Nintendo passa a mão no lucro de canais do YouTube com vídeos de seus games

"OH, NOOOO!"

É fato notório que as desenvolvedoras não gostam nem um pouco que os gamers compartilhem vídeos de seus títulos no YouTube, principalmente os vloggers que ganham dinheiro na plataforma com seus canais ao lançar conteúdo no estilo Let’s Play, que ficaram bem populares nos últimos anos. No Brasil mesmo há uma série de jogadores que seguem o formato, dentre os mais conhecidos temos o RandomsPlays do Monark, o Guilherme Gamer, a Crusher Plays e a DinossauraGame (o NerdPlayer é uma exceção a esse meio que vive totalmente à parte, já que os vlogs são divulgados no boca-a-boca mesmo: chegou no fim da festa e extrapolou todos os números, como tudo relacionado à marca Jovem Nerd).

Uma das mais descontentes é a Nintendo, mas ao invés de vir com o manjado “Cease and Desist” e forçar a retirada do vídeo, ela fez melhor (para ela): desviou a grana para si.

A Big N já estava sendo criticada quando enfiou propagandas goela abaixo dos vloggers em vídeos com seu conteúdo, mas agora o golpe foi duro. Com a ferramenta do YouTube chamada “Content ID Match”, a Nintendo (e qualquer empresa, na verdade) pode identificar se o vídeo possui material registrado e tomar uma série de ações, desde bloquear o conteúdo em alguns países como globalmente.

No caso da Nintendo ela insere ads e o monetiza para si, tirando o vlogger da jogada. Em suma, os criadores de conteúdo viraram empregados voluntários, criando conteúdo que se reverte em grana para ela e não recebendo nada em troca.

As reclamações internet afora estão épicas, mas sinceramente não vejo como conseguirão reverter esse quadro. O gamer pode ter comprado o jogo, mas o conteúdo é propriedade da Nintendo, ela tem todo o direito de ganhar dinheiro em cima e os vloggers não. Eles criaram o vídeo, não o game.

A Nintendo respondeu ao texto da GameFront, deixando claro que não é intenção da empresa remover o conteúdo, mas ela tem direito de monetizar conteúdo que pertence à ela e o fará, queiram os vloggers ou não. Na pior das alternativas, resta um boicote à games da Big N, mas quando (e não se) isso for adotado pelas outras empresas, simplesmente veremos a morte de vários canais no YouTube.

Fonte: GameFront.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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