UE multa Google em R$ 8,9 bilhões por distorcer resultados de busca a seu favor

Não é segredo para ninguém que o Google anda passando por um belo sufoco na Europa. A Comissão Europeia para a Competição, na pessoa da intransigente comissária Gordon Margrethe Vestager está batendo na companhia de todas as maneiras possíveis, ao acusa-la de ter se tornado grande e poderosa demais e por causa disso, ser uma ameaça real à competição no bloco. O Google nega mas francamente, não tem como defendê-lo.

Tudo é motivo de briga: o “Direito ao Esquecimento“, o Android, o Google Imagens, o Adsense, o YouTube, as maracutaias para elisão fiscal (a Apple também dançou nessa) e obviamente o seu principal ganha-pão, o Google Search. E agora a companhia perdeu um round importante nessa luta ao ser multada em € 2,4 bilhões ou R$ 8,9 bilhões em valores de hoje (27/06/2017), por favorecer suas próprias soluções em detrimento de terceiros nos resultados de seu motor de busca.

A punição envolve o Google Shopping, que faz comparações de preços entre diversas lojas. A acusação vinda de concorrentes como Yelp, TripAdvisor e FairSearch é de que o motor de busca de Mountain View privilegia os resultados de sua própria ferramenta em detrimento de outras, prática que nunca foi bem vista pelos reguladores europeus. Segundo a acusação o algoritmo do Google Search pune os concorrentes ao destaca-los menos, o que se reverte em menos cliques e consequentemente um desfavorecimento competitivo ao realizar menos negócios e obviamente, ganharem menos dinheiro.

Vestager foi taxativa ao afirmar que embora o Google tenha criado diversos produtos bons que mudaram as vidas das pessoas, a estratégia da companhia relativa à comparação de preços no Search visa não só atrair os consumidores com uma solução melhor, mas deliberadamente minimizar o alcance de seus competidores ao preteri-los nos resultados. O inquérito aponta que o número de acessos aos serviços do Google aumentos 45 vezes no Reino Unido e 35 vezes na Alemanha para tais resultados, enquanto os dos concorrentes perderam 85% e 92% do tráfego respectivamente nesses países.

Como o motor não segue as regras gerais europeias para os resultados de busca, que seria dar igual tratamento a todos os produtos mesmo os dos concorrentes a multa foi aplicada, e a empresa tem 90 dias para se adequar. Caso contrário novas multas diárias serão aplicadas no valor de 5% do volume de negócios global diário da Alphabet Inc., holding do Google.

Para variar o Google nega as acusações, diz que o serviço de busca “facilita a vida dos usuários” (é verdade, mas até aí…) e não é novidade de que irá brigar até o último momento, mas é muito improvável que a gigante vença a União Europeia em seu próprio jogo. Todas as tentativas de virar a mesa vêm sendo rechaçadas por Vestager e cia., e é desejo da Comissão partir o Google ao meio, separando o Search de seus demais produtos e forçar a companhia a compartilhar seu Santo Graal, o algoritmo de busca com os concorrentes de modo a estimular a competição. Em suma, essa novela ainda não está nem perto de terminar.

Fonte: Bloomberg.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • leoncral

    Qual a necessidade do google ter sede fisica na europa sendo que o site pode ser acessado de qualquer lugar do planeta?

    • Matheus Lopes (matheuscl)

      Posso estar falando merda, mas acredito que um motivo bem grande seja esse https://store.google.com/gb/?hl=en-GB e também acredito que como no brasil, eles devem ter de gerar algum tipo de NF dos produtos virtuais deles…
      Mas sei lá, é só suposição minha xD

    • Fazer negócios com empresas locais, simples assim.

      • leoncral

        Mas tipo, e a globalização serve pra que mesmo? Pra mim não faz sentido um empresa de tecnologia da internet precisar de uma sede fixa em todo canto. Mas fazer o quê né.

