Facebook vai inserir ads no meio de vídeos e dividir a grana com produtores de conteúdo

Mark Zuckerberg já deixou bem claro que não só odeia a concorrência na internet como está disposto a aniquila-la. Nos últimos meses ele vem tomando decisões que aproximam o Facebook mais de uma solução completa de navegação e experiência, ao passo de agregar uma série de serviços (vendas, streaming de vídeo e áudio, notícias, produtividade, etc.) de modo a manter o usuário o tempo todo dentro da rede social.

Aos poucos o Facebook está virando um pato: faz um monte de coisas, nenhuma delas perfeitamente mas quebra o galho para a maioria das pessoas.

A questão é que para produtores de conteúdo em geral a plataforma não é lá tão amigável ou rentável quanto o Google por exemplo, entretanto as regras insanas de Mountain View que ela não deixa às claras já fizeram muita gente perder o acesso à plataforma por uma série de contravenções arbitrárias. Zuck sabe disso, mas ainda não existia um plano para a inclusão de vídeos no programa Facebook Advertising. Só que isso vai mudar muito em breve.

Com um acervo enorme que gerou o consumo de 100 milhões de horas/dia em vídeo só em 2016, o Facebook já criou um portfólio invejável seja com transmissões do Live, seja com outras produções. Portanto é hora de faturar: a empresa está estudando um formato de exibição de ads, que já passou por um período de testes no serviço de streaming ao vivo que insere propaganda após o início e será extendido em breve a todo o conteúdo em vídeo, mais precisamente depois dos 20 segundos iniciais. Isso significa que não importa o que você deseje assistir, passado o início você terá que engolir uma propaganda se quiser continuar. A única exigência para a inserção do ad é que a peça tenha no mínimo 90 segundos de duração, os menores não serão monetizados.

É aí que o negócio fica interessante para o produtor de conteúdo: o Facebook pretende embolsar apenas 45% de todo o lucro vindo dos ads dos vídeos, e o restante fica para o uploader. Este é um senhor incentivo tanto para quem já utiliza a rede social para divulgar seus trabalhos quanto para novos interessados. É uma estratégia inclusive para incentivar a migração de plataforma, ou ao menos para que o criador utilize a ferramenta do Facebook ao invés de postar um link para o YouTube. De certa forma ele ganharia duas vezes com o mesmo vídeo, ou se sentirá incentivado a produzir conteúdo exclusivo (o mais provável).

Por outro lado essa estratégia pode significar que o algoritmo de visualização pode e será modificado: atualmente assistir três segundos conta como vídeo já visto, mas no caso dos monetizados é possível que o dinheiro só entre na caixinha após a exibição obrigatória do ad. Resultado: ou o produtor de conteúdo convence o usuário de que assistir o ad é importante ou ele não verá um tostão. E não está claro como ou se extensões como o AdBlock funcionarão nesse caso.

Resta saber como será a reação dos espectadores e dos produtores de conteúdo. Uma coisa é certa: deixar sem monetizar e deixar de incomodar o Google AdSense não é uma opção para Zuck.

Fonte: recode.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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