Presencie Evolução em ação

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Uma das coisas que torna a Teoria da Evolução algo especial é sua elegância e simplicidade. Darwin não sabia nada sobre genes, mutações e microbiomas, transferências horizontais de material genético de vírus, mas seu modelo continua robusto e não precisou se adaptar a essas novas descobertas.

Evolução, pra começo de conversa, não se propõe a explicar a Origem da Vida, isso se chama abiogênese e é outro campo. Também não tem nada a ver com Vitória do Mais Forte ou outra bobagem usada por líderes totalitários. Evolução tem a ver com capacidade de adaptação ao meio-ambiente. E envolve ESPÉCIES, não indivíduos.

Sorry, Darwin, ninguém gostava de você mesmo.

Sorry, Darwin, ninguém gostava de você mesmo.

Evolução também não tem um fim, não tem um objetivo além de perpetuar DNA. Tudo que fizemos, construímos, criamos é um efeito colateral de uma molécula que achei um jeito de se auto-replicar.

Um dos mecanismos da Evolução é a Seleção Natural, onde espécies competem com outras espécies, competem entre si e com o meio-ambiente.

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Também é errado dizer que Evolução é fruto do acaso. MUTAÇÕES são aleatórias, mas as danosas matam o bicho, as neutras ficam por isso mesmo e mesmo as levemente benéficas vão se perpetuar.

Se uma minhoca sofre uma mutação que acelera em 2% seu mecanismo de coagulação, ela tem mais chances de sobreviver a uma bicada de um pássaro, deixa mais descendentes, a mutação se perpetua. A minhoca que nasce com uma mutação bioluminescente nas costas escrito “ME COMA” tende a não se reproduzir, assim como a minhoca que nasce com vocação para blogueiro.

Esse mecanismo leva milhões de anos para sair de uma ameba para um Homem, ou alguns dias se o organismo-alvo for um comentarista de portal. É algo que está presente em fósseis, em material genético e em tudo à nossa volta, mas vemos uma fotografia em alta velocidade de uma corrida.

Só que nem sempre é assim. Quanto mais simples o organismo mais suscetível ele é a mutações, e se se reproduzir muito rápido, temos mais e mais gerações. Este experimento, da Escola de Medicina de Harvard e do Instituto Israelita de Tecnologia Technion demonstra lindamente esse conceito.

Eles construíram uma estrutura de 1,2 m × 0,6 m e encheram com 14 litros de Ágar-ágar, uma gelatina que bactérias ADORAM. Feito isso, dividiram a superfície em várias faixas. Na primeira, deixaram pura. Na segunda, colocaram o mínimo de antibiótico necessário para matar a bactéria E.coli, o arroz de festa da pesquisa microbiológica. Na próxima faixa, 10 vezes mais antibiótico, na outra 100 e no final, 1.000 vezes a dose letal.


Harvard Medical School — The Evolution of Bacteria on a “Mega-Plate” Petri Dish

Na ponta da faixa inicial aplicaram exemplares da bactéria e deixaram a Vida seguir seu curso. Elas cresceram e se multiplicaram, e os cientistas viram que isso era bom, aí chegaram na faixa de antibiótico. Foram detidas, mas não todas. Cada geração acumulava mutações, por erros de transcrição no DNA, raios cósmicos, etc. Algumas dessas mutações aleatórias tornavam as bactérias um pouco mais resistentes ao antibiótico.

Logo essas malditas bactérias mutantes haviam dominado a região, e se espalhavam para a área com mais antibiótico. O processo é contínuo e depois de 11 dias a região com 1.000 vezes mais antibiótico, que DIZIMARIA a primeira geração inteira, está tomada.

Por isso, crianças, quando o doutor mandar você tomar a porra do antibiótico, você toma até o fim, não até o nariz parar de ranhar, tá? Senão você está garantindo que vários bichinhos malvados mais resistentes vão sobreviver e da próxima vez o remedinho vai ser mais caro.