        • Lucas Timm

          Tu não coloca todos os ovos numa cesta só. E a mão de obra na America é beeem cara. (Se bem que, na Europa, também é)

          • Gaius Baltar

            Acho que o ponto é mesmo a questão fiscal, com países como a Irlanda, Holanda e Luxemburgo incentivando a localização de empresas com impostos baixos.

          • Maximus_Gambiarra

            Será que alguns países deveriam ser punidos por estarem fazendo dumping nos menores impostos?

          • Gaius Baltar

            A Irlanda já foi.

        • Tem toda uma burocracia pra fazer negócios com empresas no exterior, inclusive impostos.
          Ai nego abre um escritório no seu país, aceita moeda local, dá a nota fiscal, você contabiliza normalmente e todo mundo fica feliz.

    • Ivan

      Google não é apenas um site de buscas.

  • Wallacy

    Certo, não estou dizendo que ele não privilegia os próprios serviços, o que faz sentido.

    Mas alguém parou pra pensar que o maior motivo dos concorrentes estarem classificados abaixo dos do Google é porque os serviços do Google primariamente se tornaram mais relevantes e mais usados. Veja o Fotos por exemplo, com ou sem AdSeach é meu repositório principal de imagens, prefiro ele aos concorrentes, aposto que muitos também.

    É um ciclo sem fim esses processos, a companhia não pode lançar nada que venha a fazer sucesso seguindo essa lógica.

    • jairo

      Pelo jeito competência é algo que incomoda o alto comissariado da comunidade europeia , comissariado este que é um belo cabide de emprego para burocratas interessados em punir competência e a livre concorrência.

      • Alexandre

        Estatismo em sua pura manifestação… Como assim uma empresa eficiente se tornar grande lider do mercado?
        Bruxelas é um antro de burocratas socialistas.

        • José Carvalho

          Como assim uma empresa de buscas passa a monopolizar todo o mercado relacionado com tecnologia utilizando recursos de um outro serviço para destruir concorrentes.
          Entenda: O Google oferece-te um comparador de preços, e te oferece um mais caro ou corta margens do proprio produto só para destruir os concorrentes… ONDE ISSO É LIVRE MERCADO?

      • José Carvalho

        Em voga não está a competência do Google… É o oposto do que escreve em relação a livre concorrência. O Google privilegia os resultados de busca violando os princípios do acordo pela justa concorrência, acordo do qual é signatário… O Google em 2014 entendeu que se tornou mais que um simples provedor de serviços, e através de sua influência pode simplesmente esmagar concorrentes apenas mudando um detalhe em um algoritmo, e que quando feito propositalmente, a gigante estaria incorrendo em concorrência desleal. Uma empresa pode ser, deve ser lider de mercado, almejar e inovar tecnologicamente, sem deliberadamente levar outros, que sem tantos recursos só chegam longe por pura competência, à falência. isto que o Google faz é exatamente contra o que prega o capitalismo (como ciência, não como discurso), a sobrevivência do capital de uma sociedade e esta mesma só é possível quando todas as partes são, no mínimo, justas.

        • Cássio Amaral

          Então não use mais o buscador do Google, simples assim.

          • José Carvalho

            Essa estupidez é talento natural ou você vem treinando? Em voga não está a competência do Google, a qualidade dos seus serviços, mas suas práticas de mercado.

          • José Carvalho

            Aqui na Europa se dá muito valor ao pequeno empreendedor… Startup, PME, estudantes ganham empréstimos para por ideias pra fora do papel e inovar, empresas ganham incentivos para investir em funcionários e alavancar negócios, pagam menos impostos se ajudam o funcionario a fazer um curso… Mas se eu tentar derrubar o negócio do outro de forma injusta, parça, eu não vou ter grande futuro.. Uma hora ou outra me pegam… Tem que ter um pensamento muito egoísta e mesquinho pra pensar que o seu sucesso depende da derrota alheia… Não que seja da sua conta… mas DuckDuckGo é o meu buscador por defeito.

