Duas vezes mais rápidas, memórias RAM DDR5 chegam em 2018

Ao contrário do que alguns especialistas vinham afirmando, a memória DRAM não demonstra sinais de cansaço e não há planos dos fabricantes para interromperem sua produção por conta de pouca evolução no mercado de PCs em geral. A prova é que a JEDEC Solid State Technology Association, grupo responsável por definir os padrões de componentes microeletrônicos já assegurou o início do desenvolvimento dos módulos DDR5, que devem ser introduzidos no mercado (apenas clientes corporativos) já em 2018.

O entendimento de alguns críticos para o possível fim das memórias DRAM, com a DDR4 sendo a última a ser desenvolvida se baseava no fato de que os desktops e notebooks pouco evoluíram nos últimos quatro anos. Isso justificaria uma estagnação do modelo, com os atuais consumidores (finais e corporativos, em especial esses últimos) tendo que se virar com o que existe hoje; no entanto, com cada vez mais investimento na Realidade Virtual e Aumentada é importante contar não apenas com mais capacidade de memória RAM, mas também com uma maior velocidade.

Hoje a memória DDR4 opera em uma frequência entre 800 e 4.266 MHz, com uma voltagem tensão entre 1,2 e 1,4 V; a JEDEC não deu números exatos mas promete que os trabalhos acerca da definição das especificações da DDR5, iniciados agora buscam dobrar as características de sua antecessora. Ou seja, duas vezes mais capacidade e velocidade aliado a uma maior eficiência energética, segundo a associação.

A meta é já oferecer os primeiros módulos para servidores e outras soluções de alto desempenho já no próximo ano, enquanto os usuários finais deverão esperar o lançamento dos módulos comerciais um pouco mais; embora não haja nenhuma data específica espera-se que os pentes para a próxima geração de placas-mãe deverão ser disponibilizados somente em 2020, já que dependem de outros fabricantes como Intel e AMD para fins de suporte.

Há quem diga que a RAM como a conhecemos está perto do fim, graças a soluções como a tecnologia Octane da Intel para acelerar o processamento de memória através de módulos M.2, com um salto considerável de velocidade (ainda mais para quem utiliza SSDs). Há a possibilidade de que a memória Flash no futuro dispense completamente o uso de RAM, mas ao menos num primeiro momento este não é um luxo que os fabricantes podem se dar. Por enquanto, que venham as RAMs DDR5.

Fonte: JEDEC.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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