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Curiosity alcança sua meta de longo prazo, uma enorme montanha marciana

Por em 16 de setembro de 2014
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Poera, rochas e estradas ruins, o que mais esperar de Marte?

Um pouco mais de dois anos após pousar em Marte, a sonda Curiosity chegou a um marco, com a NASA anunciando que ela atingiu a base do Monte Sharp, uma montanha com 5,4 km de altura, que a sonda tentava alcançar desde junho de 2013.

O pouso inicial foi feito na Cratera Gale e o valente robozinho teve que andar cerca de 9 km para chegar ao seu destino, um número que se torna ainda mais significativo se considerar que a Curiosity foi projetada para andar no máximo 200 metros por dia.
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emEspaço Hardware

Geneticamente, a esquizofrenia é pelo menos oito doenças separadas

Por em 16 de setembro de 2014
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Curiosidade: Suspeita-se hoje que Van Gogh era esquizofrênico.

A esquizofrenia é conhecida por ser hereditária, portanto com origens genéticas, mas nunca foi detectada uma mutação única que causasse o surgimento dos sintomas. Acontece que agora se descobriu que diferentes “orquestras” de mutações, trabalhando juntas causam uma miríade de distúrbios que até então eram interpretados como uma única doença.

Os resultados surgiram de um novo estudo sobre a doença. Os cientistas examinaram o DNA de 4.200 pessoas com esquizofrenia e 3.800 pacientes saudáveis como controle, procurando por lugares no genoma onde um único nucleotídeo tivesse alguma mutação ligada aos sintomas. Eles descobriram que nenhuma das mutações tem a capacidade de produzir um risco significativo sozinha. Entretanto, diferentes combinações de mutações podem levar ao desenvolvimento da esquizofrenia com diferentes sintomas. Até agora, foram identificados 8 diferentes marcadores e os pesquisadores ainda esperam encontrar mais alguns.
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emIndústria Medicina

Viva rápido, morra jovem em termos astronômicos

Por em 16 de setembro de 2014
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Pesquisadores querem saber como estrelas massivas, como a Eta Carina desta foto, evoluíram e eventualmente semearam o universo com elementos pesados.

No início, tudo o que existia era hidrogênio — e hélio e uma pitada de lítio. Três elementos em tudo (e pare de me lembrar dos isótopos e dos íons e me deixem ser poético). Entretanto, hoje o universo tem mais de cem elementos naturais, milhares de isótopos e provavelmente ainda mais a serem descobertos.

Tentar descobrir como o Universo saiu daqueles três elementos para a miríade surubástica diversificada que temos hoje é o foco da pesquisa do novo Centro de Fronteiras da Física da Universidade do Arizona, que acaba de garantir um financiamento de 11,4 milhões de Obamas. Pense em quanta gente poderia comer com esse dinheiro, tsc…

Então, vamos do início. Da última vez que me falaram, o tempo começou aos 13,7 bilhões de anos do segundo tempo, depois de Deus ter estalado os dedos (em algumas versões foram puns, mas vamos manter a compostura…). Então, depois do Big Estalo de Dedos que produziu esses três elementos (pare de grunhir isótopos, por favor), passou-se o intervalo para a prorrogação, cerca de 1 bilhão de anos e quando os jogadores voltaram ao campo, em vez de 3 eram centenas.

Como isso aconteceu?
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emAstronomia Produtividade

A camada de ozônio está realmente se recuperando

Por em 15 de setembro de 2014
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Simulação da camada de ozônio sobre a Antártida. Amarelo e vermelho representam os pontos onde o ozônio é mais grossa.

O Protocolo de Montreal, criado em resposta a diminuição da camada de ozônio da Terra, resultou em um mundo praticamente livre do uso dos produtos químicos responsáveis pela sua destruição. Esta talvez tenha sido a maior conquista em termos ambientais que a humanidade já alcançou. E, esta semana, a Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente anunciaram que está funcionando. Infelizmente, nem tudo são flores, já que o mesmo relatório aponta que as emissões de gases do efeito estufa estão de volta a níveis alarmantes dos anos 1980.

