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Moana mostra mais uma vez que para a Disney, CGI não é brincadeira

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Uma coisa que todo mundo tira o chapéu para a Disney é o fato de que a empresa sempre primou pelo desenvolvimento de tecnologias próprias para o cinema, e não é de hoje. Quem cresceu com a empresa sabe que ela não brinca em serviço e com o advento da computação gráfica, ela sempre se manteve na vanguarda e trouxe aos cinemas belíssimos usos de recursos que se não estão em sua infância (nunca estão), ao menos não estão acessíveis para a maioria dos mortais.

Um excelente exemplo é do da Câmera Multiplano, inventada pelo ex-animador da Disney Ub Iwerks e a patente foi assegurada em 1933. Ainda que não seja um invento nascido dentro da casa do Michkey foi ela quem mais se beneficiou com o invento, até porque o próprio Disney tempos depois usou de sua esperteza para clamar o produto como oriundo de sua companhia, mas ninguém tira o mérito de que a Disney a aperfeiçoou ao máximo.

A câmera, originalmente montada com peças de um Chevrolet da época aplicava um efeito de três dimensões utilizando várias camadas de cenário. Pense em uma animação antiga, em que o fundo era sempre estático, o que poderia causas distorções quando se utilizava efeitos de zoom in e zoom out. Com a Multiplano, os artistas desenhavam cada plano de fundo separadamente, permitindo que a câmera pudesse dar zoom no cenário e alguns deles se moviam, aproximavam ou se distanciavam enquanto outros permaneciam imóveis.

O filme Branca de Neve e Os Sete Anões foi o primeiro mais notório uso da câmera em grande escala, mas uma animação curta da mesma época que permanece sensacional até hoje, quase 80 anos depois e que faz um excelente uso da Câmera Multiplano é O Velho Moinho:

“It’s kind of fun to do the impossible” — Walt Disney’s The Old Mill (1937)

Cortando para os anos mais recentes, vimos a Disney fazer obras de arte maravilhosas com efeitos digitais graças aos artistas internos (que têm o braço da Disney Research para se apoiarem) e os da Pixar. Foi da subsidiária que vieram os estonteantes efeitos com pêlos e cabelos que vimos em Monstros S.A., e que foram levados ao limite no efeito esvoaçante da cabeleira de Merida em Valente.

Mas a Walt Disney Pictures nos encanta há mais tempo. Em Aladdin nós vimos os primeiros usos de CGI em animação tradicional mas foi a cena da dança em A Bela e A Fera, com o salão e o candelabro em perfeita harmonia com os personagens que enfeitiçou todo mundo. Mais recentemente foram os estonteantes efeitos de neve e flocos de gelo em Frozen: Uma Aventura Congelante que impressionaram a todos, fruto de um trabalho conjunto de dois pesquisadores da Disney e dois da Universidade da Califórnia, e o artigo você confere aqui (cuidado, PDF).

Agora temos Moana: Um Mar de Aventuras, o novo longa animado que se passa na Polinésia. Ou seja, sai a neve e entra água. MUITA água. E se tem uma coisa que nunca ficou muito bem representada em CGI, por mais avançado que os algoritmos sejam é a boa e velha H2O. Mas mais fortes são os poderes dos pesquisadores da Disney.

Movieclips Trailers — Moana Official Trailer – Japanese Teaser (2016) – Dwayne Johnson Movie

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O primeiro teste de Moana com CGIs para os efeitos de água mais realistas foram executados no spot “Toddler”, que acabou sendo veiculado com um teaser no Japão (o vídeo acima). A Disney fez uso de uma ferramenta própria desenvolvida internamente, um motor gráfico chamado pelos artistas da casa de “Splash”. Não só isso, os efeitos são fruto de um trabalho conjunto entre a Disney, a Pixar e a Industrial Light & Magic, com o intuito de facilitar o processo de animação. Enquanto o algoritmo de encarrega do trabalho pesado os animadores se concentram em outros aspectos, bem como integrar as canas com os efeitos de água. A atenção não é pontual: a água não só compõe boa parte do cenário como é um personagem ativo que interage com a protagonista Moana o tempo todo, como uma entidade viva.

De cima para baixo: animação, simulação e renderização

Só para dar uma ideia da importância que a Disney está dando aos efeitos de água, eles compõem cerca de 65% de Moana, enquanto o filme possui 80% de efeitos especial ao todo. Em Operação Big Hero esse número não extrapolava 46% do tempo total da película. Para criar os efeitos a Disney utilizou uma rede distribuída, onde cada máquina é independente mas ainda assim trabalham em conjunto umas com as outras (é o melhor modelo de rede para cálculos massivos, como foi o caso). O resultado é o que se vê no produto final:

Walt Disney Studios BR — Moana – 05 de Janeiro nos Cinemas

O legal vai ser quando o Splash chegar inevitavelmente às mãos de outras empresas, pois veremos com o tempo mais animações e games utilizando a ferramenta para criar efeitos de água incrivelmente realistas, o que é bom para todo mundo. E a magia da Disney continua imbatível.

Moana: Um Mar de Aventuras estreia no Brasil no dia 05 de janeiro de 2017 e sério, eu recomendo que todo mundo vá assistir. Vai valer muito a pena.

Fonte: IGN.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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