      • Não lembro de ver o Google apelando à corte sobre concorrência desleal na época que a Yahoo era a maior empresa do ramo. Não precisou de canetada nenhuma de nenhum burocrata tecno-símio para que o Google desbancasse o antigo líder de mercado.

    • Gaius Baltar

      Aqui há um linha tênue entre privilegiar os próprios serviços (e a sinergias entre esses) e prejudicar o consumidor, afastando-o de soluções rivais eventualmente mais vantajosas. Sinceramente não sei até onde vai uma coisa é outra.

      • Wallacy

        De fato que sim, um dos meus motivos de usar o Fotos é a sinergia entre os produtos do Google, olhando por esse ponto de vista, seria uma forma de afastar potenciais concorrentes, porém…. porém… o Google tem API para integração entre a maior parte dos seus produtos, inclusive, muitos automatizam tudo via IFTTT das maneiras mais criativas possíveis.

        Não estou dizendo que os concorrentes podem fazer tudo que o Google faz no quesito integração, mas em vários produtos, eles se quer o tentam. Yelp é um deles, até o Feedly integra como Google Now, mas o Yelp não, depois não entende porque tem muito mais trafego no places.

        Do ponto de vista do usuário, vale o serviço que for melhor, pessoalmente, não me importo se o Yelp falir, é um fato da vida de negócios, o problema é esses serviços querem se manter em pé evitando que a concorrência traga algo mais interessante para o usuário.

        Ex:
        – Google passa a exibir fotos de locais quando se busca o mesmo usando o Search.
        – Google cria o places para poder coletar reviews para exibir no Search junto ao mural de fotos. Nesse ponto já exite o Yelp, mas seus reviews são propriedade do Yelp, google não pode usar-los no mesmo modo que usa as citações da Wikipedia. E considerando que é extremante simples fazer um serviço similar o Google o faz.
        – Google adiciona um botão de escrever review no Search ao lado das imagens do local, e abaixo também cita que o mesmo pode ser feito com aplicativos de terceiros.
        – Yelp reclama que está em segundo lugar em um “painel” que até então nunca existiu.

        Google esta “priorizando” seu serviço? Está, de um certo modo sim. Mas primariamente ele trouxe uma conveniência que o serviço da concorrente não tinha, ponto para ele. Produto esse que era conhecido por ser uma rede social de colaboração em reviews, fator não presente no serviço do Google. Se o Yelp quiser tal conveniência vai que ter investir! Um botão de review próprio? que tal pagar pela propaganda no mesmo mura! Ou, fazer como o TripAdvisor, pagar pelos anúncios relacionados (basicamente qualquer lugar tem o TripAdvisor como primeiro link). Fatos da vida de negocio, um concorrente sempre pode inovar mais que você, cabe a você dar o próximo passo, e não frear a inovação do concorrente. Se tais soluções rivais são eventualmente mais vantajosas, elas que busquem mostrar tais vantagens. Dessa forma, na hora de escrever review, vão preferir usar o aplicativo do Yelp ou do Foursquare que o Google Places. Se o Yelp era relevante antes de tal mural lateral, e agora não mais, significa que seu principal modelo de negocio era extremante frágil, e isso não é culpa do Google.

        Outro exemplo, Yelp funciona porcamente no Brasil, melhor o places mesmo. Quem garante que o mesmo padrão não acontece em centenas de lugares? Como eu disse no primeiro comentário, as vezes o grande problema era que o produto anterior não era bom e ponto final, as pessoas passaram a usar outro.

        Se fosse assim o Google+ teria super emplacado!

      • OverlordBR

        Mas se formos fazer uma analogia com o a questão dos bens finitos x serviços, como tu fizestes em outro comentário, Gaius: se tu chegas em uma padaria A, por exemplo, e vai comprar pão. A padaria deveria te dizer que o pão da padaria B é mais gostoso e tem o preço menor?

        Ou simplesmente ofertar o produto da padaria B?

