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Sony A37 e Sony NEX-F3 – sem muitos atrativos

Por: em 18/05/12 na(s) categoria(s): Equipamentos


Sabe quando você recebe o release oficial do lançamento de uma nova câmera e não fica impressionado? É o caso dessas duas novas câmeras da Sony. Não estou falando que elas são ruins, apenas que não impressionam. Estão chegando ao mercado apenas para cumprir tabela e talvez levar um ou dois consumidores a trocar de câmera. O engraçado é que os releases oficiais são escritos com tanto entusiasmo que parece que está chegando ao mundo o equipamento mais importante de todos os tempos.

A Sony SLT A37 chega para tomar o posto de câmera reflex mais barata da empresa. Utilizando a tecnologia de espelhos translúcidos (que segundo informações da própria Sony é o destino de todas suas câmeras reflex) a câmera é equipada com um sensor CMOS APS-C de 16 megapixels. A câmera vai executar 5,5 fotos por segundo no modo contínuo em resolução máxima e 7 em modo 1,4x. Também encontramos um visor LCD articulado de 2,7 polegadas com 230 mil pixels, o  visor eletrônico de 4,44 milhões de pixels e 15 pontos de autofocus sendo 3 em formato de cruz. Junto com a câmera temos  a lente 18-55mm DT. A nova Sony SLT A37 será comercializada por US$ 600,00.

Já a Sony NEX-F3 é a nova representante da linha mirrorless da fabricante japonesa. Ela chega com um sensor CMOS APS-C de 16 megapixels, visor LCD articulado de 3 polegadas com 921 mil pixels e um pequeno flash acoplado. Ela pode fazer 5 fotos por segundo em máxima resolução e produz vídeos em Full HD com 1080 linhas e 24 fotogramas por segundo. A Sony NEX-F3 vai ser comercializada por US$ 600,00.

Junto com as novas câmeras tivemos duas novidades em relação a lentes para a linha Alpha. A primeira é o lançamento da lente 18-135mm F3.5-5.6 SAM. Essa é a distância focal almejada pela maioria dos amadores que conheço por conta de cobrir quase todas as necessidades de um fotógrafo em início de carreira. São 14 elementos distribuídos em 11 grupos com 3 elementos asféricos e 2 de cristal ED. A lente já está em pré-venda ao preço de US$ 498,00. Um valor bacana. Também temos o relançamento da lente 18-200mm F3.5-6.3 OSS que agora chega na cor negra. Não conheço nada dessa lente e não posso falar de sua qualidade. O valor de venda está em US$ 850,00 e deve estar disponível ao consumidor em julho.

 

 

Leica M Monochrom e outros lançamentos

Por: em 11/05/12 na(s) categoria(s): Equipamentos


E aproveitando a falta de lançamentos de grande impacto, a Leica aproveita para colocar no mercado suas novas câmeras fotográficas. Alguns podem dizer que é um pouco mais do mesmo, mas a empresa alemã ainda possui a sua relevância dentro do mundo da fotografia, mesmo que a qualidade de imagem não seja mais uma exclusividade da empresa. Antes de falarmos das novas câmeras, cabe aqui um apontamento. Está cada vez mais difícil se destacar no mundo da fotografia digital. Temos muitos equipamentos com ótima qualidade e recursos tecnológicos muito interessantes. Nesse ponto fica complicado manter o nível das vendas de câmeras. Pouca coisa muda de um modelo para o outro, e as empresas vivem de renovar suas câmeras anualmente.

Pensando nessa diferenciação, a empresa coloca no mercado a Leica M Monochrom, uma rangefinder digital que faz fotos apenas em preto e branco. Muito bem, pode parecer uma coisa esquisita, mas tem um fundo de lógica. Tem muita gente da velha guarda que só fotografava com filme preto e branco que acha um verdadeiro estupro você fotografar em cor e depois converter no Lightroom. Segundo eles você tem que pensar a imagem em PB na sua captura e não escolher posteriormente. Eu acredito que cada um tem o direito de definir a sua maneira de fazer arte, mas essa é uma discussão que não tenho vontade de participar. Prefiro converter meus arquivos PB controlando os canais de cores. É mais confortável.

A nova câmera é equipada com um sensor CCD fabricado pela Kodak com 18 megapixels de resolução máxima e com sensibilidade ISO variando de 320 (?) a 10.000. Assim como alguns sites americanos e europeus já apontaram, esse sensor parece ser o mesmo que já equipava a Leica M9, portanto não deve ter muitas novidades quanto a qualidade de imagem. A câmera possui um design muito parecido com as rangefinders anteriores da empresa, inclusive com o visor LCD de apenas 2,5 polegadas com 230 mil pontos de resolução. Mesmo com essas características a Leica não teve pena do consumidor e cravou um preço de US$ 7.950,00 para o equipamento. A Leica garante uma nitidez elevada já que o equipamento não possui o filtro de anti-aliasing. Olha a Nikon fazendo escola.

