Um Telescópio feito com 24 lentes de US$ 10.000. Cada.

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Aquela visão romântica do astrônomo com olho na ocular do telescópio, a noite toda vendo as estrelas é bonita mas é totalmente falsa. Astronomia profissional desde o século XIX depende quase exclusivamente de… fotografia. 

Aquelas imagens lindas que vemos dos Hubbles da vida, mesmo que você olhasse pela ocular inexistente dele, não as veria. Elas são fruto de horas de observação, são objetos não só muito distantes como muito tênues. A luz que chega é muito pouca, muito difusa. Andrômeda por exemplo:

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Você acha que Andrômeda é incrivelmente pequena e os telescópios ampliam a imagem certo? Acredite, ampliação não é o mais importante, e sim abertura. Seu olho é uma bosta (nada pessoal) a quantidade de luz que entra nele é mínima. Isso não é problema quando estamos vendo coisas iluminadas pelo Sol, mas uma galáxia distante é muito mais fraca, os fótons estão espalhados.

Um telescópio com uma abertura grande captura e concentra muito mais luz.

Vamos a uma metáfora visual: você está deitado de costas na grama, está chovendo. Você coloca um canudinho na boca e tenta beber água de chuva. Isso é você olhando para um objeto celeste.

Em seguida você encaixa na boca um funil com uma abertura de 1 m. Isso é você olhando o mesmo objeto, com um telescópio.

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Ou seja: você capta muito mais luz. Um telescópio faz isso no espaço E com o advento da fotografia, faz isso no tempo também. Mantendo a câmera apontada para o objeto você capta o equivalente a horas de fótons emitidos. Algumas astrofotografias levavam até meses, com os cientistas laboriosamente toda noite posicionando o telescópio nas coordenadas corretas.

Aqui está Andrômeda, em tamanho real, mas com a luminosidade ampliada o bastante para ser vista a olho nu:

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Existem diversas formas de capturar mais luz, você pode usar lentes grandes, ou como é o padrão hoje em dia, espelhos gigantes. Não há motivo para não usar um conjunto de espelhos. Podem ser isolados, como esta belezinha aqui…

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Ou podem ser um conjunto de espelhos, como os 18 recobertos de ouro do James Webb, o sucessor do Hubble:

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Também é possível usar lentes comerciais, se forem muito boas, como um grupo fez ao combinar dois conjuntos de 24 lentes Canon EF 400 mm f/2,8L IS II.

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O telescópio se chama Dragonfly, é fruto de uma idéia de dois astrônomos da Universidade de Toronto, Pieter van Dokkum e Roberto “Bob” Abraham. Eles estavam atrás de um projeto barato mas significativo, e depois de lerem que a Canon havia desenvolvido uma cobertura de nanopartículas que evitava e corrigia difusão de luz, resolveram experimentar.

Levaram uma lente dessas para uma região escura, longe da cidade e tiraram algumas astrofotografias.

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Perceberam imediatamente que o projeto era viável. Começaram a juntar dinheiro, estudantes colaboraram e em sua fase final conseguiram montar dois conjuntos, num total de 48 lentes.

A parte triste é que esse é um projeto pequeno, só em lentes foram US$ 480 mil. O maior telescópio da Universidade do Espírito Santo custa… 1/3 do que a UFBA pagou para um sujeito escrever uma tese sobre saborar jirombas.

Durante uma conferência onde apresentariam os resultados do Dragonfly, Pieter van Dokkum começou a examinar umas imagens que haviam feito do superaglomerado de Coma, o maior arroz de festa da astronomia, que todo mundo fotografa. Ele notou algo diferente, duas manchas que não apareciam em fotos de outros telescópios, mesmo dos muito maiores.

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Como astronomia é uma ciência essencialmente colaborativa, entraram em contato com o pessoal do Telescópio Keck, um dos maiores da Terra. Eles repetiram as observações, e descobriram que sim, havia duas manchas lá, tão tênues que só apareciam nas análises de espectro. O foco em nitidez (sorry) fez com que as nuvens fossem ignoradas, até hoje.

