoriais


O pessoal do POP Photo, além de trazer notícias e testes de equipamentos, também é famoso pelos pequenos tutoriais que aparecem em suas páginas. Mesmo sendo uma revista que está há muito tempo no mercado e possuindo um público formado por amadores avançados e profissionais, esses tutoriais possuem a característica de serem coisas simples e às vezes até bem diferentes. Por exemplo, lá foi o único lugar que encontrei um pequeno texto sobre como fotografar bandas de rock.

Mas, ontem encontrei em suas páginas algo que me chamou a atenção. O titulo do texto era “5 coisas que você deve saber sobre o LCD de sua câmera”. Pensei que poderia ser algo sobre o funcionamento do equipamento ou sobre cuidados especiais na hora da limpeza, mas estava enganado. Eram apenas cinco pequenas dicas de como usar o monitor de sua câmera para melhorar suas fotografias. A principio achei tudo muito básico, mas depois cheguei a conclusão que muitos não devem saber daquilo e acho que vale a pena conversar sobre isso aqui.

01 – o que você vê no LCD nem sempre é o verdadeiro resultado da foto – isso já aconteceu comigo várias vezes. A foto é feita e no LCD da câmera está tudo lindo e maravilhoso. Mas, na hora de passar para o computador você percebe os problemas como falta de foco ou erros de exposição. Essa tendência ao erro é mais evidente em arquivos com ISO elevado. Por isso tenho uma norma quando estou fazendo books. Quase nunca mostro as fotos no LCD da câmera para as clientes. Ela pode adorar alguma imagem que depois não passa pelo meu controle de qualidade. Lembrando que quando fotografamos em RAW o que o LCD da câmera nos mostra é uma representação do arquivo, já que ele não existe enquanto imagem e sim apenas dados;

02 – você pode aplicar zoom para verificar os problemas – sim, quase todas as câmeras digitais apresentam a ferramenta de zoom nas imagens. Ela não existe apenas como uma perfumaria a mais. O seu uso é aplicado para verificar se existem problemas na imagem, como a falta de foco, possibilitando que seja feita uma nova foto. Pode ser que torne o processo mais demorado, mas a vantagem principal da fotografia digital é ver o resultado na hora e determinar se uma nova foto deve ser feita. Então vale a pena perder um pouquinho de tempo;

03 – ajuda na composição da imagem – isso é muito importante, principalmente em câmeras compactas e DSLR com o sistema live view. Muitos equipamentos possuem a opção de exibir as grades da regra dos terços. Com essa marcação é possível enquadrar perfeitamente o assunto a ser fotografado e corrigir a linha do horizonte ou qualquer outra forma geométrica que será fotografada. Se sua câmera não possuir esse recurso, a própria borda do visor LCD pode ser usada como marcador. Nem sempre lembramos desses pequenos detalhes, por isso a enorme quantidade de fotos de paisagem que encontramos no flickr, por exemplo, que apresentam o horizonte não alinhado;

04 – utilize-se dos histogramas – nesse ano que passou, participei de um grande congresso de fotografia de casamentos em São Paulo e fiquei surpreso ao conhecer um grande número de fotógrafos profissionais que não conheciam a usabilidade do histograma. Algumas compactas e câmeras reflex mais sérias possuem a possibilidade de mostrar o histograma no visor LCD. Muito útil para descobrir se está trabalhando com a exposição correta de suas imagens. Câmeras mais avançadas também mostram o histograma de cores, possibilitando um controle mais apurado dos detalhes que serão mostrados em suas fotos (isso pode ser assunto para um próximo texto);

05 – Modificar a visualização dos arquivos – algumas câmera permitem que você aplique os efeitos disponíveis no equipamento na visualização das fotos sem modificar o arquivo que está gravado no cartão de memória. Dessa maneira podemos ver como a foto ficaria com maior saturação, contraste ou simplesmente mudando as configurações de nitidez e cor da câmera. Até é possível salvar as alterações no arquivo, mas do meu ponto de vista isso não é aconselhável. Sempre faça as mudanças em um programa de edição de imagens e guarde o arquivo original;

Cinco dicas muito básicas, mas totalmente corretas.