Outra câmera anunciada pela empresa é a nova compacta X2 com seu sensor APS-C de 16 megapixels. A câmera é muito parecida com a sua antecessora, só que agora conta com um view finder opcional. A câmera possui uma lente fixa de 28mm com abertura máxima de diafragma em f/2,8 e visor LCD de 2,7 polegadas com 230 mil pixels de resolução. Uma câmera interessante para quem quer ter uma Leica sem gastar uma verdadeira fortuna. Embora o preço oficial não tenha sido revelado, a mídia especializada está apostando em US$ 3.000,00 para o equipamento.

Finalizando, temos o conjunto que apenas alguns poucos sortudos no mundo vão conseguir pagar. Estou falando da edição especial Leica M9-P Edition Hermès. Trata-se de uma edição super exclusiva feita em parceria com a casa parisiense Hermés. Além de algumas mudanças no design do equipamento, temos uma tira de couro que envolve a câmera e, segundo a empresa, é feita com material de alta qualidade e colocada manualmente em cada câmera. É possível comprar uma versão econômica da câmera que acompanha a Leica Summilux-M 50 mm f/1.4 ASPH ao custo de £18,000. Serão fabricadas apenas 300 unidades dessa versão.

A versão completa vai vir em uma caixa de luxo e vai se chamar Edition Hermès« – Série Limitée Jean-Louis Duma. Na caixa teremos a câmera, as lentes Leica Summicron-M 28mm f/2 ASPH, Leica Noctilux-M 50mm f/0.95 ASPH e uma Leica APO-Summicron-M 90mm f/ 2 ASPH. Também temos no kit alguns livros informativos e uma bolsa personalizada. O custo do conjunto fica em £36,000 e serão fabricadas apenas 100 unidades.

Câmera Instagram – Em breve em uma loja perto de você


Não gosto muito de falar das chamadas Câmeras Conceito, pois a maioria é feia e nunca vai chegar a ser produzida. Mas, está aqui vale pela curiosidade. O mundo está sendo dominado pelo Instagram e seus milhões de usuários. Independente se você fotografa com iPhone ou um dos diversos celulares que rodam Android, temos que admitir que a maior produção fotográfica do mundo, pelo menos em quantidade, está dentro do serviço de compartilhamento de fotos. Então, por que não pensar em uma câmera fotográfica específica para o Instagram? Foi isso que o pessoal da ADR Studio visualizou para o futuro.

A câmera (chamada Instagram Socialmatic) , assim como o formato das fotos, é quadrada e segue o design criado pelo Instagram. Como a palavra da moda é conectividade, o brinquedo vem equipado com Bluetooth e Wi-fi para transferência de imagens, além de poder se conectar com os mais comuns modelos de celulares (o legal de criar um conceito é que você pode viajar nas especificações, independente da tecnologia disponível). Em vez de contar com filtros virtuais, a câmera terá filtros reais que serão acoplados à lente, além de um visor LCD de 4,3 polegadas sensível ao toque.  Finalizando as especificações do equipamento temos uma memória interna de 16GB e um sistema de impressão acoplado muito semelhante ao utilizado pela Polaroid.

Obvio que a câmera não existe, ainda. Mas, o pessoal do ADR Studio deixa um recado no fim de sua apresentação para quem gostou da ideia:

“Instagram Socialmatic é apenas um conceito. Mas, talvez, poderia se tornar real”.

Eu gostaria de brincar com uma dessas.

 

Canon resolve problemas da 5D Mark III

Por: em 04/05/12 na(s) categoria(s): Equipamentos


Falando em problemas com a 5D Mark III, a Canon está entregando as primeiras unidades que passaram pelo recall. Para quem não se lembra, o modelo estava sofrendo com infiltração da luz do painel LCD superior no sensor de auto exposição. Isso fazia com que os valores de abertura e disparo se modificassem quando você acionava a luz do painel LCD. Um problema muito específico e que muita gente não notou pelo simples fato de nunca ter usado a luz do painel superior. Mas, alguns notaram e a Canon suspendeu a venda do equipamento até tudo ser resolvido.

Claro que muita gente estava pensando em uma solução megatecnológica para o problema, daquelas que precisariam trancar todos os gênios da empresa em uma sala e só deixarem sair quando tudo estivesse resolvido, mas quando vemos o que realmente aconteceu, a solução encontrada parece ter sido planejada pelo estagiário da empresa. Pelo menos é isso que o público leigo pode pensar. O pessoal do Lensrentals recebeu a câmera com os reparos e fez o que qualquer blog estrangeiro com acesso a recursos faria: desmontou o equipamento para ver o que tinha acontecido. Vejam abaixo a comparação de como era a parte interior da 5D Mark III antes e depois do reparo.

