Pink Floyd vence processo contra EMI


Após uma longa batalha judicial a Suprema Corte britânica deu ganho de causa à banda Pink Floyd. O motivo foi uma quebra de contrato onde a gravadora estava proibida de vender singles sem a autorização da banda.

Talvez o maior benefício da distribuição digital tenha sido a volta do single, um formato não muito apreciado pela maioria das bandas, que durante décadas usaram e abusaram da facilidade de enfiarem 10 músicas ruins e 2 boas em um álbum, e quem queria uma qualidade melhor do que a 5a geração de uma fita K7 ou algo gravado do rádio, comprava.

porco Hoje podemos entrar em uma loja online e escolher apenas as faixas que nos interessam. O próprio ato de ouvir música mudou. Playlists misturam artistas diferentes, muita gente gosta de ser surpreendida pela função Shuffle e misturar Supertramp com Rita Lee.

Assim, a princípio a ação do Pink Floyd parece algo criado para cercear nossa liberdade como consumidores, um estratagema maligno para nos forçar a comprar álbuns inteiros e não apenas as músicas boas. Mas não é assim que a banda toca (literalmente).

A alegação –entendida pelo Juiz- é que os álbuns conceituais da banda são criados como uma peça única. As músicas são parte de um todo. Esquartejá-los e vender as partes destruiria a integridade artística da obra.

Como havia uma cláusula contratual proibindo não há muito o que discutir, mas será que outras bandas usarão essa justificativa para tentar bloquear downloads de faixas individuais?

Não é preciso ser fã do Pink Floyd para entender The Wall como uma obra única, fechada e que só pode ser apreciada em sua genialidade como um todo, mas muito dificilmente fãs de Hanna Montana ou das Popozudas do Funk entenderão os álbuns de seus err… “artistas” favoritos como peças conceituais.

Em nenhum momento o Pink Floyd está dizendo como você deve escutar o álbum, não é uma daquelas campanhas idiotas cheias de DRM que apostam que iremos comprar uma cópia da música para cada player que temos em casa. O que estão exigindo é o direito de que a obra seja VENDIDA como um todo.

Ninguém compra livros por capítulo, muito menos filmes baseados em cenas. “ah mas um filme é uma obra fechada”. Perfeito, e que tal filmes como Kill Bill, cujos capítulos funcionam de forma independente? De todos os direitos talvez um dos mais fundamentais para um artista seja poder decidir como sua obra será vendida.

A medida com certeza acarretará perda de vendas, mas a banda está colocando a obra na frente do dinheiro. O que não deixa de ser fácil depois que você tem uns 70 anos de carreira e já faturou algumas centenas de milhões de dólares. Por isso mesmo, fiquem tranquilos, essa moda não vai pegar.

Fonte: Crunchgear

  • Roniuj

    Triste ver que uma compania como A EMI, com um dos melhres catálogos da indústria fonográfica, não consiga fazer um acordo razoável com um dos seus melhores artistas.

    Tipo, eles já ganharam muita grana com o Pink Floyd, não seria prejuízo acatar a vontade de um grupo tão importante, seria cavalheirismo britânico, como eles..

    E The Dark Side Of Moon deveria vir sem divisão de faixas. Ouça tudo ou não ouça nada.

  • emersonfxbx

    Putz!

    Eu li:


    Pink Floyd vence processo contra FMI

    os caras são bons mesmo!

  • luctimm

    Eu concordei com o que eles expuseram… Por mais que eu não gosto de “Brain Damage”, não consigo escutar uma única sozinha do álbum “The Dark Side of the Moon”. Mas acredito que é uma questão aberta, e não valha pra todas as bandas, vai depender do artista e do álbum. (E sim, uso shuffle misturando Supertramp com Rita Lee).

    • nwolf

      (E sim, uso shuffle misturando Supertramp com Rita Lee) [2]

  • juliocesar757

    O juiz que deu ganho para o Pink Floyd deve ser fã da banda (ou pelo menos conhece muito suas obras) para conseguir distinguir que cada álbum é uma ‘peça’ só. 

    Não vejo outra banda que consiga ter o mesmo argumento de Pink Floyd para aproveitar da causa.

