As marmotagens que os canais fazem para te empurrar mais comerciais

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Sabe quando o apresentador do programa diz pro convidado infelizmente estamos sem tempo, queria ter mais tempo pra gente conversar e outras amenidades? Ele está sendo hipócrita. Tempo em TV é algo a ser preenchido, se você consegue usar todos os minutos entre os comerciais, fez seu trabalho.

Sim, crianças, TV comercial existe para vender comercial. Programas existem para manter os espectadores no canal, e evitar que eles mudem e vão assistir os comerciais da concorrência.

Por isso os canais fazem tudo para enfiar mais e mais comerciais. Antigamente os filmes tinham 4 breaks. Hoje as emissoras enfiam 6 blocos de comerciais, qual o segredo? Bem, primeiro há os tradicionais cortes. Todo filme sofre um monte de cortes, é divertido ver filmes na TV aberta e perceber como tesouram descaradamente cenas inteiras, mas muita coisa é mais sutil, frações de segundo removidas no começo e fim de cenas, isso acumulado gera economia de tempo, onde entram mais comerciais.

Também há os splashes, chamadas às vezes com áudio entrando no rodapé, aquele truque de dividir a tela pela metade e passar os créditos (acelerados) enquanto faz chamada pra programação a seguir, mas há uma sacanagem em especial que é muito, muito maquiavélica.

Algumas emissoras aceleram a velocidade de exibição dos filmes e séries. Se você acelerar em 5% um filme de 120 minutos ganha 6 min a mais para enfiar comerciais.

Se a velocidade é exagerada, as pessoas percebem as vozes agudas demais, mas se você não é ambicioso e mantém uma velocidade moderada, ninguém percebe, até comparar com o original. Veja como o canal TBS acelera episódios de Seinfeld, comparado ao original. É interessante perceber o áudio aos poucos se distanciando…


ltclassics — TBS Speeds up Seinfeld 9.0 Percent – 2015 UPDATE

Conclusão: cada dia que passa os canais, pagos ou abertos fazem de tudo para empurrar a gente para a Netflix e similares. Todo o respeito e atenção é dado ao anunciante, não ao espectador. Assim como no Facebook, você não é o consumidor, você é o produto.

Fonte: Wall Street Journal.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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