Status-6: o Drone Russo do Juízo Final

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Se há algo de que os russos não podem ser acusados é excesso de sutileza. Em 1985 um grupo de terroristas no Líbano sequestrou quatro diplomatas russos. Um deles foi metralhado e jogado em um beco. Um representante da KGB se reuniu com um líder do Hezbollah e avisou que Moscou poderia responder com um míssil e, erros acontecem, sem-querer podiam explodir Teerã ou a cidade-natal do Aiatolá Khomeini.

Ao mesmo tempo tropas Spetsnaz, com informações da KGB sequestraram um parente próximo de outro líder do Hezbollah. Castraram o sujeito, meteram-lhe uma bala na cabeça e enviaram o bigurrilho para o tal líder. Com aviso de que tinham nome e endereço dos parentes e familiares de toda a cúpula do movimento.

Os reféns foram imediatamente libertados e nunca mais se fez nada contra russos na região.

Durante a Guerra Fria as defesas aéreas de Moscou contra ataques nucleares eram lendárias, por um motivo: em vez de mísseis comuns a estratégia era: quando detectado um ataque em larga escala, lançar mísseis nucleares que explodiriam em grande altitude, gerando ondas de choque e pulsos eletromagnéticos que destruiriam os mísseis inimigos.

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Essa sutileza toda se faz presente hoje no Status 6, um drone submarino ultra-secreto que ou foi divulgado por uma falha incrível de segurança ou em uma brilhante estratégia de desinformação.

A rigor um torpedo nuclear não é novidade. Existem desde os anos 50 e seriam uma péssima surpresa para os americanos se a Crise dos Mísseis Cubanos fosse às vias de fato. Não são considerados armas práticas no ocidente, por um motivo simples: dificilmente um submarino conseguiria escapar de uma detonação, depois de lançar um bicho desses.

O Status 6 é diferente. É mais que um torpedo, é um drone. Um mini-submarino autônomo, furtivo e com autonomia de 10 mil km. Algumas fontes dão a ele uma velocidade de 100 nós, o que é quase 200 km/h, muito mais rápido que qualquer coisa no mar, incluindo torpedos inimigos.

Como armamento ele é um drone suicida.

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Como é movido a energia nuclear, Status 6 pode ficar em posição por meses, talvez anos. Ele foi feito para terminar uma guerra, ou começar uma. Estima-se que sua ogiva tenha potência de 100 megatons, o dobro de uma Tzar Bomba.


serasvictorias — Discovery Channel – Ultimates – Explosions – Tsar bomb segment

Ele é projetado para atacar portos e cidades costeiras. Uma explosão submarina de 100 megatons criaria um tsunami com ondas de QUINHENTOS metros de altura, o que faria o do Japão parecer um fim de semana com mar de ressaca no Rio de Janeiro.

Qual o efeito de uma bomba dessa? Vejamos. Imagine que um Status 6 com uma bomba equivalente à de Hiroshima, com 13 quilotons é detonada ao lado do Aeroporto Santos Dumont.

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Na área vermelha todos os prédios são demolidos, 100% de fatalidades. Na área verde, 90% de mortalidade para envenenamento radioativo mesmo se você estiver protegido. A área laranja, com 1,68 km de raio significa queimaduras de 3º grau em todo mundo exposto à explosão.

Agora, e se fosse uma bomba de 100 megatons? A escala cresce um pouco.

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Fonte: Nukemap

A área onde todo mundo na rua teria queimaduras de 3º grau agora tem 64,2 km de raio. A bola de fogo da explosão tem 197 km2. O lado bom é que chegaria na casa da minha ex.

Dizem as fontes oficiais “vazadas” que o Status 6 só estaria operacional em 2019. outras fontes vazaram fotos de containers de transporte do drone.

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É uma arma digna da Nova Guerra Fria, pode funcionar como um blefe, pode até não existir ou não estar funcional, mas mesmo que você tenha plena confinança nas informações de sua equipe de inteligência, vai pagar pra ver?

Fonte: Esquire.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Toma essa, Putin, nossa capital você não detona com isso!

  • Anônimo, seu amigo no XXX

    Pela primeira vez, fiquei com inveja de quem mora em Volta Redonda. Bendita simulação.

    • Felipe Teodoro

      Eu moro em volta redonda, então pela simulação estou salvo uhuuu

  • Cocainum

    Com uma ogiva de 100 megatons e propulsão nuclear, qual seria o tamanho dessa coisa?

    • gfg

      Do tamanho de um submarino

  • la_gomes

    Saudades do Enéas…

    • K9s10

      É ele que erra louco!

    • Enéas presidente e a bomba brasileira. Se construida com a qualidade AEB, em Brasília, resolveria metade dos problemas que temos hoje, que se reunem as 4 da madruga pra formação de quadrilha e crime qualificado contra nação.

      • Orleans Farias

        Perfeito.