Como uma geração de E.coli leva em média 20 minutos, é possível esse tipo de experimento. Em um cálculo grosseiro foram 792 gerações. Se usarmos a média humana de uma geração a cada 25 anos, em termos de gente observamos uma experimento de 19.200 anos.

Uma mutação útil pode ter grandes efeitos em bem menos tempo. Uns 15.000 anos atrás começaram a surgir humanos com uma alteração genética que criou persistência da lactase, a enzima que ajuda na digestão do leite, e que na maioria das espécies deixa de ser produzida com o fim da infância.

Leite é um excelente alimento, completo, com muita energia mas se o adulto não tiver dor de estômago e outros incômodos, ele vai jogar o filhote longe e mamar na fêmea: para a preservação da espécie isso é ruim. No nosso caso as fêmeas provavelmente deram um chega pra lá, algum desocupado descobriu que vacas e cabras eram mais tranquilas, e começamos a domesticar esses animais, tendo uma fonte de alimento no quintal, sem precisar caçar e sem estragar depois de alguns dias (se não tirar da vaca).

Até hoje há populações inteiras que não ganharam esse gene, orientais e índios por exemplo.

Isso tudo em um piscar de olhos em termos evolucionários. Para nós, poder sobreviver ao inverno com queijo e sorvete. Para as bactérias, suportar um ambiente absolutamente mortal para seus ancestrais.

Você eu não sei mas acho isso muito mais bonito e elegante do que fazer gente de costelas.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • Atrollando Natuacara

    “Leite é um excelente alimento, completo, com muita energia mas se o adulto não tiver dor de estômago e outros incômodos, ele vai jogar o filhote longe e mamar na fêmea: para a preservação da espécie isso é ruim. No nosso caso as fêmeas provavelmente deram um chega pra lá,…”

    Hummmnnnn… Vamos então observar como as glândula mamária humana irá evoluir…

    • É realmente uma senhora evolução.

      • Carl Segão

        É realmente uma senhora evolução da senhora…

        • vdd

        • ô essas 4 amostras de evolução na minha humilde residência…

        • Meninão Bobo

          É realmente uma senhora evolução.

    • Rolando

      Um grande viva para a evolução.

    • HomeroGamer-BanidodoMB

      Ok, evolução venceu o criacionismo nessa imagem.

    • Reinaldo Matos

      “A minhoca que nasce com uma mutação bioluminescente nas costas escrito ‘ME COMA’ tende a não se reproduzir”

      Neste caso, essa mutação funcionaria que é uma beleza…

  • Fabio Esteves

    Lindo.

  • lordtux

    Cara, que video lindo.

  • Manoel

    Esse vídeo, sério, fiquei maravilhado, incrédulo, com medo.

    :’)

    • Theuer

      Exatamente a mesma sequência aqui!
      Sem mais.

  • Experimento simples, bonito e, imagino, extremamente barato de realizar. O pessoal de Harvard está de parabéns.

    • Jonatas

      Se fosse no Brasil não iria ser extremamente barato, depois que passaram a reter receita pra antibiótico, agora são caríssimos.

      • E além do mais, boa parte do dinheiro da universidade foi gasta para fazer simpósio sobre criacionismo.

    • Theuer

      Pois é!
      Eu ia falar sobre o porquê de não terem feito isso antes e tal, mas aí comecei pensar sobre biosegurança e praticamente perdi o sono!
      Tem noção do monstro que sai no resultado final de uma experiência dessa?! Não a E.Coli, mas o que mais puderem colocar lá para “treinar”.

      • Wallacy

        Mas isso já foi feito antes, várias vezes inclusive… Não achei agora, mas já vi numa versão que parece aqueles vídeos da NASA dos anos 60 com aquela narração de excêntrica.

        E sim, é assim que se desenvolve armas biológicas. Uma das formas simples é claro.

