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Hasselblad CFV-50c – com um preço interessante

Por em 22 de julho de 2014

E estamos falando novamente do mundo encantado e maravilhoso das câmeras de médio formato, onde a Hasselblad tem uma moral quase inabalável entre os fotógrafos profissionais que trabalham com esse formato (creio que o único ponto negativo da empresa seja sua aventura no mundo das câmeras compactas com aparência bizarra). Se os leitores lembrarem um pouco do passado recente, a última cartada da empresa foi lançar uma câmera médio formato com sensor CMOS (antes eram todas com sensor CCD), o que permitiu uma quantidade interessante de avanços nos quesitos velocidade e sensibilidade ISO. A sacada do novo equipamento é permitir que o fotógrafo saia do estúdio e use sua câmera de médio formato em ensaios externos, que necessitam de uma dinâmica diferente. Se você se interessou pelo brinquedo, então saiba que é necessário desembolsar US$ 28.700,00 para ter uma em casa.

Porém, se você quer uma coisa mais em conta e mantendo a mesma qualidade, a Hasselblad anunciou nesta semana o back digital CFV-50c, que pode ser utilizado com qualquer uma das câmeras V System. Ou seja, você que possui uma antiga Hasselblad V System pode agora comprar apenas o CFV-50c e ter nas mãos uma câmera digital com a tecnologia mais moderna disponível pela empresa. A vantagem é que, geralmente, quem possui uma Hasselblad V já possui também acessórios e lentes para o equipamento. O back digital é acoplado sem a necessidade de nenhum cabo, possui um sensor CMOS com resolução de 50 megapixels, pode chegar a ISO 6400, trabalha com profundidade de cor de 16 bits, possui visor LCD com 3 polegadas e pode fazer 1,5 foto por segundo no modo contínuo. Para armazenamento, quando não está conectado diretamente a um computador, o equipamento se utiliza de cartões compact flash.

O back digital Hasselblad CFV-50c vai ser comercializado pela empresa por apenas US$ 15.000,00. Mesmo que você não tenha previamente uma câmera V System, existem vários modelos usados a venda por preços bem interessantes. Uma boa porta de entrada para quem quer se lançar no mundo do médio formato investindo o mínimo possível. Claro que, se o valor ainda está salgado, sempre existe a possibilidade de investir em uma Pentax.

hasselblad_cfv-50c

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Que tal ter uma Leica responsável por uma foto icônica?

Por em 18 de julho de 2014

O que faz um objeto adquirir um valor absurdo? Ser raro? Ter participado de um acontecimento histórico? Ter pertencido a alguém importante? Ou uma mescla de todas as alternativas? Bem, todos sabem que o mercado de venda e compra de câmeras fotográficas raras (ou históricas) está aquecido. Equipamentos antigos são vendidos por cifras extraordinárias e parece que não existe limite para sua valorização. Como um colecionador amador eu entendo isso. Na verdade alguém afirma que um objeto tem um valor por N motivos e isso só se torna realidade se existe alguém que tope pagar o valor. Se alguém afirma que um objeto é raro, mas ninguém entra na conversa, o preço pedido não se concretiza. É igual ao povo que fica no Mercado Livre dizendo que o primeiro disco vinil das Paquitas é uma raridade e tentam vender por R$ 250.00.

Mas, no caso desta Leica a história vai seguir o curso esperado pelos vendedores. Ela se encaixa em quase todos os pré-requisitos para valer muita grana. Em 1945 o fotógrafo russo Yevgeni Khaldei, que estava trabalhando para a agência de notícias russa TASS, fez a icônica foto dos soldados russos erguendo a bandeira da União Soviética sobre o Reichstag alemão após a tomada de Berlim na 2º Guerra Mundial. Na verdade, a foto foi feita alguns dias depois da tomada da cidade e o ato foi ensaiado exaustivamente. A ideia de Yevgeni é que esta foto fosse tão icônica quanto a de Joe Rosenthal que registrou os soltados americanos levantando a bandeira americana em Iwo Jima.

bandeira_sobre_Reichstag

 

A câmera utilizada pelo fotógrafo foi uma Leica III e o equipamento foi de propriedade do fotógrafo até o ano de 1995. Nessa época ela foi presenteada aos organizadores da maior exposição do trabalho de Yevgeni nos Estados Unidos, que aconteceu no Jewish Museum em Nova Iorque. Depois disso fica meio nebuloso o caminho que a câmera fez entre o museu e a casa de Leilões Bonhams, onde será vendida no dia 30 de novembro. O equipamento será leiloado juntamente com uma lente Elmar 50mm f/3.5 e a estimativa é que o preço de venda fique entre US$ 390.000,00 e US$ 580.000,00.

