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Duas pequenas trolladas no mais nobre espírito hacker

Pouca coisa estimula mais a inventividade dos Verdadeiros Hackers do que um desafio, ainda mais quando se encontram ou se acham em posição de superioridade moral. Clique e veja dois causos onde isso aconteceu, para diversão dos envolvidos. E nossa.

5 anos atrás

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Dizem que o Inferno não conhece fúria como a de uma mulher desprezada, mas em verdade nenhuma vingança é mais criativa do que um geek em modo full-troll, ainda mais quando ele não faz por maldade, apenas por sacanagem. São casos onde a inventividade humana atinge os mais avançados requintes, tudo em nome da diversão mais ou menos sadia.

Vejamos então dois exemplos onde uma situação simples foi desnecessariamente complicada por geeks inconformados, para deleite de todo mundo:

1 — O Microcontrolador stealth

Um cidadão estava fazendo faculdade de Eletrônica e Comunicações. Durante uma aula de Sub-Sistemas Digitais o professor passou uma tarefa onde os alunos deveriam projetar e construir um contador que incrementasse um display de LEDs. Bônus se fizessem um contador regressivo, reset, essas coisas.

Um dos alunos perguntou se era permitido usar microcontroladores. O professor foi ríspido, “NÃO”. Faz sentido, o objetivo é ensinar lógica digital, não mais um Arduíno da vida. O aluno tem que saber como a caixa-preta funciona. Só que nosso amigo não gostou do tom do professor, e resolveu sacanear. Ele entregou isto:

33_done

Parece um circuito normal, né? Sem nada demais. Mas não é.

Nosso amigo escavou um dos circuitos integrados SN74LS47N discretos, encaixando no buraco um… microprocessador PIC16F1503.

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Em um enorme trabalho de corno ele soldou as pernas do microcontrolador aos pinos do chip original, para que na protoboard, visto de cima ele se parecesse com um chip normal.

30_completed

Feito isso ele programou o microcontrolador oculto para executar as tarefas requeridas do circuito. E, depois de um certo tempo de inatividade, usar o display de LEDs para escrever bobagens como PENIS, POOP, HELLO, ASS e BALLS, veja:

PodeCoet — Microcontrollers not allowed (College instructor troll project)

O professor não descobriu e ele ainda tirou nota máxima. Aqui a história completa, com direito ao esquema e firmware.

2 — Lidando com ladrões de Wi-Fi

Esse causo é muito, muito antigo. É do tempo da internet discada. Ou melhor, é do tempo em que eu tinha internet discada.

Tudo começou quando um sujeito chamado Pete descobriu que os vizinhos estavam chupando Wi-Fi. Sim, foi nos primórdios quando todo mundo ainda deixava o Wi-Fi sem senha. Inicialmente o cidadão pensou em simplesmente botar uma senha e pronto, mas… qual a graça?

Como rodava Linux, ele tinha muito mais flexibilidade (e conhecimento) que um usuário médio, então por que não usar esses poderes para a zuera?

Primeiro ele criou duas subnets. Uma interna, funcionando na boa. A outra, com o acesso dos vizinhos, redirecionava toda chamada de URL para o KittenWar.

Legal, mas vamos nos divertir mais.

Instalando um proxy transparente (saudades de fuçar com o Squid) o sujeito fez um script em Perl que baixava as imagens das páginas solicitadas pelo vizinho, rodava o Mogrify e retornava. Para o sujeito tudo vinha normalmente do site acessado, com uma pequenina alteração:

shot1

Ele nunca contou se os vizinhos pararam de usar o Wi-Fi depois disso, mas relatava que o administrador do KittenWar mandou um e-mail contando que dúzias de usuários irados, com o passar dos anos escreveram reclamando que o site os havia hackeado. Ele então manda a página do Pete e os caras se tocam que estão roubando Wi-Fi e não têm muita moral de reclamar.

O Caminho Hacker pode não ser o mais rápido, o mais simples ou o mais eficiente, mas com certeza é o mais divertido.

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