Mais um exemplo do que é o Software Livre

Por: em 27/01/08 na(s) categoria(s): Artigo, Open-Source


Você conhece o JeguePanel? Eu também não conhecia, mas já tinha visto as propagandas no BR-Linux e VivaoLinux. Confesso que nunca usei, mas se trata de uma interface web para controle do Samba e de servidores de email (Postfix? Não sei quais MTAs ele suporta, ou se é um MUA, whatever, não sei). Está religiosamente licenciado na GNU/GPL e seu código-fonte disponível para quem quiser distribuir, contribuir, estudar, melhorar o código e toda essa baboseira que a FSF está acostumada a pregar – e eu não tenho paciência para ouvir. O autor é um apaixonado por Software Livre, usuário de FreeSoftware desde 1996 e largou um emprego de carteira assinada para tomar a religião do Stallman como profissão.

Porém, o conto de fadas não durou nem dois anos. Afinal, (sic) “infelizmente a grande maioria não colabora de nenhuma forma, ou seja, não nos enviam relatórios de erros, não realizam contribuições de código, não colaboram com a documentação, não contratam nossos serviços e sequer são capazes de colaborar fazendo doações em dinheiro para o sustento do projeto”. O autor, Anahuac de Paula Gil, desabafou em seu site que está sem ânimo, sem dinheiro e sem emprego para continuar. O feedback repercutiu, bateu de frente com a opinião de muita gente (que ainda diz que “software livre” dá dinheiro), gerou trolls e apresentou algumas inverdades, como a do autor não ter citado em nenhum momento que o Google contribui com vários projetos de código aberto, como o MySQL. Talvez ele não saiba disso…

O desabafo também mostra o autor sendo vítima da própria comunidade, onde ele também desenvolve um plugin livre e pago para integração entre o JeguePanel e o Microsoft Active Directory. A GPL permite que um software seja cobrado, todo mundo sabe disso, mas tem que vir acompanhado do código de fonte, bla bla bla, para manter sua “essência livre” e ele assim o fez. Mas, a maturidade dos usuários de Software Livre – que nem pagam pelo JeguePanel – se mostra ainda mais interessante e ele conta receber inúmeros e-mails com palavras calorosas e elogios à sua progenitora, por não disponibilizar o plugin gratuitamente para a “comunidade”.

No BR-Linux apareceram algumas tentativas de justificação de seus fracassos, como um plano de negócios ou o fato do nome ser “JeguePanel”, que não soa lá muito internacional, independente do sistema também estar disponível em inglês. Bem como se os nomes dos Free Software fossem ponto forte e extremamente relevante do movimento, TKGate (e acrônimos recursivos com péssimas pronúncias) que o digam.

Mas no meio de tudo isso, continuei comprovando minha teoria (possível livro?) com relação à diferença entre os softwares livres e o software de código aberto, claramente a visão contrária de Richard Stallman e Linus Torvalds. Enquanto o Stallman acredita no Software Livre como filosofia, religião, ideologia-eu-quero-uma-pra-viver e coisas assim, ele (e também, provavelmente, o autor do JeguePanel) se esquece de que o mundo é bem real, as contas são pagas com dinheiro, não com códigos e o sistema que move o planeta é o capitalismo cruel. A “comunidade” liderada por Stallman é barulhenta e não produz muita coisa, por que a maioria dos integrantes não sabe fazer um simples “Hello World” em HTML, o pouco que se produz geralmente não chega na versão final, ou algo perto disso, GNU/HURD que o diga. A contribuição do mundo real também não existe, se existe é pouca, meia dúzia de gatos-pingados reportando bugs, por exemplo.

Linus Torvalds, por sua vez, acredita no modelo de desenvolvimento em código aberto, justamente o contrário de Stallman, e nesse modelo de desenvolvimento, “Talk is cheap” e o que importa é simplesmente o código. Aqui existem hackers desenvolvendo software de qualidade, superior ao proprietário (não estou brincando), e empresas ganhando muito dinheiro vendendo software com código aberto em caixinhas, dando suporte, treinamentos e estudos de caso. Mais pessoas usam, mais pessoas contribuem e assim nasceram e cresceram o Linux, o Apache, o Samba, o MySQL, o Postgres, o BIND e outros softwares de que têm competitividade e eficiência (geralmente) superiores, num custo baixíssimo (nada nesse mundo é de graça).

Então, você que já leu a carta do Anahuac e depois leu este artigo, acha que o referido senhor errou em sua opção de tentar ganhar dinheiro através da comunidade “Software Livre”? Pois é, eu também acho.

(E que venham as pedras, os ovos e os tomates).

PS: Se a idéia do Anahuac foi chamar a atenção, deu certo: 24/01/2008, as 23:39, há 1255 visitantes online no site do JeguePanel.

  • Tonny

    Ótimo artigo. Eu nunca entendi muito bem como se ganhava dinheiro com software livre, mas esse (e outros) artigos tão me ajudando a entender melhor essa questão.

    PS: Mas eu não vou parar de usar Debian!
    PSS: Se prepara…

    • Tonny

      Olha, só, primeirão!!!!!!

    • marcus

      Eu nunca entendi muito bem como se ganhava dinheiro com software livre, mas esse (e outros) artigos tão me ajudando a entender melhor essa questão.

      Por sinal, ajudando a entender errado.

      O modelo de negócios montado pelo Ahuac está mais próximo de uma RedHat, que produz software livre e ganha com suporte, do que com a filosofia do Stallman, que ignora/desdenha da existencia de um ecosistema comercial ao redor do software livre e prefere se fixar no viés social e político do SL.

      O artigo distorce as coisas com objetivo claro de polemizar sobre o assunto.


      http://marcus.idevs.net

      • http://pietra@hotmail.com Anônimo

        Ou seja: O modelo apresentado pelo Stallman NÃO tem viabilidade econômica, nunca teve e não tem interesse em ter.

        Muito obrigado, as empresas adorarão saber disso.

        Aliás, já sabem, por isso que os comunistas do SL são tão mal-vistos.

        Desculpe, mas nem todo mundo vive de mesada ou é funcionário público.

        • luctimm

          Como diz a musiquinha do Stallman:

          Hoarders may get piles of money,
          That is true, hackers, that is true.
          But they cannot help their neighbors;
          That’s not good, hackers, that’s not good.

        • Zmaster

          Concordo contigo,

          A maneira que é interpretada e levada em ênfase pelo Stallman é totalmente fora de questão, devido a necessidade de se custear quem desenvolve e quem utiliza as ferramentas.

          Aberto é uma coisa, grátis não dá !!

          Parece software filântropico.

          Acredito que o desenvolvedor deste software se alterasse o nome para algo mais de mercado como “Manager PRO”, talvez a receptividade seria maior.

          ———————————–

          ” Como uso as 3 conchaS? “

        • PauloBotelho

          Pelo que eu sei o Stallman é funcionário do MIT.
          Os brasileiros da FSFLA são funcionários de universidades (UNB e UNICAMP)…

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Vc está parcialmente enganado.

            O RMS (Richard M. Stallman, pra quem não sabe) mantém uma posição de “pesquisador filiado” no MIT, MAS é uma posição não remunerada.

            Qto aos brasileiros q vc citou, a FSFLA é uma organização formada por voluntários, portanto é natural q mantenham seus “day jobs”.

            Só pra constar, um outro membro da FSFLA é (ou era) funcionário da Red Hat USA (morando no Brasil mesmo – inclusive, como ele fazia pós na Unicamp talvez seja dele q vc estava falando) e outro(a) é sysadmin no Google da Suíça.

            [ ]s,

            olival.junior

          • Gilberto Martins

            Pelo que sei, “In January 1984, Stallman quit his job at MIT to work full-time on the GNU project, which he had announced in September 1983.”, como está escrito na linha superior a GNU Project. Quanto aos “brasileiros do FSFLA”, nenhum nome foi citado como exemplo, por isto nem posso opinar.

            Quero aproveitar aqui e pedir aos que falam de algo que ouviram falar (mesmo sem ter certeza), que incluam os links para ratificar o que acham que é certo. Na maioria das vezes, descobrem que não manifestar este tipo de opinião é mais saudável.

            ==>
            Blog: Livre e Social

      • luctimm

        Ué parceiro. Ele divulgou o JeguePanel pra quem? E ele critica justamente quem em seu desabafo?

        Se ele tivesse adotado o modelo RedHat de desenvolvimento, ele teria divulgado seu produto em empresas, mídia impressa, revistas “especializadas” e outros meios que programadores e empresas costumam fazer. Bem longe da comunidade, assim como a RedHat e a Novell fazem. A aquisição pela comunidade viria em consequência.

        Não sei no exterior, mas no Brasil, software sempre dá dinheiro. E o rapaz não tentou vender software pra quem compra, ele tentou vender pra comunidade. E não deu certo.

        • http://pietra@hotmail.com Anônimo

          Piora. Ele reclama não só da falta de dinheiro, mas da falta de apoio, colaboração, participação.

          • http://terramel.org Terramel

            Mas isso não é culpa do modelo ou da licença que ele escolheu… Está mais para ser culpa da finalidade do projeto dele que não é um projeto que chama muito a atenção do público alvo que ele escolheu. O problema não é querer divulgar para a comunidade do SL e sim acabar divulgando para quem não tem interesse em software para gerenciar servidor de e-mail…

            Aposto que se ele fizesse algo como, por exemplo, uma espécie de composite manager estilo Compiz Fusion (mas claro, sem o gerenciamento de janelas) que se integrasse em algum WM leve e adicionasse vários recursos a ele, como por exemplo, o Fluxbox, ele conseguiria mais feedback (pelo menos acho que deve ter muito gente interessada em Fluxbox com efeitos 3D – e não falo de xcompmgr heheheheh)…

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            http://terramel.wordpress.com

      • http://terramel.org Terramel

        Ao contrário do que muitos pensam, Stallman não é contra ganhar dinheiro com SL… Se fosse, ele não teria permitido a venda do Software Livre ao criar a GPL, não concorda?

        Sobre ele se fixar no viés social e político, ele está certinho. Muitos se preocupam com código, muitos se preocupam com negócios… Alguém tem que se preocupar com as questões sociais e políticas…

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        http://terramel.wordpress.com

  • Tonny

    Bom, não tinha lido o tal desabafo do cara. Li, e percebi uma coisa: A filosofia do Stallman pode ser linda e tudo mais, mas parece que o mundo ainda não está pronto pra ela…

    PS: Meu primeiro comentário tah todo torto aqui no Opera.

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    O melhor são os comentários. Vi um lá dizendo que o autor havia atingido seu objetivo, criando software livre de qualidade. O autor aparece abaixo dizendo que o objetivo dele é pagar as contas…

    O resto parte de pau pra cima. A culpa é SEMPRE do autor, NUNCA do modelo, NUNCA da “comunidade” que se recusa a abrir a carteira para dar R$10,00 em um discador do Velox ou reconhecer que NINGUÉM estatisticamente falando programa SL no Brasil.

  • Pedrotxp

    Sempre quando ouço falar dos softwares livres lembro do movimento “anarquista” enfim, falam muito e não fazem nada. E ainda por cima tentam tirarE o crédito dos que fazem… E como todo mundo sabe e você também diz no post, nada é de graça nessa vida.

    • Gilberto Martins

      Falar muito e não fazer nada.

      Acho que as pessoas estão relacionando o Open Source/Free software com a obrigatoriedade de ganahar dinheiro. Hoje eu vivo inteiramente de Linux, paguei meu terreno no Rio de Janeiro, nem sou desenvolvedor, e acho que a idéia de Software Livre foi a melhor coisa que fiz na informática.

      Entretanto, como em todo negócio, há de se observar as características que cercam o projeto como um todo. Acho que a falha foi mais por parte do projeto do que da participação da (dita) comunidade. Verdade seja dita, aqui no Brasil, a comunidade de software livre não colabora muito, e os atirar a primeira pedra.

      ===
      Blog: Livre e Social

  • luctimm

    PS: Escrevi esse artigo no dia 24, só agora o Marcellus publicou.

    • Marcellus Pereira

      Sorry, TimTim… estava viajando pelo Brasil, angariando fundos para que o nosso conteúdo continue com o ótimo nível, gratuitamente. ;)

      • luctimm

        Não precisa pedir desculpas…

      • Panorama

        uahauhahaahhahaha, agora meu coração foi tocado: vou anunciar no meiobit. Já contratei a w/Brazil para produzir a campanha =]

        http://www.panoramainternacional.com

  • http://blogs.technet.com/fcima fcima

    Se o seu modelo de negócios se baseia em cobrar pelo suporte, qual o incentivo que você tem em produzir um software que seja fácil de usar e de suportar?

    • Wallacy

      O modelo em sí não se baseia só em suporte. Pode existir venda direta também.

      Porém isso é uma coisa realmente relevante, quando se cria um projeto afim de ganhar somente com o suporte, criar um software “fácil” de usar e de suportar parece ser um pouco contraditório.

      —–
      Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
      Gandhi.

      • http://magno-naval.blogspot.com magno

        criar um software “fácil” de usar e de suportar parece ser um pouco contraditório

        Depende do tipo de usuário. Um software pode ser muito fácil de usar, mas o usuário quer criar scripts, programas que se interrelacionam com o software principal, e outras coisas mais específicas. Nesse caso o suporte é necessário.

        E o que parece fácil para um usuário, pode ser terrível para outro. Eu já quebrei a cara muitas vezes quando falo: “A instalação é intuitiva, basta saber inglês“. E o que pode ser intuitivo para mim, pode não ser para muitos.

    • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

      Menos FUD, Cima… A sua pergunta é mais ou menos a mesma de quem questiona: “qual o interesse da Microsoft em contribuir para Padrões Abertos se ela fatura com o Lock-In (ou ‘aprisionamento’) aos seus produtos” ?

      E, no entanto, vc sabe muito bem q o termo “suporte” (em jargão corporativo) não é somente helpdesk e não implica em dificuldade de uso. Bem como a Microsoft contribui ativamente para vários padrões abertos derivados de XML (e não estou falando do manjado debate OOXML), vide os padrões de B2B.

      Preciso detalhar mais?

      [ ]s,

      olival.junior

      • http://blogs.technet.com/fcima fcima

        Vou repetir a minha pergunta de novo, agora com um grifo especialmente para você:


        Qual o incentivo que você tem em produzir um software que seja fácil de usar e de suportar?

        • klazu

          Voce quer o contrato jogando “limpo”, não por ser a unica opção e sim a melhor.

        • Caravana

          O grifo é especialmente pra ele, mas vou tentar responder…

          Começando por uma matemática boba: se for mais fácil de usar, mais pessoas irão usar, e mais pessoas usando significa um público muito maior precisando de suporte para quando aparecer um problema inexplicável ou aparentemente insolúvel (facilidade de uso não tem muita relação com estabilidade…), ou até mesmo uma configuração avançada.

          Também levo em consideração, que qualquer sistema operacional amplamente usado hoje, tem complexidade suficiente para 80% dos usuários não terem noção de nem 20% do que o sistema é capaz de fazer, então assim que as necessidades aparecerem, o suporte será acionado.

          Por fim, tomando por base os fóruns que leio, vou usar o MacOS como o sistema que chegou mais perto da tal facilidade de uso. Uma busca rápida pelo Google, mostra que não falta usuários com dúvidas em como fazer muitas coisas, por mais intuitivo que o JesusOS seja. Então, ainda que se faça um sistema mais fácil de usar, que o que é tido por muitos como o mais fácil de usar hoje em dia, falta de espaço pra área de suporte não existe (acho que compliquei um pouco aqui).

          Tornar o sistema mais fácil de usar, na verdade vai é facilitar a vida de quem presta suporte. Para um usuário final que liga reclamando que o teclado não está reconhecendo o cedilha, pedir pra ele abrir o terminal e dar um sudo vi /etc/xxx.conf e ficar catando linhas, não é solução.

        • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

          Bom, vou entender por “suporte a software” ao “atendimento das necessidades do cliente com relação à operação, gerenciamento, manutenção e aperfeiçoamento do produto/aplicação de software. Atividades de suporte a software podem incluir a instalação, integração, configuração, upgrades, atualizações, análise de performance e interação com o cliente para atender a questões básicas de uso do produto.”

          Peguei essa daqui, sem nenhuma grande pesquisa sobre o conceito, mas acho q atende aos nossos objetivos e vai ao encontro do conceito tradicional.

          Pois bem, se um software é “difícil de suportar”, então será difícil tanto para novos usuários quanto para desenvolvedores. Afinal, será difícil de instalar, de atualizar, etc e tal.

          O modelo de produção de Software Livre/Open Source depende fortemente do fator de rede para ter sucesso, ou seja, quanto mais gente usando e contribuindo, mais bem sucedido será meu software.

          Assim, ainda q os modelos de negócio ao redor do SL se baseiem em suporte, fazer um produto “difícil de suportar” acabaria sendo um tiro no próprio pé, uma vez q vc passaria a contar apenas com seus próprios recursos para mante-lo, alienando todos os potenciais contribuidores do projeto.

          A única situação em q eu vejo sua afirmação fazer sentido é no mundo do Software Proprietário, em especial naquelas situações onde a softhouse faz um produto sob encomenda e entrega o código para o cliente (sem q ele seja publicado sob uma licença livre). Neste caso, se a empresa fizer um produto difícil de manter, provavelmente será chamada a dar suporte ao mesmo posteriormente, ainda q o cliente tenha posse do código-fonte.

          Inclusive, essa é uma importante diferença entre o Software ser Livre/Open Source e ser apenas algo com o código disponível. No primeiro caso, o fator de rede anula possíveis incentivos para criar complexidades artificiais. No segundo, qto mais obscuro melhor para seu criador.

          [ ]s,

          olival.junior

  • http://magno-naval.blogspot.com magno

    Antes de entrar para o mercado de trabalho, eu adorava software livre e a GPL 2. Porém olhando mais de perto, é complicado aplicar essas licenças a um modelo de negócios. Você gasta os tubos (em termos de HH) no projeto e alguém pode vir, trabalhar duas horas em cima do seu projeto e tomá-lo como seu.

    A comunidade realmente não gosta de abrir a carteira. Há programas proprietários que só não foram ainda para o GNU/Linux porque os usuários do referido sistema os queriam de graça.

  • http://tecnoevidencia.blogspot.com rgadelha

    SL pode sim ser “lucroso”, mas depende do tipo de visão e negócio que você propõe para sua solução.

    O ponto “burro” do cara, é que ele largou tudo em prol de um projeto que nem sabia se ia dar certo e ficou comendo poeira, pensando que ia ter um retorno a curto/médio praso, patético.

    Eu tenho alguns projetos que desenvolvi usando apenas SL, então acho justo liberá-los sob uma licença livre, mas não vou fazê-lo agora (por enquanto arrecado alguns bons trocados com isso), vou fazer quando achar que estiver na hora certa e sem ficar na experança de arrecadar dinheiro com isso e tirar meu sustento de SL.

    Até daria pra se sustentar de SL, se você não morasse no Brasil, imagine: O cara usa o Windows XisPê piratão, não pagou nada, tu achas que esse tipo de usuário vai contribuir de alguma forma com teu software livre? Claro que não, o cara não paga nem pelo sistema operacional que ele tá usando. E aqui, 90% dos usuários são assim (ok, posso ter esticado).

    TecnoEvidência

    • http://pietra@hotmail.com Anônimo

      Pois é, o cara acreditou no papo de que “se construir, eles virão”. Existe uma ENORME diferença entre o discurso pró-SL e a realidade onde o sujeito não doa um centavo, não paga NADA por software e acha natural.

      O erro foi ele ter acreditado mais em discurso de tietes do stallman do que nos próprios olhos. Mas dentro de uma universidade, é bem compreensível, o coitado deve ter sofrido uma lavagem cerebral (voluntária) onde saiu acreditando piamente que se mostrasse um modelo mais “justo, democrático e participativo” todo mundo pularia dentro e seriam felizes.

      Não é assim que a banda toca.

      • http://tecnoevidencia.blogspot.com rgadelha

        Até dois meses atrás eu trabalhava como Gerente de T.I. em uma universidade pública, e lá fazem muito uso de SL, até aí tudo bem.

        Mas existem algumas pessoas e professores que evangelizam de tal forma que ficam parecendo o Bispo Edir Macedo, sim, aquele mesmo da Igreja Universal, fazendo lavagem cerebral nas pessoas.

        Eu uso SL a mais de 7 anos, mas ta aí, nunca deixei que fizessem essa lavagem em mim. Algumas pessoas chegam e falam pra mim: SL é I D E O L O G I A.

        É por isso que a carroça não anda. SL pra mim é mercado, como qualquer outro modelo, mas com uma diferença, porque é onde entra a colaboratividade e outra forma de ganhar dinheiro: no suporte (desde que você tenha uma boa base de usuários que não faça parte dos 90% acima).
        TecnoEvidência

        • luctimm

          É o meu ponto de vista…

        • Conqueror

          Todo fanatismo é burro, não importa sobre o que seja. Assim como os fanáticos religiosos desdenham de coisas que a ciência provou como correta, os fanáticos do SL não reconhecem os problemas do sistema atual de licenciamento.

          ——————————

          Campanha Play Ogg

      • Zmaster

        Numa empreitada desta é sempre necessário ter um emprego garantido até o projeto se tornar viável e lucrativo por si só !!

        ———————————–

        ” Como uso as 3 conchaS? “

    • luctimm

      Pois é! Esses 90% (e a comunidade SL) foi justamente pra quem o rapaz tentou vender o JeguePanel…

      Eu pagaria por software livre como se fosse qualquer outro software, se o preço fosse justo e ele suprisse minha necessidade. Exemplo disso é a distribuição desktop da RedHat, que tá atrasando igual o Windows Vista, e será paga quando for lançada. Eu vou comprar.

      • http://tecnoevidencia.blogspot.com rgadelha

        Boa.

        Mas esta aí também, um dos “poréns” do SL: se sua solução é boa, muitas pessoas adotam, 10% vao contribuir com algo (5% com código, 3% com grana, 2% bug reports). Caso contrário, perdeu mané hehe.

        E tem o problema também da cultura brasileira: usa, usa e não contribui com nada.

        Um dia um cara disse pra mim que fez um anúncio no google sobre uns produtos dele, mas não teve muito retorno e ele disse: “nunca vou clicar em anuncios de seu ninguém ta aqui (imagine seu dedo médio estirado) que eu vou dar grana pro Google”.

        Então daí, da pra ter noção da nossa cultura.