    • Daniel Silva

      aqueles 35 pacientes de hemodialise que passaram mal na Bahia e um morreu, ocorreu pela falta destes testes, cada palquinha hije esta custando 3,50 (menos que uma cerveja) são necessária 2 por dia, a compra minima é 100 unidade. o corpo humano tolera até 100 ufc nas água de hemodialise, demora se em media 10 dias para uma contagem de 3 ufc se tornar superior a 100, segundo o laudo a água estava contaminada a pergunta é como uma clinica de hemodialise fica 10 dias sem fazer uma analise que custa 7 reais por dia (o custo mensal é 210) particularmente não é caro, mas na maioria dos casos nos setores de microbiologia e química os gerentes ou “chefes” não é pessoa da areá e manda economizar sem dó. (não é caro, e se vc compra o meio de cultura separado da placa vc ompra 1 KG por menos de 200,00, tirando o custo da estufa, e a câmera, este experimento não custou 300 reais (fazer a esterilização de uma placa deste tamanho deve ter sido caro) os estudantes de química de algumas universidades, estão selecionando os micro-organismo ideais para o álcool de segunda safra usando potes de conserva (na matéria que vi, não gostei muito do que vi, eles estão testando em 1 sentido somente se fosse eu faria 9 replicata ) o setor de química no brasil é mio jogado algumas coisa são caras mas algumas da para fazer (mas as pessoas não fazem)

  • O mais bacana (e assustador) é que demorou muito mais para resistirem ao antibiotico do que para resistir a concentrações mais elevadas.

    • PugOfWar

      Só pq usaram o mesmo antibiótico, se fossem camadas com antibióticos diferentes aí sim ia sair a superbactéria, “I wanna play a game”

  • Paulo Teixeira

    Um adendo, sendo que em diversos artigos o Cardoso dá uma distorcida no conceito de seleção natural. Seleção natural é aquilo que de alguma forma favorece a reprodução de uma prole.
    Já li textos que sugerem que a seleção natural favorece “os mais fortes e/ou os mais espertos”, esse último sempre recorrente quando ele discorre sobre vacinação.

    Exemplo clássico é a anemia falciforme, o portador da doença tem menos disposição (é anemia afinal), mas ele é mais resistente à malária por exemplo.
    Enquanto o pessoal saudável e teoricamente bem adaptado morre de malária, o indivíduo com anemia sobrevive, se reproduz e passa sua condição pra frente.

    • abraaocaldas

      Tem algum exemplo de onde ele distorce o conceito?

    • Err… mas em que Universo você ser resistente a uma doença é ser menos adaptado do que quem não é? E curioso você reclamar de uma interpretação errônea que eu CORRIJO no próprio texto.

    • bruno miranda

      No segundo paragráfo do texto do link abaixo o próprio autor comenta sobre essa distorção.

      http://meiobit.com/351273/harvard-technion-presencie-evolucao-em-acao-numa-mega-placa-de-petri-cheia-de-bacterias-e-coli/

    • Junior Capitanio

      não sei bem ao certo, mas acontece muito com genes proximos na cadeia cromossomica, normalmente uma mutação se dá em um trecho da cadeia cromossomica e as vezes, acaba afetando mais de um gene, as vezes dando vantagens multiplas, desvantagens multiplas ou vantagens e desvantagens na mesma mutação.

  • Vídeo que indica que um dia, os antibióticos não servirão para mais nada.

    Dica: este dia não está tão longe.

    • Um Estranho No Ninho

      É assustador pensar nisso, e eles utilizaram o mesmo antibiótico em todas as faixas, caso usassem vários, poderiam literalmente criar uma “superbactéria” resistente à vários antibióticos, bizarro…

  • Jonatas

    Vendo esse vídeo, fiquei com medo, o povo fala sobre o apocalipse antibiótico em 2030 a 2050, quando os antibióticos não farão mais efeito(visto que não são criados novos) e os humanos morrerão por pequenos procedimentos cirúrgicos ou uma gripe mais forte.

    • Ivan

      Antibiotico não serve pra gripe e pra nenhum outro virus.