        Acho que a comodidade do mundo virtual deixou o consumidor muito preguiçoso.

        • José Carvalho

          Se o jornal do bairro publica anuncios de toda a vizinhança por X R$,Inclusive das padarias A, B e C, se torna extremamente influente na região por ser gratuito, começa então a diminuir o tamanho de propagandas das padariasA e B, para favorecer a do C que é de um amigo. Depois, aproveitando-se da posição de liderança começa a esconder as outras padarias, e a manipular preços para que a C, do amigo, seja sempre mais barata, mesmo que ao custo dos próprios lucros, só para matar as outras padarias do bairro… O problema é a falta de honestidade das pessoas, preguiça só engorda

      • José Carvalho

        A linha reside onde prejudica-se, propositalmente o concorrente, que gerou tráfego e inclusive paga a si por suas propagandas, para assumir a posição dele no mercado. Quando elimina-se a concorrência, abre-se espaço para manipulação de preços. O Google pode manipular o proprio preço no fornecimento de um serviço ou produto, ofuscando o seu que era originalmente mais barato, não para prover um serviço melhor, mas para monopolizar o mercado, quando eles veem que uma área é potencial para seus investidores, eles anulam a concorrência

        • Gaius Baltar

          Tem isso.

    • Eu não gosto do Photos.

      • Lucas Timm

        Eu adoro, realmente foi o único produto que tirou o meu álbum de fotos do HD e levou pra nuvem. O Google Photos pra mim, na minha experiência de uso, foi revolucionário.

        • José Carvalho

          A unica coisa chata no Google Photos, que infelizmente é necessária é a limitação de espaço para fotos de alta qualidade… mas a qualidade que eles entregam é suficiente…

          • Lucas Timm

            Concordo. Acho que só não é limitante porque, após todos esses anos nessa indústria vital, tenho até foto em qualidade VGA na minha biblioteca. Imagino que num futuro eles vão aumentar o tamanho da foto pro gratuito, já que a tecnologia também evolui. E é fato que o tamanho atual me atende perfeitamente.

          • José Carvalho

            Os novos algoritmos do Google para tratamento de imagens são espetaculares, parece milagre

    • Lucas Timm

      Pra mim era OK manter as fotos organizadas em diretórios no meu computador. Todos os produtos dos concorrentes (iPhoto, Picasa, etc) eram muito ruins em ordenar o que eu tinha e faziam uma confusão do car4lh0 quando eu precisava achar alguma coisa.

      Aí veio o Google Photos. Que indexa tudo automaticamente, capta as fotos de múltiplas sources (celular, camera/descarregamento offline, iPad, Whatsapp), organiza tudo automaticamente, dá um merge correto com as fotos antigas que tu já tinha baseado na data, sugere rostos de pessoas semelhantes e que tu convive, sugere albuns automáticos, sugere melhorias nas fotos de forma não invasiva…

      Aí tu percebe o quão neanderthal era a tua antiga organização de fotos direto no computador. 🙂

  • Gaius Baltar

    Essa disputa é daquelas em que ambos os lados têm sua dose de razão. A UE quer aplicar no mundo digital a lógica anti-truste existente em outras áreas como o petróleo ou o aço, mas estamos falando de serviços e não de bens finitos. Já o Google não pode ser punido por ter sido eficiente em entregar aquilo que o consumidor precisava, embora nesse caso específico ele não está privilegiando o usuário.
    Não há ninguém 100% correto aqui, mas a verdade é que seguindo a parábola da pedra e do ovo, o Google aqui é o ovo.

  • Thiago

    A pessoa vai no Wallmart, mas quer que lhe sejam apresentados os preços do Carrefour, Extra e Pão de Açúcar.

    Sem mais.

    • Gaius Baltar

      Não. A pessoa vai ao Walmart e quer que o café da marca própria do supermercado estejam na mesma prateleira do café da Nestlé, da União, do São Brás, etc.