    • Tan

      Beatles: Sgt. Peppers Lonely Hearts Blues Band

      Beach Boys: Pet Songs / Smile

      The Who: Tommy / Quadrophenia

      Frank Zappa: Joe’s Garage/ 200 Motels /You are what you is / We’re only in it for the money/ Lumpy Gravy / Studio Tan

      King Crimson: Discipline / Beat / Three in a perfect pair (um é continuação do outro)

      Jethro Tull: Aqualung / A Passion Play

      Prince: Purple Rain

      Estes são só exemplos, existem muitos mais.

       

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Particularmente, acho que as músicas do  Pink Floyd tão “boas” quanto as da Hanna Montana. O juiz viu com a óptica de fã: o album é uma peça única.para mim, é apenas um amontoado de “músicas”.

    Para o fã, toda a obra deve ser vendida como uma coisa só, mas haverá quem queira apenas uma ou outra música. Se a EMI não puder vender em separado, não fará diferença alguma nos sagrados campos de São Torrent.

    • http://www.wallck.com.br/ wallck

      A questão é que o artista seria a entidade encarregada em decidir o que é sua obra, e não os fãs. Apesar do que, os fãs vão aceitar a decisão do artista, afinal de conta, são fãs.

      Pink Floyd para mim é uma das melhores bandas do mundo. É bem diferente quando se ouve um Confortable Numb de um The Wall e de um Final Cut qualquer.

      Ponto para PF.

    • Roniuj

      Desculpe, mas seu argumento não tem força.

      Não é necessário ser fã, gostar ou não da banda, para ter senso crítico e analizar que os albuns do Pink Floyd são absolutamente temáticos, uma musica segue a lógica da anterior e o album, como um todo, entrega uma mensagem, ao fim. Esta foi a interpelação deles, e é bem fácil de entender assim [The Wall tem todo o andamento de uma ópera, chegou a ser roteiro de um filme. E não, nem gosto de The Wall].

      Um albuns da Hanna Montana, [que nunca ouvi] segue a cartilha dos artistas pop da atualidde, uma coletânea de trabalhos mais recentes que não tem grande conexão entre suas músicas [na verdade, propositalmente nem tem esta intenção].

      • http://ceticismo.net Pryderi

        [quote]Desculpe, mas seu argumento não tem força.[/quote]

        Eu custo a acreditar que vc tenha entendido meu argumento.

        [quote]Não é necessário ser fã, gostar ou não da banda, para ter senso crítico e analizar que os albuns do Pink Floyd são absolutamente temáticos, uma musica segue a lógica da anterior e o album, como um todo, entrega uma mensagem, ao fim. Esta foi a interpelação deles, e é bem fácil de entender assim [The Wall tem todo o andamento de uma ópera, chegou a ser roteiro de um filme. E não, nem gosto de The Wall].[/quote]

        Qualquer artista pode alegar isso. Alguns acreditarão, outros entenderão apenas como músicas. Pra mim, não vejo nada semelhante de The Wall com uma Opera. Se c vê assim, é uma questão particular. Talvez eu esteja certo, talvez não. De qualquer forma, isso é irrelevante ao que eu falei.

        [quote]Um albuns da Hanna Montana, [que nunca ouvi] segue a cartilha dos artistas pop da atualidde[/quote]

        Se vc nunca ouviu, como pode saber? Não que isso faça diferença perante o que eu falei.

        [quote]uma coletânea de trabalhos mais recentes que não tem grande conexão entre suas músicas [na verdade, propositalmente nem tem esta intenção].[/quote]

        Hades, olhai por nós. Por favor, se vc tiver a delicadeza de ler o que escrevi verá que eu coloquei o Pink Floyd no mesmo juízo de valor que a Hanna Montana em minha opinião (eu tenho o direito de tê-la, sabe?). Acredite, mas há pessoas que <strong>não gostam</strong> do Pink Floyd, na mesma mendida que não gostam da Hanna Montana. Eu sou uma dessas pessoas. Podem alegar o que quiser, pra mim são apenas “músicas” (na verdade, eu ia dizer “lixo”, mas respeito que não pensa como eu; capisci?).