      • Luiz

        Claro, e voce é um especialista em microbiotica.

        • Ivan

          não precisa ser especialista em microbiologia, só saber o basico de biologia, ou se quiser saber google it.

        • Vinicius Silva

          Pra que esse ad hominem, rapaz? Foi falta de um argumento de verdade?
          De qualquer forma, ele está certo, antibiótico não tem nada a ver com vírus, é usado para combater infecções bacterianas.

        • Um Estranho No Ninho

          Antibiótico, do grego anti (contra) + biotikos (ser vivo), literalmente “contra um ser vivo”
          Bactérias são seres vivos, vírus não são
          Obrigado…

  • Theuer

    Cardoso, a pesquisa é tão completamente maravilhosa como ridiculamente simples!
    Isso quer dizer descaradamente que qualquer maluco desocupado por aí pode ter esses Ginásios de Treinamento de Poketérias evoluindo para o nível Arma Bacteriológica?
    É isso mesmo?

    • Wallacy

      Ágar-agar é barato e fácil de encontrar inclusive. Tem no supermercado.

      • Marcogro®

        Não dá ideia, rapaz…

      • Theuer

        Sim, até em gelatina normal dá para brincar legal de placa de Petri.

    • Daniel Silva

      eu pensei o quão idiota os caras do 1.s.i.s são, eles deveriam ter pegado o vírus do ebola levado para dentro dos eua, e tentado evoluir ele ai depois espalharia ele, se eu fosse terrorista eu não iria lutar por meio detonação de artefatos e sim pela contaminação, por exemplo eles poderiam atacar a economia levando doenças para os animais e culturas (mas são muito burros).

      • Salles Magalhaes

        Nao de ideia…

      • abraaocaldas

        Ah sim… porque laboratório de biosegurança nível 4 tá dando sopa por ai….

        • PugOfWar

          Acho que segurança é a menor das preocupações, já que esses caras topam se explodir

          • abraaocaldas

            Sim, claro, mas a bomba normalmente não deve explodir antes de você chegar no alvo.

          • PugOfWar

            Se bobear eles aceitam até serem contaminados pra literalmente espalhar o caos.

        • Theuer

          Acho que o cara deu uma confundida entre bactéria e vírus. 🙂

        • Daniel Silva

          é so realizar uma viagem para africa, oque tem de defunto com ebola enterrado lá e mato.

    • kleber peters

      Ah sim… e a E. Coli você encontra na pharmácia da esquina… simples assim. No mínimo você teria que ir buscar numa latrina da Etiópia, Somália ou Vietnamistão™.

      • Um amigo biólogo certo dia me disse, que se eu quisesse causar um grande problema pra alguém, bastava:

        1. Pegar um cotonete
        2. Esfrega-lo nos cantos dos lugares mais sujos que eu encontrar
        3. Submergir na clara de ovo dentro de um recipiente fechado.
        4. Esperar ao menos 1 semana.
        5. Passar o cotonete em algum lugar que entraria no organismo desse alguém. (Copo descartável, Talheres, etc)

        Não que eu queira ensinar isso pra alguém, de forma alguma. Mas ele disse que isso seria o suficiente pra levar a vítima ao hospital.

        Bom, o que eu queria dizer é que não precisa ser necessariamente a E.Coli. O sujeito pode fazer com qualquer uma (ou milhares delas).

        • Não que eu queira usar isso em alguém, de forma alguma. Mas muito obrigado pela informação.

        • Meninão Bobo

          Vou fazer isso e testar em mim antes de sair causando…. se cuidem pessoal que eu não gostooo se cuidemmmmmm!!!

        • Marcelo Santos

          Sei não, tinha uma bióloga aqui que era especialista em fungos, justamente porque bactérias eram dificeis de cultivar, “piores que bebês” segundo ela.

      • Theuer

        “Vietnamistão™”
        Épico!