  • http://www.flickr.com/photos/diego_3/ nOrriS

    Eu tenho dificuldades pra usar o histograma, acho mais facil e intuitivo ver o curves no photoshop quando vc edita a imagem, enquanto eu estou fotografando eu nao tenho uma percepcao inteligente ainda de como usar o histograma :(

  • http://www.flickr.com/photos/washington-lins/ washington_lins

    A dica 3 deve me servir muito bem… sou campeao em fotos com o horizonte torto (e nem adianta mais dizer que e culpa da curvatura da terra :P )

    • http://fsjunior.com.br Bullshico

      Se você é campeão, eu sou vice…

    • http://www.flickr.com/photos/doc_was/ Doc Was

      Também nesta lista… :P

  • http://keaton.wordpress.com/ Keaton

    01 – o que você vê no LCD nem sempre é o verdadeiro resultado da foto

    Os usuários da FujiFilm FinePix s6500fd que o digam…

    04 – utilize-se dos histogramas

    Eu sei meio por cima como funciona, mas gostaria de uma explicação melhor.

    05 – Modificar a visualização dos arquivos

    Seria interessante se a s6500fd tivesse esse tipo de opção. Passaria um bom tempo brincando nelas. =p

    • http://www.flickr.com/photos/doc_was/ Doc Was

      Quanto ao item 01, não se preocupe: acontece com todas as câmeras, mesmo as de tela de resolução VGA (embora menos). Nessas horas… só o zoom salva!

      • http://keaton.wordpress.com/ Keaton

        Digamos que o LCD deixa a foto BEM mais clara que realmente ela está. :x

        • http://www.flickr.com/photos/doc_was/ Doc Was

          Pergunta básica: verificou a regulagem do LCD? Está trabalhando com compensações de exposição? (vai que a câmera não se acerta com a configuração por algum motivo besta…)

          Tive uma dessas, mas por muito pouco tempo. Gostei de tudo nela, exceto velocidade de autofoco e controle eletrônico do foco “manual”. De resto, sempre recomendo Fuji… gosto da definição de cores. Enquanto estive com ela não percebi o problema que você indicou – e usei bastante em foto noturna, longa exposição, além de algumas situações mais sociais.

  • http://prasetorar.spaces.live.com jose alves de oliveira neto

    ótima matéria, parabéns. já utilizo boa parte deles, não mostrar o resultado aos modelos é uma atitude prudente. eu também não sei interpretar o histograma, tem conteúdo no blog sobre esse tema?

  • Mackanov

    Histograma é mais fácil do que parece. Ele é uma representação gráfica da distribuição de luminosidade dos pixels versus quantidade. Então, a altura do gráfico mostra quantos pixels existem com determinada luminosidade. A exposição “correta” (que pode variar com seu olhar artístico) determina que não haja vazios em nenhum dos lados do histograma (subexposição ou sobreexposição) e que a maior concentração de pixels se aproxime do meio do gráfico. Quando a foto está sobreexposta, o gráfico fica mais “carregado” à direita, com mais pixels claros, e quando está subexposta, à esquerda. Se você estiver fazendo fotografia low-key ou high-key, pode ser que este seja seu histograma desejado, mas normalmente não é. Um histograma com pico na extrema direita significa sobreexposição severa, com diversas áreas “estouradas”, e um com pico na extrema esquerda significa subexposição severa, com grande parte da imagem toda preta.

    O “curves” do Photoshop exibe um histograma (em cinza) e deslizadores que permitem manipular o ponto máximo (branco), mínimo (preto) e médio (cinza 18%) da imagem. Brincar um pouco com os deslizadores e ver o histograma resultante e a alteração na imagem é uma ótima maneira de aprender como funciona.

  • kekosam3

    Neste link tem o que o Mackanov falou, com exemplos de imagens e histogramas…

    http://www.cambridgeincolour.com/pt/tutoriais/histogramas1.htm

    No mínimo, interessante…

    • thE Masterkey Blaster

      valeu! eu também sou um que precisa saber mais sobre histogramas! ;)