Razer Phone, um poderoso smartphone para gamers e interessante para os demais

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Os rumores eram verdadeiros. Em evento realizado nesta terça-feira (01) em Londres a Razer enfim entrou no mercado de telefonia celular com o Razer Phone, um smartphone com espacificações monstruosas para agradar um perfil bastante exigente: o do consumidor gamer.

O Razer Phone é um produto desenvolvido com base na expertise em hardware da Nextbit e em software da OUYA, empresas que a gigante dos acessórios gamers adquiriu nos últimos anos. À primeira vista o novo smartphone lembra bastante o finado Robin, com seu design quadradão e grandes bordas nas partes superior e inferior mas as semelhanças acabam por aí. Este é um dispositivo criado tendo em mente os gamers e por isso conta com especificações de ponta, segundo a Razer pensadas tendo performance absoluta em mente para que o usuário possa desfrutar de seus joguinhos no Android com o máximo de poder possível.

Pode parecer um contra-senso, a Glorious PC Gamer Master Race não é dada a jogar no celular e não abre mão de seus desktops para nada, mas a Razer acredita ser capaz de oferecer um produto que se aproxime de uma configuração mediana o bastante para tirar de letra mesmo os games mais poderosos, e até porque ninguém leva o desktop debaixo do braço para todo lugar.


R Λ Z Ξ R — Razer Phone | The Ultimate in Mobile Entertainment

O hardware do Razer Phone é sem dúvida matador, mesmo quando comparado a dispositivos Android de ponta: a primeira característica que salta aos olhos de cara é seu display IPS de 5,7 polegadas e resolução Quad HD (515 ppi), que graças à tecnologia IGZO da Sharp confere uma estonteante taxa atualização de 120 Hz de modo a entregar uma experiência de vídeo para gamers fluída o tempo todo. Claro, a tecnologia em si não é nova mas este é o primeiro smartphone lançado no ocidente com tal recurso.

A Razer informa que fechou parcerias com desenvolvedoras de modo que elas fornecerão games compatíveis com a taxa de 120 Hz, sejam novos como UltraHunt (o PlayerUnknown’s Battlegrounds de bolso da CMune, os criadores de UberStrike) ou já lançados que serão atualizados, como o MOBA da Tencent Arena of Valor.

Na sequência temos o sistema de som, que é o principal motivo para o Razer Phone apresentar as largas bordas nas partes superior e inferior. A Razer o dotou com dois grandes alto-falantes estéreo frontais e tecnologia Dolby Atmos, certificação THX e um DAC de 24 bits para oferecer uma poderosa e imersiva experiência de áudio, do jeito que seu público consumidor gosta. Como nem tudo é perfeito ele não possui porta P2, mas o bichinho vem com um adaptador USB-C na caixa.

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De resto, temos:

  • SoC Snapdragon 835 da Qualcomm, octa-core Kryo com quatro núcleos de 2,4 GHz, quatro de 1,9 GHz e GPU Adreno 540;
  • 8 GB de RAM;
  • 64 GB de armazenamento interno (podia ser mais…)expansível via Micro-SD de até 2 TB;
  • conjunto principal de câmeras duplo sendo uma com 12 megapixels, abertura f/1,75 e lente grande angular e outra com 13 MP, abertura f/2,6 e zoom óptico de 2×, além de Flash LED Dual-Tone, autofoco com detecção de fase duplo, HDR e capacidade de filmar em 4K a 30 fps;
  • câmera selfie com 8 MP e abertura f/2,0;
  • leitor de impressões digitais embutido no botão Power, um recurso já explorado pela Sony e muito bem-vindo;
  • 4G/LTE, Bluetooth 4.2, BLE, NFC, A-GPS;
  • bateria de 4.000 mAh que a Razer JURA que aguenta até 7 horas de jogatina ou 63 horas de música, e compatível com o sistema Quick Charge 4+ da Qualcomm que garante segundo a fabricante uma carga de 0% a 85% (3.400 mAh) em apenas uma hora;
  • conector USB-C 1.0;
  • Android 7.1.1 Nougat, com atualização para o 8.0 Oreo prometida para o primeiro trimestre de 2018.

Por se tratar de um dispositivo gamer, o Razer Phone oferece uma série de recursos de customização que não se encontra em muitos smartphones por aí, como por exemplo vários ajustes pré-definidos de áudio, a possibilidade de configurar a taxa de atualização do display com opções entre 60, 90 ou 120 Hz e definir perfis específicos para cada app ou game que o usuário vier a rodar, o que faz deste um dispositivo interessante até para quem não é gamer: há uma série de decisões que se mostram muito úteis no dia-a-dia e mais importante, o design foge do padrão dos produtos da Razer: não há LEDs ou logos em verde brilhante berrante. Minha única crítica são os botões de volume, que parecem baratos e frágeis.

O Marques Brownlee publicou um review interessante sobre o aparelho:


Marques Brownlee — Razer Phone Impressions! 120Hz!

Contrariando o Modus Operandi padrão da Razer em cobrar os olhos da cara pelos seus produtos, o Razer Phone chegará às lojas no dia 17/11 com um preço sugerido de US$ 699; este é o mesmo valor fixado pela Apple no iPhone 8, um pouco abaixo do preço original do Galaxy S8 (US$ 749) e um tanto mais caro que o do LG G6 (US$ 599). A pré-venda já começou e é possível encomendá-lo no site oficial, desbloqueado mas num primeiro momento apenas nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, França, Dinamarca e Suécia; a Razer pretende também oferecê-lo através da Amazon e das lojas físicas da Microsoft, enquanto a operadora Three o venderá com planos de dados no Reino Unido, Irlanda, Dinamarca e Suécia.

Não há previsão de quando (ou se) o Razer Phone será lançado no Brasil; é possível que a companhia o venda diretamente através do site oficial e suas revendedoras no país, no entanto se isso acontecer é bem capaz que ele chegue custando bem mais que seus concorrentes Android à venda, já que qualquer produto gamer custa bem mais por aqui.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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