        TecnoEvidência

  • skullkid

    Se não fosse o Stallman para discutir, brigar e ter criado a GPL, hoje estariamos reféns da M$ e Apple (se bem que da última o pessoal daqui não ia falar nada independente dos abusos dela).

    Por mais que seguir cegamente o que ele fala não leve a muita produtividade, se não fosse por ele, não teríamos projetos livres grandes e de sucesso (muitas vezes melhores que seus ‘inspiradores/precedentes’ fechados)

    • luctimm

      E não somos reféns da Apple e da Microsoft?

      Cara, a informática e o mundo real são comandados por empresas, não por comunidades…

      • Gilberto Martins

        Desculpe, mas não sou refém da Microsoft, cujo modelo de negócios eu abomino, nem da Apple, que apesar de ter um Nix* como Sistema Operacional, e apesar de ser tecnicamente superior da Microsoft (indiscutivelmente), e apesar de eu mesmo ter um Apple (no qual roda OBVIAMENTE um sistema operacional 100% free), também não me aprisiona.

        Acho interessante como pessoas CRIAM verdades, como você mesmo está fazendo aqui, sem mostrar QUALQUER EMBASAMENTO para isso, ou seja, sem mostrar dados, números, estatísticas. Em outras palavras, querem ganhar no grito.

        Isto é lamentável. E ainda fala do mundo real…

        ===
        Blog: Livre e Social

      • Gilberto Martins

        Apenas para confirmar desconfianças:

        O Windows (do qual você mesmo se diz refém) é OFICIAL ? ou seja, comprado em uma loja, com nota fiscal, e assim TODOS os outros softwares que existem no seu computador ? Pode escanear e provar isso ? se não, parafraseando o grande Rolando Lero: “não me venha com churumelas”.

        ===
        Blog: Livre e Social

    • http://magno-naval.blogspot.com magno

      “hoje estaríamos reféns da MS e Apple”

      A gente tem que parar de tratar a economia como uma coisa ruim. Se eu tenho dinheiro, eu quero gastá-lo em coisas que tragam benefícios para mim, não importa de quem seja.

      Se algo é de graça, eu já estou usufruindo de benefícios, mas se puder conseguir mais benefícios contribuindo com aquilo, seja com o meu tempo, seja com o meu dinheiro, eu o farei.

      Temos que parar de pensar em “Apple” e “Microsoft” como serviços de utilidade pública corruptos e no Linux como “obra de caridade sem fins lucrativos”.

      Eu prefiro pagar 10 reais num programa que gastar duas horas desenvolvendo ele. Afinal, em duas horas de trabalho eu ganho mais do que 10 reais.

    • http://megalopolis-blog.com Fabiane Lima

      Seja livre, use Linux.

      Seja satisfeito, use o que você acha melhor.

      Megalopolis

      • luctimm

        Discordo, seja livre (liberdade mesmo), use o que você quiser. =)

        Agora, se quer ser livre e só usar softwares livres, seja livre e use GNU/HURD. =D

        • Gilberto Martins

          A ironia é um negócio complicado.

          Mesmo as “cabeças pensantes” do movimento de software livre pensam o que vc proclama com ar de ironia. Talvez você não conheça, ou sequer tenha ouvido falar do Linux Advocacy. Compreensível, se eu julgar que você seja um mero usuário, apertador de teclas, etc. O que, por outro lado, não demonstra ser, pois tm opinião própria e a expressa, como vemos aqui.

          Ignorando isto, cito algumas passagens importantes do documento mencionado acima:

          [quote=Linux Advocacy]

          - Respect the use of other operating systems. While Linux is a wonderful platform, it does not meet everyone’s needs.

          - Refer to another product by its proper name. There’s nothing to be gained by attempting to ridicule a company or its products by using “creative spelling”. If we expect respect for Linux, we must respect other products.

          - Don’t insist that Linux is the only answer for a particular application. Just as the Linux community cherishes the freedom that Linux provides them, Linux only solutions would deprive others of their freedom.

          - There will be cases where Linux is not the answer. Be the first to recognize this and offer another solution.[/quote]

          Aqui, preciso acrescentar que infelizmente a maioria de nós, membros/participantes/”o que quer que seja” da comunidade de software livre não seguimos estas simples orientações. Talvez por não as conhecermos.

          Todo o documento mostra sugestões interessantes nos argumentos de defesa dos SO baseados no kernel Linux. Mas para os que realmente estão comprometidos a entender (e não apenas falar sem nenhum fundamento), ele se aplica a qualquer que deseje ou goste de defender um dado SO.

          ===
          Blog: Livre e Social

  • FullBit

    No site ele diz:
    “Se lhe parece razoável que o seus conhecimentos não passam de acúmulo do conhecimento humano em uma determinada área, então a conclusão fica ainda mais clara: se você pôde aprender e deter o conhecimento de outros humanos para ter uma “brilhante” e “inovadora” idéia, porque essa idéia pertence a você? porque ela não pertence à humanidade como um todo?”

    Isto acontece em diversas profissões. Por exemplo, um publicitário então não deveria cobrar pelas idéias que tem? Washington Olivetto não deveria fazer campanhas publicitárias de graça? Afinal ele usa estes mesmos conhecimentos acumulados.

    Pensando desta forma, todos então deveriam trabalhar de graça (publicitários, escritores, engenheiros, arquitetos, medicos, etc)

    Alguem pode argumentar: mas ai entra a criatividade, o talento. Isto não se ensina. Não temos na grade curricular de nenhuma escola ou universidade aulas de criatividade, que garantam a todos terem boas idéias no final do semestre.

    Será que apenas na área da computação não existe criatividade? Não é necessário inteligência e criatividade para se criar um novo algoritimo? Uma boa dose de trabalho e dedicação para criar um novo programa ou sistema?

    Somente na computação as idéias “… pertencem à humanidade como um todo?”

    • luctimm

      Sobre esse parágrafo eu preferí nem escrever nada. A FSF gosta de lançar coisas de programadores como se fossem dela, o próprio “GNU/Linux” vem disso.

      Se vocês olharem bem, softwares com o “GNU/” antes são softwares que tem grande utilização (ou tiveram), como o GNU/Emacs, GNU/Cash e até o GNU/Chess… Agora, o Linux começou a ser usado por muita gente, e em 96, o Stallman lançou uma nova versão do GNU/Emacs que funcionava em HP-UX, Solaris e “LiGNUx”.

      Passou um pouco o tempo e o pessoal da FSF começou a atribuir GNU/Linux como se o Linux tivesse sido feito do Linus Torvalds para eles, quando na verdade, o Linux é só um kernel, e o Linus o faz inteiramente por diversão…

      Existe muito código feito por colaboradores da GNU no kernel Linux, mas a licença do Linus (antes da GPL, aquela da carta de 91) sempre permitiu isso! Claro, o Mr. Linus acha o “GNU/” idiotice sem tamanho.

      Ou seja, é só o projeto ganhar sucesso e eles quererem colocar o dedo no meio. Acredito que daqui há um tempo o FireFox também seja tachado de GNU/FireFox, e outras coisas no mesmo estilo.

      E Fanboys, não adianta me dizer que é “GNU/Linux” por que o Linux é compilado com GCC, por que tem o GLibc e vários outros componentes que usam as ferramentas da GNU. Se fosse assim, todo e qualquer software de uma distribuiçao Linux GPL deveria ser chamado GNU/KDE, GNU/Kopete, GNU/Pidgin, GNU/FireFox, GNU/Bash, GNU/Gnome, é claro, rodando no GNU/Linux.

      E com vocês, as pedras, ovos e tomates.

      • http://tecnoevidencia.blogspot.com rgadelha

        Caro Timm, permita-me discordar em alguns pontos:

        [quote=luctimm]
        Passou um pouco o tempo e o pessoal da FSF começou a atribuir GNU/Linux como se o Linux tivesse sido feito do Linus Torvalds para eles, quando na verdade, o Linux é só um kernel, e o Linus o faz inteiramente por diversão…
        [/quote]

        Faz tempo que o desenvolvimento do Kernel deixou de ser propriamente uma diversão, já que ele é pago (e muito bem pago) pela Linux Foundation para desenvolver isso.

        E outra coisa, GNOME = GNU Network Object Model Environment

        Não que eu concorde em por GNU/TUDO, mas foi apenas para esclarecimentos.

        TecnoEvidência

        • luctimm

          Na última entrevista com o Mr. Linus Torvalds, traduzida pelo meu amigo Renan, ele deixa bem claro que faz o Linux por diversão.

          Se a FSF paga ele eu não sei.

          • http://tecnoevidencia.blogspot.com rgadelha

            Não é a FSF quem paga, aliás a FSF não paga nem a ela mesma rs.

            É a Linux Foundation quem faz esse pagamento.

            E o conceito de ‘diversão’, é algo a ser pensado, porque eu posso ser pago pra trabalhar e me divertir com o que faço. Mas ao mesmo tempo soa um pouco estranho, porque soa um tanto quanto descopromissado.

            Enfim, só minha opinião.

            TecnoEvidência

          • luctimm

            A verdade é que o Linus é um cara legal, ele programa o Linux por que gosta, não se importa muito com dinheiro pois tem o que precisa, e detesta papéis e burocracia – por isso ele não tem nenhuma empresa.

            Eu confio num desenvolvimento assim, por que nisso eu sou exatamente igual a ele. O Linus tem familiares que usam Windows, mas qual o problema nisso? Ele não se importa, não tá nem aí pra isso. Ele faz o Linux por que ele gosta, por que o Linux completa ele, e ele tem sucesso assim, pessoal e profissional. Enquanto isso, o Ballmer faz lavagem cerebral em seus filhos com “You don’t use Google, and you don’t use an iPod”. Pra mim é patético.

            A tecnologia, originalmente, era feita meio na diversão e informalidade. O Unics (em Assembly) mesmo, seu nome surgiu até como paródia ao Multics (Multiplexed/Uniplexed). O Linux é assim, “divertido”. A Apple só cria coisas bonitas. E a Microsoft só cria softwares na teoria da produtividade, mais americano impossível, com o “do more”.

            Ah, e a Linux Foundation não tem muito a ver com a FSF, pelo contrário, ela é super capitalista.

          • http://tecnoevidencia.blogspot.com rgadelha

            hahahaha, boa =P
            TecnoEvidência

      • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

        Sem “fanboyismo”, mas corrigindo uma pequena inacurácia q pode mudar todo o entendimento do q vc postou acima: qdo a FSF fala de GNU/Linux, eles estão falando de *distribuições* q usam software GNU ao redor do kernel Linux. E *não* sobre o código q gente do GNU fez para o kernel.

        A idéia é q vc só consegue efetivamente usar o kernel de um sistema operacional pq tem libs, shell, etc ao redor do kernel. Assim, GNU/Linux seria o *sistema operacional* q usa kernel Linux e software do projeto GNU ao seu redor.

        A crítica q mesmo parte da comunidade de SL faz a esse termo é q, se for pra ser rigoroso com isso, seria necessário dar crédito tbém a todo código BSD, Mozilla, etc q roda nessas distribuições. E aí ninguém quer chamar de GNU/BSD/Mozilla/etc/Linux.

        [ ]s,

        olival.junior

  • D3lta

    QUOTE=Bom, não tinha lido o tal desabafo do cara. Li, e percebi uma coisa: A filosofia do Stallman pode ser linda e tudo mais, mas parece que o mundo ainda não está pronto pra ela…

    O mundo não está pronto para ela (a filosofia) , ou ela não foi feita para este mundo.. KKKKKKKKKKKK

    Interessante , empresas como a RedHat, OpenSuse, se tornam lucrativas porque aderem ao capitalismo selvagem, mantendo uma base de código e vendendo a preço de ouro o suporte. Hora bolas, mas isso é o que Microsoft, SUN, etc, já faziam a anos, então o que mudou?

    Será que alguém ainda pensa , que fazer um sistema Operacional ou qualquer outro programa em casa , nos fins de semana, e vender aqui e ali, um ou outro plug-in, vai fazer vc mais feliz e mais rico? Eu pelo menos, acho que não.

    - http://www.framebuffer.com.br -

  • jrstravino

    Se eu produzir um software para gerenciamento de servidores totalmente focado para o nicho corporativo, licenciar sob alguma licença proprietária, colocar o nome de Jegueantaconfig, largar meu emprego e tentar sustentar minha família e pagar minhas contas e esperar o imenso sucesso que o software vai ter, com certeza vou quebrar a cara.A partir dai então vou sair malhando o modelo de software proprietário só porque não tenho visão nenhuma do mercado?

    Tecnologia Livre

    • DomainAdmin

      Exatamente…

      quando li o nome do software, falei: “só pode ser pegadinha do mallandro…”.

      O cara me faz um software com esse nome, para vender em empresa?

      O cara não quer ser levado a sério, não é possível…

      coisa de universitário!!!

      ———–
      Get the facts.

      • Conqueror

        Deve ter se inspirado no eMule e quis fazer algo similar. Mas há uma grande diferença entre o público-alvo de um e do outro.

        ——————————

        Campanha Play Ogg

      • Heero

        Como disseram no BR Linux, explique sucesso de nomes como Apache, Samba, etc…

        • Conqueror

          Quem usa o Samba sabe que o nome veio por ser uma palavra fácil de ser assimilada que contém as letras SMB, não é uma homenagem ao samba. Assim, quem vê o nome já liga diretamente ao SMB, mesmo que inconscientemente. Isso é uma estratégia de marketing.

          Quanto ao Apache, é nome de uma tribo indígena norte-americana, mas não tem nada de errado nisso. Convenhamos, se o JeguePanel se chamasse GuaraniPanel, TupiPanel, KaiowaPanel, CuruzuPanel, HumaitaPanel ou qualquer outra tribo soaria muito melhor, pois não ligaria à imagem de um animal que é ligado inconscientemente à ignorância e falta de capacidade mental.

          Podem falar o que quiser do Jobs, mas ele é um cara que entende de vender o produto. Qual o sentido de uma empresa com o nome Apple, cujo logotipo é uma maçã mordida? Liga diretamente ao desejo, à tentação! O cara é ou não é um mestre?

          ——————————

          Campanha Play Ogg

          • luctimm

            Ah não, mil vezes JeguePanel do que outros nomes indígenas.

            Marumbi, Guarani, Kurumin, Xavante, pára ¬¬

          • Heero

            Comentei o Apache pelo preconceito existente sobre os indígenas.

            Ah sim, sobre SMB eu conheço a história do porque mudaram e que por coincidência acabou resultando numa música exótica aos olhos de europeus/norte-americanos.

            A maçã da Apple também tem haver com a maçã do Newton.

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            O dono do Jegue tentou usar essa lá.

            Não cola, lamento. Vide a enorme quantidade de lugares com nomes indígenas “Milwaukee, Alabama, Chicago, Iowa,MichiganMalibu,Ohio” (entre toneladas de outros) e o nome de índios em equipamentos de alta tecnologia, como os helicópteros Apache, Comanche, Kiowa, Sioux.

            Aliás no BR-Linux foi explicado que o nome apache nem vem originalmente da tribo, e sim de “a patchy server”.

            “Jegue” é pejorativo no Brasil. Desculpe.

            E aqui índios não são exatamente endeusados, mas ganharam bom destaque nas simpáticas distribuições do Kurumin.

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Só para lembrar, havia tbém o Xavante, jato de treinamento da FAB. Era usado tbém na Itália, Austália, Africa do Sul, Argentina, etc.

            Sobre o nome JeguePanel, não deixo de lembrar dos eDonkey e eMule da vida… ;-)

            olival.junior

          • Conqueror

            Mas o eMule e o eDonkey tem como público alvo o ambiente doméstico, enquanto o JeguePanel mira no ambiente corporativo.

            ——————————

            Campanha Play Ogg

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Com certeza! Só estava lembrando da “peculiaridade” dos nomes mesmo… :)

            olival.junior

          • DomainAdmin

            Na verdade, o AT-26 Xavante, feito no Brasil, é uma adaptação local do projeto italiano Aermacchi MB-326.

            Ele foi adquirido na época dos Mirage III, para treinamento dos pilotos em aviões a reação (jato).

            Lá fora, ele nunca teve o nome Xavante.

            ———–
            Get the facts.

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Sim, ele só teve esse nome no Brasil. Mas, estava só lembrando q isso de usar nome de tribo em equipamento militar não é coisa só de estrangeiro… :)

            olival.junior

          • DomainAdmin

            O fato é que nomes de índios norte-americanos são muito mais fashions que os nossos…

            Querer comprar Siox, Apache, Comanche, com “Tupi”, “Ianomami” e “Guarani” é sacanagem…

            ———–
            Get the facts.

          • Wallacy

            Puts… Brasileiro é foda, até os índios estrangeiros são melhores que os nossos kkkk…

            Maldita hollywood!!!

            Bem, agente acha pode achar “Guarani” mais feio que “Apache”, porém eles podem achar ao contrario. Sempre que o nome não é nativo aparenta ser “melhor”, vide o “Palavra e o Ponto Poderoso da MicroMole” (não consigo parar de rir ao ler esse nome rs..).

            —–
            Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
            Gandhi.

          • DomainAdmin

            Vocês estão sendo radicais, ao meu ver. Uma tradução direta de certos nomes estrangeiros quase sempre soa bizarro.

            Isso acontece com Marcas. Existem “N” exemplos na indústria que comprovam este fato. Diversos carros, por exemplo, vem para o Brasil com nome trocado, pois os nomes originais “não combinam” com a cultura local.

            Uma tradução direta é óbvio que soa feio, esse argumento é simplório demais.

            A Microsoft não muda os nomes dos produtos para lingua local dos países em que atua porque:

            1) o Inglês se firmou como lingua mundial, é “cool” ter nome em inglês;

            2) os produtos e marcas são mundialmente conhecidos, e de forma geral não agridem nenhuma cultura, com associações a coisas e fatos pejorativos (como Jegue).

            E pô, não preciso de Hollywood para me mostrar o quanto APACHE, COMANCHE e SIOX tem mais apelo comercial que CURUMIM ou IANOMAMI.

            É questão de gosto.

            ———–
            Get the facts.

          • hamacker

            DomainAdmin disse : Diversos carros, por exemplo, vem para o Brasil com nome trocado, pois os nomes originais “não combinam” com a cultura local.

            Humm, corsa é o feminino de veado, um nome feio, mas o carro fez/faz sucesso, besta também é outro nome. Definitivamente é a industria que não sabe escolher um bom nome, nomes melhores sempre existem, e não me incomodaria de dirigir algo com o nome de X-303, alias seria além de geek, muito mais discreto para valorizar a marca e não o modelo.

            http://hamacker.wordpress.com

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Bom, no final vc matou a charada:

            [quote=DomainAdmin]“1) o Inglês se firmou como lingua mundial, é “cool” ter nome em inglês;”[/quote]

            Presumo, então, que Easy Letter e Right Letter soam melhor q Letra Fácil e Carta Certa, né? :)

            BTW, quem foi q falou em trocar o nome dos produtos MS aqui? A questão é apenas q para um “native speaker” um nome como Word deve soar tão bem qto o Easy Letter q citei acima.

            [ ]s,

            olival.junior

          • Wallacy

            Novamente repito, quando a lingua não é nativa, tudo muda de figura, até o “gosto”.

            “V for Revenge” é mais legal que “V for Vendetta”, porém mesmo assim nos EUA foi usado Vendetta, por parecer mais cool, eu não acho… será que é porque não sou nativo da língua inglesa?

            Alguns amigos dos EUA adoram diversas palavras em português, (Palavrões principalmente) por acharem mais “cool” que xingar em inglês. E aqui já é ao contrario.

            —–
            Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
            Gandhi.

          • Gilberto Martins

            O senhor deve estar vivendo fora do Brasil, ou almejando isso.

            Claro, liberdade até na expressão de idéias. As idéias dão uma noção do pensamento. O seu me parece ser de ojeriza a nomes de diversas coisas do Brasil, talvez até mesmo do Brasil. Até os adjetivos seus são importados(fashion). Provavelmente, suas idéias também são. Multicultura é bom, mas idéias separatistas, ou que transmitem pré-conceitos ou que desmerecem um grupo, é deprimente, nojento e inaceitável.

            Por que, na sua (pessoal) opinião, é sacanagem comparar os nomes das tribos ?

            Ah, claro, daqui pra diante já é um off-topic. Desculpem por isto.

            ===
            Blog: Livre e Social

          • carloshp

            [quote=Conqueror]Quanto ao Apache, é nome de uma tribo indígena norte-americana, mas não tem nada de errado nisso.[/quote]

            Apenas um comentário para ilustrar: na pagina do Apache costumava ter um pequeno texto explicando que o nome surgiu originalmente como um trocadilho, pois eles encaravam o web server que faziam como um remendo de codigo, ou “a patch” em inglês. Mais tarde, eles pediram permissão à tribo Apache para usar o nome e o logotipo com a peninha colorida.


            Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

          • luctimm

            A história do Add-patche? Nem lembrava mais…

          • Gilberto Martins

            É bom lembrar, para evitar erros como os que li nos teus posts.

            ===
            Blog: Livre e Social

  • cafuin

    Pode até reclamar que ninguém coopera. Mas do jeito que expõe, é como se isso fosse a causa do fracasso.

    O moço se dá mal e a culpa é do Software Livre, do RMS, do Linus, dos brasileiros que não cooperam, etc…

    Isso é coisa de quem não quer ver o que fez de errado.

    A questão é simples: Se fosse um software proprietário a coisa seria diferente ?

    Igual, ou pior.

    O que é o deleite dos chatinhos anti-RMS é que o cara defendia(ou defende ainda?) o SL e quando deu errado, ele culpa isso.

    Mas não adianta acreditar em algo cegamente. Se é inconsequente, problema é dele. Que vá fazer um daqueles cursinhos básicos do SEBRAE de como estruturar um negócio.

    E aprenda uma lição deles, que errar é normal, aprende com os erros.

    P.S.: Até demorou a aparecer isso por aqui. Devido aos problemas do servidor ? Espero que se mantenha bem, esse tópico vai render :) .

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      [quote=cafuin]A questão é simples: Se fosse um software proprietário a coisa seria diferente ?[/quote]

      De fato. Se o cara tivesse lançado um shareware, as pessoas iriam comprar? Não.

      Na real, o preocupante é que o mundo do software, a meu ver, vai se afunilando para virar briga apenas de cachorro grande.
      Programadores isolados acabam ficando restritos aos sistemas empresarias personalizados e seus subseqüentes frutos; lançar software multiuso e ganhar dinheiro com isso é muito difícil hoje, pouco importa a licença que se use.