  • Tejobr

    Excelente simulação do motivo pelo qual o pessoal de esquerda chega atrasado. Esperando a maioria.

  • Alvaro Carneiro

    – “Você eu não sei mas acho isso muito mais bonito e elegante do que fazer gente de costelas.”

  • Marcogro®

    Não sei se encaixa aqui, mas o aquecimento global traz o risco de uma grande infecção por bactérias que estavam inativas, congeladas no corpo de animais enterrados na tundra. Com o derretimento da tundra, essas bactérias voltam a vida saindo de estado letárgico a um estado menos resistente, mas que dá aos micróbios mais mobilidade… Esses micróbios estariam imunes aos antibióticos atuais?

    • Ivan

      Não, os imunes seriam justamente os que convivem com os antibioticos, por isso as super bacterias surgem em hospitais e uso indiscriminado de antibioticos gera tbm super bacterias.

      • Marcogro®

        Então essas bactérias que podem surgir com o descongelamento podem ser combatidas de forma relativamente fácil?

        • Ivan

          Ai não sei dizer elas por serem um tipo diferente do que estamos acostumados podem ser naturalmente resistente aos antibioticos que temos, do mesmo modo que existem tipos de antibioticos para tipos de bacterias.

          • Marcogro®

            Aí que tá… Elas nunca foram expostas a antibióticos, tô super curioso de saber se isso facilitaria ou não o combate a elas.

          • Ivan

            Pela logica seriam mais fracas a esses antibioticos, afinal não criaram resistencia a eles, o problema que nem nos temos resistencia a eles, igual quando europeus chegaram na america, mataram mais pelas doenças do que por massacres.

        • James Ocelot

          No começo sim mais depois elas vão se adaptar ao antibiótico!

        • PugOfWar

          Provavelmente elas não teriam resistência ao antibiótico, mas nós também não teríamos resistência a elas, ganha quem for mais rápido

          • kleber peters

            Mais ou menos isto. Estas bactérias, apesar de congeladas e inativas, foram estudadas já. Os antibióticos aniquilariam elas (desde que tomado até depois de parar de escorrer ranho).

      • Luís Eduardo

        Bom, não surgem apenas nos hospitais. Na verdade, os maiores culpados pela resistência são os criadores de porcos na China, de gado nos EUA e de frangos no mundo inteiro…

  • Poxa que método excelente para se criar armas biológicas!

  • HomeroGamer-BanidodoMB

    Resumindo meu pensamento pra não precisar de uma bíblia.

    Espetacular.

  • Wallacy

    Estava pensando, esse experimento também ajuda explicar as vacinas…

    Se a primeira barreira fosse a de 1.000 vezes, provavelmente nenhuma bactéria iria transpôr, mas ao colocar doses crescentes, deu “tempo” do sistema se adaptar até o nível 1.000. De forma análoga um vírus ou bactéria inativa ou apenas enfraquecida leva a nosso sistema imunológico a se adaptar (após um certo tempo) a uma gama enorme de vírus/bactérias com características similares no modo “Full Power”.

    É um jogo de duas vias, e por enquanto estamos ganhando… Por enquanto!

    • “Se a primeira barreira fosse a de 1.000 vezes”

      Que bom que disso isso! Acredite se quiser, aprendi nos comentários do vídeo no YouTube que eles fizeram esse experimento de colocar a 1a barreira de 1000, e apesar de ter demorado mais, eles conseguiram quebrar a barreira tambem. Vou ver se consigo baixar o paper e edito aqui com mais detalhes.

      Edit: Consegui!
      E eu estava errado, e você tinha razão. As bactérias não conseguiram se adaptar quando a mudança foi muito drastica.

      http://science.sciencemag.org.ezproxy.mdx.ac.uk/content/353/6304/1147.full.pdf+html

      • Wallacy

        Veja que apesar deles não terem conseguido fazer o experimento com barreiras com concertação mais elevadas, tecnicamente falando ainda é possível uma bactéria se adaptar diretamente a concentração de x1000 ou mais, só é menos provável, eles teriam que repetir milhões de vezes por sabe-se lá quanto tempo. A possibilidade existe de qualquer forma.