        Como eu bem imaginei no início, vc não entendeu minha argumentação. O ponto onde eu quis chegar é: pouco importa o que a EMI seja ou não seja obrigada a fazer. As pessoas querem uma coisa e conseguirão, de uma forma ou de outra. Torrents e eMules não deixarão de existir por causa disso e a visão do Pink Floyd sobre sua obra não fará diferença. ESTE é o ponto. A Capela Sistina é uma obra monumental, mas mesmo assim as pessoas gostam de determinadas partes da obra, como Deus estendendo o dedo para dar vida a Adão. Muitos usam somente esta mísera parte para decorar seus ambientes mas, ainda assim, é uma parte e não o todo.

        Qualquer artista pode fazer o que quiser com sua obra, e eu respeito o Pink Floyd por isso. Sendo que há aqueles que preferem uma ou outra música deles, independente do que os ardorosos fãs pensam ou deixam de pensar a respeito da obra. Por exemplo, eu gosto das músicas da Madonna, mas não me vejo impelido a possuir toda a discografia dela, mas tenho de Loreenna McKennit, onde eu acho uqe “não tem como ouvir uma só música”.

        No mais, só sobra papo de fã ou PinkFloydtard.

        • Roniuj

          ok, então tá!

          Abração!

        • http://www.yoomp.com rodrigofante

          Eu penso da mesma forma, aliás com todo respeito a quem gosta de Pink FLoyd acho as músicas deles tediosas, mas, gosto de 2 ou 3, até mesmo compraria essas, óbvio se não fosse obrigado a comprar todo o album para ouvir apenas essas.

           

    • coliveira

      “Particularmente, acho que as músicas do  Pink Floyd tão “boas” quanto as da Hanna Montana.”

      tsc. tsc. – tudo bem gosto não se discute.

    • Aranha

      Gosto é gosto, mas se você ouvir algum album do projeto Enigma por exemplo, vai perceber que sim, existem albuns que só fazem sentido na integra

      Nada contra Hannah Montana, ou qualquer outro artista, mas se você pegar mesmo artistas de generos parecidos e que sou fã, como Iron Maiden, as faixas podem ser ouvidas independentemente que não há problema, mas com pink floyd não.

      Eu gosto da função shuffle, mas já pensou misturar capitulos de livros do Machado de Assis, Dan Brown, Paulo Coelho, e (insira aqui um autor de auto-ajuda qualquer)? Ficaria meio estranho.

      Na verdade só conheço Pink Floyd e Enigma que possam usar este argumento, mas deve ter outras, mas poucas ainda assim.

  • http://www.zergovermind.co.cc Decapattack

    Bem, eu baixei a discografia e de vez em quando coloco no iPobre / HiPhone para ouvir. E, para quem gosta da banda, não tem como ouvir uma única música.

     

    Seria complicado comprar um olho ou o sorriso da Monalisa. Mas como tudo hj em dia tem apelo “customizável, único”, tem quem curta e não se importe.

    • http://ceticismo.net Pryderi

      Uma pergunta: Vc pagou pelas músicas?

  • gilbertoximenes

    Me expliquem uma coisa por favor.

    Conheci a banda quando ouvi “Another Brick in the Wall” no rádio. ISOLADAMENTE.

    Por que eles não exigiram que as rádios ou tocassem o álbum inteiro, ou não tocassem nada ?

     

    • http://ceticismo.net Pryderi

      Uma curiosa questão que deve ser levada em conta, de fato.

    • Dreadful

      Pink Floyd quase não toca em rádios e tocará cada vez menos porque as músicas são enormes e o modelo não é mais esse, quando tocam coartam o começo e terminam pela metade (o que mais angustia do que agrada).

      Mas se quer um motivo para o Pink Floyd ecoar dessa forma, entenda como um trailer de filme. A rádio quase sempre serve de divulgação, ou apenas uma forma de medir o sucesso, ou um apreço barato a música.

      • skjayanthi

        Bom, as rádios pagam para tocar as músicas e o artista pode recusar-se a ter suas músicas tocadas pelas rádios. Óbvio que as gravadoras não vão querer este modelo, pois precisam desse meio para a divulgação dos seus discos. Mesmo assim, não houve esforço do grupo para impedir isso, não?

        Por outro lado, eles são os donos da obra e já haviam acertado antes como seria distribuído sua música, então provavelmente a questão do rádio já possivelmente está contemplada no contrato.