      Falo por mim: 99% dos programas que eu uso são feitos por grandes empresas. Os demais 1%, são freewares, e, doar dinheiro pra pequenas coisas como “visualizador de thumbnails de .PSD no explorer” realmente não é coisa freqüente nos meus planos.

      Já nesse cenário, o cara larga o emprego para se dedicar a um software, e, ainda, num país como o nosso, licencia ele como livre, e aguarda doações espontâneas para sobreviver ?

      Considere só as estatísticas do próprio site: 3800 downloads até hoje. Uma estatística generosa pros padrões do SL na europa chutaria ai, sei lá, uns 10% de doadores. Destes, 9% doariam uma vez, e 1% doaria mensalmente.O cara iria arrecadar o que, com o software até hoje, uns 5 mil? Em mais de um ano de desenvolvimento. Já dava pra prever desde o início que a questão financeira seria um enorme problema.

      Agora, o trivial: Ele abandona o JeguePanel (que nome é esse também! Que que o cara quer batizando algo assim? ), e é contratado por alguma empresa da área. A “comunidade” abraça o programa, na filosofia de que “Já que não vai por dinheiro, vai por honra”, e temos mais um software gratuito no mercado, que as empresas poderão usar sem doar nada.

      Claro que isso não muda minha opinião que SL Stallman Way é utopia, mas, dessa vez, a culpa não foi dele não.

      • Caravana

        Mudaria pouca coisa do que você disse.

        Ideologia, Stallman e Comunidade tem pouca coisa ou nada com o problema do JeguePanel.

        Ele poderia distribuir o mesmo produto como aplicação proprietária, que não vejo o problema econômico sendo resolvido, então o problema não é da “filosofia” aplicada na distribuição.

        Não dá pra culpar o mundo se a demanda para o seu produto é menor que a que você previu.

      • Ricardo Bicalho

        Concordo com a parte comercial do que você disse. Não importa se é software livre ou proprietário, é preciso haver um modelo de negócios, um plano de curto, médio e longo prazo. Um nome também ajuda.

        Mas e a parte que depois desse tempo todo, mesmo quem usa o programa dele, não contribuiu em nada? Nem docs, nem bug reports, nem código, NADA? Acho que essa foi a maior decepção.

        O brasileiro está acostumado a usar software como um direito, não como produto.

        • Caravana

          Será que a crítica, no caso dele, procede mesmo?

          Fui lá no site. Escolho documentação, vou em qualquer um dos tópicos, vejo uma ligação para uma versão em português, clico… e nada (erro 404 – página não encontrada). Escolho vários outros tópicos, e se ao menos um deles abrisse, eu poderia colaborar com a documentação.

          Desisto de documentar, e navegando nos menus acho uma página interessante (How you can help). Opa, se não foi na documentação, ali eu vou arrumar um jeito de ajudar.. aí clico numa indicação para o que parece um controle de desenvolvimento.. e nada (erro 503 – serviço não disponível). Ok… não vou poder ajudar na documentação, e agora também não posso relatar ou ajudar a corrigir alguma falha.

          Sem contar os contatos. Eu devo ser meio jegue, por que não achei nenhuma forma de fazer um contato imediato, como é comum em projetos de código aberto, que em geral usam o IRC. Só achei um formulário pra mandar mensagens, e talvez pra se proteger dos spams, não sei, só consegui o endereço de correio eletrônico do desenvolvedor baixando o VCard.

          Se ele queria mesmo criar um ecossistema em volta do JeguePanel, senti falta de um monte de coisas, por isso na minha visão, a reclamação nesse caso é muito vaga. Mas agora ele deve estar mais feliz, ganhou bastante publicidade gratuita…

        • carloshp

          Desculpe, mas quem “usa o programa dele, depois desse tempo todo, e não contribuiu em nada”, não está violando a licença que o autor escolheu de livre e espontânea vontade (e ingenuidade). Vamos parar de achar que o cara foi injustiçado, porque não foi. Se o objetivo dele, como foi comentado, era pagar as contas com o fruto do trabalho dele (o que eu aliás acho muito justo), ele não devia ter liberado o mesmo sob uma licença que permite uso gratuito sem restrições. Ponto final.

          Usar esse exemplo de má decisão comercial para tentar provar algo contra a filosofia OSS é patético. É como pegar um exemplo de empresa de software proprietário que tenha falido por decisões estratégicas equivocadas (por exemplo, a SCO) e tentar provar com isso que o modelo de software proprietário é ruim.


          Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

          • Conqueror

            E o que dizer da Palm, que tentou ser a Apple dos palmtops? A cada dia que passa eles conseguem cavar ainda mais a própria cova, nunca vi tanta incompetência em uma empresa só.

            ——————————

            Campanha Play Ogg

          • hamacker

            Por outro lado, a Apple que no buraco, engoliu seu orgulho, mandou chamar o Jobs, jogou o SO anterior pela janela (sem trocadilho) e começou uma nova vida, inclusive usando SL.

            Ingenuidade é achar que porque é SL é sinonimo de sucesso.
            Como diz o Morfeu em Matrix “Uma coisa é mostrar o caminho, outra coisa é andar nele.” (ou algo parecido).

            http://hamacker.wordpress.com

  • skullkid

    Nem vou perder meu tempo como tenho feito até agora… flamers tem de todo lado. Assim como aqueles que são bitolados em Software livre, tem aqueles que são com os proprietários e as empresas.

    O post acima, citei a MS e a Apple pelo fato delas terem trazido a informática para o povo, mas quem tem uma pequena noção de mercado, não fica discutindo apenas a venda de Ipods ou se o linux está com a porcentagem maior ou menor em relação ao windows hoje.

    O mercado quer soluções. As melhores se destacam. Por isso é importante manter vários métodos de desenvolvimento. Historicamente, os padrões abertos se saem bem, veja o TCP/IP em meio ao emaranhado de protocolos da época (ipx/spx, token ring/ o da novell)

    • luctimm

      Token Ring era da IBM…

      • skullkid

        Eu sei, quis dizer (token ring VIRGULA, tem também o da novell) Esse da IBM eu nem poderia errar ;)

        • luctimm

          O IPX/SPX que era da Novell, o Token Bus era da GM e o Token Ring da IBM… :)

          • skullkid

            Veja que todos sucumbiram ao tcp/ip na prática

          • luctimm

            Token Bus só era usado na GM.
            Token Ring só era usado na IBM.
            IPX/SPX era proprietário demais.
            NetBEUI era ineficiente demais.

            TCP/IP não se mostrou o melhor, mas o mais adaptável a realidade, por isso firmou. Não é por que era padrão aberto, ou coisa assim. Se o NetBEUI fosse um protocolo melhor (tipo um TCP/IP da Microsoft), será que a internet hoje seria TCP/IP?

          • hamacker

            Diz a lenda que as camadas OSI foram feitas pensando nos produtos de rede da IBM, protocolo Token Ring especificamente.

            É desnecessário dizer que tcp/ip não tem quase nada a ver com camada OSI que nem existia quando foi implementado.

            http://hamacker.wordpress.com

  • jragomes

    Uma coisa que o pessoal do Sofware Livre ainda não aprendeu é que quem paga é governo e empresa, o resto quer freeware, crackware ou pirataware. Convenhamos, se a MS fosse depender dos usuários domésticos, ela tava fu…

    Uso Linux e toda a tralha há um bom tempo, e sabemos que para alguns softwares não temos equivalentes, por isso usamos wine ou crossover. Eu tenho uma licença de crossover, amigos meus dizem “você é otário”, porém vez em quando me pedem o config do Crossover que faz funcionar um software xpto.

    Sim, existe muita ideologia, o que não deixa de ser interessante mas é preciso aprimorar o modelo capitalista do software livre.

    E muita gente entende, realmente, software livre como a casa da mãe joana. Não apenas os usuários domésticos, radicais, empresas também. É engraçado que o cara quer toda a robustez e segurança do Red Hat, mas não quer pagar US$ 3000,00 por um ano de suporte 24/7 + acesso a Red Hat Network, etc. E outra coisa interessante, conhecimento custa, o povo só ainda não percebeu isso. E sabemos que na comunidade (isso sempre me remete ao conceito de comunidade do morro, vulga, favela) há um jogo de egos muito grande, boicotes e afins. Os caras que percebem que podem ganhar dinheiro são taxados de traidores.

    Iniciativas que envolvem dinheiro só acontecem na Europa e EUA. Me parece que a Red Flag está se dando bem na China, também. Mas no Brasil?? Que gosta de pagar por algo? Infelizmente, o brasileiro é aproveitador. (não que os outros não o sejam, apenas somos mais)

    Quem ganha dinheiro hoje com SL é quem faz e suporta softwares para o mercado corporativo e ponto final. Eu sou muito a favor de duas licenças como a Trolltech tem, vejam quantos serviços de hospedagem seguram estruturas imensas com linux, apache, php, mysql e outros e não pagam um tostão pra qualquer um deles. No início de um negócio eu até entendo não pagar, depois que aquilo te gera dinheiro, fica difícil entender e entramos no abuso.

    Viver pouco como um rei ou viver muito como um Zé?

    http://www.jragomes.com

  • Conqueror

    Só para enfatizar uma coisa que teve pouco destaque na matéria, software livre é uma coisa e código aberto é outra. As pessoas tendem a confundir os dois e misturam tudo, incluindo os próprios autores de artigos.

    Há vários fatores que podem explicar o fiasco do JeguePanel:
    - A síndrome do brasileiro de que “o que é feito aqui não presta, o que vem de fora que é bom”;
    - A mania que brasileiro tem de que “o que é de graça não presta” (mas é melhor pegar uma versão “alternativa” de graça de algo que é pago – contraditório?);
    - A preguiça de entrar em contato com o autor para dizer o que poderia ser melhorado ou corrigido. Também faz parte do povo brasileiro achar que “não vai dar em nada” e “nem vão considerar o que estou dizendo”;
    - A falsa solidariedade que o brasileiro tem, que contribui para projetos como “Criança Esperança” apenas para mostrar a conhecidos que ele é “bonzinho”, mas não dá um tostão furado a softwares que ele usa e, pior, até ganha dinheiro com os mesmos.

    Deve haver inúmeros outros fatores, se for continuar procurando é capaz até de virar um artigo interessante. Os problemas do brasileiro são os fatores cultural e educacional, que são podres demais. É preciso educar e conscientizar o povo do que realmente é certo, mas conhecendo o nosso povo sei que isto é uma utopia, será preciso algumas gerações para apagar várias marcas horríveis da nossa cultura.

    ——————————

    Campanha Play Ogg

  • Zmaster

    Torço para um apoio de uma empresa a ele.

    Brasileiros são muitos bons em criar software, só precisa de condição e espaço para divulgar.

    ———————————–

    ” PENSO, LOGO DESISTO “

    • Paulim

      também acho q o cara merece. porém, estamos no Brasil…

      mas a esperança é a última que morre.

      ——
      Vaca amarela, pulou a janela.

  • D3lta

    O nome foi infeliz mesmo, imagine as piadinhas que virão depois:

    - “Você já instalou o jegue em sua empresa?”

    - “Jegue é um parente do burro , não é? SIM.. Não não, esse software não deve ser bom….”

    E por ai vai….

    if (World3D){ http://www.framebuffer.com.br } else { exit(); }
    =-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

  • http://sites.google.com/site/flavioamieiro/ Flávio Amieiro

    Só vou fazer uma pergunta, honesta, não entendam como uma pergunta retórica: esse software tem um público alvo? Ele tinha (ou teria) uma procura grande?

    De qualquer jeito, sem entrar na questão do Software Livre, colocar todos os ovos em uma única cesta nunca é uma boa idéia. Largar um emprego pra abrir qualquer negócio é sempre arriscado; seja um boteco ou uma empresa de software.

    ____________

    “Yes means No and No means Yes. Delete all files [Y]? “

    • PauloBotelho

      Só vou fazer uma pergunta, honesta, não entendam como uma pergunta retórica: esse software tem um público alvo? Ele tinha (ou teria) uma procura grande?

      Não e não. Em linhas gerais, seria um software para ajudar na administração de sistemas. Nada que já não exista melhor, mais documentado e mais eficiente.

    • luctimm

      Feito no Brasil (suporte local) e acessível? Eu comprava.

  • http://melinka.net Rocky

    O primeiro passo pare ser livre é não ser escravo de nenhuma ideologia de terceiros…..

    Até que o SL adote isso ele não será lucrativo, exceto em casos isolados como o da Red Hat.

    _____________________

    Muita Pimenta para sua vida!

  • renatogdelf
  • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

    Comunidade, vista por camadas sociais:

    Classe A: Sun, IBM, Novell, e outras empresas que capitalizam e ganham horrores com o Software Livre. Elas exploram, usam, abusam, retornam alguma coisinha para as demais classes para não causar revolta mas, no fundo no fundo, ideologia pra elas fica da porta da entrada pra fora. Sustentam a maioria absoluta dos projetos relevantes do mundo Open Source, que, ou existem por iniciativa direta das mesmas, ou por aporte financeiro delas, ou ainda porque se originaram de projetos iniciados por elas. A monarquia.

    Classe B: Os projetos mais relevantes, como Mysql, Firefox, Gnome, KDE, Apache e afins. Doações generosas da classe A são bem vindas, e tais softwares sempre acabam ajudando as empresas A em seus negócios, direta ou indiretamente. Se a Nokia usa o Gnome em um celular e ganha 1 milhão com isso, doa 60 mil pro Gnome e todo mundo fica feliz. A burguesia.

    Classe C: Os cardeais. Stallman entre eles. Sejam eles radicais, como o caso do citado, ou não, a função deles é servir de guia espiritual para as classes mais baixas (plebe). Enquanto a plebe for alimentada pelos dogmas anti-capitalistas e as pregações messiânicas, estará contida e não se revoltará, afinal de contas, o SL é sempre o mocinho, o oprimido e a esperança da libertação é sempre iminente. O clero.

    Classe D: Os programadores livres. Acreditando no clero, eles colocam em prática o que ouviram nas pregações, e disponibilizam suas oferendas para o bem da comunidade, que não liga muito pra isso. Ela usa, claro, mas, o retorno geralmente não costuma ser o esperado. O sonho do programador livre é ser contratado pela burguesia dos softwares mais famosos ou, quem sabe, até descolar uma boquinha nos palácios da monarquia. Dentre estes, está o criador do Jegue Panel.

    Mais cedo ou mais tarde, pode acontecer da classe D se revoltar, como foi o caso. Geralmente são queimados pela inquisição, por blasfêmia.

    A Classe E é feita pela grande maioria, os usuários comuns:
    Alguns poucos tem mente aberta, entendem a condição e são ‘ateus cibernéticos’, outros muitos são fiéis aos dogmas de São Stallman. A esmagadora maioria contribui com muito pouco ou nada, mas marca presença em dezenas de Install Fests e eventos SL, usa adesivo do Slackware no vidro do Chevettão,
    instala Ubuntu na casa da tia, faz monografia em Luxi Sans. Enfim, a plebe.

    Neste caso, os Gnu/Fanboys são a versão computacional da Opus Dei.

    • luctimm

      LoL! Eu gostei!

    • http://blogs.technet.com/fcima fcima

      Fábio,

      Dá uma olhada nesse artigo que fala dos diversos tipos de pessoa da comunidade open source, bem no estilo do seu comentário.

      Abraços,

    • http://pietra@hotmail.com Anônimo

      Isso merecia virar artigo.

    • VicVega

      ahahaha… Excelente! =D

    • Wallacy

      Nossa, deu até inveja do seu comentário.

      Muito legal, gostei….

      —–
      Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
      Gandhi.

    • klazu

      Muito bom, esteriotipa bem a dita “comunidade” realmente merecia um post, seguido claro de outros no mesmo estilo sobre os fans da apple e da MS, ri muito, serve bem como um visão geral.

    • luctimm

      Você tem blog?

      • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

        Tenho nada.

        • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

          Poxa, então vamos ter de fazer uma coletanea dos seus melhores comentários no MeioBit… Ia dar de dez em muito kibeloco da vida… :-)

          olival.junior

    • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

      Cara, seus posts são realmente hilários e bem objetivos.

      Acho q um dos maiores explos da categorização acima são as pessoas “da comunidade” q hj trabalham pro Google.

      Inclusive, há ao menos uma pessoa da FSF Latin America q trabalha pra Google no exterior. E essa mesma pessoa ajuda desde sempre a organizar o Fórum Internacional de Software Livre (FISL) de Porto Alegre.

      MAS, o interessante é q muita gente “da comunidade” foi trabalhar lá como sysadmin, não como desenvolvedor.

      [ ]s,

      olival.junior

    • Panorama

      Excelente, é quase uma obra de sociologia.

      http://www.panoramainternacional.com

    • Paulim

      muito bom!

      ——
      Vaca amarela, pulou a janela.

  • medicodepsf

    Se há um nome para o fracasso do software livre se chama WINDOWS PIRATA. Realmente, não há concorrência mais desleal. Todo o mercado é voltado para um produto que não funciona direito e que é pirateado livremente. Então, para quê entender de linux? para quê pagar técnico para instalar um no meu computador se eu pirateio um que é padrão???

    Se todos os usuários brasileiros que usassem o windows pirata fossem obrigados a pagarem pela licença, 500 reais para o Vista e 1500 reais para o Office, optariam pelas distros que existem para linux.

    Por favor, me desmintam.

    • luctimm

      Muitos pagariam.

      • medicodepsf

        Muitos = aqui??? Brasil??? 2.000 reais de software?

        hahaahahahahahaahahahahahahahaah

        Lá na Europa, EUA talvez… e o que mais me espanta é a quantidade de software livre que está tomando conta dos países que podem comprar software. É quem paga pelo software que não está mais satisfeito, não é quem pirateia… quem pirateia nem pode falar nada, já está errado de saída. Mas quando meu dinheiro está em jogo e vejo que o software livre é melhor, eu prefiro o que é melhor, não é porque é comercial e é padrão. Eu uso linux porque é melhor e não por ideologia. Se saiu mais barato do que comprar o windows, porque eu já comprei windows e não gostei do suporte técnico, então fico mais feliz ainda…

        Você sabe o que é 2000 reais em software para o bolso do brasileiro de classe média baixa, que ganha até 700 reais/mês para tudo em casa? e mais 95 reais de antivirus, de anti-trojan, etc… ele mal pode pagar 120 reais ao mês de prestação para pagar o computador que ele deu de presente pra filha aprender computação. E ainda tem o curso de “windows” pra aprender a como clicar aqui e ali. A cultura windows empurra todo mundo para a pirataria, e a pirataria para o windows. É um ciclo vicioso.

        Leitura obrigatória, colega Luctimm seria o seguite:
        O MUNDO É PLANO, de Thomas L. Friedmann, bestsellet de 2007,
        Ed. Objetiva, p.99. 2 ed

        • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

          Acha mesmo que a Microsoft não baixaria seus preços ao extremo, caso tal situação ocorresse ?

          O windows vista custa 66 dólares na China. O que dá, o que, seus 110 reais aqui. Uma redução no office no mesmo patamar possibilitaria alguém adquirir a suite toda mais o windows por uns 300 reais, parcelados em 10 vezes de 30, com dois produtos que tem ai, pelo menos mais uns 5 anos de vida útil. Isso em distribuição por mídia, pagando imposto e tudo. Talvez ficasse mais barato ainda com venda online.

          Tudo isso é fato, ocorre na China hoje.

          Isso não significa que eu ache que a pessoa DEVA gastar 300 reais a mais se só lê e-mails, navega na internet e faz as coisinhas corriqueiras da vida moderna, que qualquer Ubuntu faz de graça e competentemente. Significa sim, que VAI sim haver muita gente que vai optar por comprar o windows mesmo num cenário destes supracitado.

          É fato notório que a Microsoft adora a pirataria. Entre dar de graça e vender a preço de banana, tanto faz pra ela.

          • medicodepsf

            Antes de mais nada, o que eu teclo nao tem nada de pessoal contra ninguem da lista, todos sao otimos e se interessam por trocar ideias. Parabens a todos e obrigado por considerarem o que eu penso.

            Concordo obrigatoriamente com isso, do Fábio, que se fosse barato, a maioria compraria. Se fosse barato, o que não é. Tudo o que é barato e agrada vende e às vezes, só por ser barato, vende mesmo sem agradar muito. Não é preciso entender de mercado pra isso. E windows venderia muito no Brasil! tem tudo pra dar certo. Já há uma cultura windows pra isto, onde tudo para windows parece ser mais fácil, pois tudo é voltado pro mesmo SO. O povo já sabe mexer mais ou menos. Há a internet, cada vez mais na mídia e falando de computadores. Há a mídia fazendo propaganda do windows.

            Mas não se enganem. Brasil é um país pré-capitalista. O Windows e o Office vão continuar com esse preço aqui no Brasil porque a estratégia de venda da Microsoft é endereçada a manter uma especulação constante e para classe média. Quanto aos pobres (que eu citei acima), você acha que a MS está preocupada com eles? O que eles precisam de lucro aqui eles já tem da elite que já paga e não tem consciência do lucro exorbitante que está dando pra eles. Não é de hoje que o Brasil é líder de pirataria de software e eles mantém o preço na mesma. A explicação é terrível:o rico (classe média alta)aqui paga pela pirataria do pobre, essa é a verdade.

          • Conqueror

            Na realidade, são as empresas quem pagam pela pirataria dos pobres. Com as campanhas da ABES e denúncias de ex-funcionários mal-intencionados, conseguem investigar e multar várias empresas por usarem softwares piratas. Normalmente chegam a um “acordo” para comprar todas as licenças dos softwares que usam, mas mesmo assim os preços são absurdos. Imagina com uns zeros a mais da multa, fica fácil para as filiadas da ABES imporem esse “acordo”.

            ——————————

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          • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

            Taí o exemplo perfeito:

            A empresa não dá a mínima e compra um monte de windows pirata.
            Vai lá e contrata o fulano.

            Enquanto fulano está na empresa, por mais que saiba que a idéia é errada, não abre a boca pra falar nada da pirataria.

            Ai é demitido, e, contrariado, procura vingança. Vai lá e denuncia.

            A ABES aproveita e, ameaça a empresa para que compre as licenças. Sabendo que agora a empresa já foi pega, cobram valores extorsivos.

            A empresa paga a contragosto.

            O saldo final:

            Empresa: “Putz, agora vou ter que descontar sonegando imposto”

            Funcionário: “Legal, me vinguei !” num e-mail para um amigo usando outlook pirata, num pc 90% importado do paraguai.

