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93 anos de robôs no cinema

Robôs existem desde sempre, e no cinema praticamente desde seu começo. Desde então evoluíram, mas quanto? Clique e veja como essas máquinas inteligentes mudaram em 93 anos, ao menos na ficção…

4 anos atrás

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Humanos temos uma capacidade imensa de antropomorfizar objetos. Espadas possuem personalidade, navios e aviões possuem nomes e seus pilotos e motoristas os tratam como mais que simples máquinas. E, dizem, elas correspondem.

Nossa fascinação com inteligência artificial vem bem antes da invenção do termo. Mesmo na mitologia (mitologia, você sabe, é como chamamos a religião dos outros) grega, os robôs de metal se confundem entre maravilhas mecânicas e magia, um perfeito exemplo da 3ª Lei de Clarke.

É estranho que mesmo surgindo na antiguidade, com direito a homens mecânicos povoando histórias medievais, nunca tenha sido criado um termo para descrever esse tipo de criatura. Robô só foi aparecer em 1920, em uma peça de teatro de Karel Čapek, como você deve ter lido umas 3.412 vezes na Superinteressante.

No cinema robôs apareceram em 1917, mas a versão “original” do conceito acabou sendo a androide Maria, em Metrópolis, do Queen Fritz Lang.

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Se você acha que há uma semelhança descarada entre Maria, C3PO, a Rainha Borg e Jocasta, namorada do Ultron, parabéns, você não é cego. Se você for, desculpe.

O cinema estranhamente demorou a adotar robôs humanóides realistas, talvez para mostrar sua capacidade, os robôs eram exageradamente “mecânicos”, mesmo sendo mais barato mostrar um humano e dizer que é um androide, do que construir algo complicado como Robby, d'O Planeta Proibido.

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Curiosidade: provavelmente havia alguma obrigação contratual então todo robô de filme de ficção dos anos 50/60 aparecia carregando uma dona desfalecida em trajes sumários. Não, não estou reclamando.

Com o tempo migramos para robôs mais humanóides, em Star Trek eram a maioria esmagadora. Então, a tendência mudou mais uma vez, robôs passaram a ser mais máquinas, como VINCENT, do Abismo Negro, ou Johnny 5. Hoje estamos no meio, a tecnologia permite que criemos robôs cinematográficos extremamente complexos, mas não nos deslumbramos mais, então são válidos robôs indistinguíveis de seres humanos, como na série Aliens, até coisas totalmente impraticáveis como aquele maldito Lego gigante no sonífero do Nolan, Interestelar.

Aqui uma compilação de 93 anos de robôs cinematográficos.

Fusion — SUPERCUT: Robots on Film

É fascinante ver como a nossa percepção do que seria um robô aceitável mudou.

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