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houston. Houston? HOUSTON!

7 anos atrás

TL;DR Estudantes da Universidade de Houston desenvolvem tradutor para linguagem de surdos-mudos, indo além da fase de conceito.

MyVoice3De todas as tribos talvez a mais peculiar seja a dos surdos-mudos. Eles criaram um mundo à parte, determinando que não possuem uma deficiência, são apenas uma variação da espécie humana. Quase como os X-Men. Isso é excelente para a autoestima, mas gera exageros, como alguns pais que não permitem que os filhos façam implante coclear para instalação de ouvidos biônicos.

Um dos argumentos (no caso, válido) para esse sentimento de comunidade dos SMs é possuírem linguagem própria, e todo mundo que já acompanhou dois surdos no metrô no maior bate-papo tem um gostinho do que é se sentir excluído.

Existem várias tecnologias disponíveis para tradução automática de linguagem de sinais, mas são todas unidirecionais. Em todos os casos o texto ou voz é traduzido para AMESLAN, LIBRAS ou outra variação qualquer. O contrário não existe, por ser complicado e desnecessário, afinal os surdos podem digitar normalmente, né?

É, mas quando você tem uma cultura própria demanda um mínimo de respeito, e respeitar o idioma é a forma mais básica de demonstrar isso. Claro, não estou dizendo que todo mundo tem que aprender LIBRAS (se bem que é MUITO mais útil que aula de religião em escolas, ouviu, Garotinho?) mas um grupo de estudantes do Texas desenvolveu um tradutor que faz (ou fará) exatamente isso.

 

O MyVoice é um equipamento para ser usado por ouvintes (essa ainda soa correto. Os cegos chamam quem enxerga de “vidente”) para traduzir linguagem de sinais para áudio, no caso em inglês.

O projeto ainda está muito no início, por enquanto o protótipo, que é um trambolho muito maior que a imagem-conceito acima, só entende a frase “Um bom trabalho, Cougars”, que é bem menos sexy do que parece. Cougar no caso é o apelido da área de esportes da Universidade, não uma MILF sem filhos.

Mesmo assim a idéia é excelente, pois dá ao surdo-mudo a capacidade de se expressar em sua linguagem nativa, sem depender de teclados ou bloquinhos.

Para alguns é uma solução para um problema que não existe, mas é uma excelente idéia, que promove integração sem coitadismo. Fora a felicidade do sujeito em saber que você finalmente entenderá os sinais para “mudinho é a PQP!”

Fonte: GM

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