            ABES: “Ótimo, ganhei mais uma, agora é só aguardar o próximo funcionário insatisfeito pra ganhar mais”

            Pra endossar que aqui no Brasil o negócio é errado do começo ao fim. Se fosse Linus Silva e não Linus Torwalds, nem Linux existiria hoje.

        • DaniloDantas

          Você sabe quanto custa um Windows OEM, que os fabricantes compram pra pre-instalar nos PCs? Menos de R$100 um XP PRO.

          “Eu uso linux porque é melhor e não por ideologia.”

          Você está generalizado. Ele pode ser melhor para você, pois atende suas necessidades. Mas isso não quer dizer que seja melhor em todos os sentidos e para todos os usuários. Já usei o Linux e, para mim, Windows é melhor.

          • medicodepsf

            1- Eles podem comprar por 100 mas não é o preço pelo qual você vai comprar da mão deles ok? nunca foi assim. a não ser que compre usado.

            2- Vamos voltar ao tema da lista. O tema é, mais uma iniciativa de alguém que tentou algo de primeiro mundo num país de terceiro mundo e não deu certo. Qual a solução? mais monopólio? pelo menos o cara tentou. E os que criticam? tentaram fazer melhor? Tiveram coragem de tentar? Não. Matar uma pessoa é mais fácil do que levantar uma. Basta um pouco de brutalidade e frieza.

            Sugiro o tema assim: “iniciativa no nordeste muda mentalidade estabelecida”.

          • DaniloDantas

            “Eles podem comprar por 100 mas não é o preço pelo qual você vai comprar da mão deles ok? nunca foi assim. a não ser que compre usado.”

            Não é o preço que você paga se quiser comprar uma cópia para uso pessoal. Mas, um fabricante de PCs, que compra milhares de cópias do Windows em lote para colocar em seus PCs deve pagar até menos de R$100. Falei R$100 pois um XP PRO OEM custa uns R$150 no Mercado Livre. Desconte o lucro do vendedor e o fato de ser o Pro e você terá o preço do XP Home para fabricantes de PCs. Em um computador simples, desses das Casas Bahia, de uns R$1000, em 10x de R100. Que o custo do XP Home seja R$70 para o fabricante. R$7 por mês do Windows. Acha muito para ter Windows original, suporte da Microsoft e updates até 2011?

          • Conqueror

            Agora explica uma coisa: se vendem as versões OEM por uns 100 reais, por que vendem as versões para usuários comuns por quatro ou cinco vezes mais? Para lucrarem em cima dos infelizes denunciados que forem pegos com software pirata.

            Se o Windows para usuários comuns custasse uns 100 reais, muitos comprariam sem medo de serem felizes. Mas o problema é que todo mundo tem noção de que o valor dele está muito acima do que realmente vale, por isso que ninguém compra. Além disso, criou-se a cultura da pirataria, pois ninguém gosta de jogar dinheiro fora, ninguém paga quatro ou cinco vezes mais do que aquilo que acha que o produto valha.

            ——————————

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          • DaniloDantas

            Ai já não sei…

            R$100 pelo XP é um ótimo preço. Mas se você for ver, R$500 pelo Windows Vista Home Premium Box embora pareça um absurdo, não é tão injusto assim. Você tem um produto de qualidade, que vai durar, pelo menos, mais 5 anos, tem suporte durante toda a vida útil do produto, updates e etc.

            Eles poderiam cobrar muito menos do que isso? Não posso afirmar com certeza, mas acredito que sim.

          • Conqueror

            500 reais pelo pacote completo até vai, mas pelo básico não dá. O produto pode ter uma vida útil bem maior, mas a maioria dos que comprarem irá substituí-lo tão logo saia a nova versão, que deve ser por volta de 2010. Ou seja, vai durar apenas uns três anos e olha lá.

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        • luctimm

          Eu disse que muitos pagariam, não generalizei. Muitos pagariam sim, e se houvesse interesse da Microsoft, ela poderia ganhar alguns milhões baixando o preço do MS Windows pro consumidor final, com suporte limitado, tipo um OEM. O Linux ia dar uma alavancada sim, mas acho que não seria o suficiente. Os problemas que existem na plataforma ficariam mais evidentes, e não sei se essa comunidade ia “colaborar” neles…

    • Ricardo Bicalho

      Comprariam Windows pré-instalado em computadores novos, que custam 50 reais a mais.

      Quanto ao Office, se for para uso caseiro, se não me engano tem a versão Home que custa 350 reais e pode instalar em 3 computadores. E ainda divide em várias vezes sem juros no cartão. Se quiser, pode comprar a versão em inglês, via download digital, por 150 doletas direto da loja da Microsoft. Que tal?

      Com a venda de notebooks aumentando, a quantidade de Windows pirata vem diminuindo.

      • http://blog.cobline.com Cobalto

        Eu uso o Works original, que não é nada mais nada menos do que um Office com tudo o que uma pessoa não usaria no dia-a-dia removido. Até hoje não senti falta de nenhuma função que o Office possui. Uso .doc, .xls, .ppt (esse é só leitura) e não paguei o olho da cara.

        Mas “pra que eu vou comprar um com funções reduzidas se posso “arranjar” o Office 2003 com um colega ou comprar o 2007 por 10 reals no camelô?”

        ==
        Só lembrando que o tópico desse artigo é o software livre com nome de animal que não deu certo. Já tão discutindo pirataria da MS novamente…

        GeekBrasil.net
        Devil May Cry 4, Comparação PS3 x Xbox360

  • viniciusfontes

    Um exemplo de empresa se dando muitíssimo bem trabalhando com software livre é a Digium, fabricante do Asterisk.

    Pra quem não sabe, o Asterisk é um PBX totalmente funcional, baseado em software. Se você vai utilizar apenas telefonia IP, não precisa de mais nada. Para conversar com a telefonia convencional, tanto digital quanto analógica, você precisa de placas. Quem fabrica elas? Adivinhou, a Digium.

    Isso parece monopólio mas não é. As especificações primárias das placas são abertas, no melhor modelo open hardware. Claro que a Digium está fabricando modelos muito mais avançados hoje, e não necessariamente abriu os detalhes. Existem diversos outros fabricantes de placas compatíveis também.

    A Digium ganha vendendo placas, software (existe o Asterisk Business Edition, softwares de reconhecimento de voz, canceladores de eco, licenças de codecs… a lista aumenta a cada dia) e suporte. Você precisa necessariamente comprar alguma coisa dela? Não. Mas muita gente compra (eu me incluo aí) porque sabe que os produtos são ótimos.

    Pra mim esse é um perfeito exemplo de sucesso. Software licenciado em GPL, de qualidade, com um ciclo de desenvolvimento muito rápido, uma comunidade muito ativa e uma empresa lucrativa. Todo mundo sai ganhando.

    • luctimm

      Sim, mas diz isso pros Stallman Suckers.

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      É aquele esquema…

      Tem a versão gratuita e paga. Ele não dá o asterisk de graça e aguarda pacientemente as doações.

      E tem outra também… é fora do Brasil, né? Lá fora a consciência é bem outra.

      Talvez se o cara do JeguePanel (Só eu que dou uma leve risada quando escrevo isso ? É muito bizarro) tivesse adotado o licenciamento duplo, ou morasse na Noruega, sei lá. O que não tira o mérito de gestão do cidadão da Digium. Agora, vamos e convenhamos, isso ai é um em um milhão.

      Aproveito para perguntar:

      Quais projetos BRASILEIROS de software livre fazem algum sucesso ou são reconhecidos fora do país ? Há algum SL brasileiro importante ? Iniciativas do Morimoto fora.

      • viniciusfontes

        Bem… na verdade o Asterisk é de graça sim. A sacada do Mark Spencer foi enxergar possibilidades de capitalização em locais menos óbvios. É o melhor de dois mundos: todos os benefícios do código aberto com as vantagens de haver uma EMPRESA séria por trás.

        Acredito que isso não tem nada a ver com ser fora do Brasil ou não. Inteligência não escolhe países. O pessoal da Digium não ficou de braços cruzados esperando iniciativas da comunidade: trabalha sério, PAGA os desenvolvedores e a comunidade participa enviando patches, bug reports e etc.

        Na minha opinião, esse é o ecossistema perfeito para um projeto open source.

        • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

          O asterisk é de graça, mas possui versão paga.
          Resta saber se a versão paga é idêntica a gratuita, coisa que não faria muito sentido.

          E eu discordo completamente da sua idéia de que “inteligência não escolhe países”. Escolhe sim. Somos um povo (mal) educado desde a essência, vindos de uma colonização de exploração cretina, e com focos culturais que destoam sim de outros países. Tanto que, a meu ver, o software livre na concepção comunitária Stalmanista da coisa inexiste aqui no país.
          Nós queremos levar vantagem igual ao Gérson, nós queremos ser políticos pra roubar também.

          Nós temos o presidente que merecemos, a política que merecemos, e, naturalmente, o software que merecemos.

          A sorte dos desenvolvedores é que, de cada 700 idéias de se fazer um software livre, 699 terminam antes de começar. O cara desiste antes. Fica só naquela empolgação inicial, aquele ímpeto de mudar o mundo… mas ai desiste.

          Como você mesmo disse, é o ecossistema perfeito para um software, no caso da Digium. Aqui em Banânia, não há clima pra tal coisa.

          • viniciusfontes

            O Asterisk Business Edition tem suporte por telefonie e email, e é propositalmente atrasado algumas versões em relação ao GPL, para ser melhor testado. Alguns features considerados experimentais também ficam de fora.

            E eu continuo achando que inteligência não escolhe país. Temos um programa de biocombustível (álcool anidro e biodiesel) que países desenvolvidos como os EUA vêm visitar para ver como funciona. A maioria dos americanos não escolheu Bush para presidente, isso não é sinal de um sistema eleitoral extremamente burro?

            Repito: inteligência não escolhe país, credo, raça ou religião. E falo da individualidade, não da média.

          • Conqueror

            Corrigindo: burrice não escolhe país, credo, raça ou religião. E falo da individualidade, não da média. :p

            Do que adianta este país ter várias cabeças pensantes se ninguém aqui dá valor? Só dão valor às coisas daqui depois que o pessoal de fora dá o aval de que é bom. Quer um exemplo que retrata isso muito bem? Havaianas.

            ——————————

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          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            clap clap clap

        • Conqueror

          O fato de ser no Brasil influencia. Já citei diversos fatores nos posts acima que podem ter influenciado direta ou indiretamente no fracasso da empreitada. Se algo der errado, encontre um culpado, mas nunca assuma a culpa. Pode fazer como nosso presidente, que sempre põe a culpa nas “zelite”.

          ——————————

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      • Marcos Gabriel Mendes Lauande

        Eu tambem ri muito cara, e até de mim mesmo, que alguns anos atras era um linuxista que não largava o windows, uahuahuhauah

        Hoje a minha visão é outra(escolher o que é melhor pra minha conta corrente e pro meu cliente), acho que esse negócio de SWLivre iludiu a maioria e está enriquecendo poucos, parece história do ouro brasileiro…que triste, formou pessoas religiosas, sem visão nenhuma.

        Não sou contra linux ou software livre, mas sou contra aos que
        defendem com ignorância.

      • thomas.fortes

        Raidamente eu me lembro do conectiva que foi vendido a mandriva.
        E também me lembro do synaptic, gerenciador de pacotes de práticamente todas distros derivadas do debian, e de algumas que usam rpm.

        • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

          E tem aqueles módulos essenciais q ninguém da bola pq funcionam direito. Qdo vc vai fazer algo q exige direitos administrativos no GNOME ele pede sua senha. Sabe quem faz isso? O GKSU, q é mantido por um brasileiro (e ele não ganha financeiramente por isso).

          Agora, se vc pega uma distribuição gnu/linux qqr, vc realmente acha q pode dizer q ela é deste ou daquele país? Qtos programas diferentes estão ali dentro? De qtos países diferentes vieram contribuições para o código dos produtos?

          Software Livre q é bom mesmo não tem nacionalidade. Senão o kernel Linux seria apenas um “programa finlandes” , ou o GNOME seria um “produto mexicano”, ou o KDE seria um “produto alemão”.

          [ ]s,

          olival.junior

      • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

        [quote=Fabio Cardoso]“Quais projetos BRASILEIROS de software livre fazem algum sucesso ou são reconhecidos fora do país ? Há algum SL brasileiro importante ? Iniciativas do Morimoto fora.”[/quote]

        Bom, até aí, quais projetos BRASILEIROS de software PROPRIETÁRIO fazem algum sucesso ou são reconhecidos fora do país? Salvo os produtos de nicho, usados por uma pequena base de usuários.

        Por outro lado, Software Livre q se preza não fica com essa bobagem de ser deste ou daquele país. A vantagem (especialmente para o terceiro mundo) é justamente q o conhecimento é livre pra transitar entre os países sem gdes impecilhos. Ou alguém aqui ainda lembra ou acha relevante q o Linux é um software originalmente “finlandes” ?

        No mais, é a questão de ter um plano de negócios e mudar qdo a estratégia estiver dando errado. Vide a Red Hat, q mudou seu modelo de negócio qdo viu q o lance estava pegando e hj está colhendo os lucros. E sem abrir mão de distribuir seu produto sob GPL, com direito a clones e tudo o mais.

        E sabe o q é pior ainda? Já existem pelo menos há 5 anos estudos q indicam quais os fatores de sucesso de projetos como o Apache e o kernel Linux. E isso não implica em sucesso apenas “financeiro” . É sucesso no sentido de ser algo q cresce e se desenvolve de forma contínua, indo além daquele clubinho q começou o projeto.

        Pergunta se o projeto do cara seguiu algum destes estudos… De cara já dá pra ver q o princípio básico de ter uma comunidade ao menos uma ordem de grandeza maior do q o número de core developers o cara ignorou.

        Agora, por outro lado, projetos fracassados de SL são fáceis de localizar em um sourceforge da vida. E os software proprietários fracassados? Qto shareware já foi pro buraco, sem falar em produtos “tradicionais”, como o Quattro Pro, o WordPerfect, o Lotus AmiPro, pra ficar só no desktop. E nunca vi ninguém chorando as pitangas sobre o “modelo de software proprietário no Brasil”… ;-)

        [ ]s,

        olival.junior

        • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

          Pois tudo bem, extendo a pergunta: Existe ALGUM SOFTWARE brasileiro que tenha tido algum sucesso considerável? Ou algum jogo ? Ou qualquer coisa relacionada a informática ?

          Porque, pra mim, parece que nós produzimos “Dynavision Radical”, no final das contas.

          A intenção não era citar perjorativamente o software livre, e sim mostrar que no Brasil não existe mercado pra software com fins de mercado aberto, seja livre ou proprietário. Como no caso da matéria era sobre SL, cita-se o SL. Mas cabe o exemplo do proprietário também, porquê não?

          Mas, sim, focando-se no SL, se torna um problema quando o país acaba importando muito mais conhecimento e código do que produz. Tal qual o PIB. Tem países que exportam, outros que importam. No caso, nós importamos demais. E no caso do software livre isso se torna muito mais problemático, pelos fatores citados: Antes “não vender nenhuma cópia” do que “dar todas as cópias e ficar vendo todo mundo usar sem devolver nada em troca”.

          E mais adiante: Software proprietário não é comunidade, é uma selva. Ganha quem for mais forte. No conceito Stalmaniano de liberdade, cada um teria de fazer sua parte para dar certo, INCLUSIVE o Brasil, o que não é, obviamente, o caso.

          Na real, precisamos de incentivos governamentais. Dava pra fazer fácil o Brasil uma nova Índia, no ramo de produção de software. Programadores extremamente talentosos temos.

          • void

            Só me lembro de um: a linguagem de programação lua

            http://en.wikipedia.org/wiki/Lua_programming_language

            http://www.lua.org/

            A mesma está na décima sexta posição do índice TIOBE

            http://www.tiobe.com/tpci.htm

            “Porque pelo menos o homem sabe que não é dono do próprio destino”

          • cafuin

            É verdade.

            O LUA infelizmente é uma exceção, é da PUC do Rio.

            Muito software livre surge de universidades americanas. Ou o Software propriamente dito, ou os estudos que originam o software.

            Aqui no Brasil tem muita gente inteligente, mas o sistema de avaliação de produção dos grupos acadêmicos é baseado em publicação de artigos.

            Existe até uma certa máfia nessa área, do tipo… “eu sou da banca agora, publico o seu artigo, quando você for de uma banca, retribui me aprovando”.

            Aí se vai mais um buraco onde escorre nosso dinheirinho.

          • klazu

            Lua foi feito por brasileiros mas me lembro muito bem que meu primeiro contato com ela foi em um jogo, sendo usada para criar a inteligencia artificial dos npcs e monstros, que não foi feito por um brasileiro e que quando procurei por tutoriais e documentação os encontrei em ingles e não em portugues.

          • http://blog.cobline.com Cobalto

            A Lua é usada em muitos jogos!
            E não só isso, pela NASA!

            Definitivamente um software (ou até mais que isso) brasileiro que deu certo =D

            GeekBrasil.net
            Devil May Cry 4, Comparação PS3 x Xbox360

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Exceto economicamente.

          • http://blog.cobline.com Cobalto

            Vindo da PUC e de acordo com a escolha do formato de distribuição, acho que isso é um detalhe. Importante, mas detalhe.

            GeekBrasil.net
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        • Ricardo Bicalho

          Mais do que você possa imaginar, mas não é software de prateleira. O Brasil exportou e exporta MUITA tecnologia de software financeiro, já que somos um dos mais avançados do mundo.

          E nossas empresas prestam muitos serviços de exportação, mas é software que roda em backend, em servidores.

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Eu sei disso, mas aí entramos no mercado de nicho (ainda q lucrativo). A questão anterior me parece ser mais dirigida aos software “populares”. Por isso estendi a questão ao mundo “proprietário”.

            Da mesma forma, como citei, há diversos softwares livres q contam com desenvolvedores brasileiros. E estou falando do kernel Linux, do GNOME, do KDE, do FreeBSD, do GCC, etc. Sem falar nos Software Livres q entram nas distribuições e projetos e ninguém nota (como o Gksu q eu citei e q todo mundo q usou um GNOME já teve contato).

            No mundo do Software Livre, onde os gdes projetos costumam ter desenvolvedores espalhados pelo mundo, acho um pouco complicado dizer q o programa veio deste ou daquele país. Como eu citei antes, nunca vi ninguém se referir ao kernel Linux como “aquele programa finlandes”.

            No mundo do software proprietário, onde um produto famoso é normalmente ligado a uma empresa, até acho q faz sentido falar na “nacionalidade” do programa. Mas, mesmo assim, tenho uns conhecidos na Oracle USA q dizem q lá só tem gente de turbante programando… :-)

            [ ]s,

            olival.junior

          • cafuin

            [quote]Mas, mesmo assim, tenho uns conhecidos na Oracle USA q dizem q lá só tem gente de turbante programando… :-) [/quote]

            Eu tive contato recentemente com um representante Oracle. Ele falou que é mais radical.

            Segundo ele TODO desenvolvimento do Oracle está na Índia.

          • Wallacy

            Mais um exemplo: O Smart que hoje está sendo usado no KDE4 como meta-gerenciador também foi criado por um brasileiro, porém recebeu tantas contribuições de fora que praticamente perdeu a nacionalidade.

            —–
            Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
            Gandhi.

          • Conqueror

            Um projeto brasileiro recente e que recebeu análises positivas em todo lugar foi o AptOnCD. É algo que parece meio óbvio, mas que ninguém fazia.

            ——————————

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      • hamacker

        Voce está supondo que seja R$ 100,00, isso não é verdade. Esses contratos são sigilosos e podem variar de uma DELL, HP e outros. Um OEM de fato custa para nós R$ 375,00 a ultimate e R$ 206,00 a home-basic que pode ser comprado por qualquer pessoa desde que compre conjuntamente algum item de hardware.

        Não duvido que uma HP, DELL e outras paguem R$ 100,00, talvez até menos, mas além de terem escala para conseguir tal desconto, também tem que se prostituirem fazendo propaganda como “A XYZ recomenda Windows”.

        http://hamacker.wordpress.com

      • hamacker

        Fabio disse : “Quais projetos BRASILEIROS de software livre fazem algum sucesso ou são reconhecidos fora do país ?

        A realidade do software livre é diferente, várias pessoas de várias nacionalidades ficam no staff de um programa. Até no kernel do Linux já teve um hacker brasileito como coordenador.

        Já criei um cliente windows para o Hylafax que está nos 4 cantos do planeta, mas fiz por hobby. O código tá lá e quem quiser pega e usa. Não duvido que outras empresas estejam usando o codigo, implementando novas coisas e vendendo por aí, mas não me incomodo com isso. Minhas expectativas foram superadas.

        Acho que o colega do JeguePanel criou expectivas que não se concretizaram, como se diz, não pôs os pés no chão e a decepção foi muito grande. O mesmo poderia ter acontecido se ele montasse uma escolinha de informática onde os comentários geralmente são os seguintes, no inicio vou trabalhar para pagar as contas, aos 2 anos vou ter 20 professoras, 20 salas e 200 turmas com 20 alunos cada com 10 anos de trabalho poderei curtir um pouquinho mais a vida.

        Por detrás do ditado : “Sou brasileiro e não desisto nunca” tem uma fila enorme de casos que não deram certo e não foi por falta de insistencia, a verdade é que aqui no Brasil as coisas são mais dificeis.

        http://hamacker.wordpress.com

  • Leko

    Li o artigo, li o desabafo dele e não consegui entender como o fracasso foi culpa do SL.

    Não é no nosso país que 90% dos novos negócios montados fecham em menos de 2 anos.

    Eu sou contador, e posso garantir que vejo diariamente diversos tipos de negócios “capitalistas tradicionais” fecharem.

    Já vi McDonald’s franqueado fechando as portas e vcs não vão dizer que a culpa é da filosofia de franquia.

    A verdade, a meu ver, é uma só: em nosso país é uma grande aventura se tornar empresário, muitos tentam e poucos sobrevivem. Provavelmente se o programador em questão tivesse adotado outro modelo de negócios o resultado final seria o mesmo.

    • xymor

      Exatamente. SL é um modelo de négocios viável e comprovado, prova disso é MySQL que foi comprada pela Sun por 1B, além da própria Sun, IBM, RedHat, Novell, Ubuntu, etc…

      Todo modelo de négocios tem riscos.

