Jornais britânicos são acusados de fabricar notícias contra os games

Não chega a ser uma grande novidade vermos a mídia tradicional sendo acusada de não gostar muitos dos videogames, mas veja a seguinte situação: A BBC e o jornal Daily Mail, mesmo que logo depois nos apresentou a aquela senhora que com 100 anos joga videogame, publicou um artigo cujo título, em tradução livre seria algo como “Chapados de cansaço: Geração de crianças está se tornando zumbi por causa das seções de jogos tarde da noite, reivindica caridade.”
Até aí tudo bem, eles deixam claro que a afirmação teria sido feita por outra instituição, no caso a Kids and Media, publicando inclusive que Robert Hart-Fletcher teria dito que “o fenômeno dos jogos está por aí há um bom tempo e agora estamos começando a ver os efeitos no comportamento dos jovens.“ O artigo vai além, afirmando que o sujeito defende a ideia de que “no passado as pessoas mantinham relações genuínas com empatia e compaixão, que foram substituídas por relações virtuais onde não necessariamente precisavam mostrar esses sentimentos.”
Só há um pequeno problema nessa história, Hart-Fletcher logo tratou de negar ter feito tais declarações, alegando inclusive ser uma pessoa que recomenda os games para as crianças, já que eles permitem, por exemplo, que a molecada tenha contato com pessoas de todo o mundo e teria até mesmo divulgado um arquivo de áudio onde prova suas palavras.
Isso me pensar se estariam os veículos procurando uma maneira de caluniar a indústria de games ou simplesmente chamar a atenção, o que é difícil provar, mas seja como for, é triste ver que novamente ver os jogos sendo usados como desculpa para o comportamento das pessoas, seja a matéria real ou não.
[via CVG]
Londres quer acessar ou interromper os Blackberries para controlar a onda de violência
David Lammy, membro do parlamento britânico por Tottenham, fez um apelo público pelo Twitter e pelo rádio na BBC para que a RIM, fabricantes dos Blackberries, suspenda o uso do Blackberry Messenger no Reino Unido.
“Essa é uma das razões pelas quais criminosos não sofisticados estão vencendo forças policiais sofisticadas” — via Twitter.
Lammy alerta para o fato de que pode haver inclusive corpos em muitos dos prédios vandalizados, tamanha a violência dos ataques. O tempo vai passando e se vê pouca ou nenhuma relação entre a morte de um morador local e a pior onda de violência na Inglaterra das últimas décadas.
De qualquer modo, uma juventude de imigrantes em uma região que já teve seus maus momentos de conflito com as autoridades e altas taxas de criminalidade parece encontrar no viés da manifestação uma oportunidade para pilhar, subtrair ilegalmente e simplesmente destruir tudo o que vem pela frente.
Não se ouvia o governo Inglês recomendar aos seus cidadãos que evitem sair de casa há muito tempo. Mas não são apenas bairros cascudos como east Tottenham que tem sido alvo da arruaça generalizada. Birmingham, a segunda maior cidade do reino, também teve suas lojas invadidas e roubadas, com carros e prédios colocados em chamas.
Em uma das cidades mais multiculturais do mundo, a sensação neste momento é a de que a polícia realmente não tem sido capaz de proteger seus cidadãos. E a troco de quê? Sociólogos se entopem de café e pouco dizem.
No meio de uma onda quase fenomológica de violência, a tecnologia acaba desempenhando um papel de vilão, não de mocinho. Praticamente todos na malandragem por lá favorecem a utilização do Blackberry Messenger ao invés do Twitter – este só usado por quem quer voluntariamente levar borrachada no kengo enquanto protesta pacificamente – pelo simples facto de que a polícia, não consegue acessa-lo.
Anteontem (8), a RIM publicou uma nota dizendo que “assim como em outros mercados do mundo onde o Blackberry está disponível, nós cooperamos com as operadoras locais de telecom, as forças policiais e oficiais de regulamentação”. As autoridades britânicas ainda não se convenceram se podem ou não contar com os logs da empresa para procurar os perpetradores.
A empresa, por outro lado, acabou declinando dizer publicamente se vai ou não entregar os logs e detalhes de seus usuários à polícia britânica. Em paralelo, todo mundo suspeita da última notícia de que ontem (9) o blog da empresa “Inside Blackberry” foi hackeado por um grupo que se auto-intitula “Teampoison“. Assim que invadiram o blog da RIM, publicaram um aviso alertando para que a empresa não coopere com a polícia da rainha:
“Vocês NÃO colaborarão com a polícia do R.U., porque se o fizerem membros inocentes do público que estiveram no local errado, na hora errada e que tinham um Blackberry serão acusados injustamente” — dizia parte da ameaça.
“Se vocês oferecerem à polícia apoio revelando chat logs, locações de gps, informações de cliente e acesso aos seus Blackberry Messengers vocês irão se arrepender. Nós temos acesso aos seus bancos de dados, que incluem informações de seus funcionários; e.g – endereços, nomes, telefones, etc. Portanto, se vocês colaborarem com a polícia nós IREMOS tornar essas informações públicas e as passaremos para os manifestantes” — concluíram.