      • Thiago

        Nos supermercados as empresas dão mais desconto quando seus produtos são colocados à frente e/ou de forma mais visível que os das concorrentes. E não vejo ninguém processando os supermercados por monopólio.

        • Gaius Baltar

          Veja bem o que eu escrevi, Thiago. Não estou entrando no mérito de ser correto ou não, só questionei a analogia que você usou.

          • Thiago

            Ainda assim a união européia não parte para cima dos supermercados mais fortes para verificar se atuam dessa forma. A meu ver é apenas um nacionalismo puro e simples, querendo forçar a Google a fornecer seus algoritmos de forma que o dinheiro pare de vazar no sentido dos Estados Unidos.

          • Gaius Baltar

            A UE tem suas idiossincrasias, mas em geral a intenção é defender o consumidor.

          • José Carvalho

            Parte sim… O que chamam aqui de “marca branca” (relembrando os produtos com embalagens sem marcas lançados pelos próprios supermercados…) segue uma série de regras para evitar o assassinato da concorrência, por exemplo, “Dia” é uma rede espanhola de mercados que em Portugal atua como “MiniPreço”, que tem produtos que levam a marca “Dia”, por ser marca do próprio mercado é potencialmente mais barata que as outras, no entanto são obrigados a manter a marca “Dia”, e os produtos são fabricados no país de origem, sendo justo com os fornecedores, com os fabricantes locais, etc… para ser fabricado no país onde é vendido eles tem que manter toda a cadeia de produção e distribuição neste país, como faz a “Sonae” com o “Continente” e o “Pingo Doce” que não me lembro a quem pertence.
            O Iogurte (por exemplo) do MiniPreço é de marca Dia e é fabricado na Espanha e embalado em Portugal, o iogurte do Continente é fabricado em Portugal e vendido com a marca Continente. Assim sendo, continuam sendo mais baratos que as marcas de nome, mas foram justos com a concorrência.

      • Lucas Timm

        Incorreto.
        Eu sou o Wallmart e eu tenho a minha marca própria de café, o Wallcoffee.

        Após anos de estudo e investimento eu sei que o Wallcoffee é melhor que o Nestlé, que o da União, que o do São Brás, que o da Melitta, que o da Iguaçu, que o Três Corações e que o Três Poderes.

        Então, eu coloco ele numa prateleira melhor e com mais divulgação (e eu nem estou falando do preço dele). Me convença por que eu estou errado em fazer isso, por favor?

        • Fábio Oliveira

          Pelo seu raciocínio, se o Wallcoffee for uma bela bosta, o WallMart o colocaria no fundo da gôndola dando mais destaque aos outros… tá serto…

          • Lucas Timm

            Sim:
            Eu não gosto do Wallcoffee, então depois de experimentar todas essas alternativas, só compro Café do Mercado (Mogiana, por favor). Nesse ponto eu cago para as alternativas, vou ignora-las e partir pra marca que eu quero, independente do ordenamento das mesmas. E se for difícil de achar, eu vou em outro supermercado e o Wallmart perde.

            Não:
            O Wallmart é meu, o Wallcoffee é a minha marca, eu boto ela onde eu quiser. A hora que isso impactar a minha receita eu reviso a prateleira e a publicidade dele. Se o pessoal do Café Três Poderes não gostou da posição deles na gôndola, pode ir vender no Carrefour.

          • Gaius Baltar

            Eu tive uma discussão aqui em Portugal justamente por causa disso. Uma operadora não contabiliza tráfego móvel das soluções de música e vídeo on demand próprias. Na minha opinião é uma mais valia ela poder oferecer essa vantagem para seus clientes, mas a outra pessoa defendia que os dados deveriam ser tratados de igual forma, à semelhança do que diz o Marco Civil brasileiro.