É isso mesmo que vocês estão vendo. A Canon simplesmente colocou uma fita preta para isolar o sensor da luz proveniente do painel LCD superior. Simples e barato. Para alguns pode ser considerada uma solução Tabajara, mas o próprio Roger Cicala, autor do texto original, disse que essa é uma solução muito comum e confiável dentro do mundo da fotografia. Segundo ele tem muita câmera top de linha e lente profissional cheia de fita para solucionar problemas ou proteger partes sensíveis do equipamento. Bem, o importante é que seja durável e que realmente funcione.

Problemas também com a Nikon D4 e D800

Por: em 04/05/12 na(s) categoria(s): Equipamentos


Todo mundo falou da Canon quando o problema de infiltração de luz começou a aparecer na EOS 5D Mark III. Muitos disseram que era um erro básico para um equipamento com preço elevado e que tinha sido uma grande mancada da empresa. Mas, problemas acontecem em equipamentos novos e os primeiros usuários são os que vão levantar esses problemas para a empresa poder fazer as devidas modificações. Por isso que nunca compro uma câmera no lançamento.

Agora, depois de a Canon reconhecer oficialmente o problema e recolher as câmeras que estavam à venda, é a concorrente que aponta problemas em dois equipamentos Top de Linha. A Nikon ainda não se pronunciou oficialmente, mas muitas publicações especializadas no mercado fotográfico já apontam que ela está ciente dos problemas. A primeira a dar dor de cabeça para os usuários é a Nikon D800. Ao que parece, as primeiras unidades do equipamento que saíram da fábrica não estavam com o View Finder bem alinhado. O que acontece é que em muitas unidades o visor fica desfocado e não adianta tentar regular no ajuste de dioptria. O primeiro usuário a relatar o problema teve ofertado pela Nikon outra câmera no lugar da que apresentou defeito, mas outras estão na mesma situação. Quem sabe um recall total seja necessário.

Outra que está se comportando de maneira estranha é a Nikon D4 que simplesmente trava durante a utilização. Ela só volta a funcionar quando o usuário retira e coloca novamente a bateria. A Nikon se pronunciou dizendo que apenas algumas unidades do equipamento estão apresentando esse problema e que já estão trabalhando em uma solução para o problema e, enquanto ela não aparece, eles indicam que o usuário que estiver sofrendo com esse travamento, desligue a opção de Luzes Altas e o  histograma RGB na pré-visualização.

Equipamentos caríssimos que saem da fábrica com pequenos probleminhas. Fico imaginando como são os testes com os equipamentos antes de serem comercializados. Provavelmente eles não englobam todas as situações que os usuários vão enfrentar.

 

Mamiya Leaf Credo – back digital de 80 megapixels

Por: em 23/04/12 na(s) categoria(s): Equipamentos


O mundo do médio formato uma coisa monstruosa, tanto na qualidade quanto no preço. Seus equipamentos estão disponíveis para uma parcela muito pequena de fotógrafos muito famosos e empresas ligadas ao ramo da imagem. Estamos falando de sensores bem maiores, qualidade de imagem absurda, uma grande quantidade de detalhes e arquivos que ocupam muito espaço.

A Mamiya tem uma grande tradição na produção dessa categoria de equipamento. Uma tradição que começou bem antes da fabricação das primeiras câmeras digitais. No dia de hoje a empresa anunciou sua nova linha de Back digitais para câmeras de médio formato. Para quem não conhece, o back digital é muito interessante. Ele se encaixa no local de compartimento do filme das câmeras. Assim é possível apenas comprar o equipamento com o sensor e a parte eletrônica e utilizar sua antiga câmera analógica (sim, eu sei que muita gente odeia esse termo).

A nova linha Leaf Credo chega ao mercado em três versões com 40, 60 e 80 megapixels de resolução máxima. Vejam abaixo as especificações de cada um.

Leaf Credo 40
CCD de 40 megapixels (43.9×32.9mm),
Pixel de 6.0 microns
ISO 50-800
1.2 fotos por segundo
Obturador: 1/10,000 – 32 segundos
Preço: €14,995

Leaf Credo 60
CCD de 60 megapixels (53.9×40.4mm),
Pixel de 6.0 microns
ISO 50-800
1.0 foto por segundo
Obturador: 1/10,000 – 60 segundos
Preço: €24,995

Leaf Credo 80
CCD de 80 megapixels (53.7×40.3mm),
Pixel de 5.2 microns
ISO 35-800
0.7 fotos por segundo
Obturador: 1/10,000 – 120 segundos
Preço: €29,995

Agora imaginem a qualidade de uma foto RAW feita com um CCD com 53.7×40.3mm, mesmo que ele tenha 80 megapixels. Vale lembrar que esse tipo de câmera é indicada para fotografias de alta qualidade e feitas em ambientes controlados, como estúdios. Por isso que a velocidade ISO ou a quantidade de fotos por segundo são tão baixas.

A seguir um exemplo de qualidade da Leaf Credo 80