Mas vamos primeiro as boas notícias. A versão 2014 do relatório Avaliação Científica do Ozônio, mostra que a concentração atmosférica da maior parte dos produtos químicos banidos pelo Protocolo de Montreal está diminuindo. As exceções são o hidroclorofluorcarbonetos, usado em refrigeração, e o halon, uma mistura de compostos halogenados usados como retardantes de chamas. O relatório também menciona que deve existir uma fonte não identificada de tetracloreto de carbono para explicar sua persistência na atmosfera (ninguém pensou em acusar as vacas, né?).
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emEspaço Geologia Miscelâneas

Pode um cérebro simulado ter consciência?

Por em 15 de setembro de 2014
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Neurônios simulados por computador (Hermann Cuntz via Wikimedia Commons).

Imagine-se em um campo aberto com um balde de balões de água e um casal de amigos. Você decidiu jogar um jogo chamado “mente”. Cada um de vocês tem seu próprio conjunto de regras. Talvez sua amiga irá lançar um balão de água no marido sempre que você joga um balão de água nela. Talvez seu amigo vai jogar um balão em você sempre que ele ficar 5 minutos sem ser atingido — ou se ficar muito quente ou forem sete horas ou se ele estiver de mau humor naquele dia. Os detalhes não importam.

Esse jogo é muito parecido com o jeito como os neurônios, as células que fazem o cérebro e o sistema nervoso interagirem um com o outro. Eles só ficam por ali, dentro de uma formiga, ou de um pássaro, ou de Stephen Hawking e seguem um conjunto simples de regras. As vezes eles mandam sinais eletroquímicos para seus vizinhos. As vezes não. Nenhum neurônio sozinho “entende” como o todo funciona.

Agora imagine que em vez de 3 de vocês brincando no parque, sejam 86 bilhões (mais ou menos o número estimado de neurônios do cérebro). E imagine que em vez de brincar de acordo com as regras que você inventa, você carrega um conjunto completo de instruções minuciosamente escritas pelos melhores neurocientistas e cientistas da computação existentes, um modelo perfeito do cérebro humano. Ninguém precisa saber todas as instruções daquele manual, apenas o suficiente para fazer seu trabalho. Se uma quantidade suficiente de vocês ficarem por ali rindo e brincando, segundo as regras do manual e houver tempo suficiente, vocês vão acabar simulando um ou dois segundos do pensamento humano.

Agora é que vem a questão fundamental: Enquanto vocês estavam lá brincando, aquele modelo é consciente? Ele se sente, modelado em água e suor, real? O que “real” realmente significa quando o assunto é consciência? Como é ser uma consciência sendo executada com balões de água?
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emBiologia Software

Plantações crescendo em reproduções de solo marciano e lunar

Por em 15 de setembro de 2014
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Simulação do ambiente imaginado pelos engenheiros da NASA.

Se um dia a humanidade construir bases permanentes na Lua ou em Marte, devemos ser capazes de cultivar nossa própria comida por lá. Para descobrir se isso é realmente possível, uma equipe de cientistas da Holanda plantou 14 espécies de plantas em solos que simulam os ambientes marciano e lunar. Uma das conclusões primárias é de que o solo marciano é até melhor que alguns terrestres para algumas plantas, com algumas poucas ressalvas.

Primeiro, você deve estar se perguntando o que diabos é um solo simulado e como ele é feito. Bom, a NASA os produziu a partir da nossa própria Terra (e você até pode comprar um pouco aqui). O solo marciano foi feito a partir do material presente em um vulcão no Havaí e tem a composição química muito similar ao que a sonda Viking 1 analisou em Marte. O solo lunar foi produzido a partir de cinzas vulcânicas depositadas perto de Flagstaff, Arizona.
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emBiologia Espaço Produtividade

NASA enviará missão de coleta de amostras a asteroide que destruirá a Terra (#justkidding)

Por em 12 de setembro de 2014
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O meteorito Allende é o maior meteorito carbonáceo condrito já encontrado na Terra. O asteroide caiu na Terra em 1969.

A NASA sempre quis mandar uma missão de coleta de amostras para Marte que conseguisse voltar com preciosos pedaços da superfície do nosso vizinho, mas parece que ela vai mesmo é conseguir amostras de um asteroide com sarampo antes de colocar as mãos em qualquer parte do planeta vermelho.

A missão americana para trazer de volta uma amostra do asteroide está aprovada, com financiamento garantido e lançamento marcado para setembro de 2016 a bordo de um foguete Atlas 5, enquanto missões parecidas para Marte estão presas em loops infinitos de burocracia sem qualquer previsão otimista.

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emEspaço Indústria