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Lembra do cara que pegou 14 anos por apontar um laser para um helicóptero? Então...

Pateta que pegou 14 anos (justamente) por apontar laser para helicóptero teve pena revista para cinco anos; juiz disse que a pena "não era razoável"

4 anos atrás

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Por mais que as pessoas avisem, sempre tem um idiota que acha muito cool pegar aquele laser de cinco paus que está no fundo da gaveta e aponta-lo para um avião ou helicóptero. As consequências são diversas, o piloto caso seja atingido pode sofrer com cegueira momentânea, desorientação e caso o veículo esteja muito baixo, pode acabar em um acidente sério.

Em todo lugar as autoridades não dão moleza para engraçadinhos. Nos EUA o FBI oferece US$ 10 mil de recompensa a qualquer um que fornecer informações para ajudar a pegar infratores. Só que como a justiça não tem mão nem pai, uma das melhores oportunidades que tivemos nos últimos tempos em pegar um desses tapados e usá-lo como exemplo foi desperdiçada.

No ano passado um sujeito chamado Sergio Rodriguez resolveu tirar onda apontando um laser para um helicóptero. Para seu azar ele não só era uma ambulância áerea de um hospital infantil da Califórnia, como naquele momento estava transportando um paciente. Ao ser pego foi descoberto que ele era recorrente por outros delitos como furto, dirigir alcoolizado e perturbação da paz, além de na ocasião estar em condicional. Ou seja, prato cheio para a promotoria.

Rodriguez foi julgado e condenado por dois crimes, uso de lasers apontando-o para um helicóptero e tentativa de destruir aeronaves. A conclusão foi que o meliante pegou 14 anos de cana, o que seria excelente para o governo dos EUA mostrar que não estão brincando, fazendo dele um exemplo.

Só que o acusado tinha direito a recorrer da decisão, e utilizando do argumento de que ele não estava tentando derrubar o helicóptero deliberadamente a sentença referente à infração da segunda lei foi suspensa. A condenação pelo artigo 18 U.S. Code § 39A permaneceu e Rodriguez deverá cumprir apenas a pena máxima referente a ela, de cinco anos.

A decisão do Distrito da Califórnia publicada um junho utiliza uma linguagem não muito comum no ambiente jurídico, ao chamar o acusado de “idiota” e definir que o artigo 18 U.S. Code § 32A é específico para casos “nível Osama Bin Laden”, mas diz que Rodriguez “utilizou o laser apenas para ver até onde ele alcançaria” e por isso, não se enquadraria como um terrorista.

Na minha opinião, a justiça deveria mandar o recado de que não se pode pegar leve com esses palermas, passando a mão na cabeça e sim trata-los como uma ameaça à segurança pública. Nós sabemos o que um laser pode causar se atingir o rosto de um piloto, e ao utilizado o infrator está sim assumindo o risco de derrubar alguém, mesmo que não saiba disso. É o princípio chamado ignorantia legis neminem excusat.

No fim a defesa deu a desculpa de “coitado, só estava brincando” e a justiça engoliu. Quando o pior acontecer não venham dizer que não foram avisados; antes prevenir fazendo um idiota de exemplo do que remediar, algo muito comum em qualquer parte do planeta infelizmente.

Fonte: Ars Technica.

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