Não só eram duas novas galáxias, como eram muito rápidas e massivas, o que significa que provavelmente são quase totalmente feitas de Matéria Escura. Uma delas foi estudada em detalhe, e batizada de Dragonfly 44.

Uma colaboração entre um dos maiores e um dos menores telescópios do mundo revelou algo que estava sob o nariz de todos os astrônomos do mundo e ninguém tinha visto antes.

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Fonte: Symmetry.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Othermind

    Fui no B&H Photo dar uma conferida nessa lente.. coisa mais linda.. Pena q minha DSLR nunca vera uma.. rs

    PS. O Gilson pira…

  • Kirk

    Muito interessante !

  • Hemeterio

    Absolutamente fascinante. Fui astrônomo amador no colégio, fizemos sessões públicas pro povo ver o Halley, a lua, saturno e jupiter, entre outros. Usamos telescopios de 30cm, nada mal indeed. E um grandao na cupula principal. Sim, nosso colegio em fortaleza tinha duas cupulas, uma delas abrigava o telescopio mais profissional. Mas era os anos 80, nada da eletronica q a gente ve hoje. Pois bem, meu grande trunfo foi achar e ver urano. A mais bela bolinha azul que ja vi ate hoje, sorry earth, vc nao.

    • Samuel

      Cara, quando o Halley passou u devia ter uns 4, 5 anos. Lembro até hoje onde, com quem, e como eu estava. Minha mãe e irmão diziam “olha lá!!!”, eu olhava para o céu e não consegui identificar nada de diferente. Como eu era muito novo, cheguei a imitar com as mãos um binóculo por achar que bastava fazer algo com formato parecido, mesmo que com as mãos, para conseguir ver melhor. Eu simplesmente não vi e por isso não tenho o privilégio de me lembrar como ele era visto “ao vivo”. Não demorou, comecei a perguntar quando ele voltaria e fazer as contas para saber quanto tempo eu teria q esperar para ele voltar. Minha memória é mto boa. E o Halley é a primeira lembrança que tenho de ter perdido algo.

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Não foi o Halley que na última passagem veio em dias super nublados? Acho que o maior show recente foi do Hale Bopp em 96, mas nessa época eu ainda não me interessava muito por isso…

        • Samuel

          Tipo…. depende de onde a pessoa estava no dia né

          • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

            Sim, mas lembro que no estado de SP todo foi bem fraco, não sei como foi no resto do país… por isso perguntei até…

      • Hemeterio

        Relax, quase ninguem viu. Aparecia como uma manchinha borrada no ceu, como uma estrela desfocada. Telescopio de fato nao ajudava, o lance era binoculos. Hey! Vc é novo e vai ver de novo em 2062. Eu tb, aos 91 anos, combinado?

        • Denis J. Alves

          Espero poder completar mais de 80 anos e poder vê-lo.

        • Samuel

          Demorô!

      • Henry

        Lembro que minha mãe me acordou de madrugada, antes de amanhecer, pra ver o tal cometa. Claro, não vi nada, apesar da minha memória me informar que o céu estava bem limpo. Acho que eu esperava ver algo enorme e brilhante no céu, não tinha nenhuma noção do quão fracas eram essas coisas.

    • Carl Segão

      “Pois bem, meu grande trunfo foi achar e ver urano.”

      É o que todo homem deseja, my friend.

      Brincadeiras à parte, o CASP (Clube de Astronomia de SP) cancelou um “field trip” para o observatório de Amparo porque – pasme – dentro do próprio grupo não acharam interessados em número suficiente para o passeio.

      Quem for de SP se inscreva na lista através do site http://www.astrocasp.com/ e nas próximas vezes que forem fazer algo do tipo, pode ser que tenham mais interessados.

      E eles também fazem várias vezes ao ano o evento Telescópios na Rua, onde qualquer um pode participar.

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Participei de um TE do CASP em Sarapuí, acho que em 2006, faz muito tempo, foi muito legal, bem longe pra mim, umas 4 horas de carro, mas valeu a pena.