        O argumento é mais longo e estou sem tempo para desenvolver os pontos e contrapontos, e ao final não vai ser muito útil.

        Em resumo, o grupo está certo em lutar por uma cláusula pré-acordade. Por outro lado, não vai impedir quem quiser ouvir a sua obra, pois outros meios existem.

         

         

      • coliveira

        Isso, isso, isso, escute uma parte na rádio, compre o album (ou baixe) e escute a obra inteira, poderia ser assim, mas a culpa é do público mesmo – que prefere hits fáceis, rápidos e grudentos – e dos jabas – que pagam para existir.

        • G4br1el

          Acho que as pessoas deveriam entender que não é “culpa” do púlbico não querer ouvir The Wall inteiro na rádio.

          Na maioria do tempo, ouço música para me divertir e dsitrair enquanto faço outra coisa. Não é “zuado” não querer ouvir Shine On Your Crazy Diamond durante a festa da faculdade e sim o Créu. Quem quer sentar e apreciar o álbum inteiro do Pink Floyd pode faze-lo em seu quarto sossegado…mas não exigir que a maioria das pessoas façam o mesmo e achar ruim que não toque em rádios.

  • coloradors

    O artista tem direito de vender da forma que achar melhor as suas músicas. A comparação entre Hannah Montana e Pink Floyd é absurda, em termos de gosto e qualidade musical (e isso é muito relativo), mas ambos são artistas do mesmo modo e TEM SIM o direito de escolher como vai vender o próprio peixe, assim como qualquer outro…

     

  • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

    Eu gosto muito de Pink Floyd. Na minha opinião Syd Barret e Roger Waters são dois gênios da música e sinceramente não me surpreendo com essa ideia de não venderem as músicas separadamente virem logo deles.

    A banda sempre foi “chata” em relação a sua obra e os caras são mesmo um tanto esnobes. Além disso, também acredito que suas músicas só possam ser apreciadas plenamente dentro de um contexto e acho que se o sujeito não quer pagar pelo album todo, não compre, simples assim.

    Resumindo, acho bom eles baterem o pé em relação aquilo que acham correto, mesmo que isso resulte na perda de dinheiro. Talvez o que essas bandas mais novas precisem é disso, um pouco de personalidade e coragem para não trocar sua obra por um punhado de dólares.

    • Tan

      A idéia com certeza não veio do Syd Barret pois ele estava fora da banda desde 1968, além disso morreu em 2006.

      Eu sempre achei o Barret o maior gênio no Pink Floyd, tanto que o album do Floyd que ouço com mais freqüencia é o The Piper at Gates of Dawn. Depois que o Barret saiu acho que o Pink Floyd ficou muito sem graça, um grupo até burocrático, embora algumas vezes faziam coisas boas.

      Sou da geração que comprava LPs, até hoje tenho cerca de 1000 em casa e agora compro CDs, então essa medida não mudou nada para mim, e a apoio, a pior coisa é ouvir uma música e ficar com aquele gostinho de quero mais, e esse mais não existir.

      Agora estou ouvindo Them or Us do Zappa, fico imaginando como seria ouvir Sinester Footwear, sem a Truck Driver Divorce logo após, absolutamente não teria graça.

      • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

        Me expressei mal, não quis dizer que a ideia veio do Barrett ou do Waters, mas da banda como um todo. Ficou estranha a colocação mesmo.

    • coliveira

      Simplesmente fica impossivel escutar o albúm The Wall no shuffle, “não dá liga”.

    • http://palavrassussurradas.net/ Fatima

      Depende do gosto: eu ouço algumas músicas separadamente e adoro, exemplo disso são as duas partes do ‘The pigs on the wing’…a monotomia e melodia me agradam muito e não canso de escutá-las, deixando de lado as outras faixas.

       

      E, antes que alguém pergunte se paguei pelas músicas: tenho quase todos os álbuns que comprei de forma regular (originais).

       

      Se alguém me perguntasse se preferiria comprar as músicas isoladas, responderia positivamente.

       

      Reconheço que os caras são donos da obra e podem fazer dela o que bem entenderem; se isso implicar em perda de receita, eles terão de arcar com a decisão.

      • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

        Mas eu também ouço elas separadamente. Tem dias que estou mais pra um Confortably Numb, noutros preferindo Hey You, mas acho que a questão nem é ouvir ou não separadamente, é um moleque comprar Another Brick in the Wall e não conseguir entender a ideia da música porque fora do contexto ela fica estranha..

  • Rafael Vasconcelos

    Certo, uma banda ganhou contra uma gravadora e conseguiu o direito de vender suas músicas do modo que achar adequado. Mas…

    Ninguém pode de me dizer como eu devo gostar de tal música, que pra gostar de Learning To Fly eu seja obrigado a ouvir todo A Momentary Lapse of Reason, que pra gostar de Wish You Were Here eu tenha que gostar de todo o resto do album.

    Bom pro Pink Floy, direito deles, mas não necessáriamente bom pra mim e eu acho que só engole essa quem realmente é fan da banda.

  • SandroCeara

    Sem entar no mérito da questão.

    Realmente, os álbuns da “era Waters” contavam uma história. Vide o filme “The Wall”, onde as músicas são exibidas na mesma seqüencia do álbum. O filme, aliás, foi roteirizado pelo Waters.

    Nada impede que a grande maioria goste apenas da música Another Brik in the Wall e só queira escutar ela, e não o álbum todo.

    Vão deixar de ganhar dinheiro? Vão! Mas iso é problema para os herdeiros…

    Off: Para quem acha que pirataria é coisa “moderna”, lembrei-me agora dos anos 70/80, quando meu pai ia na “loja de discos”, escutava um monte de LPs e entregava uma relação de músicas para o balconista.

    Alguns dias depois ele voltava e saía da loja com uma fita K-7 com o título (escrito á mão): Os melhores da música gaúchesca!

    • http://palavrassussurradas.net/ Fatima

      Sandro,

       

      Off-topic: rapaz, vc é a cara do meu cunhado…

  • http://www.dcc.ufmg.br/~victorsc vhscampos

    Eles têm o direito de ditar as regras sobre a vendagem de sua música.

    E se um álbum tem 2 músicas boas e 10 ruins, é sinal de que tá na hora de a pessoa dar uma aprimorada no gosto musical.

  • http://luizzeross.blogspot.com luizzeross

    “Mas não é assim que a banda toca (literalmente).”

     

    Essa frase diz tudo!! Apesar de ter escutado “Vera” do The Wall várias vezes consecutivas em momentos de desespero, colocar ela no iPod ou celular sozinha não tem sentido. Seria como pegar um pedaço de um livro, destacar do restante e levar comigo.

    • Rafael Barbosa

      [quote] Não é preciso ser fã do [coloque aqui sua banda preferida] para entender [coloque aqui seu album preferido]l como uma obra única… [/quote]

      Não há o que discutir, FATO!

      Não compraria The Wall, mas curto Another brick in the wall (junto com Rita Lee, no shuffle)…

  • 1berto

    Eu não tenho dúvida que a situação da indústria fonográfica é curiosa, por um lado a tecnologia reduziu muito os custos para produzir e distribuir música (nesse caso quase 0). E para mim em princípio o artista é dono de sua obra e pode escolher a forma que vai ser distribuída (embora é claro ele possa ceder estes direitos em contrato). O PF realmente tem uma longa história de cuidado com a sua obra e esse lance dos álbuns conceituais faz todo o sentido. Mas não sei se eles ficam tão bravos quando uma música toca sozinha em uma rádio por exemplo …

    Mas o debate é muito complexo… pex no caso do McDonalds que é obrigado (pelo menos por aqui) a vender os brinquedos separados da comida… Caberia o argumento de que são uma ‘obra única’? Eu entendo que há diferenças, mas onde termina o conceito e onde começa a venda casada (supondo que esta seja imoral, claro)?

    O ponto mais importante desta ação é o quão pouco as gravadoras tem dificuldade em entender o artista… 

  • http://twitter.com/max_laguna Max_Laguna

    Eu nem sabia que “Pink Floyd” era nome de uma banda… Puzzled

    Mesmo assim, não entrando na questão do (mau ou bom) gosto de alguns, só acho que o consumidor tem o direito de escolher se quer pagar pelo álbum todo ou por parte da obra. Cool

    Se os artistas e/ou a gravadora querem forçar o consumidor a pagar pelo álbum completo, seja por quais razões forem, que depois não reclamem da pirataria de algumas das faixas do tal álbum.