    • klazu

      Isso mesmo, faltou a ele ao menos duas coisas: uma analise maior do mercado e um bom marketing, se ele soubesse quem iria aparecer pela frente e como fazer eles abrirem a carteira nem precisaria dizer que é software livre e muito menos ser a melhor opção, todos comprariam.

    • Conqueror

      Um contador aqui, que beleza! Então você pode confirmar os dados que dizem que duas a cada três empresas abertas no Brasil não duram mais do que dois anos?

      No caso do JeguePanel, o sujeito ainda cometeu o erro de querer ser o autêntico Severino: pedreiro, encanador, eletricista, pintor etc. Quis fazer tudo sozinho, mas como todo Severino sempre acaba fazendo um serviço de pedreiro (desculpe a redundância :D ).

      ——————————

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      • Leko

        O SEBRAE fala em 80% de empresas que não dão certo e fecham em até 2 anos da abertura.

        Sabe que eu até me identifico com o autor do JeguePanel. Houve uma época da minha carreira em que eu larguei um emprego em uma grande firma de auditoria para montar meu negócio próprio. Tb não deu certo.

        Acho que ele deveria entender que não existe modelo de negócios 100% garantido para o sucesso.

        Software livre me parece um bom modelo, existem vários casos de sucesso, software proprietário tb me parece bom e há ainda mais casos de sucesso.

        Em resumo, meu conselho para o Anahuac é: ser programador em uma empresa é MUITO DIFERENTE DE SER EMPRESÁRIO. Se vc realmente quer ser empresário invista em cursos na área de negócios.

  • http://culturanerd.blogspot.com/ bonfarj

    Excelente post, vou falar disso no meu blog! Esse cara é uma pobre vítima do Stallman, aquele barbudo safado que vive em seu mundo utópico e fedorento. O software de código aberto que o Linus Torvalds prega veio para ficar, enquanto as baboseiras do Stallman nunca chegam a lugar nenhum (cadê o Hurd??).

    Aliás, eu acho o maior barato a forma como o Stallman fala como se o Linux fosse uma criação dele! :- p

    Abraços a todos!

    IGOR BRITO ALVES
    (Cultura Nerd)

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    O nível das notícias do meiobit está caindo.

    _______________

    http://www.clubecetico.org

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      O nível dos Oceanos também.

      Aquecimento Global, dirão.

      • Panorama

        o nível dos oceanos está subindo

        http://www.panoramainternacional.com

        • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

          Então o fenômeno aqui no Meiobit é invertido.
          Desaquecimento global.

        • Wallacy

          Não estraga a piada hehehe….

          —–
          Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
          Gandhi.

      • http://pietra@hotmail.com Anônimo

        Oceanos é um deus titã filho de Urano e Gaia… :)

        _______________

        http://www.clubecetico.org

    • Ricardo Bicalho

      Então, por favor, se puder nos ajudar, estamos interessados em feedback. Basta abrir um tópico no fórum ou usar o nosso formulário de contato.

      Estamos sempre abertos a críticas construtivas, mas dizer: o nível caiu, não nos ajuda em absolutamente nada.

      Obrigado.

      • http://pietra@hotmail.com Anônimo

        Ajudar ajuda, só não mastiga a solução. A função didática é dar um tranco em vocês.

        _______________

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        • http://pietra@hotmail.com Anônimo

          Estamos nos sentindo poderosos hoje, hein?

        • Panorama

          “função didática”??
          Alguém andou consultando um dicionário por mais de meia hora hoje… =]

          http://www.panoramainternacional.com

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Poderia ter perguntado o significado, eu responderia com prazer.

            _______________

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        • Ricardo Bicalho

          Eu hein, sai prá lá. Eu sou espada, cara. Vai dar tranco em outro.

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Eu não tenho culpa se você escolheu cortar para os dois lados.

            _______________

            http://www.clubecetico.org

  • Rhyel

    Ninguém vai levar a sério um nome destes, imagina em uma reunião, apresentação ou negociação você citar que usa, gosta ou pretente implementar o JeguePainel. Vão rir e você cai em descrédito total.

    Tirando o nome ridículo. Ninguém deve querer fazer algo pensando em ganhar dinheiro na área de informática, talvéz desejar que ele apareça de alguma forma de doação ou indiretamente na hora de se apresentar para um novo emprego. (novamente no caso vai é queimar o filme da criança… “Um dos meus projetos anteriores foi o desenvolvimento do JeguePainel”)

    Faça algo por que você gosta, por hobby ou paixão, mas não espere ganhar dinheiro com isto, mas se ele vier ótimo, uma fonte a mais de renda, se por acaso a coisa se tornar a fonte de renda principal, ai sim você pode pensar diferente.

    Exemplo são os blogs. Quem bloga por dinheiro só fica frustrado. Quem bloga por gostar, ganha um dinheiro extra e em alguns poucos casos até se tornaram blogueiros profissionais.

    • luctimm

      O nome é o de menos, cara. Honestamente, acho que tem coisa muito pior que JeguePanel – não gosto do nome, mas poderia ser pior. Guinu, jentu, têcágueit, cádêé, guinome, caguét, avidemúcs, pidgin, zúze, ubúnto…

      • Rhyel

        Todos estes nomes realmente causam desconforto, mas quando tem uma palavra com nome pejorativo na nossa lingua é muito pior. Jegue não quer dizer somente burro (animal), quer dizer também desleixado, fraco, mal acabado e ignorante.

        • luctimm

          E o Slackware? =)

        • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

          Depende do ponto de vista:

          “Nossa Fabio, você é realmente um JEGUE”

          Vindo de uma garota talvez não soe tão ruim assim, dependendo dao contexto, se é que me entende. Talvez ele tenha pensado em capitalizar em cima disso, sei lá:

          “JeguePanel, bem maior que os outros”
          “JeguePanel, sólido como uma rocha”
          “JeguePanel, mais rápido por ter três pernas”

          JeguePanel de GNU é software.

          • luctimm

            Estou rindo, sério =P

          • DomainAdmin

            HUAUHAHUAUHUHAHUAHUEHAIUHEIAHAHEAHU

            perfeito!!!! haeouIHEIHEhehaIHEAIUoa

            ———–
            Get the facts.

          • Paulim

            kkkkkkkkkkkkkkkk

            ——
            Vaca amarela, pulou a janela.

      • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

        Se formos traduzir alguns nomes em ingles a coisa tbém não é muito bonita no mundo proprietário… Convenhamos, vc compraria o Janelas, o Palavra e o Ponto Poderoso da MicroMole? Ou o Banco de Dados Relacional Oráculo (hmmm… esse até q passa)? Ou o iTrabalhos eo iVida da Maçã?

        ;-)

        [ ]s,

        olival.junior

        • luctimm

          O Oráculo eu comprava. =P

        • Wallacy

          “Ponto Poderoso da MicroMole ” kkkkk

          Eu não tinha me tocado nesse ainda, hehe…

          Eu acho que iria comprar só por causa da excentricidade do nome.

          —–
          Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
          Gandhi.

    • http://pietra@hotmail.com Anônimo

      Eu sou blogueiro profissional e blog por dinheiro.

      Posso te dar uma lista de DEZENAS de blogueiros que ganham dinheiro com blog e no dia que isso parar de dar dinheiro vão parar de escrever ou escreverão 10% do que escrevem hoje.

      O próprio MeioBit é um PROJETO COM FINS LUCRATIVOS, ninguém aqui escreve para ver o nome bonitinho no alto da página.

      Que mania de brasileiro de achar que ganhar dinheiro é feio…

      • Rhyel

        Não disse que ganhar dinheiro é feio, nem digo que este blog é somente para ter o nome bonito no alto da página.

        Acredito (posso estar errado) que o MeioBit foi criado pela oportunidade de ganhar dinheiro fazendo o que a pessoa gosta, que é escrever, e não “Vamos fazer um blog para ganhar dinheiro” prefiro “Vamos fazer um blog bom, que vai gerar dinheiro”

        Novamente não disse que ganhar dinheiro é feio, simples assim.

        • http://pietra@hotmail.com Anônimo

          Não, não, NÃO!

          entenda: No Brasil faz-se esse discurso de dinheiro como “consequência fortuita”, quase pedindo desculpas. “estava fazendo o blog pq gosto, então por acaso começou a dar dinheiro”

          não, não, não. Dinheiro é OBJETIVO. Competência, capacidade de escrever bem é PRÉ-REQUISITO pra ganhar dinheiro com blog.

          entenda: Nós gostamos de escrever, mas também gostamos de ganhar dinheiro.

          entenda: “Vamos ganhar dinheiro fazendo um blog bom”.

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Questão de paz de espírito e maturidade para viver a vida: se dinheiro é objetivo e você não o tem, você é uma pessoa frustrada.

            Se dinheiro é bonus e você se diverte fazendo algo que gosta: você é uma pessoa feliz se ganha pouco e muito feliz ganha mais. Mas trabalhar melhor normalmente é consequência de se fazer algo que gosta, então dificilmente se ganha pouco. :)

            Que mania de brasileiro achar que tudo na vida tem que ser feito para conseguir dinheiro…

            _______________

            http://www.clubecetico.org

          • luctimm

            Como diz uma mulher num filme brasileiro que eu gosto muito:

            “Se alguém diz que a felicidade não se compra é por que não sabe o endereço da loja”.

            Gosto muito da minha profissão, apesar de eu estar em início de carreira e ainda não estar formado. Mas uma coisa de cada vez, já tô além do que eu imaginava tendo “só” 19 anos. E recebo muito bem por isso. Ganhando bem você trabalha melhor. Se amanhã fizerem uma reunião e me falarem que meu salário vai cair pela metade, eu falo, “tchau e bênção”.

            Mas claro, isso foge ao escopo do tópico, favor desconsiderarem…

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Quem te disse que não gostamos do que fazemos?

            Aliás, quem disse que não dá para ter como objetivo ganhar dinheiro fazendo algo que se gosta?

            Frustrado é quem não consegue, e vem aqui chorar pitangas, apontando pra quem ganha dinheiro e desmerecendo dizendo “ah, ele deu sorte”.

          • cafuin

            Ganhar dinheiro, desde que honesto não é problema.

            O problema (para mim, claro) são os radicais* de direita, e nos EUA tem muitos assim, que se sentem praticamente ofendidos e querem destruir alguém que faz algo SEM focar no dinheiro.

            O Torvalds mesmo já falou que não liga muito pra dinheiro, que pra ele tá legal do jeito que está, programando o Linux. Ganha o suficiente pra sustentar a família, tá legal.

            Não posso com as pessoas que vêem isso e já classificam com “Veja, ele é um loooooser, não tem o último volvo Audi”.

            *Os que mais negam a existência de radicais de direita são fortes candidatos a serem classificados assim.

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Ninguém disse que vocês não gostam do que fazem, ninguém disse que não dá para ter objetivo de ganhar dinheiro fazendo algo que se gosta, ninguém também está chorando pitangas e muito menos dizendo que vocês deram sorte. Isso tudo é você que está inventando para defender sabe-se lá o quê… Está discutindo com espantalhos, desde o começo. Aliás, a notícia já começa assim; culpar o Stallman e o software livre porque alguém não soube fazer um negócio é de uma desonestidade intelectual imensurável.

            O que aconteceu é que um comentário sobre blogueiros não ganharem dinheiro acertou o seu calo… E o cara nem estava se referindo a você. Mas sei lá, eu não te culpo, esses sentimentos enrustidos transformam nosso humor mesmo…

            _______________

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          • Conqueror

            Daqui a pouco vai aparecer um petista doente (que pleonasmo) dizendo que fazer blog para ganhar dinheiro é coisa de burguês e que você faz parte das “zelite”. Aí vão hackear um acampamento do MSB no seu blog e exigir que você divida seu espaço com eles :p.

            O problema no Brasil é a educação que é feita da pior forma possível. E essa mania de religiosidade é que gerou esses conceitos de condenar aqueles que ganham dinheiro, como se isso fosse algo errado. Ganhar dinheiro e ter sucesso é o objetivo de todos, mas quando alguém chega lá só encontra a inveja daqueles que não têm condições de chegar lá.

            É preciso reorganizar a forma de pensar do povo. Ao invés de ficar com inveja de alguém por ser melhor, tente ser melhor. Escolha um patamar e pense “vou superar”. Esse é o primeiro passo do sucesso. Ficar de braços cruzados criticando as “zelite” não resolve nada. Ah, e nada cai do céu. Aquele ditado “duas mãos trabalhando fazem mais do que mil orando” é bem válido.

            ——————————

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          • luctimm

            Não sou da Universal, mas a igreja que nascí e frequento não proibe ninguém de ganhar dinheiro e ser bem sucedido financeiramente, nem pede pra doar horrores na causa divina. Ou seja, isso é meio relativo.

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            A demonização do lucro é um fenômeno católico, não protestante. Vide os americanos e seu empreendedorismo.

            A própria Universal diz que “jesus vai fazer seu negócio dar certo”.

          • hamacker

            Em entrevista no próprio Canal, o chairman da insituição citada disse “Se Deus é rico, e sou filho dele, porque eu tenho que ser pobre.” – Ocasião em que se fazia propaganda do seu livro recém-lançado.

            Aqui em SP já chamavam os templos da instituição de “a casa da moeda” e o cara ainda fala uma coisa dessas.
            Por outro lado, a religião católica não demoniza lucros, desde que voce os doe para a Igreja, na década de 30 na Espanha toda a cupula governante foi deposta porque simplesmente ameaçou-se tirar os despojos da igreja. É ingenuidade achar que dinheiro, politica e religião não caminham juntos.

            http://hamacker.wordpress.com

  • Wallacy

    Interessante artigo TIMM.

    Porém alguns pontos sobre sua opnião não ficou muito clara para mim. Por exemplo:

    Todo o enredo de seu artigo parece se resumir em “Stallman está errado, e SL não da dinheiro”. Porém cita como exemplos de sucesso o Apache, o MySQL… etc, são também são Softwares Livres. Uma vez conversando com o Olival, percebi que todos os ditos Softwares Open Source também são livres segundo a FSF, pesquisei e não encontrei nenhum Open Source que não fosse livre. Então, por qual motivo você fez essa separação?

    Aparentemente você parece ter concluído (segundo seus comentários) que o problema não estava no modelo, e sim na incapacidade do Anahuac teve de lidar com esse tipo de modelo de negócios, que é muito complexo. E também inferi de seus comentários que o problema não estava no Licenciamento “GNU/GPL” e sim no próprio projeto, que mesmo que tivesse um licenciamento proprietário provavelmente não teria mais sucesso. Então se é possível concluir que o problema não é do SL, e sim do projeto, seu artigo parece ser muito contraditório nesse quesito.

    Hoje, tanto para um software proprietário quanto livre, para crescer no mercado tem que ter uma boa mente por traz. Por exemplo, o Steve Jobs mesmo sem trazer uma novidade realmente relevante em algumas apresentações consegue arrebanhar um numero muito grande de utilizadores, vide o Filme MacHeads. Sendo assim, aparentemente o problema não é do Stallman e o que vocês chamam de “freetards”, e sim do próprio mercado que é sufocado por uma quantidade enorme de softwares de empresas maiores. Um “software proprietário” dificilmente poderá concorrer com uma software ma MS, como um software Livre, dificilmente poderá concorrer com um software da RedHat e da Novell, monetariamente falando.

    De tudo isso, a única coisa que posso da certeza que é o fator “religião” foi totalmente irrelevante para concluir os motivos que levaram ao fracasso desse projeto. A não ser é claro, que você tenha adicionado esses argumentos para se contradizer propositalmente. Afinal se a dita “comunidade” não fez as contribuições desejadas, foi porque não houve interesse, e é dever do “projetista” criar esse interesse.

    Então afinal, você acredita que é possível ganhar dinheiro com SL ou não? Se o projeto fosse proprietário seria melhor ou pior segundo sua visão? O problema é o modelo ou o projeto?

    —–
    Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
    Gandhi.

    • http://pietra@hotmail.com Anônimo

      Eu diria que:

      1 – Stallman está errado

      2 – SL enquanto modelo de negócios promovido pela comunidade NÃO dá dinheiro. SL só dá dinheiro se for planejado estrategicamente como qualquer outro negócio.

      Na verdade o fato do software ser “livre” ou não é irrelevante. Vide a ENORME quantidade de plugins para Photoshop disponíveis no mercado.

      O grande erro do Pai do Jegue foi achar que “se construir, eles virão”, e esperar uma simpatia por parte do mercado e uma colaboração (mão-de-obra gratuita? Não, o cínico aqui sou eu, não ele) da comunidade, que não veio e QUALQUER UM, até aspeiros com 2 meses de experiência poderia ter dito que essa colaboração não aconteceria.

      O Stallman tem culpa SIM por ter contaminado um bom programador com essa ideologia barata de comunismo digital, e atrasado a vida do cara.

      Se ele pediu as contas para tentar viver do SL, então alguma coisa o SL fez para convencê-lo de que seria viável.

      • Wallacy

        Só uma pergunta, se alguem diz para você se matar você se mata?

        É justamente isso que não entendo, (tanto na sua opnião quanto na do TIMM), se Stallman está errado como você mesmo disse, a culpa não é dos seus seguidores que acreditam nele? Pessoalmente não acho que o ónus da culpa seja do Stallman, ele tem direito em dizer o que acredita, agora se outras pessoas o apoiam, é problema dessas pessoas não acha?, cada pessoa é responsável por seus próprios atos. Assim como também acredito que o modelo de negócios que envolve SL em sí, não pode ser culpado por um problema especifico por má administração de uma única pessoa. Afinal, pessoas se dão mal em Software proprietário também.

        Outra coisa, como o próprio Augusto Campos disse nesse tópico no BR-Linux:

        “Ganhar a vida não é a única razão para uma pessoa se interessar por manter um projeto de software de código aberto, e mesmo quem quer ganhar a vida desta forma não precisa necessariamente ser empreendedor.”

        “Software livre como participação em uma comunidade e software livre como integrante de um modelo de negócio são dois pontos de vista bastante distintos sobre um mesmo objeto.”

        “Um bom modelo de negócio baseado em inovação considera, entre outros fatores, uma proposta de valor, um modelo de receita, uma estratégia competitiva e um plano de crescimento. Os modelos de negócio e a vantagem competitiva freqüentemente não têm uma dependência tão direta com o aspecto ideológico ou a obtenção do apoio da comunidade. Ambos (o aspecto ideológico e o apoio da comunidade) são muito importantes para considerar na hora de compor a estratégia, e podem até mesmo ser considerados como essenciais (isso depende do autor do software e do plano, na verdade), mas a tarefa fica bem mais difícil quando o plano se baseia integralmente (ou majoritariamente) nestes quesitos, pois é raro eles conseguirem formar diferencial competitivo fora de um nicho bastante restrito.”

        Você está certo, as pessoas querem ganhar dinheiro só isso. Mais felizmente (ou infelizmente?), nem sempre é assim, existem pessoas que fazem isso por hobby. Sendo assim, quando o foco é dinheiro, é importante saber trassar uma boa estratégia de mercado, se aproveitando ao máximo dos pontos fortes do licenciamento desejado.

        Então ainda fica a pergunta, a culpa é do Anahuac ou do Stallman?

        —–
        Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
        Gandhi.

        • http://pietra@hotmail.com Anônimo

          “Só uma pergunta, se alguem diz para você se matar você se mata?”

          Se eu fosse um fanático muçulmano, me mataria sim, qual o problema?

          Eu não estou tirando a culpa do pai do jegue (que conste nos autos que odiei o nome). Só que ele está influenciado, sofreu lavagem cerebral do Stallman.

          Ele acreditou em um mundo ideal que lhe foi vendido pelas polyannas do software livre, e se ferrou por causa disso.

          • hamacker

            Quando foi que StallMan disse, ou em que parte das suas licenças está dito que não se pode ganhar dinheiro ?

            O ponto em questão não é o Stallman, o ponto em questão é o fracaso do idealizador do JeguePanel (JP). Se voce atribuir o fracasso do JP a filosofia da FSF, voce tem que creditar os casos de sucessos mais superlativos também.

            Como disse um colega lá em cima, um McDonalds fecha e a culpa é da Franquia ?

            Qual o problema em admitir que nem todos os softwares livres vingarao ao sucesso ou ao fracasso ? Não se dá da mesma forma com softwares proprietários ?

            http://hamacker.wordpress.com

          • http://megalopolis-blog.com Fabiane Lima

            Hamaker, o problema é misturar o modelo de desenvolvimento open source com a filosofia do software livre. Eu, por exemplo, acho o modelo open source fantástico, mas odeio a filosofia de que “só o software livre salva”. Tecnologia com ideologia nao funciona.

            O problema é muito mais pragmático do que ideológico.

            Megalopolis

          • leafac

            Estou com a Fabiane, nesse caso. É possível adotar o modelo open-source e ser profissional, ganhar dinheiro, etc. Basta dissociá-lo de ideologias libertárias comunistas. Será pedir demais esperar que os desenvolvedores de software sejam ponderados? Também acho que não.

            __________________

            A abordagem do Leandro na arte de blogar

          • hamacker

            Eu concordo.
            Mas não concordo com comentários fazendo alusão a RMS como ponto central ao fracasso do JP.

            Isso esta acontecendo porque estão achando que RMS = SL = religião.

            Tem gente até considerando RMS e liberdade pessoal, pode ?

            Esta não é primeira vez que fazem isso e tampouco será a última.

            http://hamacker.wordpress.com

          • leafac

            O Stallman teve sua imagem associada ao lado xiita do movimento do Software Live. Muito disso se deve as suas próprias atitudes, inclusive. Veja bem, não estou demerecendo sua importância na história dos softwares, tento apenas justificar essa relação que você alegou.

            __________________

            A abordagem do Leandro na arte de blogar

    • luctimm

      Pelo contrário, Wallacy. O fato é que, software dá dinheiro onde for. E pro mercado, na grande maioria das vezes (não estou generalizando, hein?), o código aberto é irrelevante para o comprador. Afinal, se o dono de um supermercado compra um RedHat, será mesmo que ele vai ler o código de fonte e adaptá-lo pra suas necessidades? Ou melhor, será que ele precisa disso? A resposta é quase sempre não. Sim, tem quem faça e precise disso, mas dá pra contar nos dedos.

      Tentei dizer que a forma que o JeguePanel foi submetido ao mercado foi errada. Ao invés de, como qualquer programador divulgar seu produto pra quem tem interesse em comprar – ou seja, empresas, não. Ele divulgou pra comunidade, que em sua maioria não compra software, nem proprietário nem livre. (Muitos tem dual boot entre Debian/Ubuntu e Windows pirata em seus computadores, você sabe disso). E o Anahuac errou se baseando nos conceitos e teorias milagrosas do Richard Stallman, onde todos se ajudam, o código melhora e o dinheiro aparece. A banda não toca por aí.

