Backup em papel. Pior que faz sentido.

backuppapel

Imagine que você tenha alguns arquivos essenciais, importantíssimos, e que queira guardar em formato digital, mas à prova de pulsos eletromagnéticos, hackers, picos de luz, operadoras de telefonia brasileiras e desgraças semelhantes. Comofas\?

Por incrível que pareça papel é um método de armazenamento de informação muito mais duradouro que qualquer alternativa tecnológica. Temos fragmentos de papel datando do Século 2AC, enquanto isso meus CD-Rs foram pro saco faz tempo e vários DVDs de 2004 já não tocam.

O Paperback é um programinha que surgiu como uma brincadeira para unir a longevidade do papel com a praticidade do dado digital. Ele aceita um arquivo como fonte, converte para uma série de grifos, no melhor estilo QR Code, e gera uma impressão. O resultado pode ser escaneado e reconvertido para o arquivo original.

Isso é muito melhor do que escanear uma foto, ou redigitar um texto, pois não há perda.

O programa consegue, com uma impressão de 600DPI, armazenar 3MB em uma folha A4. Ninguém fala em imprimir a coleção de filmes educativos, mas para uma cópia de arquivos estratégicos, não deixa de ser uma boa opção. Imagine: Você imprime os arquivos, plastifica as páginas e tem um backup garantido, à prova de hackers. Com durabilidade indeterminada.

O Paperback é gratuito e OpenSource, e vale uma olhada, pelo menos para apreciar uma forma de pensar fora da caixa, e ver que nem tudo é nuvem nessa vida.

Fonte: ET

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Prevejo eco chatos a qualquer minuto…

    • Paulo Balboni

      vejo tecno burros a toda hora…

  • Gilson Lorenti

    Falando de fotografia essa é uma verdade inquestionável. A impressão em minilab ainda é a forma mais segura e duradoura de guardar suas imagens para a posteridade.

  • Fap, fap pra foto da Vendramini!
    Gostosa até em QR code.

  • Po cardoso, tinha que colocar um blur nas partes íntimas?

  • SENSACIONAL

  • Fico imaginando algo assim: voce imprime um texto comum (uma poesia, p.ex.) e na verdade vai junto uma informacao criptografada nos pontos de impressao utilizados… algo semelhante a esteganografia.

  • droga, tem alguns trechos embassados

  • Tejobr

    Imortalizou a garota. Imagine desenterrando esses “manuscritos” daqui a 1k anos.

    Se me permite uma observação sobre nuvens: banalizaram e popularizaram tanto o conceito, que tem gravata achando que sabe mais que profissional de T.I. e fica dando pitaco para sócios perguntando porque os servidores não estão nas nuvens.

    Profissional de T.I. responde (quando chega aos ourvidos): porque empresa totalmente “nas nuvens”, com conexão brasileira, “evapora” com frequência. Não estudou química no ginásio? (A última parte não se materializa, claro!)

  • Fatastico!!

  • so eu que pensei no software necessário para “recuperar” este backup??? se eu salva-lo nesta forma terei de virar um gênio da programação para recria-lo e poder recuperar o meu backup caso o perca… salva-lo da maneira tradicional tb não ajuda muito ne??? sem mencionar que o desenvolvedor pode sumir do mapa e se vc perder a instalação do mesmo como faz?? transforma toda a papelada em fogueira de são joão????

    • agora como criptografia achei FENOMENAL haheahheahea

    • Ramon E. Ritter

      Lembrei da finada Novell e o software de backup que vinha com o SO: era muito bom, apenas tinha uns “bugzinhos” no módulo de restore, que normalmente não funcionava… 🙁

  • Certamente papel é a forma mais duradoura para se armazenar informações, como o próprio texto deixa claro. Mas, será que as tintas e tonners, de nossas impressoras, correspondem a essa durabilidade? Tenho minhas dúvidas!

  • Pingback: Backup em papel. Pior que faz sentido. | Qart Tecnologia – Blog()

  • Felipe!

    Dá praticamente no mesmo. Os dados poderiam durar mais, mas ainda dependeríamos do backup do software…

    Tá…..desisto! Ainda seria possível imprimir o código-fonte e recompilar o programa quando necessário.

  • Carlos Hochberg

    Sou antigo e não sei se alguém – fora o Cardoso – irá se lembrar. Na época dos Apple de 8 bits, rico tinha drive de disquete de 5.25, milionários drives de 3.5″. A maioria usava fita cassete (uma ou duas vezes, até aprender que não funcionava) ou digitava centenas de linhas de programas que faziam pouca coisa. Uma revista da época, a Nibble Mac, que publicava programas, gerava cifras como as acima para as centenas de linhas dos programas e vendia um scanner que lia estas cifras. Não pegou – claro. Mas o mundo anda em círculos, né?

  • paulogustavo

    Legal! Mas não quero gastar papel e tinta, então vou salvar tudo em PDF.

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