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Walmart e Amazon querem usar dirigíveis como bases de drones de entrega

Será que vai dar certo? Walmart quer utilizar dirigíveis como bases de lançamento para drones de entrega, uma ideia que a Amazon já patenteou em 2016.

2 anos atrás

Eu já disse anteriormente que utilizar drones para realizar entregas é mais uma ação de marketing das companhias do que uma solução viável para o problema de logística. Há uma série de riscos envolvidos, seja para os transeuntes caso um desses caia na cabeça de alguém quanto para as lojas, para os lojistas que vão gastar uma grana com cada drone avariado além de reparos ou roubado (o que vai acontecer muito) ou para o comprador, que num cenário de extravio terá que esperar mais pela sua mercadoria se o seguro cobrir.

Ainda assim os interessados estão se mexendo para colocar a tecnologia em uso. O governo japonês estuda aprovar regulações que beneficiarão o uso de drones para entrega, quando na verdade a meta é viabilizar o uso de caminhões autônomos para o mesmo fim. Nos Estados Unidos o buraco é mais embaixo, a FAA cortou as hélices da Amazon ao definir que drones não deverão ser utilizados para fins comerciais em nenhuma hipótese. Claro, governos vem e vão e as regras do jogo podem mudar, e por isso mesmo a companhia de Jeff Bezos não para de pesquisar novas formas de utilizar os drones para entregas.

Uma delas, proposta em 2015 e registrada ano passado é a de fazer uso de... dirigíveis. Eles seriam empregados como bases aéreas dos drones e depósitos, posicionados sobre áreas populosas durante um evento ou um período específico e eles transportariam uma série de drones que cobririam uma grande área.

Agora a rede Walmart teve uma ideia semelhante, também utilizando dirigíveis. A diferença é a altitude: o da Amazon ficaria estacionado a 45 mil pés (13,7 km, um exagero e um pesadelo logístico), enquanto o da Walmart estaria a uma altura mais gerenciável entre 500 e 1.000 pés (150 e 300 m). Para servir como porta-drones voador, sendo que os quadricópteros possuem baterias limitadas essa seria a melhor opção.

Por outro lado, dada a altitude o dirigível da Amazon ficaria livre de intempéries climáticas mas teria que se virar com o frio.

Patente da Walmart

Claro que há uma série de limitações em ambos os projetos. Primeiro, tanto Amazon quanto Walmart teriam que lidar com a manutenção dos dirigíveis que invariavelmente teriam que ser pilotados, sem falar que eles eventualmente teriam que voltar ao solo para reabastecer de combustível e encomendas. Além disso, tais balões não são conhecidos por sua estupenda velocidade e as entregas ficariam sujeitas ao ritmo dos mesmos. No padrão brasileiro isso não seria um problema, mas ao menos a Amazon se gaba de fazer entregas expressas. E claro, quanto a brincadeira custaria ao comprador?

Tanto Amazon quanto Walmart não possuem nenhum protótipo de dirigíveis e claro, patentes não significam que tais ideias vão se tornar realidade, mas não deixa de ser uma solução curiosa para dizer o mínimo.

Fonte: Digital Trends.

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