      Então, citei exemplos de softwares de código aberto que tem mercado por que simplesmente deixam as ideologias de lado e partem pra aquilo que é realmente importante: Dinheiro. Novell, RedHat, Sun e até a Microsoft! Ou seja, o software é tão rentável quanto qualquer outro, e no meu ponto de vista, superior em qualidade uma vez que o código é público.

      Com relação ao que você conversou com o Olival, software de código aberto é diferente de software livre segundo a própria GPL v2. Pro software ser livre ele precisaria ter código de fonte aberto e permitir ser utilizado, reimplementado, estudado e o código ser utilizado para qualquer finalidade. Existem licenças que simplesmente mostram o código e não permitem que você incremente, distribua, mostre pra outros, enfim. Nisso que eu me refiro ao distinguir software livre de software de código aberto. Mais ou menos como se todo software livre tivesse código aberto, mas nem todo software de código aberto fosse livre.

      Mas é claro. O artigo foi a minha opinião, e ninguém é obrigado a acreditar nela. =) Espero que assim você tenha entendido.

      Abraços!

      • Wallacy

        Agora entendi.

        Achei que estava tirando a culpa do Anahuac para por no Stallman, ou no próprio SL.

        —–
        Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
        Gandhi.

        • luctimm

          Não tirei a culpa do Anahuac, no último parágrafo. Ele errou ao tentar vender o JeguePanel pros filhos do Stallman. Por isso eu também acho que, se o software fosse fechado/proprietário, as coisas teriam sido diferentes, pelo menos eu acho que ele teria oferecido para as pessoas certas. Agora, se ele tivesse feito o JeguePanel proprietário e oferecesse pras mesmas pessoas de agora, aí sim, o fracasso teria sido ainda mais iminente. =D

      • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

        [quote=luctimm]“Com relação ao que você conversou com o Olival, software de código aberto é diferente de software livre segundo a própria GPL v2. [ . . . ] Existem licenças que simplesmente mostram o código e não permitem que você incremente, distribua, mostre pra outros, enfim. Nisso que eu me refiro ao distinguir software livre de software de código aberto.”[/quote]

        Vou me ater a este trecho (embora tenha acompanhado a história do JeguePanel desde o seu lançamento).

        Há uma certa confusão no Brasil com o termo “código aberto” . Eu entendo q muitos aqui o usem como tradução para “Open Source” . Neste caso, o próprio pessoal da Open Source Initiative (q trouxe a visão comercial e mercadológica para o mundo do SL) diz q em portugues vc pode traduzir “Open Source” p/ “Software Livre” numa boa, sem incorrer em nenhum erro conceitual.

        Agora, licenças q não permitem q vc aperfeiçoe, distribua, mostre, etc o seu código tbém não são de “código-aberto” (ao menos se estivermos falando de “open source” ).

        O Apache, o Firefox, o jBoss, o GNOME, o kernel Linux, etc sempre são referenciados lá fora como “Open Source” , e suas licenças atendem perfeitamente aos 4 graus de liberdade do SL (usar p/ qqr propósito, estudar, modificar, redistribuir).

        Nem todo SL é GPL e nem toda licença livre é compatível com a GPL. A GPL foi elaborada para atender aos interesses do RMS e da FSF. Licenças BSD, por explo, são perfeitamente livres, embora permitam até q produtos proprietários sejam criados a partir do seu código.

        Para maiores detalhes sobre o q é um software “open source”, vc pode ler direto na fonte.

        [ ]s,

        olival.junior

        P.S.: Tendo em vista q essa confusão entre o q é aberto e o q é open é comum por aqui, interessa um post sobre o assunto?

        • luctimm

          Seria legal!

        • http://blogs.technet.com/fcima fcima

          Olival, não existem softwares “livres”. Este tipo de conceito não faz o menor sentido.

          Liberdade é algo essencialmente humano. Somente um homem pode ser livre (segundo Sartre, o homem é homem pela sua capacidade de ser livre). A liberdade vem do livre-arbítrio, na capacidade de escolher, que é incondicionalmente humana.

          Um objeto não pode ser livre. Somente um sujeito é livre.

          Chamar um software cuja licença permite que o ele seja usado para qualquer propósito, que permita que o seu código seja estudado, modificado e redistribuído, de “código aberto” faz sentido: abertura é uma propriedade da licença, do código.

          Já chamar um software de “livre”, assim como “padrões livres”, “sementes livres” e outras aberrações são um truque de gente como Stallman que querem impor uma ideologia se apropriando do conceito de liberdade. Um artifício retórico que permite a eles acusarem quem é contra a sua ideologia de ser contra a liberdade.

          Abraços,

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Cima,

            Não acho q valha a pena entrar no mérito filosófico do conceito “liberdade” e misturar isso com a panela de TI. Se fossemos entrar nessa seara, há muito mais sobre o conceito e sobre a intencionalidade dos objetos inanimados do q os existencialistas gostavam de discutir. Mas, acho curioso vc citar um filósofo notoriamente comunista pra discutir liberdade.

            “Software Livre”, hoje, é apenas mais um jargão e tem uma definição bem precisa e delimitada. Inclusive, atente q eu uso o termo “graus de liberdade”, tal qual usávamos na física (ou seria na álgebra linear?) qdo falo das características de um SL.

            E o termo “código aberto” em portugues costuma gerar tanta confusão semantica qto o termo “free software” em ingles, como pode ser observado nesta mesma thread. Permite, inclusive, q determinadas empresas q permitem apenas a observação do seu código, sem q ele possa ser modificado e redistribuído, tentem gerar confusão com o termo (vide Sun e MS no início do Java e do Shared Source, respectivamente).

            Agora, convenhamos, as palavras são usadas conforme as agendas ocultas ou explícitas de cada um. De fato, o RMS e seus “seguidores” usam o termo “liberdade” de uma forma peculiar. Mas, por outro lado, o termo “propriedade intelectual” tbém costuma ser usado pelo “outro lado” com uma carga semantica maior do q a original.

            Vc concorda, por explo, qdo a RIAA ou a MPAA dizem q vc não pode “ripar” um CD ou DVD q vc comprou legalmente pra escutar ou assistir no seu iPod? A justificativa é q vc *não* é dono do conteúdo, apenas do suporte sobre o qual este conteúdo foi gravado. E aí, vc teria de comprar novamente o mesmo conteúdo em uma loja online ou em um supermercado (não é à toa q os últimos DVDs estão trazendo versões MP4 gravadas junto com o filme “tradicional”).

            Não há inocentes nesse jogo. :-)

            [ ]s,

            olival.junior

            olival.junior

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima

            Olival,


            Não acho q valha a pena entrar no mérito filosófico do conceito “liberdade” e misturar isso com a panela de TI.

            Curioso alguém como você dizer isso, mas estamos de acordo. Meu ponto é exatamente que não se deve se misturar o conceito “liberdade” com licenças de software. Muito menos se apropriar da palavra “liberdade” para impor uma determinada licença.

            Além de deturpar a palavra “liberdade”, Stallman e a sua turma ainda acham que usar um software que não tenha um determinado tipo de licença “moralmente errado”. Para o Stallman, ou você faz como ele acha certo ou você é imoral. A liberdade com ele fica só na retórica – por trás na verdade está o moralismo, o fascismo.

            Mas voltando ao tema. Este Anahuac provavelmente acreditava que as pessoas iriam começar a usar o JeguePanel simplesmente porque ele era “livre” e portanto “moralmente certo”, e infelizmente teve agora o seu doloroso encontro com a realidade. Pessoas e empresas usam um software quando ele tem qualidade e agrega valor. Office, Windows, Linux, Skype, Apache, Oracle, etc. triunfaram porque são antes de tudo excelentes softwares. Ninguém usa software ruim, independente de licença.


            Mas, acho curioso vc citar um filósofo notoriamente comunista pra discutir liberdade.

            Esse é na verdade um conceito humanista, que tem pelo menos uns 500 anos. Citei o Sartre apenas porque ele cunhou a melhor frase.

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            [quote=fcima]“Curioso alguém como você dizer isso, mas estamos de acordo. Meu ponto é exatamente que não se deve se misturar o conceito “liberdade” com licenças de software. Muito menos se apropriar da palavra “liberdade” para impor uma determinada licença.”[/quote]

            Não entendi muito bem o q vc quis dizer com “alguém como vc”. Isso de sair rotulando pessoas não costuma ser positivo e normalmente denota de saída uma tentativa de desqualificar a pessoa ao invés de discutir o argumento.

            Bom, o termo completo q o RMS usa ao definir Software Livre diz q “Software Livre é uma questão da liberdade dos usuários para rodar, copiar, distribuir, estudar, alterar e aperfeiçoar o software”. O grifo é meu.

            Assim, não vejo mal algum no uso da palavra “liberdade” no contexto acima. Faz todo o sentido da forma como foi colocada, já q eu realmente não tenho liberdade para fazer isso em programas *proprietários*.

            Qto à questão filosófica, não vejo pq ele não tem direito a defender sua posição qto a ética e moral. Ele defende q ajudar o seu semelhante é mais importante do q as restrições artificiais impostas sobre produtos intangíveis. Isso é “fascismo”?

            Usando um explo conexo onde a questão de “ajudar o semelhante” pode se contrapor ao licenciamento de propriedade intelectual: no caso do governo quebrar patentes dos remédios anti-HIV (algo q foi cogitado tanto no governo do PSDB qto do PT) para atender melhor os doentes de AIDS, vc acha q a “propriedade intelectual” deveria ser respeitada em dentrimento de milhares de vidas humanas?

            Particularmente, acho q a forma de tratar o q se convencionou chamar de “propriedade intelectual” está defasado e tenta muitas vezes trazer conceitos anacronicos, da época da Revolução Industrial, para o mundo do cyberspace.

            MAS, tbém acho q “Radicais Livres” podem fazer um mal danado pro metabolismo… ;-)

            [ ]s,

            olival.junior

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima

            Olival,


            Isso de sair rotulando pessoas não costuma ser positivo e normalmente denota de saída uma tentativa de desqualificar a pessoa ao invés de discutir o argumento.

            Tipo assim, do jeito que você tenta regularmente fazer comigo? ;)


            Bom, o termo completo q o RMS usa ao definir Software Livre diz q “Software Livre é uma questão da liberdade dos usuários para rodar, copiar, distribuir, estudar, alterar e aperfeiçoar o software”. O grifo é meu.

            Liberdade não é isso. Liberdade é direito de escolha, direito de decidir.


            Qto à questão filosófica, não vejo pq ele não tem direito a defender sua posição qto a ética e moral.

            Claro que ele tem direito de defender o que ele quiser. Isso não torna a posição dele menos fascista.


            Ele defende q ajudar o seu semelhante é mais importante do q as restrições artificiais impostas sobre produtos intangíveis. Isso é “fascismo”?

            Fascismo é você impor a uma pessoa o que você acha certo, o que você acha “moral”, passando por cima da liberdade dos outros.

            Stallman defende que, se você não licencia o seu software da forma que ele chama de “livre”, você é imoral. Na verdade, se você simplesmente *usa* um software com uma licença que ele não aprove, você é imoral.

            Ele sabe o que é melhor para você. Você não sabe.

            Liberdade é exatamente o contrário disso. Liberdade é o desenvolvedor ter o direito de escolher a licença que ele quiser para o seu código. É dar ao usuário o direito de escolher o software que ele quer usar, de fazer a sua própria avaliação, usando os seus próprios critérios.

            Abraços,

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            [quote=fcima]Tipo assim, do jeito que você tenta regularmente fazer comigo? ;) [/quote]

            ???

            [quote=fcima]Liberdade não é isso. Liberdade é direito de escolha, direito de decidir.[/quote]

            “Liberdade” é um termo com muitos significados. O q vc defendeu acima é “liberdade de escolha”.

            LIberdade tbém significa “uso irrestrito de algo” (conforme o dicionário Oxford – no original: “unrestricted use of something”). E, neste sentido, a frase “liberdade para o usuário rodar, copiar, etc” está perfeita em termos semânticos.

            [quote=fcima]Isso não torna a posição dele menos fascista.[/quote]

            Eu diria q a posição dele é radical e certamente intolerante para com visões alternativas, mas usar o termo “fascismo” me parece exagero, dada a carga histórica negativa q o termo carrega.

            Curiosamente, uma das características do “fascismo” era ser anti-comunista, algo de q até hj os mal informados acusam o Software Livre de ser.

            [quote=fcima]Fascismo é você impor a uma pessoa o que você acha certo, o que você acha “moral”, passando por cima da liberdade dos outros.[/quote]

            Fascismo, decididamente, não é isso q vc está falando. Pode até ser a conotação q vc escolheu dar ao termo, mas o conceito é mais complexo.

            De qqr forma, como exatamente o RMS impôs a vontade dele sobre vc? Apontou uma arma pra sua cabeça e mandou vc usar GNU/Emacs?

            Ele defende a posição dele e se atém a ela, da mesma forma q quem defende software proprietário não vê mal algum no lock-in praticado de várias formas por empresas deste tipo de produto.

            Agora, concordo q ele é radical e intolerante com a visão alheia. Mais ou menos como o seu chefe Ballmer, por explo. E isso *não* é rotular, já q o cara é seu chefe mesmo… :-)

            [quote=fcima]É dar ao usuário o direito de escolher o software que ele quer usar, de fazer a sua própria avaliação, usando os seus próprios critérios.[/quote]

            Como deixar de concordar com isso? Pena q as empresas de software proprietário invistam há anos em formas diversas de lock-in para tornar o custo de migrar para o concorrente muito elevado, independente dos méritos técnicos do mesmo.

            Por explo, vc comprou centenas de dólares em música na iTunes Store. Música com DRM, claro, q era só o q eles vendiam até pouco tempo.

            Aí resolveu trocar de MP3 player… Ops! Se vc fizer isso não vai poder ouvir a música, já q o DRM da Apple só toca nos iPods…

            Realmente essa “liberdade” do usuário escolher o q quiser não está entre as prioridades do mundo proprietário… ;-)

            [ ]s,

            olival.junior

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima


            LIberdade tbém significa “uso irrestrito de algo” (conforme o dicionário Oxford – no original: “unrestricted use of something”).

            Não, liberdade não significa isso. O que está no dicionário é uma expressão idiomática que só existe em inglês e não tem nenhuma relação com o conceito de liberdade.

            É a mesma coisa que você querer dizer que ser livre na verdade é mesma coisa que ser grátis (conforme o dicionário Oxford – no original: without cost or payment).

            Usar uma expressão idiomática em outro idioma para tentar redefinir “liberdade” me parece carência de argumentos. Depois dessa só falta agora querer me rotular.


            Mais ou menos como o seu chefe Ballmer, por explo. E isso *não* é rotular, já q o cara é seu chefe mesmo… :-)

            Oops, não demorou muito.

          • Wallacy

            Porém o conceito não é “Brasileiro” não é? Então o que vale não é o conceito de lá?

            Porque é estranho generalizar, já que os termos da GPL são bem técnicos no que se diz respeito ao “usuário”, nunca trancederam sua função de licenciamento de softwares.

            Acho que o problema está nas pessoas que assistiram “Coração Valente”, não no conceito de liberdade que foi proposto pelo licenciamento.

            —–
            Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
            Gandhi.

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Cima,

            [quote=fcima]“Não, liberdade não significa isso. O que está no dicionário é uma expressão idiomática que só existe em inglês e não tem nenhuma relação com o conceito de liberdade.”[/quote]

            Desde qdo FREEDOM é uma “expressão idiomática”? E desde qdo FREEDOM siginifica “grátis”? Pelo menos procure o termo certo antes de inventar um termo q eu NÃO usei para me criticar.

            Mas, tudo bem, vamos ao Aurélio em português mesmo. Há 11 (onze) definições para o termo “liberdade”. Pode escolher, pois são significados reais, não meras “expressões idiomáticas”.

            A número 8 é “permissão, licença”.

            Voltando à definição de SL: “Software Livre é uma questão da { liberdade | permissão | licença } dos usuários para rodar, copiar, distribuir, estudar, alterar e aperfeiçoar o software”.

            Vai dizer novamente q o termo está errado? Mesmo a primeira definição (“Faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação”) se encaixa bem na frase acima, mas como dá margem a muito mais “filosofia”, deixei de lado.

            Agora, convenhamos Cima, há séculos os filósofos mais renomados do mundo discutem o conceito de “liberdade” e suas implicações e vc vem aqui dizer o q é ou não “liberdade”? Agindo assim vc incorreu no mesmo erro do RMS ao dizer aos demais o q é ou não “liberdade”.

            Por isso eu mantenho q hj “Software Livre” é um simples jargão de TI, já q não é o RMS nem vc, Cima, nem a Microsoft q vão definir a contento o q é “liberdade”.

            BTW, o q tem a ver eu falar do seu chefe com “rotular” vc? Embora vc tenha de admitir q a postura dos empregados da Microsoft costuma ser tão agressiva qto ao Software Livre qto os Free Software Zealots costumam ser em relação à Microsoft.

            [ ]s,

            olival.junior

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima


            Por isso eu mantenho q hj “Software Livre” é um simples jargão de TI, já q não é o RMS nem vc, Cima, nem a Microsoft q vão definir a contento o q é “liberdade”.

            Eu mantenho que chamar um software de “livre” não faz o menor sentido. E que gente como RMS e você se apropriaram do termo “liberdade” para tentar impor uma ideologia, e enquadrar qualquer pessoa que discorde dela como sendo contra a liberdade.


            BTW, o q tem a ver eu falar do seu chefe com “rotular” vc? Embora vc tenha de admitir q a postura dos empregados da Microsoft costuma ser tão agressiva qto ao Software Livre qto os Free Software Zealots costumam ser em relação à Microsoft.

            Suas tentativas de me rotular estão ficando cômicas. “Não escutem ele, ele é da Microsoft! O chefe dele é o Steve Ballmer! Ele está por trás do DRM! Eles são agressivos com software livre!” Talvez funcione no FISL, mas aqui no Meiobit isso não cola.

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima

            Corrigindo, nem no FISL essa retórica funcionou mais. Até lá o Stallman foi solenemente ignorado pela público quando deu o piti dele na frente do stand onde estava a Microsoft.

            Mas você pode continuar tentando, claro.

          • http://blog.cobline.com Cobalto

            Cara corrigir um comentário, se ele ainda não tiver sido respondido basta clicar em “editar” que estará no canto inferior direito do seu comentário.

            Pode não parecer nada, mas tem gente que acompanha as discussões olhando a quantidade de comentários novos na index, e edições com novos comentários estraga as estatísticas. Pode não parecer nada mais num artigo com 200+ respostas fica um negócio chato.

            GeekBrasil.net
            Devil May Cry 4, Comparação PS3 x Xbox360

          • Wallacy

            A piada do Ballmer foi até bacana, já que foi em um comparativo com o RMS, nesse caso segundo sua interpretação ele também estaria dizendo para não dar ouvidos ao RMS e seus seguidores…

            Agora uma pergunta. OK, o nome software livre pode causar entendimento ambíguo, principalmente no português… Então qual nome você sugere? Já que esse nome condiz com a ideia dos termos da licença que é dar total propriedade do software para seu usuário.

            Sabe, não é querendo me meter, mais essa discussão é velha, e não vai chegar a lugar algum. Enquanto alguns usam Jegue, outros livres, cada um com seu marketing.

            —–
            Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
            Gandhi.

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima

            Oi Wallacy,


            Agora uma pergunta. OK, o nome software livre pode causar entendimento ambíguo, principalmente no português… Então qual nome você sugere? Já que esse nome condiz com a ideia dos termos da licença que é dar total propriedade do software para seu usuário.

            “Open source” ou “código aberto” para mim é um nome muito melhor.

            btw para mim não tem nada errado em chamar o software de Jegue. Para o mercado externo então é totalmente irrelevante se é o nome de um animal ou não.

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Cima,

            Se vc ainda não leu, leia primeiro o q escrevi mais adiante.

            [quote=fcima]“”Open source” ou “código aberto” para mim é um nome muito melhor.”[/quote]

            Nos comentários desta nota já teve gente achando q pra ser “open source” ou “código aberto” bastava “exibir” o conteúdo do código, sem as permissões para redistribuir, modificar, etc.

            Assim, infelizmente, tbém acho q o nome “código aberto” carrega uma carga semântica confusa. Inclusive, o próprio pessoal da OpenSourceInitiative disse no FISL q preferia q o termo “open source” fosse traduzido para “software livre” no Brasil.

            Agora, a discussão toda só aconteceu pq aqui o discurso de “liberdade” foi apropriado por determiandos grupos como uma bandeira política. Fosse considerado somente um jargão, como defendi antes, não haveria este problema em nossa língua.

            [ ]s,

            olival.junior

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Cima,

            [ PIADA ]Se for para “rotular” vc, eu o qualificaria como “cabeça-quente”, “pavio-curto”, “esquentado” ou coisas do genêro.[ /PIADA ]

            :-)

            Faz o seguinte: para um pouco e respira fundo!!!

            Não estou *exigindo* q vc concorde comigo. Estou apenas expondo minha opinião. Se vc **não** concorda com ela e se meus argumentos foram insuficientes para convencê-lo e **vice-versa**, então vamos concordar em discordar e ponto.

            E sobre “rotular” vc, **peço desculpas**, mas a intenção não era essa q vc colocou acima. Como eu disse, às vezes acho q é interessante q vc faça um “disclaimer” sobre onde vc trabalha em discussões sobre SL pq a postura dos funcionários da MS (em especial no Brasil) costuma ser bastante agressiva contra o Software Livre.

            Da mesma forma q o povo da Free Software Foundation tbém deveria fazer um “disclaimer” se fosse comentar algo sobre a MS, já q – notoriamente – eles tbém são anti-MS por princípio.

            Agora, eu posso ter me envolvido bastante com SL por questões profissionais (q, aliás, foi como isso aconteceu) e tenho uma certa simpatia por determinadas idéias do movimento, MAS estou **longe** de ser membro da FSF, **não** sou sequer um daqueles q coloca um badge no estilo “Linux User Number XXX”, uso software livre e **tbém** software proprietário no meu dia-a-dia, e pago pelas minhas licenças (faz poucas semanas, inclusive, comprei 2 licenças de VMWare Fusion, uma pra mim e outra pra minha esposa).