Leica_III

Para quem se interessou pela história, o Amateur Photographer tem um texto muito bacana sobre a história desta foto.

Fonte: Dpreview

 

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Pentax XG-1 Ultrazoom chega ao mercado

Por em 15 de julho de 2014

Decidi que vou parar de destilar meu veneno sobre este tipo de equipamento. Como alguns argumentaram nos comentários de um texto, existem consumidores para os mais diversos tipos de equipamento e muitos ficam felizes em ter uma câmera com grandes distância focal, mesmo que a nitidez não seja lá essas coisas ou o ruido em baixas luzes seja uma coisa arrepiante. Quem está com equipamento novo no mercado é a Ricoh. Mesmo tendo decidido exterminar o nome Pentax das câmeras mais simples, o que eu acho uma atitude exagerada, a empresa ainda mantém o nome para câmeras mais avançadas e para a linha reflex normal e de médio formato. Por mais que saibamos que a Pentax é uma empresa que existe apenas no nome, a Ricoh não possui nome sozinha para chamar atenção entre os consumidores mais experientes.

A Pentax XG-1 apresenta algumas características que a aproximam das mais modernas ultrazooms do mercado, mas algumas outras são bem simples, deixando a avaliação final do equipamento com uma nota bem média. A câmera está equipada com um sensor CMOS retroiluminado com 16 megapixels de resolução máxima, o que está bem na faixa de possibilidades para esse tipo de tecnologia. Interessante como a maioria das câmeras compactas estacionou nesse patamar de resolução. Ninguém mais briga por megapixels. Junto com a resolução temos uma lente com distância focal de 24-1248mm, o que confere ao equipamento a marca de 52x de zoom ótico. Nada mal, mas eu daria mais importância para a generosa grande angular do que para a estupenda teleobjetiva. A abertura máxima de diafragma fica em f/2,8-5,6. Querendo ou não, é uma abertura de diafragma bem mais interessante do que da maioria das lentes que encontramos para câmeras reflex. A XG-1 possui estabilização de imagem por movimentação do sensor (uma coisa que a Pentax praticamente inventou) e pode fazer até 9 fotos por segundo em resolução completa. Como é normal, ela pode aumentar essa quantidade de fotos com resoluções mais baixas (60 fotos por segundo em resolução VGA e 30 fotos por segundo em resolução de 4 megapixels). Fechando as características interessantes, a câmera pode fazer gravação de vídeo em full HD com 30 fotogramas por segundo.

Do ponto de vista das características mais pobres, a câmera possui visor LCD de 3 polegadas sem articulação e com resolução de 460 mil pontos e um pobre visor eletrônico com 200 mil pontos. Nessa mesma linha, a bateria de lithium-ion possui autonomia para apenas 240 fotos. A Pentax XG-1 vai estar disponível em agosto por US$ 399,95.

pentax_XG1

 

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Empresa britânica cria material tão escuro que não pode ser visto

Por em 14 de julho de 2014

Super Escuro

Uma empresa britânica acaba de produzir um material tão escuro que absorve 99,965% da luz visível, estabelecendo um novo recorde mundial. Olhar para o revestimento “super preto” feito de nanotubos de carbono (cada um deles 10 mil vezes mais fino que um fio de cabelo) é uma experiência estranha.
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Sigma DP2 Quattro – Experimente antes de comprar

Por em 2 de julho de 2014

Uma das constantes na fotografia é que você se mantém fiel à marca de câmera com a qual você iniciou sua carreira. Muito complicado mudar no meio do caminho. Não tanto por conta da câmera em si, mas por conta de lentes, flash e outros acessórios específicos. Hoje muitos escolhem a primeira reflex tendo apenas o preço como grui (razão da quase hegemonia da Nikon em territórios tupiniquins) em vez de aspectos mais profundos. No meu caso foi simples, pois quando comprei minha primeira reflex com foco automático (no período Jurássico), eu optei por Canon por ser a única marca em que estava disponível um modelo mais avançado na loja. Ou seja, bem simples.