        É um experimento incrível de fato. Parabéns aos autores.

  • Salles Magalhaes

    Acho interessante tambem os algoritmos (algoritmos evolutivos, algoritmos geneticos, etc) que sao desenvolvidos para resolver problemas simulando um processo de evolucao. Tais algoritmos criam uma populacao de solucoes parciais para o problema e simula um processo de evolucao onde a cada geracao as solucoes passam por processos de cruzamento, mutacao, selecao, etc. e, com isso, cada vez temos uma populacao mais evoluida (onde as solucoes resolvem melhor o problema). Tais algoritmos sao muito utilizados principalmente para a solucao de problemas dificeis de serem resolvidos.

    • Ivan

      Já vi isso aplicado a modelos de avião, de um mestrando do ITA para desenvolver um melhor aeromodelo.

    • Rodrigo M

      É bem legal mesmo. Brinquei com isso na aulas de IA. Fiz um algoritmo Genético para resolver o problema do cacheiro viajante.

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Problema_do_caixeiro-viajante

  • Salles Magalhaes

    A proposito, o que explica a existencia desses comentadores de portais? (sera que isso ocorre porque os portais sao recentes demais e nao houve tempo da selecao natural os eliminar?)

    • No mínimo, a panspermia. Vai saber de onde veio essa gente….

      • kleber peters

        Idiocracia se baseia na panspermia… e não adianta fugir para as montanhas.

    • PugOfWar

      Assista idiocracia, é a melhor explicação que vi até hj

      • Ivan

        E só vai piorar.

      • Concordo e recomendo também, excelente documentário.

  • Luiz

    “molécula que achei” Isso foi proposital não foi?

  • PugOfWar

    Espero que no final o cara tenha tacado fogo em tudo, a menos que algum mutante também desenvolva resistência a fogo, aí nem correndo para as colinas.

  • Que vídeo animador para assistir quando o cara está lutando há um mês contra uma porcaria de bactéria na garganta.
    Fui ao médico, fiz um ciclo de tratamento com Amoxicilina + Clavulanato de Potássio.
    Quando achei que tinha me livrado… A bactéria parece ser do tipo E. Norris.
    Estou tomando injeções de Triaxin agora. E a médica disse que é normal, que especialmente neste invernos, está “complicado” lidar com essas bactérias. “Benzetacil? É coisa da tua infância. Não funciona mais hoje em dia…” – “E eu já tinha te dado um antibiótico potente. Amoxicilina, sem o Clavulanato já não funciona…”
    Assustador.

    • Ivan

      Semana retrasada estava com uma forte infecção na garganta, tomei Benzetacil e mais uma injeção que não lembro, 2 dias depois da injeção melhorou bem, não lembro o nome do remedio.

      • Jean

        benzetacil é uma porrada, tomou fica bom. Admirado aí de não ter resolvido para o cara da garganta fudida ( desculpe, não resisti )

        • infecção gozada essa né? resistente…

        • Roberto José Romano Jr.

          Benzetacil, ou qualquer penicilina (B ou G) hoje, só são eficazes contra sífilis, e mesmo assim na dose correta. A grande maioria das bactérias que eram sensíveis a ela adquiriram resistência pela seleção.

    • tenfelipe

      Amigo, uma dica: se na embalagem tiver a imagem abaixo, não coma.

    • Helvio_Mota

      O nome da bactéria é… NORRIS? Amigo, me desculpe, mas cê tá phudido…

      • Thiago

        • Helvio_Mota

          Obrigado. Como biólogo eu sou um bom engenheiro.

    • Meninão Bobo

      Ja vá fazendo seu testamento… Não querendo te desanimar mas boa sorte…

  • Felipe Braz

    A m*** nisso tudo é que se livrar de uma bactéria é fácil, difícil é fazer isso sem se livrar do hospedeiro junto.