            Finalmente, repetindo algo q eu já disse várias vezes, minha opinião é q o q se convencionou chamar de propriedade intelectual, em termos gerais, ainda é regido por leis e costumes caducos e anacrônicos. E isso inclui a questão do software. Agora, ainda q tenha simpatia por algumas idéias do SL, tbém acho q ele NÃO é a solução para essas questões.

            Software Livre e Software Proprietário tentam se apresentar como lados opostos de uma mesma moeda, mas, no final, acho q somente do atrito entres estes modelos surja algo realmente alinhado com uma cultura do século XXI.

            Abraço e muita maracujina pra vc,

            olival.junior

          • http://blogs.technet.com/fcima fcima

            Olival,

            Eu acho que você ainda não entendeu o ponto. Você pode me chamar de funcionário da Microsoft, flamenguista, nervosinho, nordestino, o que for. Quando você usa isso como rótulo e tenta desqualificar a pessoa ao invés da mensagem, só enfraquece a *sua* argumentação.

            Você toda hora insiste em rotular os funcionários da Microsoft de agressivos. Eu poderia retrucar chamando os funcionários da Câmara dos Deputados de “marajás”, por exemplo. Mas não vou – primeiro porque nenhuma das duas coisas é verdade, e segundo porque não é por aí que se faz uma discussão adulta.

            Agora, se você quer continuar nessa base, eu vou entender que você na verdade só quer mesmo é “trollar”. Aí tudo bem, todo mundo sabe o que fazer com os trolls.

            Abraços,

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Cima,

            Em momento algum foi minha intenção desqualificar sua “mensagem” reduzindo a sua pessoa. Posso ter errado a mão nas piadas e dado essa impressão, mas realmente não era por aí. Até pq tudo o q discutimos aqui eu coloquei meus argumentos (e vc nem sempre respondeu a eles).

            Ainda assim, não pretendo incorrer no mesmo erro, pq o ponto é q vc ficou incomodado com isso e devo respeitar os seus limites.

            MAS, convenhamos, vc insiste tbém em usar termos pejorativos como “FreeTards” e similares, e em “rotular” simpatizantes de SL de formas bastante negativas, **nem sempre de forma relacionada com a discussão**.

            Chamar o RMS de radical é uma coisa, mas dizer q alguém é “fascista” por defender radicalmente uma convicção moral é próximo da difamação. Especialmente qdo vc inclui o **meu** nome na jogada.

            Mais do q adultos, sejamos coerentes. Vc acha q estou “rotulando” e sendo desrespeitoso com vc, então me comprometo a tomar cuidado com minhas palavras.

            AGORA, tbém entenda q as pessoas q não pensam como vc merecem respeito, ainda q tenham uma opinião contrária à sua. E vejamos se vc tbém será capaz de manter o respeito a quem usa ou simpatiza com SL sem chamá-los de FreeTards ou “fascistas” por mais do q alguns posts.

            [ ]s,

            olival.junior

            P.S.: sobre rotulá-lo de “nervosinho”, convenhamos, seria mera constatação baseado em todo o seu histórico, certo? E isso foi uma piada! :-)

          • http://pietra@hotmail.com Anônimo

            Menu / File / Export

            próxima pergunta?

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            Opa! E isso retira o DRM das músicas compradas pela iTunes Store?

            Q eu saiba a Apple não licenciou seu DRM (ironicamente batizado de “FairPlay”) pra *ninguém*. Inclusive, a crítica dos concorrentes e os processos de consumidores iam justamente no sentido dela licenciar a tecnologia, não simplesmente de retirar o DRM das músicas.

            A MS, por explo, licencia o PlayForSure para quem quiser…

            [ ]s,

            olival.junior

        • Conqueror

          Se você manja bem do assunto e tem de onde tirar seus argumentos, pode elaborar o texto que de repente pode virar um artigo aqui.

          ——————————

          Campanha Play Ogg

          • Ricardo Bicalho

            Sim, pode. ;-)

      • aaocs

        luctimm, quando li o seu post original achei os seus argumento contraditórios. E mesmo depois da sua conversa com o Wallacy eu continuo achando que você está se contradizendo.

        Quando você diz “que ainda diz que “software livre” dá dinheiro” no post original, pelo que eu entendo está dizendo que software livre não dá dinheiro e os que acham isso são tolos de acreditar.

        E no começo deste reply você diz: “O fato é que, software dá dinheiro onde for.”. O que pra mim afirma que Software livre da dinheiro sim.

        • cafuin

          Sabe como é, se enxergar uma chance para falar mal, fala. :)

          • http://megalopolis-blog.com Fabiane Lima

            Ah, nao me digam que vocês nao entenderam a diferença entre MODELO DE DESENVOLVIMENTO OPEN SOUCE e FILOSOFIA DO SOFTWARE LIVRE…

            Megalopolis

          • Wallacy

            Fabi, infelizmente até a “FILOSOFIA DO SOFTWARE LIVRE” foi deturpada.
            Algumas pessoas assistem Coração Valente e vão ler os termos da GPL depois, e saem falando muitas coisas que não são completamente verdade, basta ler os termos originais que dessa dita religião, que podemos ver que em grande parte são argumentos técnicos referente ao licenciamento e propriedade intelectual que diferem de muitos conceitos humanitários pré-estabelecido pela sociedade.

            No mais seria interessante o Olival escrever sobre isso, ele parece manjar bem do assunto.

            —–
            Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
            Gandhi.

          • http://megalopolis-blog.com Fabiane Lima

            Sim, concordo que o Stallman fez uma coisa excelente: firmou bases práticas do software livre, chamou advogado, usou a própria lei de copyright pra proteger o desenvolvimento, sem que ninguém, do dia pra noite, fechasse o código.

            Mas a filosofia de “só o SL salva” é que acaba atrapalhando tudo.

            Megalopolis

          • cafuin

            Fabiane,

            O caso é que não cabe ao Stallman ser moderado. Ele defende a idéia dele de liberdade e tralalá… Ele mesmo gosta de dizer que na verdade nem está falando de software. Ele sempre diz que o que defende é a liberdade. Segundo o conceito dele, concordemos ou não.

            Voltando… a ele não cabe ser moderado. Cabe a quem ouve o que ele diz. A gente pode ouvir e ignorar total, ouvir e seguir cegamente, o que é burrice de se fazer, quem quer que esteja falando. Ou, o que acho mais correto, ouvir, analisar, vê se presta ou não.

            Eu acho que muita coisa que ele diz tem razão, exagera no modo que age. Diz bobagem as vezes. assim é. Então ele não tem de ser moderado. Se ele for moderado, qual o sentido dele dizer.

            “Use software livre, mas use proprietário também é bom.”. Coerente ? Com certeza. Mas cabe a ele falar do software livre. Destacar isso.

            Se é pra ouvir papo mediano, então eu vou ouvir um taxista ou barbeiro. Que são pessoas que falam um pouco de tudo sobre tudo.

            O que quero dizer é… cada um com sua Seara (1a vez que uso essa palavra :)

          • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

            A situação é um pouco pior no Brasil pq o discurso do SL foi apropriado pela turma da “esquerda” (se é q isso existe de verdade hj em dia).

            Obviamente, deram ênfase ao lado “humanitário” do discurso, em dentrimento do lado “business”. Mas, por outro lado, nunca deixaram de citar Apache e Red Hat na hora de falar de casos de sucesso… ;-)

            [ ]s,

            olival.junior

        • Wallacy

          No caso, eu resolvi usar somente os comentários para traçar a opinião dele. O texto realmente ficou contraditório.

          Mais isso é até normal. Todo mundo se contradiz uma hora ou outra.

          —–
          Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
          Gandhi.

  • Paulo Braga

    Resumindo: Quer ganhar dinheiro com software? Seja empresário e pense capitalisticamente.(rs), essa coisa de ativismo Free é coisa do ano passado…..

    • Rhyel

      Recomendo verificar o trabalho de quem faz o Paint.NET. Parece que o cara está ganhando um bom dinheiro com o programa gratuito de edição de figuras para Windows. Inclusive com o código disponível para download.

      http://www.getpaint.net

  • Paulo Braga

    Alias o nome no software já exprime como ele deve estar se sentindo.

    This is not a Troll is just the True.

  • Shomer

    Há uma regra simples: se o negócio não produzir dinheiro, não serve. Só isso. O resto é a forma.

    • Panorama

      Se fosse assim, o Orkut, o youtube, o OpenOffice e milhares de outras iniciativas jamais teriam se tornado realidade….

      http://www.panoramainternacional.com

      • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

        Só para lembrar:

        (1) O OpenOffice.org era um produto proprietário e pago chamado StarOffice. Seu código só foi disponibilizado sob GPL depois da compra pela Sun.

        (2) O YouTube recebeu investimento de capital de risco bem elevado. Pode não ter dado dinheiro aos primeiros investidores no começo, mas certamente os seus criadores levaram uma grana desde q conseguiram financiamento. Depois da compra pelo Google, aí até os investidores levaram o seu.

        (3) O Orkut é um projeto criado no tempo q o Google dá a seus funcionários para tocarem projetos próprios. O fato de hoje ser gratuito significa apenas q ainda não encontraram um meio de “monetizar” o produto. Vide o q aconteceu com o MySpace e o Facebook.

        [ ]s,

        olival.junior

        olival.junior

  • hamacker

    software livre e software fechado, ser ou não ser ? Eis a questão.

    Ambos os lados tem pessoas por trás, ambos os lados temos casos de sucessos, ambos os lados temos fracasso. Empreendendorismo é a chave.

    Antigamente reclamavamos (nós empresas) de muito software picareta vendido nas bancas por preços “bacanas”, nego que saía com o livro do Ramalho debaixo do braço se dizendo programador, ou sobrinho do diretor fazendo pose de peter norton. Todos estes eram exemplos ruins, mas nada se comparava a empresas que vendiam o programa e depois sumiam, ou pior começavam e não terminavam,… faziam softhouses perder dinheiro e credibilidade e muitas fecharem as portas porque “pareceu” mais sensato comprar um software de uma multinacional que respeita empresas. O que será que aconteceu ? Porque fechou ? Oras, o mercado suprime aquilo que não vai bem e dá espaço a outras alternativas e assim passamos a consumir software estrangeiro como sinonimo de qualidade. Ainda bem que permaneceram alguns nomes nacionais.

    O modelo aberto tem viabilidade economica e técnica. Fracasso faz parte de qualquer empreendedor. Não deu certo ? Oras não é porque vem com a etiqueta “software livre” que automaticamente haverá. Mas se fosse software fechado daria sucesso ? Também não.

    Existe casos de sucesso como SuSE e MySQL, mas também muitos projetos abertos no sourceforge que sequer completam um ano com algum release.

    Há muito cinismo e falta de informação em muitos comentários. O próprio Timm quis fomentar software livre com um tópico semi-religioso, e como tudo que envolve religião, há bagunça.

    Fica registrado meu protesto a este artigo.

    http://hamacker.wordpress.com

    • Leko

      [quote=hamacker]
      Há muito cinismo e falta de informação em muitos comentários. O próprio Timm quis fomentar software livre com um tópico semi-religioso, e como tudo que envolve religião, há bagunça.

      Fica registrado meu protesto a este artigo.
      [/quote]

      Eu tb tive esta impressão ao ler o artigo.

      O fato que se prestou à história é a ilusão de um programador empregado em um empresa que desejou tornar-se empresário do setor de serviços sem atentar que para isso é necessário muito mais do que conhecimentos técnicos em software. Se deu mal.

      Aí colocaram a culpa no modelo de negócios.

      É o sonho de muita gente, mandar o chefe ir pastar e montar o próprio negócio, mas poucos têm sucesso nessa empreitada.

      Eu não sei exatamente do que se trata esse modelo de negócios chamado Software Livre, mas se empresas do porte da Sun e IBM estão nessa, então me parece um bom negócio. E não é o fracasso de um empresário brasileiro que muda isso.

  • DomainAdmin

    VAmos ajudar o cara a escolher um novo nome pro Jegue, digo pro software dele?

    Mais uma iniciativa da comunidade livre…

    ———–
    Get the facts.

    • Ricardo Bicalho

      BotoPanel
      JaguatiricaPanel
      MicoPanel
      JaracaréDePapoAmareloPanel

      Bah, desisto.

      • klazu

        MicoPanel é a cara do projeto.
        Ou ainda, caso ele de um rumo ao projeto, vi que ele tem um outro software chamado pagode, que tal transformar o jegue em um PagodePanel?

    • luctimm

      CalangoPanel. Será que a Novell grila?

      Melhor, GriloPanel.

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      JINP

      Na moda dos retardados acrônimos recursivos.

      Jegue Is Not a Panel

      • DomainAdmin

        JINJ

        Jegue is not a Jegue!

        ———–
        Get the facts.

  • Panorama
  • DaniloDantas

    Baixei aqui só pra ver como é o código disso. Putz, o cara abriu mão do emprego pra fazer esse JeguePanel e faz um código porco desses? Parece que foi feito por Jegue…

    Alguém conseguiu ler o post do (criador do) Jegue até o final? Parei no terceiro paragrafo do Entendendo a Idéia. Nunca vi tanta baboseira no mesmo lugar.

    • http://blogs.technet.com/fcima fcima

      Resumo do business plan do JeguePanel:

      1. Coloco um código porco com licença GPL.

      2. A comunidade transforma ele em um código maravilhoso.

      3. Ganho dinheiro com suporte.

      Como deu errado no ponto 2, a culpa é da comunidade.

      • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

        Só uma observação: pelo q eu li sobre o produto e pelos depoimentos de quem mexeu com ele, o código era bom e o produto tbém. Posso estar engando, mas meu pto é q mesmo se supormos q o código e o produto fossem a coisa mais maravilhosa do mundo, provavelmente a vaca (e o Jegue) teria ido pro brejo da mesma forma.

        Produto é produto, seja livre ou proprietário, seja um programa ou um automóvel, e precisa ser vendido conforme preceitos de marketing já bastante manjados. O velho mix continua valendo (preço, praça, produto, promoção), ainda q a Internet tenha subvertido alguns dos conceitos.

        Sem falar q ele ignorou as velhas forças de Porter e saiu apresentando seu produto como um Exchange killer. Até o calouro mais bobo de administração sabe q vc não deve bater de frente com o líder de mercado, mas sim se apresentar como uma opção diferenciada e tentar comer algum nicho mal atendido.

        E, qto à parte de formar comunidade de SL, isso exige uma combinação de uma série de fatores. E vale lembrar q mesmo produtos livres q tem uma comunidade forte nem sempre traziam lucros para seus criadores. E levavam anos para conseguir uma comunidade madura.

        O criador do SaMBa trabalha até hj para a IBM em questões de storage. O pessoal da Apache Foundation tbém me parece q passou um bom tempo penando sem seus respectivos trampos (se é q algum deles saiu para se dedicar somente à fundação). O Linus passou por uma série de empregos e continua sendo isso: empregado.

        Ou seja, ser empreendedor exige uma série de características da pessoa. O caso do Jegue parece ter muito mais a ver com a inépcia empresarial do cara do q com o software ser livre ou proprietário.

        [ ]s,

        olival.junior

        • Conqueror

          O próprio Linus disse em entrevistas que não pensa em ter empresa porque ele não tem o menor jeito para coisa, ele prefere continuar programando porque é algo que ele sabe fazer muito bem e se sente bem assim.

          ——————————

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        • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

          [quote=olivaljunior]Até o calouro mais bobo de administração sabe q vc não deve bater de frente com o líder de mercado, mas sim se apresentar como uma opção diferenciada e tentar comer algum nicho mal atendido.[/quote]

          Tem de dizer isso pros roadies do Stallman no caso da questão “Photoshop vs GIMP”. Já ouvi gente jurando de pé junto (programador, é claro, daqueles que devem programar em TCL/TK e achar que fica bonito) que o GIMP é muito melhor, além de gratuito, perante ao Photoshop.

          As palavras que eu ouví muito em uma conversa de bar foram “Photoshop Killer”.

          • Roniuj

            “Photoshop Killer” foi a melhor pérola que já ouvi em bastante tempo.

            Valeu pelas risadas, eu tava precisando! ;-)

        • DaniloDantas

          “Só uma observação: pelo q eu li sobre o produto e pelos depoimentos de quem mexeu com ele, o código era bom e o produto tbém. Posso estar engando, mas meu pto é q mesmo se supormos q o código e o produto fossem a coisa mais maravilhosa do mundo, provavelmente a vaca (e o Jegue) teria ido pro brejo da mesma forma.”

          Se aquele código não for porco, então o problema é comigo, que tenho paranóia de padronizar todo o código, onde vou usar tab onde vou usar espaço, se vou usar ‘ ou “, os nomes das variáveis, executar o minimo de queris possíveis, fazer cache até o último HTML pra optimizar o carregamento e etc.

        • Leko

          [quote=olivaljunior]
          Ou seja, ser empreendedor exige uma série de características da pessoa. O caso do Jegue parece ter muito mais a ver com a inépcia empresarial do cara do q com o software ser livre ou proprietário.
          [/quote]

          Eu concordo com isso, achar que existe um modelo de negócios infalível é certeza de fracasso.

          O empresário do setor de serviços deve, antes de tudo, saber vender bem.

          Eu sou formado em contabilidade e direito, e em nenhum desses 2 cursos tive aulas sobre como encontrar clientes ou como gerir meu negócio. Suponho que na informática seja similar.

          No meu trabalho vejo com bastante freqüencia bons profissionais técnicos embarcarem no sonho do negócio próprio e naufragarem em menos de 2 anos.

          Em geral as pessoas culpam os políticos e a burocracia estatal, esta é a primeira vez que vejo alguém culpando um modelo de negócios que comprovadamente já fez sucesso com outros.

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      Lí sim, inteiro, e não achei um texto ruim.

      Parece um texto de quem estava com raiva, tipo “putz, cortaram minha luz, a culpa é daquele barbudo piolhento, enfia o software livre no…”, mas, não é um texto, a meu ver, que mereça algo como “Parei em tal ponto”.

      • DaniloDantas

        Eu parei, não agüento essas teorias comunistas…

  • http://www.milfont.org cmilfont

    Esse manifesto do Anahuac contribui para o fortalecimento do grupo OSI em detrimento ao modelo FSF.

    http://www.milfont.org/tech/2008/01/27/software-livre-amadurecendo/

  • Paulo Braga

    Creio que aqui a maioria viu os Piratas do Silício e sacou muito bem como as coisas funcionam no mundo real, aqui no Brasil não é assim se o software me agrada uso senão uninstall, se pede doação não sou obrigado a dar, se pede reporte de bug’s quem liga pra isso, se é pago a maioria pirateia e não está nem ai… etc e etc. Software livre nesse país só quando a idéia abandonar o nicho de geeks a que ainda pertence, pessoas acordem a maioria das pessoas mal sabem diferenciar um SO de um software por aqui, e o software livre está perdido nesse mundo. as comunidades deveriam se reunir em favor da disseminação do que realmente é software livre pra que seu sistema quase “sonhador” funcione.

    PS: Me digam aqui quem já foi a uma lista de discussão sobre qualquer coisa envolvendo SL e foi tratado com como tolo ou leigo?

    Pensem profissionalmente e definam metas, o tempo do Linux e do software livre está passando cuidado pra não serem esquecidos.

    This is not a Troll is just the True!!!

  • TheDarkMaster

    Minha nossa senhora… Ninguém parou para pensar que o software em questão poderia simplesmente ser ruim demais para ter algum sucesso (e com isso aumentar a base de usuários, colaboradores, etc)?

    Fazer um programa e abrir o código dele não é garantia de sucesso automático

    P.s: Acho “jeguepanel” um nome grotesco para um software, tenho até medo de imaginar o código

    Update: Dei uma lida com atenção no texto que o autor do jeguepanel colocou no site dele. O que ele falou sobre a comunidade de software livre no Brasil é bem verdade. É muito difícil um projeto de colaboração dar certo no “país da lei de gérson”

    • Conqueror

      Mas o pior é que ele mesmo tentou usar a lei de Gérson e se deu mal. Fez o básico do programa, esperou que a comunidade melhorasse o código e ele ficasse recebendo dinheiro com o suporte técnico do produto. Como a comunidade “não fez a parte dela”, é nela que ele mirou a metralhadora.

      ——————————

      Campanha Play Ogg

      • hamacker

        O software dele não é ruim, é um frontend para administrar um servidor de arquivos e outros serviços.

        É basicamente o que muita gente fica pedindo um jeito mais fácil com uma interface legal para administrar contas do servidor de arquivos/email.

        Eu pessoalmente crio minhas próprias ferramentas para fazer a mesma coisa, a diferença é que ele escolheu php e eu escolhí bash. Do ponto de vista mercadológico o software dele dá um banho no meu. Mas simplesmente não pegou, isso acontece, infelizmente nem tudo que é bom vira sucesso. O segredo das lanchonetes não está em criar alimentos nutritivos, apenas em serem gostosos, quanto mais gostoso melhor. Se ele queria alcançar programadores, errou o alvo. Talvez tenha acertado usuários finais do produto, mas estes não programam e convenhamos estão mais para parasitas do que “benevolos usuários que contribuem”.

        Nossa comunidade de programadores é muito parasitista, já ajudei muita gente em lista de discussão, mas é possivel perceber que muitos (não dá para generalisar) quer tudo de graça.
        Tem até um video no youtube que se entrega para pessoas com este comportamento :

        http://www.youtube.com/watch?v=lWcZJBadRMA

        É claro que por trás desse parasitismo tá uma classe de empresas que também querem as coisas de graça, são as mesmas que contratam o sobrinho do diretor.

        http://hamacker.wordpress.com

  • Roniuj

    Bom, serei breve, pois neste assunto vcs são grandes craques e eu mal sei fazer três embaixadinhas:

    Ao que notei, o criador do JeguePanel [putz, nomezinho...] errou em vários pontos, desde técnico até na sua estratégia em negócios.

    Mas o ponto, acho eu, está na total falta de apoio da comunidade, não?

    Tipo, se o produto é uma josta, porquê ninguem mandou um email falado: “fio, revê isso, isso e isso, pois assim tu não vai a lugar algum”.

    O que quero dizer é: entendi a reclamação dele não foi nem pelo fracasso do projeto, mas sim pela total falta de apoio colaborativo justamente de quem ele mais esperava: a comunidade.

    [desculpe pelo vocabulário deslocado e pelas possiveis asneiras...]

  • PauloBotelho

    O logotipo do JeguePanel é copiado descaradamente da mula do eMule.

