Pior que Lupus: Moda no Japão é emagrecer etratar alergia com… ringtones

O Japão é um mistélio, costumo dizer que por alguma anomalia espaço-temporal eles vivem 250 anos no futuro (com tentáculos), mas de vez em quando pisam na bola e estragam todo aquele estereótipo de que japoneses tem um QI acima de 260. Que os idiotas demônios ocidentais americanos comprem aplicações de iPhone para curar todos os males, entenda-se, mas o Japão?

Sim, o Japão está vivendo uma febre de ringtones que emagrecem e curam alergia.

House-facepalm

Sim, Facepalm. E piora. Nessa época do ano começa a Primavera, as árvores florescem, abelhas e flores iniciam sua dança atemporal e o ar se enche de pólen. o que deixa boa parte da população espirrando.

Como fazer tratamento com anti-histamínicos ou simplesmente usar corticóides é mal-visto, apesar de tudo que House nos ensinou, a população corre atrás de alternativas, e numa terra onde Acupuntura NÃO é mais considerado Medicina Alternativa, dá pra imaginar o que surge.

Uma empresa chamada Japan Ringing Tone Laboratory criou um ringtone que promete resolver a alergia. Dizem eles que com o ringtone especial basta você receber uma chamada, encostar o telefone no nariz e os grãos de pólen serão eliminados de seu fenomenal nasal.

Outro ringtone produzido por eles é voltado para… perda de peso. Funciona, se cada vez que o sujeito tiver vontade de comer um golfinho-burger, tocar o ringtone ao invés de atacar o pobre peixe*.

*eu sei

Como bem disse o Science Blogs, isso é melhor do que Ciência, é Terapia! Tanto que Matsumi Suzuki, picareta-chefe da tal empresa confirma que não fizeram nenhuma pesquisa sobre a eficácia do tal ringtone anti-pólen.

A lógica dele é cruelmente pragmática: “Vende muito, então provavelmente funciona”.

Se isso o deixou deprimido e com vontade de encher a cara, não há problema. Eles também vendem um ringtone que cura ressaca.

Fonte: BBC, Times Online

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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