  • Saulo Dutra de Oliveira

    “Evolução, pra começo de conversa, não se propõe a explicar a Origem da Vida”, dai você acaba com “Você eu não sei mas acho isso muito mais bonito e elegante do que fazer gente de costelas”.
    Necessitamos uma evolução deste pensamento de um ou outro, já pensou em criacionismo aliado a evolucionismo? E se os dois estão certos? E se os primeiros seres foram criados e estão evoluindo exatamente como provou Darwin?

    • The xD

      A questão é, a evolução já foi verificada como verdadeira das mais diversas maneiras, com registros fósseis, análises de DNA, experimentos em laboratório como o mostrado na matéria, etc, já faz tempo que a evolução já se consolidou como teoria, a evolução é um fato, realmente ocorre.

      Sobre os primeiros seres, há algumas hipóteses e experimentos que explicam como os primeiros seres surgiram. Os aminoácidos podem ter vindo por cometas, podem ter surgido nas fumarolas, podem ter vindo de ambos. Um dos experimentos mais famosos foi a experiência de Urey e Miller, esta recriava as condições da Terra da época quando os primeiros seres vivos surgiram, e em pouco tempo, como resultado foram aminoácidos, moléculas essenciais para a vida.

      Já do lado do criacionismo, existem uma grande quantidade de vertentes, já que cada religião tem a sua própria versão, e cada religião pode apresentar mais vertentes ainda. No cristianismo há quem acredita que o que está na bíblia é verdade e ponto, os um pouco menos radicais ao menos consideram que o que está relatado como dias pode ter sido na verdade milhares ou milhões de anos, há os que aceitam que a evolução tenha ocorrido em menor grau. Apesar de todas essas vertentes, nenhuma apresenta NENHUMA evidência que ao menos coloque o criacionismo como hipótese, fora que com os dados atuais uma boa parte dessas vertentes se mostram furadas. Qualquer hipótese científica tem de ser falseável, ou seja, apresentar alguma forma de verificar se ela é de fato verdadeira ou falsa, só aí o criacionismo já cai por terra.

      A ciência trabalha com evidências e fatos, simplesmente não há nenhuma forma de verificar se existe algum ser superior ou não, logo a ciência é neutra nesse ponto. Além disso, colocar a hipótese de “foi deus que quis assim” simplesmente engessa a ciência, já que tudo pode ser respondido com essa pergunta, mas não gera nenhum avanço.

      • kleber peters

        Bom… eu vejo que a ciência busca explicar o como. Nisto a religião falha miseravelmente. Já a religião visa explicar o porquê. Nisto penso que a ciência falha miseravelmente. Então se ficar cada um no seu quadrado, sem problemas. Em tempo, cursei Ciências Biológicas. Darwin rules.

        • Um Estranho No Ninho

          O papel de explicar o “como” é da ciência, o papel de explicar o “porquê” é da metafísica, e o papel de refutar a metafísica é do niilismo/existencialismo, temos que aceitar que apenas existimos, não existe essência do ser, a existência precede a essência, costumamos acreditar que exista algo além da física (metafísica) e que explique o “porquê” da vida porque é cômodo pensar que somos especiais e tudo tem uma razão, mas a razão é óbvia, me questiono em que cenário surgiu a dúvida sobre a razão da vida, certamente não foi da experiência, certamente não do mundo que temos diante de nossos olhos. Essa é uma questão metafísica despropositada, pois se trata de algo que em nenhuma circunstância poderia ser solucionado pela observação do mundo físico, e isso pode ser ilustrado pelo simples fato de que a observação do mundo físico feita pela biologia moderna, apesar de explicar perfeitamente bem como a vida funciona, não é aceita como resposta para essa questão. Senão, vejamos: observamos um espermatozoide e um óvulo fundirem-se; vemos as células multiplicando-se; vemos todas as etapas envolvidas na formação de outro organismo; vemos a vida acontecer bem diante de nossos olhos; tudo está perfeitamente claro. Mesmo assim, continuamos insistindo na crença de que há algo “por detrás” dessa realidade, um algo que é mais importante que a própria realidade. A ciência não pode responder a questão da “razão de ser” da vida porque esse modo de conceber a vida não corresponde à realidade. Seria o mesmo que pedir que a ciência respondesse onde ficam os dragões alados que vimos após consumir alucinógenos. Criamos questões que têm respostas tão óbvias e buscamos as respostas mais absurdas ao invés de aceitar o que está bem debaixo de nossos narizes.