          • Lucas Timm

            (eu discordo do marco civil, que fique claro)

          • Gaius Baltar

            ✌🏻

        • Gaius Baltar

          Não é errado, Lucas. Se você observar bem o que eu escrevi verá que apenas questionei a analogia do Thiago e propus uma mais próxima do caso apresentado no artigo, analogia essa que você mesmo usou.
          Não tenho opinião formada acerca dessa dupla função de prover a busca e promover sua própria solução, mas tendo a considerar algo não lesivo.
          PS: No seu exemplo, o Walmart apresentar um estudo mostrando que o café da marca própria é melhor que os outros torna o estudo meio suspeito, né? 🙂

  • Leooo

    Fugindo um pouco do assunto, tem muito país que faz parte da UE que tá puto com o gerenciamento da crise dos refugiados, já já gente grande pega o mesmo barco da GB e pula fora, o cagaço era tão grande da França pular fora que quando o Macron ganhou teve até comemoração do alto escalão de UE, mas Portugal, Espanha e Itália só estão esperando o que vai ser da GB depois do Brexxit, se ficar tudo bem por lá todos vão pular fora, e de uma vez só, não sei não se daqui alguns anos isso dai não vira outra guerra…

    • Gaius Baltar

      Rapaz, estando do “lado de cá do charco” há mais de duas décadas devo dizer que o espírito eurocético que parecia imparável depois do Brexit está retrocedendo. A vitória de Macron foi só um sintoma desse recrudescimento

  • A UE, mais uma vez, está maluca de pedra e não tem razão nenhuma no caso. Isso é um caso infundado. E o Gogoni é socialista debilóide, não tem credibilidade alguma pra julgar isto.

  • Cássio Amaral

    Cara, cada dia mais me parece que a saída do Reino Unido foi uma decisão acertada. Nessa década a UE foi tomada por líderes de esquerda que odeiam a competência e inovação. Uma coisa é estimular a concorrência, outra é punir a empresa por ser eficiente. Tá parecendo o Brasil, quando uma empresa grande não consegue concorrer em eficiência e preço com outra, aí chora pro governo pra interferir e aumentar impostos e a burocracia para empresa que detém o melhor produto ou serviço.

    • Lucas Timm

      Concordo… É aquela coisa, falando de maneira genérica:
      – Digamos que EU faça um produto matador, que indexa resultados;
      – EU exibo resultados de todo mundo, baseado na relevância deles;
      – Então, EU tenho um produto similar de mesma categoria, e posso faze-lo mais relevante e melhor;
      – Por que EU não posso privilegiar o MEU outro produto, sabendo que ele é MELHOR que os concorrentes e vai oferecer um resultado melhor pro MEU usuário?

    • Gaius Baltar

      Não é tão simples assim, Cássio. A UE tem seus problemas, mas no conjunto foi extremamente positiva para os países aderentes. Inclusive no próprio Reino Unido há o sentimento de que foi um erro o Brexit, mas agora não há o que fazer. Milhões de continentais que vivem nas Ilhas e milhões de britânicos que vivem no Continente serão afetados. Muitas empresas que desfrutavam da dupla vantagem de contar com o ambiente financeiro favorável da City e de estar na UE terão que optar e provavelmente irão transferir suas atividades para o Continente. Bilhões de euros/libras que passavam no RU através de empresas como a Amazon ou Gearbest passarão a circular apenas dentro do espaço europeu, por razões alfandegárias.
      E esses são apenas alguns exemplos.

      • Cássio Amaral

        À curto prazo é ruim, mas veremos à longo prazo. O Reino Unido é uma potência, e a UE precisa mais dela do que o contrário. Acredito que o RU consiga se virar muito bem, afinal não foi por causa da UE que ela tem uma economia forte. É que nem São Paulo ou a Catalunha, que geram muito receita para o governo do que recebem dele, e tem que sustentar outras regiões pobres.

        Só essa questão da imigração, de impedir que imigrantes muçulmanos entrem no RU vindo de outros países europeus, para mim já é algo positivo.

        • Gaius Baltar

          Na verdade a maioria dos imigrantes (muçulmanos ou não) vêm de nações do Commonwealth (que têm relações próximas com o RU) e não através da Europa Continental.
          A UE não é só questão de dar e receber grana, há a cooperação científica, circulação de mercadorias, pessoas, bens, capitais e serviços.