    • Conte-me mais sobre UrAnus (sorry).

      Mas falando sério, vc viu ele de que “tamanho”? Era só um pontinho azul, ou deu pra ver grande, em detalhes?

      Pergunta de noob: pq embora coloridos, todos planetas que vemos olhando diretamente pro céu se parecem com estrelas, sendo amarelos, brancos ou no máximo, levemente avermelhados (como no caso de Marte)? Se Marte fosse completamente azul, olhando pro céu eu veria um pontinho azul?

      • Hemeterio

        Estrelas ao telescopio, mesmo telescopios gigantes E estrelas gigantes, n passam de pontinhos. Mas Urano sim, da pra ver com poucos detalhes em supertelescopios. Nao no meu caso. A gente via saturno numa boa, mas urano esta ao dobro da distancia e tem metade do tamanho. Entao foi um pontinho so.

        Sim, a gente veria marte azul. Alias veremos em vreve, em 10.000 anos qnd o musk terraformar marte e colocar uma atmosfera nova e um ou outro oceano raso.

        • Pelo jeito vc manja das manjações então vou continuar abusando ui da sua boa vontade.

          Se Saturno se via numa boa, Júpiter que está mais perto e é maior, se via melhor ainda, certo? O que dizer de Marte ou Vênus então? Que nível de detalhes se chega olhando pra Vênus em um telescópio amador? Dá pra ver as nuvens dele? E a Lua? Dá pra ver dentro das crateras?

          • Hemeterio

            A gente ta mal acostumado por causa do Hubble e das varias sondas em orbita de jupiter, saturno, lua e marte. Tudo em HD, tudo em close. Entao TODAS as imagens com telescopios amadores e semi profissionais serao sempre um grande nhé – pra usar um termo tecnico.

            O lance é q vc ta vendo os planetas ao vivo, com seus olhos, sem internediarios, eles estao la e a gente pode dar uma de galileu qnd quiser, afinal a primazia da descoberta sempre sera pra quem nunca viu antes- n importa se ja sao estudados ha 400 anos.

          • Henry

            Eu acho um lance meio subjetivo… tem quem prefira ver uma foto tratada que encha os olhos de detalhes, tem quem prefira ver o objeto real, ao vivo, mesmo que seja apenas um pontinho. É complicado descrever, acho que só experimentando mesmo.

          • Henry

            Eu acho Júpiter o objeto mais fascinante. Mesmo com um telescópio doméstico, você consegue ver faixas coloridas, além das 4 maiores luas. Se você observar em dias seguidos, verá elas mudarem de posição rapidamente.
            Marte apesar de estar mais perto, é muito menor, então com sorte você consegue ver uma bolinha vermelha, com algumas áreas mais escuras do que outras, nenhum detalhe muito nítido.
            Vênus é muito brilhante e não tem detalhes, na minha experiência é apenas uma bolinha branca. O divertido é observar as fases dele, como as da Lua.
            A Lua é com certeza o que apresenta mais detalhes. Você consegue sim ver dentro das maiores crateras, mas dentro delas só tem… mais crateras. Experimente com um binóculo, para isso já é o suficiente.

          • achsanos

            Primeiro, depende muito do equipamento. Segundo, nem de longe é como essas imagens que se vê a rodo na internet – a maioria é obtida por fotos de longa exposição e equipamentos hardcore. Terceiro, não é questão de ter um telescópio, dimensões, capacidade de fixação, manutenção e condições atmosféricas contam MUITO. E lembre-se: os planetas, o céu, a Terra, está tudo se movendo, o tempo todo.

            Vênus é incomodo de pegar por estar sempre perto do Sol; pouca gente sabe, mas é possível vê-lo até durante o dia, e ele apresenta fases, como a lua; mas não tem muito pra ver diretamente. De Marte dá pra pegar alguns detalhes da superfície, mas tem que ter um equipamento bom, senão só aparece uma bolinha avermelhada com umas manchinhas borradas. A Lua é um bom ponto de partida, pra observar as crateras, a melhor época são as fases crescente e minguante, e não a cheia, que pegam a luz do sol de lado e contrastam melhor as sombras.

