Sony e Panasonic se unem para desenvolver novo formato de discos óticos de 300 GB

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Apesar de estarmos caminhando rumo a uma era em que cada vez menos iremos precisar de mídias físicas e passemos a adotar o armazenamento em memória Flash (ainda que um SSD continue caro pra chuchu), algumas empresas ainda acreditam que ainda haja espaço para os discos óticos.

Hoje a Sony divulgou uma nota anunciando que ela e Panasonic estão trabalhando em conjunto para desenvolver um novo disco com capacidade mínima de 300 GB, com o intuito de se tornar o novo padrão do mercado e substituir o Blu-ray.

Ainda que os BDs não sejam uma mídia muito popular em comparação com o DVD no que diz respeito a backups (muito por conta do preço tanto das mídias virgens quanto dos gravadores, que nunca caíram muito) e considerando que o armazenamento na nuvem avançou muito, além do preço do GB ter caído bastante a ponto de desonerar memórias Flash e SSDs (mas não muito), ambas empresas acreditam que o novo padrão seria o ideal para aplicações profissionais devido sua durabilidade e a alta capacidade dos discos.

Claro, quatro discos de 300 GB tem mais capacidade que um HD externo de 1 TB, mas não possuem as mesmas facilidades: isso vai significar novo investimento em hardware; caso a corrida pelo novo padrão de inicie mesmo (com alguma outra empresa anunciando um produto similar que entrega mais ou com melhor qualidade por um preço similar) nos veremos tendo que trocar nossos leitores para usar as novas mídias, já que a tal “compatibilidade inter-geracional” pode significar que os novos leitores e gravadores serão compatíveis com os padrões anteriores.

Em 2010 surgiu a especificação BDXL (High Capacity Recordable and Rewritable discs) que visava adicionar mais camadas de gravação nos Blu-ray Discs, elevando a capacidade de armazenamento para até 128 GB em discos normais e 100 GB em regraváveis. Pode ser que a tecnologia que as empresas estejam estudando seja baseada nessa norma.

Apesar de uma nova mídia física soar algo datado, há de se considerar que aliado ao fato que nem todo mundo possui internet decente para armazenar seus backups na nuvem ou para baixar seus jogos na PSN. Os discos ainda vão viver por um bom tempo, o único porém é que o formato do conteúdo se expande rápido: não estamos nem falando mais em 4K, mas em 8K. Um filme 3D nessa qualidade poderia extrapolar fácil os 300 GB desses discos, mas como essa capacidade é dita como sendo a mínima…

A previsão é que o novo formato seja introduzido em 2015. Até lá alguma outra fabricante (Toshiba? Sharp? Apple?) fatalmente vai anunciar algo similar e a guerra fatalmente vai começar mais uma vez. Reservem a pipoca.

Fonte: Engadget.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • True Story

    HAHHAHAHAHAH midia otica? Não obrigado…

  • Vitor Felipe

    Um DVD que tem os seus humildes 4,7GB já da tanta merda com algumas partículas de pó, pensa em um disco com essa densidade… Imagina um arranhado naquele disco com dados muito importantes que você não tem em lugar nenhum mais. Sem levar em consideração que isso deve levar uma eternidade pra gravar/ler. Eu passo.

    • Bruno Rocha

      Uma fina camada de vidro temperado da um jeito nisso. Também conhecido como Gorila Glass.
      O CD era pra ter uma capa de proteção igual o Disquete, mas como a ação do laser o aquecia muito, ele foi retirado, se não podia derreter e queimar seu drive.

      • Alguns drives tinham um case estilo disquete, que você colocava o CD dentro e depois encaixava no leitor. Sim, sou velho desse jeito

      • Luiz Felipe

        Seria maravilhoso drives pegando fogo, seriam criados todo tipo de hoax sobre o uso de computadores.

        • Bruno Rocha

          Pegam fogo em ambientes de repartição publicas ou empresas meia boca, que não fazem manutenção.
          Todo dia na minha empresa, que tem trocentas milhões de maquinas, uma ou duas pegam fogo, pois ficam anos sem tirar a poeira. Ai a o cooler da fonte para de girar de tanta poeira, ela esquenta e pega fogo. É legal vem os transistores gigantes explodindo e tudo mundo com cara de c* morrendo de medo.

  • Gustavo Wentz Biasuz

    Se vingar… vai ser um mercado de nicho, e bem pequeno.
    Na minha opinião, nunca vai ser popular.

    Se fosse uma oportunidade de “venture capital” eu guardava meu dindin na poupança… que eu acho que essa galera vai bater de cara no chão.

    • Felipe Luís Cássia Fontes

      Também acredito que mídia óptica vai ser cada vez mais nicho mesmo, com a velocidade da internet aumentando e preço caindo, além do preço de HDs externos. Essa semana mesmo tive que grava um DVD, e já tinha uns 11 meses que não fazia isso, achei meio estranho, rs.

  • Luiz Felipe

    1 Terabyte em um disco seria interessante. Até porque para transferir isso e armazenar na nuvem é inviavel para essa quantidade de dados.

  • Acho que a Sony tem meios de “empurrar” sua mercadoria no mercado. Vou dar um exemplo que é o que eu vivo no meu dia-a-dia com uma produtora de vídeo.

    A Sony “doa” equipamento de filmagem para a TV local. Em troca, a TV só aceita material entregue em XDCam, uma mídica óptica de 25GB que custa 100 reais e cujo aparelho de gravação/reprodução custa módicos 10.000 reais.

    As produtoras do mercado são obrigadas a comprar um aparelho inútil e a Sony lucra com isso. Agora, toda vez que temos que enviar um filme pra TV (e isso são muitas vezes) temos que gravar um vídeo de 10mb que seria facilmente enviado por FTP ou EMAIL num “pendrive hightech” de 100 reais que, para ser gravado, tem que ser enfiado num aparelho de 10.000 reais.

  • Luiz Felipe

    Estranho como ninguem quer midia otica, dai a microsoft tira serie de “vantagens” da midia otica do xbox, para ficar igual o steam, e todo mundo chora.

  • Pingback: Sony e Panasonic: Archival Disc chegará a 1 TB de capacidade()