    Eye-wink

    • Tan

      Apesar do nome vir de dois músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council, o Pink Floyd é uma banda.

      Atenção nem Pink nem Floyd foram membros da banda.

      Agora dá licença que depois dessa história toda do Pink Floyd vou ouvir See Emily Play em CD.

      • criscmaia

        Por isso que gosto do meiobit, apesar de todos estarem aqui interessados em tecnologia, tem varias pessoas com muito conhecimento em outras areas o que torna a leitura interessante do comeco do post aos ultimos comentarios. :)

        (claro, ha excessoes)

        • William_T3l3s

          Concordo em genero, numero e degrau!

          Conhecimento é tudo meu caro!

  • Pedrão

    Eu entendo que cada artista é dono de sua obra e deve vendê-la(ou tentar) como quiser.  Em partes ou como um todo.  No caso do Pink Floyd realmente não me vejo comprando um compacto simples ao invés de um LP(É.  Sou da época dos compactos e LPs).  Mas claro que com os milhões que já ganharam pra eles fica ainda mais fácil de só aceitar vender cada obra sua como um todo.

    Agora, imagino que para um Calcinha Preta, uma Roberta Miranda ou um Zezé Di Camargo & Luciano da vida(para ficar só aqui no Brasil) seria suicídio financeiro tentar fazer uma coisa dessas.

    Aliás, para alguns desses qualquer música é igual a outra(vide o tal do Rebolation e a maioria das bandas de Axé).

     

    • 1berto

      Pedrão, mas aqui no Brasil é exatamente assim, aqui nunca tivemos a cultura de comprar singles, pelo menos não na época do CD.

       

  • ColdFusion

    Ouvi falar que o Parangolé teve ganho de causa pelo MESMO motivo.

    Segundo o juiz, a obra do Parangolé como um todo é “UM” lixo, então não deve ser vendida separadamente.

    Humm…..err….tá, não foi uma grande piada, piada mesmo é Rebolation ser sucesso nacional.

  • JayShaman

    Olha, eu não vejo muito sentido nessa atitude. Se as músicas não podem ser ouvidas separadamente por causa do “conjunto da obra” então imagino que os próprios fãs comprariam o albúm todo, mesmo com as músicas espalhadas.

    Agora obrigar o cara a comprar todas ou nenhuma que é meio estranho… Sei lá, músicos são excêntricos mesmo.

  • http://www.ManiaBrasil.com Xexell

    Gostei da ATITUDE deles, afinal é o que falta nas bandas de hoje em dia. Isso que era bom antigamente.. As bandas, principalmente as de Rock tinham ATITUDE! Eles não ligam se vai der menos dinheiro, de certo ponto estão valorizando eles intelectualmente.

    • http://palavrassussurradas.net/ Fatima

      Xexell,

       

      Pensei sobre o que vc disse e, mesmo querendo ser agradável, penso que qq discordância soa meio desagradável…

       

      Antes de qq coisa, sou fã deste estilo musical, adoro rock; mas quando vi vc falar em atitude, imediatamente me veio à menteos comportamentos dos componentes da maior parte das bandas de rock ‘de antigamente’e, a única atitude que lembro é de um bando de caras, a maioria usuários de psicotrópicos, que cagavam e andavam para a sociedade, andando por aí tocando músicas e sobrevivendo.

       

      Mas a maior parte deles perseguia o sucesso; nem tanto para que suas ‘obras’fossem conhecidas, pois uma obra pode ser conhecida, independentemente de seu autor*, mas mais para que ‘eles’fossem conhecidos e pelo dinheiro.

       

      E é fácil não ligar mais para o dinheiro ou por menos dinheiro, quando vc está com a burra cheia de verdinhas.

       

      * Isso me lembrou uma estória que li numa biografia de Michelângelo: ele fez ‘La Pietá’sob encomenda e, por motivos q não me lembro, o dono não a reclamou nem era conveniente ao artista entregá-la (a questão envolvia risco de morte). Então ele, com ajuda de alguns amigos, colocou a estátua no jardim de uma igreja.

