Não ‘vilanize’ a tecnologia, aprenda a usá-la

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Eu tenho reparado — e acho que você também — um crescente número de textos e publicações afirmando que a tecnologia (comumente querendo fazer referência à internet) é a vilã responsável pelo afastamento das pessoas. E eu entendo que é chato estar próximo de alguém que que não está próximo de você por não tirar os olhos do smartphone, ou que não consegue ter dez minutos de conversa com um amigo antes de checar se há alguma nova atualização no Facebook ou no Twitter. É irritante e se você faz isso, apenas pare, por favor.

Todavia, uma coisa que nem todo mundo está percebendo, é que o problema da história toda não é a tecnologia. Não é a Internet, nem o Facebook. O problema, como todo analista de sistema e programador já tá cansado de saber, é a usuário. Tá… palavra forte, né? “Usuário”. Parece que é algum drogado ou coisa que o valha. Pois então, mudemos: o problema, como sempre, são as pessoas. Seres humanos. Seres que se diferenciam de outros animais do nosso planeta, entre outras coisas, pela capacidade de raciocinar. Ao menos, é o que deveria acontecer.

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Corro o risco de estar chovendo no molhado aqui com os leitores do Meio Bit, que em geral demonstram um alto poder de compreensão, e sabem identificar que o problema não é a tecnologia em si, mas ainda assim esta publicação se faz necessária.

Hoje mesmo eu li um amigo, que eu não vejo pessoalmente há anos, me dizendo que “antes, as pessoas se encontravam mais, agora a tecnologia tem atrapalhado isso”. Atrapalhado como, cara pálida? Note que a gente estava conversando pela internet. 😉

Se, por algum acaso do destino, você tem se sentido distante de outras pessoas, seus amigos, e acha que a culpa é da tecnologia, sinto te informar, mas a culpa é sua e só sua. Você não está sabendo usá-la corretamente. E aqui não estou usando do mesmo teor que usou Steve Jobs no caso do Antennagate, quando ele disse que o problema não era o aparelho, mas sim a forma como os clientes estavam segurando ele.

Quanto ao uso da tecnologia em si, se você souber utilizá-la, tudo o que ela vai fazer é te aproximar das pessoas. Sim, isso mesmo, não seja ranzinza senão eu te “bloqueio no feice”. Mentira.

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A capacidade que a internet tem de aproximar pessoas interessantes do mundo inteiro é gigantesca. Podemos filtrar e procurar e nos envolver e nos agrupar por gostos e desgostos, manias e afinidades, por ocupação ou desocupação, por trabalho ou por diversão, como você bem entender.

Quantas pessoas você conheceu primeiramente através da internet e que, posteriormente, se tornaram amigos ou conhecidos pessoalmente, ao vivo, à cores e se mexendo? E quantas pessoas que você conheceu pessoalmente por acaso, e passou a manter contato online, o que possibilitou futuros encontros? Eu poderia citar vários casos pessoais e suponho que você também.

E mesmo com pessoas já próximas: eu me recordo de uma conversa que tive com um amigo há alguns anos, quando marcávamos por e-mail um ensaio de nossa banda. Ensaio este que, anos antes disso, era costumeiramente remarcado ou cancelado abruptamente por pura falta de comunicação entre os integrantes. Por faltar um telefone, por faltar um WhatsApp, um inbox do Facebook.

Marcar festas, encontros, happy hours, esquenta, tudo isso se tornou algo muito mais simples e prático. Dá pra mandar mapas dos lugares, linkar eventos do Facebook com agendas pessoais eletrônicas que te lembram horas antes e, se você for muito popular (ou apenas esquecido) te impedem de marcar eventos concorrentes.

Dá pra chamar um amigo pra um show que você está prestes a entrar, pois acabou de descobrir que tá sobrando ingresso. Você pode ainda convidar seus amigos no Twitter pra te acompanhar a um jogo de futebol, pois você acaba de ser agraciado com quatro ingressos. Encontrar aquela garota linda pois ela saiu mais cedo da faculdade, colegas do trabalho em um churrasco pago pelo chefe ou os amigos para uma corrida de kart, pois está faltando gente. E estou citando aqui exemplos de situações que aconteceram de verdade (parabéns e obrigado a todos os envolvidos que vão, com certeza, se identificar aqui).

Isso sem falar do caso de pessoas que moram em países diferentes, que podem hoje em dia conversar “frente à frente” por Skype ou Hangouts. Sem esta tecnologia, o contato entre estas pessoas seria muito frio e demorado. Talvez nem existisse.

Logo, há diversos exemplos que mostram que a tecnologia aproxima as pessoas, não o contrário. Desde que usada corretamente.

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Ah, mas e aquela pessoa que tá no bar/festa/whatever e nem fala com você e fica na internet o tempo todo” — mais uma vez, o problema não é a tecnologia, é a pessoa. O mesmo vale para quem abdica de um encontro ao vivo por preferir se comunicar apenas através da “rede mundial de computadores”. Trata-se de alguma dificuldade social que o indivíduo tem, e seria legal ele procurar ajuda, ou que pessoas que percebem isso tentassem ajudar. Só este tópico daria todo um novo texto que incluiria também os viciados em videogame, mas não vem ao caso agora.

O importante é entender de uma vez que, se usadas de forma correta (e é bem fácil fazer isso), a tecnologia e a Internet são ferramentas espetaculares de interação social, tanto online, quanto offline.

Logo, em vez de ‘vilanizar’ a tecnologia, entenda como ela funciona e passe a usá-la corretamente.

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