          • E como faz pra aprender mais sobre o assunto, pra eu deixar de ficar perguntando pra vc e me tornar um manjeiro tb?

          • achsanos

            Trocentas possibilidades. Algum app de atlas celeste, tipo o Stellarium, free e facílimo de configurar. Seguir sites/blogs de astronomia, como Eternos Aprendizes, AstroPT, NASA e aqui mesmo. ‘Efemérides Astronômicas’ – os mais diversos eventos celestes, previstos dentro de um período e organizados em listas, com datas e coordenadas, Google. Alguma informação técnica sobre como utilizar o telescópio; não é só apontar para o céu, temperatura, umidade, qualidade e abertura das lentes e poluição luminosa atrapalham bastante; sites de observatórios, planetários, de universidades e de astrônomos amadores disponibilizam esse tipo de informação, brasileiros mesmo (eras geologicas atrás uma ou outra editora publicava uma espécie de manual do astrônomo amador com todo esse tipo de informação reunida, eu mesmo tenho dois; nos sebos de livros, sempre tem um cantinho onde não é difícil encontrar algum encalhado, útil, mas não mais essencial). E por ultimo – ou primeiro de tudo – saber pelo menos os rudimentos de astronomia.

          • Hemeterio

            Atesto e dou fé.

          • essi hómi

            Em junho no interior de SP, consegui tirar foto de Marte com uma canon 60d e uma lente 50mm, o Stellarium é muito bom pra vc achar oq quiser no céu

          • Hemeterio

            O cara aí de baixo disse tudo

          • McLovin

            Eu tive um telescópio refletor bem amador com um espelho de 114mm, conseguia ver os anéis de saturno, Júpiter e seus quatro maiores satélites, dava pra distinguir até algumas faixas de nuvens… Marte apenas uma bolinha alaranjada difusa… Agora a lua… nossa, espetacular… muitos detalhes, crateras… se quiser ver galáxias e nebulosas tem que partir pra telescópios com espelhos maiores, pelo menos 200mm, que conseguem captar mais luz.

  • Jorge Dondeo

    Lindo!

  • Knup

    Parabéns pelo artigo. Foi muito bem escrito e está bem didático.

    Só tenho uma observação: aquele espelho gigante que você citou pode ser menos eficiente do que um conjunto de espelhos menores combinados. Isso se deve ao fato de que o mínimo de planicidade da superfície de um espelho astronômico deve conter erros do tamanho máximo de Lambda/4 pv (pico-vale), sendo lambda o comprimento de onda da luz. Isso já é bem difícil de se obter em um espelho pequeno, imagine neste gigante! Além disso a obstrução do secundário (o que recebe a luz do primário) deve ser a menor possível.

    No Brasil também temos exemplos de colaboração internacional que até já foram citados pela Science.

  • Marcus

    Pieter van Dokkum…só eu achei esse nome típico de vilão de Star Wars?

    • Carl Segão

      …ou de ator pornô holandês.

  • Samuel

    É…. Andrômeda vai trombar com nóis… Mas enquanto isso não acontece, no G1: “Aluna passa em 2º lugar em mestrado com projeto sobre Valesca Popozuda – Mariana Gomes agora é aluna de Cultura e Territorialidades da UFF, no RJ. Projeto discute ideia de que funk seria o último grito do feminismo.”

    • Artepan Panfleteria

      Caramba. Cultura e Territorialidades… Mais o lambedor de jirombas…
      Esta merda de país não tem futuro….

      • Samuel

        País do Futuro. Condição em loop infinito

  • Eu simplesmente viajo nessas matéria de astronomia do Cardoso. Muito foda.

    Não imaginava que Andrômeda estivesse assim tão “perto” da Terra.

    • Hemeterio

      2milhoes de anos luz. Mas é que a bicha é grande.