       

      Só que ele sempre ia visitar a obra, para ouvir as opiniões de quem a estivesse vendo (a obra acabou ficando famosa naqueles sítios). Ao perceber q a falta de sua assinatura levava os observadores atribuirem a autoria a outrem, foi lá e esculpiu ‘MICHAL.AGELUS BONAROTUS FLORENT.FACIEBA’. 

      A estória sempre me ilustrou como aos artistas não basta que as obras sejam reconhecidas, desejam eles serem reconhecidos por tê-las feito.

       

       

      • thE Masterkey Blaster

        #Fato.

        Acho que se sentir bem por ser reconhecido por algo é nato no ser humano. Talvez não seja o caso de ser reconhecido por uma obra artística (afinal às vezes as pessoas preferem ficar no anonimato pra não chamar a indevida atenção…). Mas por exemplo, todos ficamos felizes ao sermos reconhecidos como um bom amigo(a), ou um filho ao receber reconhecimento do seu pai pelos esforços, etc…

        ____________________

  • http://chantinon.blogspot.com chantinon

    Fugindo do tema, grana… A música é o espelho dos tempos. A cada nova geração o gosto muda, e se você gosta de algo que realmente é música, normalmente tem que ficar sujeito a ser tratado como pedante, chato… afinal, quem quer conviver em sociedade tem que AMAR funk, pagode, axé, e outras tralhas. Só para variar, os europeus parecem que entenderam que estavam consumindo musica e não ouvindo, e um tal de post-rock vem crescendo, quem sabe a coisa se equilibra um pouco daqui a uns… 100 anos

  • thE Masterkey Blaster

    Não sei porquê falar que o juiz é fã do Pink Floyd. Eles tinham contrato. Quebra de contrato é quebra de contrato. Não havia cláusulas abusivas que desse margem pra tanta confusão. Num acho nem razoável um troço deveria parar na suprema corte, tribunal de primeira instância devia ser suficiente. Mas não, a EMI provavelmente deve ter esperneado…

    De qualquer forma, tenho que admitir que os álbuns do Pink Floyd citados pelos colegas não fazem tanto sentido (se é que fazem), se forem separadas as faixas…

    ____________________

    • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

      O lance é que no contrato não especificava a venda por download, já que foi feito antes dessa forma de venda se tornar comum. Então, o que a gravadora estava fazendo era usar uma brecha do contrato, mas que não deixava de ser algo legal.

      • thE Masterkey Blaster

         Realmente não li o contrato, mas se não especificava a venda por download, usando bom senso, quer dizer que a EMI não tinha direitos de comercializar. Sei que eles não fizeram nada ilegal, mas queria destacar a falta de bom senso. No meu ponto de vista, quem explora brechas no contrato pra se dar bem está agindo de má fé… (Não consigo imaginar excessões, mas talvez haja…)

        E só pra deixar claro: concordar que você não captar plenamente o sentido da obra se não a ouvir como um todo não significa que eu concorde com a atitude da banda… como você, Fátima e o Pryderi já disseram muito bem.

        ____________________

  • http://chantinon.blogspot.com chantinon

    Cardoso,
    Próximo post melhor falar de Calipso ou do desdentado (não sei o nome nem vou procurar) que apareceu cantando “love hearts” do Nazareth no Faustão. Droga! Maldito mundo pop de merdh@.

  • ghustavo

    a o Pink Floyd pode Tudo contra a EMI hauhauhaha

  • http://www.ssdgeek.blogspot.com Pedro Jr

    não faz diferença pra min, eu tenho um perfil meio colecionador, baixava albuns inteiros de qualquer jeito…

    porém admito, sou um pão duro e não um pila em u cd original… (aliás, não me presto nem a comprar um cd virgen e gravar…)

    faço minha playlist e paço pro mp3… fora isso os albuns ficam completos e bunitinhos como uma “obra em seu todo” no meu hd externo…

  • http://arroupado.blogspot.com pbrito81

    “Não é preciso ser fã do Pink Floyd para entender The Wall como uma obra única, fechada e que só pode ser apreciada em sua genialidade como um todo…”

    É preciso sim!

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