  • Henrique Crivelli

    “mas francamente, não tem como defendê-lo.”

    Não tem como defender o Google por estar sendo extorquido por ser mais eficiente, e por privilegiar os seus próprios produtos em detrimento dos produtos concorrentes?

    • Gaius Baltar

      O ponto de vista aqui é tipo aquele consultor financeiro que te indica os melhores fundos de investimento, mas sempre privilegiando os fundos geridos pela gestora de fundos dele. Ele age dos dois lados do balcão, o que acaba por configurar conflito de interesses.

  • Chuchu Psicótico

    preparando a pipoca pra ver a google sair da europa, quem cai primeiro, o algoritmo ou o governo europeu com a revolta?

  • José Carvalho

    Fico assustado com a quantidade de pessoas que levantam a bandeira de ofender a UE chamando-a de socialista (como se isso fosse xingamento) sem ter pesquisado direito além das notícias, mais referências de domínio público. É assustador como a polarização política no Brasil está burrificando gente potencialmente inteligente.. [Edit] Não é por ser eficiente que o Google é punido, é por ser injusto… qual a parte não entendida??? [/edit]

    • Jefferson Viana

      Qualquer coisa hj e socialista, mas veja q burrice,o Google quer ser único, quer acabar com a concorrência, ele quer ser o partido único do sistema de busca e todos os outros serviços deles

      • José Carvalho

        O Google, Facebook e afins não querem prover serviços nem nada… a intenção deles é interditar a internet pra eles e ponto… Isso não dá… Você começa a ficar cabreiro quando é um “governo” que te protege das corporações contra o monopólio.
        A verdade é que esta guerra não é para o nosso bem, longe disso! Esta é uma guerra para definir quem vai ter o controle da via informática das comunicações. Nós somos as desculpas, culpados, responsáveis, vítimas. Europa não está muito distante do Brasil, Asia e EUA em termos de interesses corporativos, mas ao menos aqui, tenta-se manter a massa viva, em outros lugares as pessoas já não são mais nada

    • gente potencialmente inteligente

      Eis o seu erro…

  • Jefferson Viana

    Monte de brasileiro chamando a UE de socialista e nos USA elege um presidente que diz defender apenas empresas americanas, indo contra a tal livre concorrência, sei que se nossos politicos ou nossos órgãos do estado fossem como da UE nosso país não seria a merda que é, deve ter gente aqui q apoiou a cobrança de dados da internet, pq a modinha agora é essa de minima interferência do estado no mercado. Não tem muito tempo que vi um documentários sobre as revoluções dos anos 1800-, na Inglaterra quando começou o debate sobre direitos trabalhista, trabalho infantil etc…, em em meados do seculo XIX tinham a mesma conversa, que o “estado” não tinha que se meter na relação comercial-trabalhista de 2 pessoas, como se fosse simétrico o poder dos grande e poderosos com de um aldeão. Engraçado como pra esses neo-estado-minimo-do-faicibuki não tem meio termo, ou estado não se mete nada ou estado é comunista. Fico imaginando em qual país eles se espelham.

  • DiMais

    Microsoft coloca o Internet Explorer como navegador padrão do Windows, a CE acha que isso é errado e pune a Microsoft: palmas para a CE.
    Google privilegia seus serviços dentro do seu buscador, a CE acha que isso é errado e pune a Google: coitadinha da Google!

  • Vagner Da Silva

    Acho até que é justo forçar o Google a abrir seu algoritmo, desde que o concorrente pague royalties ou tenha que abrir os seus produtos em contrapartida. De qualquer forma, não acredito que apenas o algoritmo mudaria alguma coisa a marca já é o sinônimo de buscador.

  • Jose X.

    aqueles comunistas 🙂
    bem tá fazendo o reino unido, saindo daquilo lá

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