  • Rodolfo

    Cardoso e seus excelentes textos. ❤

  • gfg

    Deixe me ver se entendi direito.
    2 Canadenses fizeram uma VAQUINHA e construíram um telescópio “melhor” que qualquer um brasileiro.
    Em 3 anos fizeram uma descoberta importantíssima, coisa que não achei sobre o de Pico dos Dias.
    Porque não estou surpreso?

    • Alvaro Carneiro

      E ainda há quem acredite no futuro do Brasil.

      Meu avô morreu falando que o brasil era o país do futuro, meu pai repetia a mesma coisa.

      Como eu vi os dois morrerem iludidos, saltei fora.

      • gfg

        Também estou trabalhando nisso, mas tá complicado.

      • É uma questão filosófica, o futuro é intangível, quando vc chega nele ele não é mais ele! HAHHAHAHAHHAAH A cara do Brasil! lol

  • HiagoHenrique

    Inspirador, fascinante e espetacular..

  • Russo

    Eu imaginava que Andrômeda, pela distância que se encontra, seria apenas uma estrela minúscula no céu, jamais imaginei que ocuparia uma área maior que a lua, mesmo com todo o brilho possível.

    • achsanos

      É basicamente outra Via Láctea de 200 mil anos-luz de abertura. Note que esse valor equivale a uns 10% da distância lá-aqui; então não é tão longe assim. É como o texto disse, a questão é a abertura do olho mesmo.

      • Russo

        Só uma pequena correção, você esqueceu um zero aí. São mais de dois milhões de anos luz rsrs

        • achsanos

          200 mil anos-luz é o diâmetro aproximado do disco de Andrômeda, o que é cerca de um décimo dos cerca de dois milhões de anos-luz que nos separam daquela galáxia. Trocando em miúdos, Andrômeda está a cerca de 10 Andrômedas daqui.

          • Russo

            Verdade, entendi errado rs

  • Braumeister

    Simplesmente espetacular e muito invejável.

  • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    Já tive um refletor muito bom, 10 polegadas, montagem com GoTo pra astrofotografia, autoguider, bons tempos….

  • DonScopel

    me perdi no “totalmente feitas de Matéria Escura”, se (me corrijam se eu estiver errado) a material escura não é visível a olho nú como q o a DragonFly44 conseguiu ver? Ou eles viram as pistas de que há algo lá e cogitasse q pode ser matéria escura?

    • Lucas Linki

      A galaxia que eles descobriram possui determinadas características que podem ser explicadas por uma grande quantidade de matéria escura.

    • Wallacy

      Tem um quase a antes que faz diferença nesse caso.

    • Diego Marco Trindade

      Boa pergunta. Mas será que a matéria escura não reage com a normal de alguma forma, assim como buracos negros ainda conseguem emitir raios X?

      • Wallacy

        Nesse caso só interação gravitacional mesmo.

    • achsanos

      Até onde eu sei a forma de se detectar matéria escura é por meio de interação gravitacional e pela distribuição de matéria convencional presente nas cercanias. Observando as galáxias/nebulosas/matéria ordinária imediatamente circundantes talvez tenham conseguido inferir alguma coisa.

    • pq as galáxias descobertas são rápidas demais, pelo que o Dragonfly conseguiu ver elas teriam se despedaçado, para permanecerem coesas é preciso muito mais massa. Que só pode ser… matéria escura.

      • DonScopel

        Cardoso, onde acho a foto de Andromeda no seu céu noturno em alta resolução?

    • Alex Ribeiro

      Tem muita matéria escura, mas não é só matéria escura, por isso ela ainda pode ser detectada com a tecnologia de hoje.

  • Lucas Timm

    Paudureci vendo essa lindíssima foto de Andromeda.

  • Rafael Mousinho

    Seria incrível se Andrômeda pudesse ser vista a olho nu… 🙂

    • Cristiano.ferr

      um dia será… já que está vindo pra cá.

  • Torquato Pit Bull

    Fascinante.

  • Oli

    “Aqui está Andrômeda, em tamanho real, mas com a luminosidade ampliada o bastante para ser vista a olho nu:”

    Muito obrigado!

  • alvaro lordelo

    Cardoso qual a treta com a Ufba?

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