    Só isso basta para ver a seriedade do projeto.

  • leafac

    Esta é uma das maiores discussões que já vi no MeioBit. Estou chegando meio tarde, mas enfim.

    Minha opinião é de que o modelo open-source é, sim, viável. Não estou falando de delírios ideológicos, mas, se ele for levado à sério, pode render tão bem quanto qualquer outro.

    Creio que seja possível manter um produto grátis e de qualidade, e ainda lucrar (muito) com ele. Lógico que não é free as in free beer, mas projetos como o MySQL. Ele é modesto mas vale um bilhão, cifra respeitável.

    Talvez seja apenas ilusão, mas acredito num sistema de soma não-zero. Para que alguem lucre, não necessariamente outro deve perder. E não é nada distante, o próprio MeioBit é um exemplo perfeito. É uma iniciativa que visa lucros, como o Cardoso fez questão de deixar claro nos comentários acima do meu. No entanto não cobra para que aproveitemos o conteúdo.

    Muitos outros produtos poderiam seguir esse modelo de negócios.

    __________________

    A abordagem do Leandro na arte de blogar

  • fmpfmp

    Ele transpareceu no texto estar meio desanimado com a situação. Eu não gostei muito porque você percebia claramente um certo pessimismo por parte dele. Uma pessoa equilibrada não falaria do modo como ele falou.

    Eu acho que não é se fazendo de vítima que uma pessoa vai conseguir resolver qualquer problema. Se ele se dedicou a este projeto sem ter um emprego que o pudesse sustentar o problema é dele. Não adianta fazer um projeto pessoal e esperar que o patrocínio caia do céu. A culpa não é de como o sistema de software livre funciona, e sim da forma como ele encarou o desenvolvimento do JeguePanel. No final das contas vai ser mais um projeto parado no tempo, como tantos outros.

  • Camargos

    Sobre a discução sobre o preço do Windows, vejam os links abaixo:

    http://www1.la.dell.com/content/products/compare.aspx/dimen?c=br&l=pt&s=bsd

    Dois PCs da DELL idênticos.

    Sem SO sai por R$ 993,00
    Com Windows vai para R$ 1088,00, ou seja R$ 95,00 pelo SO.

    Se você trocar a Versão para XP Home o preço cai para R$ 994,37. Somente 1 (um) real e 37 centavos pelo SO.

    Se desejar o Vista Premium, o preço vai para R$ 1050,45.

    Resumindo, preço do SO Windows em um computador DELL:

    XP Home: R$ 1,37
    Vista Premium: R$ 57,45

    Sinceramente, se for comprar um CD linux com caixa e manual sai mais caro do que isto, ou se for fazer um download (levando em conta que você já tem outro computador para realizar o download) vai gastar mais do que R$ 1,37, além de ter que comprar um CD virgem.

    Sistema operacional se compra com PC novo, é viagem querer pegar um PC velho e utilizar SO novo, o estresse com drivers não vale o trabalho, ainda mais se você utilizou o XP por 5 anos e sempre lhe atendeu, porque trocar pelo Vista? Quando tiver que comprar uma nova máquina já troque o SO.

    Obviamente, se você trabalho na área vai querer instalar todo novo sistema que aparece, mas esta não é a realidade de quem é médico, advogado, padeiro, dona de casa… A pessoa somente deseja continuar realizando as tarefas que já fazia.

    • Wallacy

      Foi o que eu disse uma vez. Windows é de graça… Ou 10 reais na feira, ou por 60 com um PC novo…

      Entretanto existem casos e casos. Eu montei meu PC, logo tenho que ser punido pagando 600 reais… Bem, eu não acho um preço justo. Afinal, a droga da loja não tinha um PC com a configuração que eu queria. Se fosse pelo uns 250 como o Mac OS eu até não reclamava.

      Já que tudo é questão de analise de caso, comprar um CD com Linux e manual pode ser uma opção a se considerar, afinal necessidades especificas, soluções especificas.

      E também não vejo problema em usar seu computador (que já foi uma fortuna), para usar um sistema novo. Novamente é o mercado agindo de maneira desleal, obrigando trocar seu hardware para “continuar realizando as tarefas que já fazia” .

      Enquanto isso to feliz por em rodar meu “ultimo sistema”, em meu PC com 6 anos de idade com um ótimo desempenho. Quando tiver uma grana sobrando, quem sabe eu não compre outro.

      —–
      Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
      Gandhi.

    • TheDarkMaster

      É interessante perguntar porquê eles cobram mais de 400 reais por um Windows “original” avulso e cobram menos de 100 por um “junto com pc novo”. E depois estes RETARDADOS ainda reclamam da pirataria.

  • SONUS ECO

    o conhecimento humano pertence ao mundo

    • http://pietra@hotmail.com Anônimo

      Você, obviamente, não produz NENHUM conhecimento, acertei?

  • http://terramel.org Terramel

    Querido Luctimm,

    Acho que estou ficando velho demais para perder meu tempo contra-argumentando e tentar dar a visão para um cego que não quer ver. Por isso, vou citar aqui uma passagem da Bíblia:

    “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas sim o que saí da boca…”

    Resumindo: Pare de defecar pela boca!

    —————————————————————————-
    http://terramel.wordpress.com

    • luctimm

      Obrigado, igualmente.

    • DomainAdmin

      Opa!!!

      Pescamos um troll!! :P

      ———–
      Get the facts.

      • http://terramel.org Terramel

        Já vi que ninguém nunca assistiu “Sinhá Boça” ;/

        (e também não conhece os fanáticos da IURD ahuaehueaheueahueauhea)

        —————————————————————————-
        http://terramel.wordpress.com

    • http://pietra@hotmail.com Anônimo

      Terrinha, meu querido, se você quer usar a bíblia como argumento, que tal ir comer bolinhos de merda? Está lá, e não sou eu, foi deus quem mandou…

      • http://terramel.org Terramel

        Cardoso, meu amor, como acabei de dizer, o que contamina o homem é o que sai da boca… Posso até comer os bolinhos de merda, mas ainda assim não estarei tão contaminado como você ao dizer isso para o Terrinha ;D Por falar nisso, onde diz sobre bolinhos de merda na Bíblia? Poderia citar para eu fazer uma consulta? Não lembro dessa parte, portanto nunca comi… Espero que você não esteja comendo os bolinhos por causa de alguma interpretação errada que fez da Bíblia, senão terei que levá-lo pessoalmente para a sessão do descarrego da Igreja Universal do Reino de Deus…

        Por falar nisso, sabe como é a IURD né? Lavagem cerebral… Se eu te levar pra sessão do descarrego eles vão acabar te convertendo e logo te convencerão de que você está possuído e que House é coisa do demônio… Você nunca mais poderá assistir House e nem outros programas de qualidade… Vai ter que cancelar a TV a cabo e assistir Record apenas… Terão “irmãos” entrando na sua casa e dando palpites na sua vida… Será expulso do MeioBit por fazer sermões nos posts… Seu santo será o Edir Macedo e toda a monetização do carloscardoso.com e do contraditorium será usada para pagar o dízimo da IURD….

        —————————————————————————-
        http://terramel.wordpress.com

        • http://megalopolis-blog.com Fabiane Lima

          ezequiel 4:12

          Megalopolis

          • hamacker

            Trata-se duma encenação, não ?
            Fui procurar e ler e pelo que entendí tratava-se duma encenação das calamidades que sofreriam e um bolo de merda iria parecer para eles como um prato de picanha ou então a merda poderia ter sido usada como cozer o alimento, funcionaria como combustivel.

            http://hamacker.wordpress.com

          • http://terramel.org Terramel

            O.o

            Existe mesmo isso então? Calma ai que já vou procurar haueheaueahuae!

            —————————————————————————-
            http://terramel.wordpress.com

          • Conqueror

            Já ouviu alguém explicando como eram feitos os pães antigamente? Eram feitos em fornos, mas esses fornos eram fechados com esterco de vaca mesmo. O que está lá nesse texto não é nada fora do que foi normal por muito tempo. Esse costume durou até algumas décadas atrás, quando surgiu o sanitarismo.

            ——————————

            Campanha Play Ogg

          • http://terramel.org Terramel

            Putz… Eu nem sabia dessa ;D

            Valew por explicar cara ;D

            —————————————————————————-
            http://terramel.wordpress.com

          • Gilberto Martins

            Aproveitando a citação:

            [quote Ezequiel]

            12 E o que comeres será como bolos de cevada, e cozê-los-ás sobre o esterco que sai do homem, diante dos olhos deles.

            13 E disse o SENHOR: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre os gentios para onde os lançarei.
            [/quote]

            Os bolinhos são cozidos SOBRE o esterco, e não feitos dele. A passagem é uma metáfora, característica do estilo literário da época.

            Os mais interessados poderão ler esta passagem aqui.

            ===
            Blog: Livre e Social

          • Gilberto Martins

            Aproveitando a citação:

            [quote Ezequiel]

            12 E o que comeres será como bolos de cevada, e cozê-los-ás sobre o esterco que sai do homem, diante dos olhos deles.

            13 E disse o SENHOR: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre os gentios para onde os lançarei.
            [/quote]

            Os bolinhos são cozidos SOBRE o esterco, e não feitos dele. A passagem é uma metáfora, característica do estilo literário da época.

            Os mais interessados poderão ler esta passagem aqui.

            ===
            Blog: Livre e Social

  • NeoBR

    Repito o que falaram acim: A informática e o mundo real são comandados por empresas, não por comunidades.

    Ideologia pode ser tudo muito bonito e tudo o mais, mas não enche a barriga de ninguém, isso é fato.

    O que esse povo do SL ainda não sacou é que quem berra toda essa ideologia, ou já tem um emprego garantido em alguma universidade (caso do Stallman) ou é adolescente que dispõem de muito tempo livre e pouco cérebro formado.

    A IBM defende o open-source e fatura mais que a Microsoft. Paradoxal? Não, apenas negócios.

    (aproveitando: JeguePanel? Precisa comentar alguma coisa ainda? o.O )

    • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

      Opa! Há um sério erro no comentário abaixo.

      [quote=NeoBR]“(…) já tem um emprego garantido em alguma universidade (caso do Stallman) (…)”[/quote]

      Vc poderia dizer qual foi a universidade q contratou o RMS?

      O caso é q ele se formou em Harvard e trabalhava como programador no MIT.

      Em 1984 ele largou o emprego no MIT para se dedicar integralmente ao projeto GNU.

      Hj ele possui uma série de títulos honoríficos e mantém uma posição de pesquisador filiado no MIT, MAS nada disso é remunerado.

      Quem conhece o sujeito sabe muito bem q ele não gasta dinheiro com *nada* e já declarou publicamente q não tem família pq teria de se preocupar em ganhar dinheiro para mantê-la se tivesse.

      Agora, sobre “comunidades” acho q o colega está perdendo o bonde do século XXI e de como essas empresas referidas conseguiram ganhar dinheiro.

      Não acredite q o termo “comunidade” se refere apenas aos Free Software Zealots ou às favelas do Rio de Janeiro.

      Não foi a toa q o MIT abriu um centro para estudar inteligência coletiva…

      [ ]s,

      olival.junior

      • Wallacy

        Na verdade, “comunidades” são a grande aposta das empresas de informática hoje em dia.

        A lógica é simples: – “Trate bem seus clientes afinal muitos deles podem ser desenvolvedores, e te ajudar…”

        A informática evoluiu, e os conceitos também, hoje a informática não é tão elitista quanto antes, e os projetos já podem crescer em conjunto com suas respectivas “comunidades”.

        —–
        Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
        Gandhi.

      • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

        [quote=olivaljunior]
        Quem conhece o sujeito sabe muito bem q ele não gasta dinheiro com *nada* e já declarou publicamente q não tem família pq teria de se preocupar em ganhar dinheiro para mantê-la se tivesse.[/quote]

        Bela desculpa. Pudera, quem iria querer reproduzir com o Stallman ? E mais, o cara doa sua vida toda ao projeto GNU, e diz em entrevistas até que é o “seu filho”… A esposa dele certamente iria reclamar da falta de atenção e abrir o source pro encanador.

        O Stalmann era o gordinho da escola, os maiores gritavam “Hey, weirdo ! You, fat kid !” e depois pegavam ele e tacavam dentro da lixeira.

        Ai, cresce, dá nisso…

        • http://obarboza.blogspot.com olivaljunior

          He He He He…

          Na verdade, se vc for olhar a “comunidade hacker” daquela época, o RMS era até bastante discreto em seu ambiente…

          Olha só a foto dos caras q criaram a linguagem C.

          Ok, os caras parecem vôvos excêntricos, q tomam banho todo dia e aparam a longa barba branca, mas imagine os caras na época do “flower-power”… Afinal, tem gente q ainda confunde BSD com aquele negócio derivado de um fungo e coisa e tal… :-)

          Sem falar q mesmo o pessoal q fundou a “iniciativa open source” pensando no mercado, lucros, etc e tal é um tanto qto “esteticamente desafiado”…

          Veja só o autor de “A Catedral e o Bazar” nesta foto, todo “armado e perigoso”. Vc ficaria tranqüilo se ele aparecesse na sala de visitas da sua empresa para falar sobre as vantagens do “código aberto”? :-)

          Mas, até aí, mesmo os estilosos equipamentos da Apple não apagam a pindaíba e falta de estilo dos seus fundadores na década de 70. Veja só Steve & Steve nos seus primeiros dias. Vc deixaria eles colocarem a mão no seu MBAir? :-)

          Não vou nem citar aquela tradicional foto do povo da MS no começo pq já é bem manjada…

          [ ]s,

          olival.junior

    • Gilberto Martins

      “Repito o que falaram acim: A informática e o mundo real são comandados por empresas, não por comunidades.”

      Acho que você precisa acompanhar o mundo com menos distância, ou pelo menos trocar a lente captalista que você está usando ….claro, se ela te permitir enxergar o que é que você mesmo parece ter se transformado.

      ===

      “Ideologia pode ser tudo muito bonito e tudo o mais, mas não enche a barriga de ninguém, isso é fato.”

      Ideologia? vamos ver …
      Wikipedia:
      “Ideologia é um termo usado no senso comum contendo o sentido de “conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas”.

      Um (dos) conceito(s):
      ” A ideologia, segundo Karl Marx, pode ser considerado um instrumento de dominação que age através do convencimento (e não da força), de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade.”

      ===

      “O que esse povo do SL ainda não sacou é que quem berra toda essa ideologia, ou já tem um emprego garantido em alguma universidade (caso do Stallman) ou é adolescente que dispõem de muito tempo livre e pouco cérebro formado.”

      Como disse em outro post, este não é o meu caso. Quando tiver um tempo, lhe convido a ler um pouco do que escrevo, no meu blog.

      ===

      “A IBM defende o open-source e fatura mais que a Microsoft. Paradoxal? Não, apenas negócios.”

      Entre os evangélicos, se costuma dizer muito que “texto sem contexto é pretexto”. Você conseguiria mandar algum link com estas informações de faturamento ? Por favor, mande links de fontes fidedignas. Senão tuas afirmações serão SEMPRE pretextos, e sabemos que cada um de nós podemos ir além disso, mesmo você.

      ===
      Blog: Livre e Social

      • Olhe

        (5 dias depois)

        Vamos relacionar: democracia de verdade só existe em um estado utópico.

        “Tá, simples: vamos largar o poder na mão do povo, oras.”

        Aí é que está. Tudo deve passar por uma fase de adaptação. Vivemos em um mundo capitalista. Sempre vai ter um prevalecido que vai tentar se dar bem em cima dos outros (Se eu quero ter lucro, alguém vai ficar sem).

        Só existe comunismo na China pois alguém ficou (ou fica) no poder até a maioria se dar conta do que é certo e errado para a comunidade: Alguém teve de fazer o papel de ditador (ou governante). Sem esse papel, iria um maluco lá e, sem a ciência das pessoas sobre política (leia leigos), tomaria o poder e estragaria todo aquele estado.

        Quando as pessoas serem auto-suficientes em opinião e idéias que valham a pena para o bem comum, viverão em utopia.

        Agora, antes que muitos falem que Software Livre e Open Source não se adaptam ao comunismo (só para tentarem invalidar minha referência):
        No comunismo, existe comércio, venda de mão de obra (…); o que não existe é exploração e provalecimento em busca de lucro acima dos outros. Então essas filosofias (ou ideologias, lembrando que ideologia *pode* isso e aquilo, mas não, necessariamente, *é* isso e aquilo) foram projetadas para um mundo utópico. Mas os grandes ideologistas as defendem como projetadas para o capitalismo, pois precisa-se de dinheiro pra adaptação ao modelo perfeito (saindo do capitalismo), esse dinheiro vem de empresas capitalistas (Imagine você pedindo para uma empresa patrocinar seu projeto com bases comunistas. A empresa quer lucro, não um lugar melhor pra todos viverem).

        Aí dá pra pensar que, existindo provas* a favor, a culpa não foi do sistema de cooperação que ele usou. Mas a culpa foi desse próprio desenvolvedor que não adaptou seu projeto a esse sistema de desenvolvimento. Ele simplesmente quis jogar o poder na mão do povo.

        *Leia os posts anteriores, mas se a preguiça bater: uma das “dita-cuja” foi a de ele querer ter lucro em cima da comunidade.

  • freakcode
    • http://megalopolis-blog.com Fabiane Lima

      Quantas vezes já isso já foi repetido aqui?

      Modelo de desenvolvimento open source = fantástico
      Ideologia do software livre pura e simples = inviável

      Ideologia não enche barriga, um bom modelo de desenvolvimento, sim

      Megalopolis

      • hamacker

        Sei onde voce quer chegar, mas seria melhor dizer que “fantasias pura e simples = inviavel”.

        Porque de fato, todo mundo segue uma ideologia ou principios, algumas usando software livre e mesmo a ideologia do Stallman voce deve reparar mantém a barriga dele cheia. :)

        Discussões infudadas de SL é porque misturam SL com “trabalhar de graça”. Nínguem trabalha de graça, e se o fizesse não seria justo. O príncipio do trabalho é justamente esse, trabalhar e subsistir. Nem a filosofia de Stallman prega isso, morrer de fome enquanto seu trabalho é usado por outrém.

        Eu não sei porque toda discussão SL usam o RMS, quando uma empresa que vive do SL recebe 1bi ninguem lembra do RMS, por outro lado, quando ocorre algo como o caso ilustrado no post saem correndo para associar RMS a este fato.

        RMS não é naturalista, não é sociologo, não é muita coisa, mas não é responsável porque pessoas que “fantasiam” utopias. Todo mundo sabe que viver de serviços é bom, muitas empresas fazem isso, mas se o serviço que voce presta… os outros não querem, não venha a culpa-los.

        Vou abrir um OASIS no deserto só para atender os perdidos, alguém me ajuda ?
        Se ninguem me ajudar, vou sair reclamando a mundos e fundos que brasileiro é !@#$%. Parece que foi o que ocorreu.

        http://hamacker.wordpress.com

      • freakcode

        Tá, mas da próxima vez confirma a sua opinião com dados. Algumas dicas de onde procurar:

        http://www.ibm.com
        http://www.sun.com
        http://www.redhat.com

        Oras, até o seu Mac OS querido só funciona porque passou antes num GNU C Compiler, “cheio de ideologia fantástica, desenvolvido num modelo inviável”.

        http://developer.apple.com/tools

        Acho que já disse o suficiente.

        • Wallacy

          Você só ressaltou o que ela disse.

          “Modelo de desenvolvimento open source = fantástico”.

          :)

          —–
          Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
          Gandhi.

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      e depoooooooooooooooooooois ?

  • gedvan

    Muito tendencioso e generalista o artigo. Pegar um exemplo pra defender uma opinião já formada do cara contra o SL me parece meio leviano.

    Eu poderia, dessa forma, pegar um exemplo de uma empresa de software proprietário que não deu certo (das centenas) e dizer: “Software proprietário é uma porcaria!” ou ainda “O capitalismo é uma m%#d@!”.

    Voltando ao assunto, eu concordo com Fabiane que ideologia não enche barriga, mas não podemos desconsiderá-la. As ideologias muitas vezes são fatores de motivação para o desenvolvimento de coisas legais e importantes, juntamente com o dinheiro, sucesso, realização, lazer, etc.

    Acredito que muitos do projetos de SL que ganharam destaque, como PHP, MySQL, Linux, GNU, PostgresSQL, entre muitos outros, nasceram de um pequeno grupo de programadores motivados pelos mais diversos fatores, como os citados acima, inclusive a ideologia.

    Poderiam deixar somente o Cardoso e a Fabiane pra falar de SL. :)

    Gedvan Dias
    “Tenho uma grande memória para esquecer”

    • Wallacy

      “Poderiam deixar somente o Cardoso e a Fabiane pra falar de SL. :)

      Nada contra os dois… Porém… Isso deveria fazer algum sentido???

      —–
      Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças…
      Gandhi.

      • gedvan

        O Cardoso sempre fala/critica de forma bem-humorada o Stallman e a filosofia do SL, é legal; e a Fabiane, pelo que parece, gosta de Software Livre/Linux/Open source e de vez em quando escreve uns artigos legais/sérios sobre isso. :)

        Gedvan Dias

        “Tenho uma grande memória para esquecer”

  • Giufma

    Software livre é muito confuso…

  • http://prsoogro.spaces.live.com/blog/ Ogro

    Essa estória toda de Software Livre, me lembra a bolha da Internet.Quem vivenciou deve lembrar como era:

    - quem tinha um site tinha despesas altas porque a estrutura voltada para a web não era barata.

    - o volume de visitantes era grande o bastante para gerar altas despesas mas pequeno demais para interessar a fonte usual de receitas:os anunciantes de produtos e serviços.

    - os visitantes foram acostumados a acreditar que tudo tem de ser graça na Internet, então esses que não iam pagar pra acessar conteudo.

    O resultado todos sabem:alguem ai lembra da Starmedia, só pra citar UM?

    Traçando um pararalelo entre bolha de Internet x software livre:

    - voce tem um custo alto para desenvolver (quem gastou horas exercitando os neuronios sabe o que é isso)

    - as empresas não pagam porque acham que softwares de warehouses mais tradicionais agregam mais valor.

    - e as pessoas fisicas…ah, well…

    O que ainda acho surpreendente , pelo que li aqui referente aos doutrinadores de software livre, é alguem ainda acreditar que desenvolver sem visar retorno FINANCEIRO é sustentavel. Isso não existe.

    No final, ALGUÉM tem de pagar a conta.

    [s]