Rumor — Apple pode equipar Macs com processadores próprios a partir de 2020

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A Apple estaria prestes a tomar decisões drásticas nos próximos anos: segundo fontes próximas a companhia estaria se preparando para abrir mão da arquitetura x86 e como consequência dos processadores Intel que equipam seus Macs, adotando seus próprios chips de modo a aproximar seus computadores dos demais dispositivos da maçã.

A iniciativa, que teria o nome interno de “Kalamata” visa fazer com que todos os dispositivos da Apple, sejam Macs, iPhones, iPad, Apple TVs, Homepods ou Apple Watches conversem entre si e trabalhem em conjunto de forma mais orgânica, sendo de fato um ecossistema único capaz de trocar informações facilmente. Hoje, tirando a família Mac todos os produtos de Cupertino utilizam SoCs desenvolvidos internamente e fabricados pela parceira TSMC, e recentemente ela dispensou o design da britânica Imagination Technologies ao criar uma GPU própria. Como resultado a companhia perdeu muito de seu valor e se vendeu a preço de banana, por não contar com outros clientes que não a Apple.

A performance de seus atuais chips é um dos motivos para que a Apple pense em dispensar a Intel: o Apple A11 Bionic, presente nos iPhones 8, 8 Plus e X se mostrou tão poderoso quanto os Core i5 e i7 atuais, com a vantagem de ser um design próprio. A mudança se daria em 2020, com os chips da maçã sendo equipados nos produtos das linhas MacBook e iMac. Paralelamente, o co-processador ARM já presente no iMac Pro e no MacBook Pro seria adicionado no futuro Mac Pro, que deverá ser lançado ainda em 2018 e promete ser modular de verdade, diferente do último modelo.

Isso seria necessário para a implementação de uma nova plataforma de software, de codinome “Marzipan” que segundo as fontes, permitirá que os Macs rodem apps iOS. Enquanto a Apple sempre demonstrou total resistência em fazê-lo, se os futuros Macs trocarem os processadores Intel pelos da família AX ou AXX seria esta uma possibilidade boa demais para simplesmente ignorar.

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O mais interessante é lembrar que a Apple não é a única interessada em dar uma canseira na Intel: a Microsoft tornou o Windows 10 compatível com processadores ARM e já existem produtos no mercado como o ASUS NovaGo, um notebook equipado com o Snapdragon 835 da Qualcomm e que roda a versão completa do sistema operacional, suportando aplicativos Win32 tranquilamente e não apenas UWP, os fornecidos pela Windows Store.

Caso a iniciativa se mostre atraente, notebooks e ultrabooks utilizando processadores móveis e rodando versões completas do Windows ou do Linux poderão se tornar mais comuns, mais baratos e com isso, o mercado da Intel se resumiria a desktops e notebooks mais potentes, os com GPU dedicada como os voltados para o consumidor gamer.

De qualquer forma, a mera divulgação do rumor já faz um tremendo estrago: tão logo os rumores começaram a circular as ações da Intel despencaram 9,2%, a maior queda em dois anos e fecharam o dia com redução de 6,4%. Pelo visto, os próximos meses/anos não serão muito tranquilos para Brian Krzanich e cia.

Fonte: Bloomberg.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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