          OBS: Algumas partes foram retiradas do texto “Niilismo” de André Cancian…

  • rbsouto

    Eu espero que eles tenham incinerado essas bactérias do demônio dentro de um vulcão depois da experiência.

  • Allan.’.

    “cientistas viram que isso era bom” kkkk

  • Mirai Densetsu

    Imagino que as pessoas que não tem essa mutação hoje em dia passam sérias dificuldades, já que intolerância a lactose a priva de boa parte da culinária.

  • Goodtimes

    E é por isso que o Lifebuoy só mata 99,9% das bactérias.

  • Carlos José Da Costa

    E depois de as bactérias terem evoluído…. continuam sendo bactérias, as mesmas bactérias.
    Então não vimos evolução, vimos microevolução. Isso sim acontece todo o tempo.
    E como tem sorte essas bactérias de sempre terem mais mutações benéficas do que maléficas no momento acerto e a potno de não se aniquilarem no novo ambiente.
    Esse DNA é muito inteligente.

  • Cardoso, vi em uma palestra da embrapa que ruminantes, no caso a vaca, tem evolução para soltar gases somente pelo sistema respiratório e não por flatulência, pois as vacas que tinham o peido barulhento atraiam mais predadores, sobrando as mais “contidas” para reprodução, até chegar nas vacas atuais que não soltam pum…

    • Junior Capitanio

      eu nunca vi essa palestra da embrapa, e longe de mim duvidar dos caras, mas as vacas modernas peidam sim, não muito mas peidam, e arrotam pra caralho, mas isso tem uma explicação bastante mais simples, os ruminantes possuem uma serie de estomagos bilogicos, sao bacterias em atividade quebrabdo fibra e consequentemente liberando gas, o intestino é apenas para a absorção de nutrientes e pode, eventualmente, como os seres humanos estar com a flora intestinal desregulada e peidar, mas não e o normal. e eu nao acredito que barulho de peido seja um chaamariz para predadores para um animal tão grande, um peido de uma vaca pra ser ouvido e rpreciso estar perto, e se o predador esta perto com certeza ja notou a vaca a horas.
      Conheci muita gente empraba, gente boa e competente, mas tem uns que pra min não servem nem pra peao de roça, imagine dar palestra.

  • Andre

    “Você eu não sei mas acho isso muito mais bonito e elegante do que fazer gente de costelas”

    Perae, fazer uma mulher de uma costela requer um dom artistico muito refinado sendo assim é muito mais elegante que a evolução onde temos um processo de tentativa e erro. Sobre o bonito não posso comentar pois não existem fotos documentadas da Eva.

  • O legal é que foi inspirado em um letreiro do filme Contagion

    http://www.sciencemag.org/news/2011/09/dont-call-it-viral-marketing-story-behind-contagions-microbial-billboard

  • Importante lembrar que as bactérias que chegaram na última faixa primeiro não são as mais resistentes! Elas só deram sorte de achar o caminho com menos concentração antibiótico, As bactérias realmente mais resistentes estão batalhando lá atras para realmente ficar imune a alta concentração.

    “What we saw suggests that evolution is not always led by the most resistant mutants,” Baym said. “Sometimes it favors the first to get there. The strongest mutants are, in fact, often moving behind more vulnerable strains. Who gets there first may be predicated on proximity rather than mutation strength.”

    https://hms.harvard.edu/news/bugs-screen

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