Por isso que vemos algumas ações malucas (de nosso ponto de vista) de alguns fabricantes que precisam se impor em um mercado que já é dominado por algumas gigantes. A Samsung se propôs a trocar sua DLSR antiga por uma nova câmera da linha NX e conseguiu chamar muita atenção da mídia especializada para seu equipamento. Agora é a vez da Sigma partir para o ataque. Desde que eles lançaram suas câmeras com a nova tecnologia de sensor Foveon, todo mundo achou o máximo a nova arquitetura do sensor, mas não encontrei ninguém que estava disposto a trocar seu conjunto de equipamentos por uma câmera da Sigma, ainda mais com os preços salgados cobrados por eles.

A coisa ficou um pouco mais ousada com o lançamento da linha DP Quattro. Estamos falando de uma câmera compacta com lente fixa e utilizando sensor Foveon APS-C. A linha Quattro é composta por 3 câmeras, que possuem lentes fixas com distância focal diferente. A DP 1 possui uma lente com ângulo de visão equivalente a uma 30mm, enquanto a DP2 fica em 45mm e a DP3 em 75mm. Todas as lentes possuem abertura de diafragma máxima em f/2,8 e minima em f/16. É nesse ponto que começa o problema. Tirando o fato de ser um design diferente (esquisito) e uma nova tecnologia, temos câmeras com lentes fixas e usos bem específicos. Junto a isso, temos o valor de US$ 1.000,00 por cada modelo.

Para tentar contornar dúvidas e problemas que possam surgir, a Sigma está lançando a campanha “Try Before You Buy” para quem tiver interesse em comprar uma DP2. A ideia é disponibilizar alguns modelos (não foi anunciado quantos) para que o futuro comprador leve o equipamento para casa e possa brincar com ele por alguns dias até se decidir a comprar ou não. O que a Sigma está fazendo é acreditar que a qualidade da câmera vai ser o seu melhor marketing para convencer essas pessoas a investirem em uma nova marca de câmera. Para ter acesso ao programa, você precisa fazer o cadastro on-line e aguardar ser selecionado. O escolhido retira a câmera em uma loja determinada, fica com ela por uma semana, e depois deve devolver na mesma loja que retirou. Se gostou você faz a compra depois desta semana de teste. A Sigma ainda convida a todos a compartilharem as opiniões sobre o equipamento e mandar fotos para a galeria on line da promoção.

Ainda não sabemos a eficiência de uma promoção destas, mas seria uma possibilidade interessante poder testar um equipamento antes de comprar. Garanto que a decisão das pessoas seria bem diferente na hora de escolher um modelo.

sigma_dp_quattro

 

Fonte: Petapixel

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Nikon D810 – Só para os fortes

Por em 26 de junho de 2014

Boatos já vinham correndo a internet nas últimas semanas de que a Nikon teria uma substituta para a D800 no forno. Ao que parece a indústria do boato se tornou uma nova ciência e possuí uma taxa de acertos elevadíssima. Mas, voltando ao lançamento, a nova câmera é uma substituta tanto para a D800 quanto para a D800E. Isso mesmo, sem mais diferenciação, pois tudo foi unido no mesmo equipamento. A câmera chega ao mercado com um novo sensor de 36,3 megapixels de resolução máxima e tamanho equivalente ao antigo fotograma de 35 mm (full frame). O novo sensor não vai ter, a exemplo da D800E, o OLPF (optical low pass filter) o que, segundo a Nikon, vai garantir um nível de nitidez nunca visto antes em uma câmera DSLR. O OLPF é o responsável por evitar (na maior parte das câmeras fotográficas) o aparecimento do efeito moire e de cores falsas. Porém, ele diminui sensivelmente a nitidez das imagens. A Nikon foi uma das primeiras empresas de produção de câmeras a eliminar o filtro em alguns equipamentos, mas sempre com a ressalva de que o fotógrafo deve reconhecer situações onde poderiam acontecer algum problema. Mas, desta vez eles garantem que o novo processador da câmera, o Expeed 4 (também encontrado na Nikon D4s) vai dar conta de resolver o problema de moire e das falsas cores.