      • CristianFL

        Ahhh se explodisse e levasse “brazilha” pelos ares… que delícia, cara!

        • Thiago Bachi Rehbein

          Justificaria o formato de avião da cidade…

      • la_gomes

        o problema é que o aquecimento de urânio fica em Angra dos Reis, porém acho mais provável um vazamento radioativo da usina de Angra 1 igual Fukushima daqueles reatores mais velho que Papai Noel

  • Cléber

    E se ele resolve lançar mais de uma? :S

  • Christiano Nascimento Amorim

    Ninguém mandou deixar o cara Putin da vida.

    • Nem queria ver quando ele tiver realmente Putão. =X

      • o.O

        Ele está Putão agora, que explodiram o metrô em São Petersburgo.

  • AHSOliveira

    Caramba, faria o pessoal de Queimados fazer jus ao nome da cidade.
    desculpem não resisti.

  • Don Scopel

    Tinha uma propaganda antiga do (acho eu) Command & Conquer que me lembra muito os russos que dizia algo assim: Os grandes lideres resolvem conflitos apenas com palavras, palavras como Misseis Scuds e Nuke

  • Rogério Dantas

    E assim caminha a humanidade…

  • Hemeterio

    Como uma dessas dificilmente entraria nadando pelo Canal de Sao Lourenço, acho que Toronto ñ tem com que se preocupar.

    • Bambino VJ

      Hahaha também estou em Toronto.. Estamos a salvo!!!

  • Luiz

    Adoro tecnologia nuclear, totalmente steam-punk, literalmente.
    Nada como um drone nuclear suicida.

  • Luiz

    Fallout4 feelings!

  • Theuer

    Com a atual situação do Rio, acho que teriam alguns que olhariam essas simulações e pensariam:
    É… Quem sabe…

  • Marcogro®

    Pohha, Teresópolis também iria pro saco. É… Não adiantaria correr para as montanhas…

  • O lado bom é que chegaria na casa da minha ex

    Deixa eu adivinhar: Niterói

  • E eu, tolamente, imaginando que haviam abolido a construção dessas super armas nucleares.
    Estrategicamente, ter um submarino bomba dessa potência faz todo o sentido e expõe a “fraqueza” dos sistemas de defesa americanos e europeus.

    Fico imaginando detonarem isso em algum ponto próximo de onde está o Titanic. Nem faço ideia de como calcular isso, mas penso que o tsunami provocado acaba com boa parte da Costa Leste americana e, de quebra, ainda causa muito estrago nas costas de Inglaterra e França.

  • jairo

    É (mais uma)bela arma de dissuasão , de quase impossível defesa , talvez a única maneira seriam medidas eletrônicas afim de impedir que as comunicações de comando por rádio sejam recebidas pelo drone , embaralhar ao máximo as frequências de comunicação navais russas.

    • Arnoud Arnoud Rodrigues

      No caso de uma guerra global termonuclear provavelmente quase todo o espectro eletromagnético ficaria saturado… por alguns minutos. Depois, o Silêncio!

    • kleber peters

      Segundo li não sei onde, ele pode operar autonomamente, com coordenadas pré programadas.

  • Cara! É exatamente por esse tipo de apelação que, na escola de magia na Rússia, eles usam troncos ao invés de vassouras para jogar quadribol!

  • Paulo Teixeira

    Rsrs… Uma bomba dessa não tem uso prático. Quando se usa algo assim o intento é destruir ou danificar uma área de pequena a moderada.
    Por exemplo, algo de 16 megatons seria o suficiente para varrer do mapa uma grande metrópole. Ninguém quer isso. Estrategicamente é mais vantajoso danificar, dessa forma o país atacado tem que focar recursos em salvar seus cidadãos.
    Até por isso a maioria das ogivas de hoje dificilmente passam de alguns kilotons.

  • Haadok

    A vantagem desta arma (ou desvantagem) é que ela pode ter um grande peso e ainda é invisível. É um pesadelo das estratégias de defesa. Não dá para lutar com algo que se não vê ou detecta. Praticamente todas grandes cidades do mundo são costeiras.

  • Guilherme

    500 metros de altura? Nem consigo imaginar esta onda.

    • Hemeterio

      Passa por cima do pao de açucar em 150m, e abaixo do pé do Cristo em 200.

    • Acho que na Baía de Guanabara nem deve ter tanta água pra fazer o estrago… se tiver, estará vazia rapidinho….

  • Luciano Kercher Greis

    Se esse é o Status 6, como são os outros 5?

  • Mario Neis

    a 200 por hora ele não conseguiria se ‘ejetar’ para fora da água e explodir acima da linha do mar e fazer um estrago ainda mais bonito?

  • Julio Verner

    Bem que podia ser verdade esse desenho lindo do fim das favelas cariocas.

  • Pablo Lukan

    A Brasília!

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