Sameet Kanade, que trabalha para a Northern Securities de Toronto (Canada) afirma que “a RIM precisará de uma diretiva das autoridades britânicas e do apoio das operadoras. Interceptação jurídica é a única razão legalmente válida para que um fabricante de aparelhos possa intervir”.
E ainda adiciona:
“Em termos do mecanismo em si, a RIM sempre alegou que não era capaz de decriptar ou decifrar messages roteadas a partir de servidores BES ou BIS, podendo ser apenas capaz de desabilitar o roteamento de mensagens na melhor das hipóteses”
Um outro analista, o britânico Geoff Blaber da CCS Insight acredita que “uma opção seja a empresa desligar o serviço. O problema é que o BBM é muito popular por aqui e tem uma base enorme no Reino Unido“.
A RIM tem mais de 45 milhões de clientes em todo o mundo, sendo que 70% deles utilizam o serviço diariamente enviando bilhões de mensagens todo mês.
Um possível desligamento não comprometeria usuários com planos de dados, por exemplo. Entretanto, milhares de outros ficariam incapacitados de utilizar um serviço, a princípio, garantido em contrato. Uma situação extremamente delicada para a empresa.
A empresa já enfrentou problemas com a China, India e os Emirados Árabes Unidos, onde se prontificou a oferecer parte do acesso aos serviços, alegando que não tinha possibilidade técnica de interceptar emails corporativos em seus populares dispositivos.
Todos estes países ainda pleiteiam acessar os serviços da empresa em sua totalidade, sob a justificativa de que não o fazendo, ficam vulneráveis a ataques iminentes cuja principal fonte de organização conta com a colaboração indireta dos serviços nos Blackberries.
Já em Londres, o Comissário Adjunto da Polícia Metropolitana, Stepehn Kavanagh, disse que “a polícia local empreende um extenso monitoramento desse modelo de mensagens nos Blackberries e que na realidade, muitas pessoas estão recebendo essas mensagens as estão encaminhando para a polícia”.
Questionados sobre como eles estão fazendo para monitorar os Blackberries no Reino Unido, os representantes da polícia metropolitana e da Scotland Yard não quiseram se manifestar.
fonte: Reuters e outras fontes na rede. .Monkey Business: de quem é o direito autoral?

“David Slater emprestando inadvertidamente seu equipamento para ajudar o colega”
Vamos começar por um caso de pesquisa e ciência.
A PhD Betsy Herrelko é primatologista da Universidade de Stirling (R.U.) e liderou um projeto de pesquisa envolvendo chimpanzés e câmeras de vídeo. O resultado foram filmes produzidos pelos primatas e acabou sendo exibido em um documentário da BBC chamado “Chimpcam“.
Ao longo de 18 meses ela apresentou a tecnologia de vídeo para os macacos, ensinando-os como mexer com um touchscreen e selecionar diferentes tipos de imagens e feeds de vídeo.
Eles podiam e selecionavam transmissões da área externa, da sala de preparação da comida, de outros chimpanzés e, por alguma razão, descobriram rapidamente como fazer seu próprio Big Brother. E gostaram.
A bioquímica cerebral-ecumênica do fanboy
Falemos agora por uns minutos de campos de distorção, seitas mercantis e da sua profunda predileção particular por ainda insistir que o inacreditável não existe, mesmo que ele lhe dê uma cotovelada no baço na fila de uma Pop Store qualquer da vida.
Se este inacreditável envolver níveis lisérgicos de consumo, um gadget profético e uma fruta, que te perdoem os deuses, mas é claro que existe, amigo leitor descrente.
Você pode até não acreditar, mas este é o cérebro de um fanboy… da Apple:
A Lua é menor que o Brasil
Os cenários montados pela equipe de Walt Disney nos anos 60 foram tão convincentes que passam a idéia de que a Lua é enorme, mas as dimensões reais de nosso satélite são bem menos espetaculares, se comparados com o planeta. São 6.371Km de raio da Terra, contra meros 1.737Km da Lua. Visualizou? Veja então:
Gostou? É do Dimensions, um site da BBC muito legal (redundante isso) que permite que você compare objetos, eventos históricos e fenômenos naturais. Dá para saber se a Estação Espacial Internacional encaixa no Maracanã, ou se uma escola de samba no Sambódromo conseguiria ir da Esfinge até a Grande Pirâmide. Continue lendo »
Saraiva Digital, a missão
Fiquei muito decepcionado com o Saraiva Digital, serviço de distribuição de filmes e seriados sob demanda da Saraiva, na primeira vez que o testei. Quem leu minhas impressões sobre deve ter chegado à mesma conclusão. Alguns dias depois da publicação do post, a Saraiva entrou em contato conosco, e explicou que a baixa qualidade d’O Senhor das Armas é culpa da distribuidora, e que não podiam fazer nada para melhorar. Para provar, nos enviaram dois cupons-desconto para baixar outros títulos e ver como o serviço funciona pra valer.
Embora não a isente da culpa de vender um filme com qualidade visual podre, digna do YouTube em 2007, achei bacana e corajosa a atitude deles. Afinal, botaram a cara a tapa, e caso o resultado fosse tão desastroso quanto da primeira vez, seria… bem, seria um desastre elevado ao quadrado. Continue lendo »