Ainda falando de processador, o Expeed 4 promete que todos os processos realizados pela câmera serão mais rápidos e melhores. A gama de velocidade ISO foi ampliada. A velocidade ISO nativa ficou de 64 a 12.800. Utilizando o modo Lo-1 é possível fotografar com ISO 32 e com o modo Hi-2 é possível chegar até o ISO 51.200. Além da melhoria do processamento e da qualidade de imagem, a D810 possui o sistema chamado 91.000-pixel 3D Color Matrix Meter III que vai garantir uma maior precisão no processo de fotometria. O sistema avalia a cena a ser fotografada e reconhece cores, brilho e rostos humanos. Dentro deste sistema a câmera determina o tipo de assunto que o usuário está registrando, compara com um banco de dados interno e escolhe a exposição, foco automático, balanço de branco e o controle do flash i-TTL.

A câmera agora pode fazer vídeos em Full HD com 60, 30 e 24 fotogramas por segundo. Outra novidade é uma saída HDMI para vídeo não comprimido com o objetivo de gravar o vídeo em uma unidade externa. Você pode ver o vídeo que está sendo gravado no monitor LCD da câmera e gravar, ao mesmo tempo, o vídeo com compressão no cartão da câmera e uma versão sem compressão em uma unidade externa. Vai ser uma boa para quem trabalha com vídeo profissional.

A câmera, como a sua antecessora, é um tanque de guerra. Grande, resistente e com uma resolução gigantesca. Aliás, a principal propaganda da Nikon para a câmera pode também ser sua maior fraqueza. A empresa afirma que a câmera é uma concorrente “barata” para os equipamentos de médio formato. Resolução e nitidez para grandes impressões. Mas, este é um uso muito específico. A maior parte dos fotógrafos profissionais se utilizam de impressões muito menores. Utilizar a câmera para fotografar eventos, ou no dia a dia de um estúdio fotográfico vai exigir uma grande estrutura para armazenamento de imagens. Conheço amigos que desistiram da D800 em favor de uma câmera mais simples justamente por este fato.

A Nikon D810 vai chegar ao mercado no final do mês de julho e o valor sugerido é de US$ 3.299,95.

Nikon_D810

Fonte: Dpreview.

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Sony começa a vender no Brasil a ultrazoom com maior distância focal do mundo

Por em 24 de junho de 2014

O mercado de ultrazooms não tem limite e atinge cifras absurdas (falando de distância focal, e não de preço ou qualidade). Uma briga, muito parecida com a Guerra dos Megapixels, atingiu o setor nos últimos 02 anos (embora tenha esfriado um pouco atualmente, provavelmente por conta de limitações tecnológicas) onde cada fabricante queria lançar uma câmera com a maior distância focal do mercado. Eu diria que é uma briga absurda, pois mais uma vez é dado destaque para uma característica que vai contra a qualidade de imagem. Explico. Para manter um preço competitivo essas câmeras se utilizam de um sensor fotográfico bem pequeno. Junte isso a uma grande quantidade de elementos óticos (que não são da qualidade mais alta) e você tem a receita perfeita para fotos sem nitidez, com aberrações cromáticas e mais uma pancada de problemas. Outro fator é que, mesmo com estabilização de imagem, conheço poucas pessoas que conseguem segurar uma câmera com distância focal acima de 300 mm sem a necessidade de um tripé. Ou seja. Marketing puro.

Mas, saindo um pouco de minhas divagações, a notícia aqui é que a Sony está colocando a venda em território nacional a sua nova ultrazoom, a Cybershot DSC H-400. A câmera chega com sensor CCD de 20,1 megapixels, gravação de vídeos em HD (720p), estabilização de imagem e modo manual completo e de prioridades. Ela nos mostra também todo o conjunto de perfumarias como os modos inteligentes, de cena, efeitos e outras coisas. Mas, o destaque é a lente. Ela está equipada com uma lente com distância focal equivalente a uma 24,5-1.550mm e com abertura máxima de diafragma em f/3,4-5,6. Ótima para fotografar natureza, a Lua, pássaros, ou a vizinha do apartamento da frente.

O interessante é que a câmera não está entre os equipamentos mais especializados da Sony. Ou seja, é uma câmera barata. Entre as ultrazoons lançadas no ano de 2014 é a que possui a maior distância focal, e uma das mais baratas. Ou seja, a Sony sabe que ela não tem capacidade de concorrer no campo das câmeras que oferecem qualidade de imagem superior. A Cybershot DSC-H400 é vendida em terras civilizadas por US$ 318,00. Os brasileiros vão ter o privilégio de pagar R$ 1.499,00. Mas, é possível dividir em 12x sem juros.

DSC-H400

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