Analista que não conhece muito iPad diz que Microsoft pode vender US$ 2,5 bi em Office para iPad

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Vendo apenas os números brutos a análise de Adam Holt, da Morgan Stanley faz sentido. Ele projetou que se a Microsoft lançar uma versão do Office para ipad, coisa aliás que ela VAI fazer em algum momento, poderia angariar 30% dos usuários da plataforma.

Em 2014 isso representaria 200 miilhões de usuários. É uma meta viável? Eu acho que sim. Estatisticamente ninguém tem Mac, comparado com quem tem Windows. O Pages é excelente mas faz muito mais sentido, inclusive do ponto de vista corporativo, diminuir o número de fornecedores. Duas aplicações do mesmo fabricante têm mais chance de dar menos problema entre si.

O problema aqui é que o Adam Holt puxou de onde o Sol não brilha uma estimativa de US$60,00 por licença. EU SEI que é barato comparado com a licença desktop, mas tablets não são desktops. Essa lição já deveria ter sido aprendida. O usuário de tablet não tem a mesma percepção de valor que o do desktop. Ele NÂO vai pagar US$60 por uma Office, ainda mais com um iWork custando US$30,00.

A própria discussão pode ser acadêmica, com a Microsoft investindo pesado no Office 365 e vendendo portabilidade como fator de decisão de compra, mas se o grosso das vendas do Office migrarem para tablets, a Microsoft VAI ter que meter a faca nos preços, a menos que emplaque o Surface Pro e outros ultrablets (você leu primeiro aqui) semelhantes, já que o consumidor os enxerga como computadores “de verdade” e portanto seus softwares podem ter preços “de verdade”.

Fonte: ATD

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Ótima: “ultrablets (você leu primeiro aqui)”

  • Eu compro três aplicações de R$ 5,99 seguidas em um minuto, mas se for para comprar uma que custe mais de R$ 9,99 já fico com o pé atrás e penso bastante. É natural já. Sei de todas as implicações, sei dos motivos, entendo porque faço, mas é como tentar me convencer que aquela barata foi criada em laboratório, que é mais limpa que o hambúrguer do Bob’s e mais saudável, pura proteína sem gordura. Não rola.

  • Well Dias

    “mas tablets não são desktops”. Concordo, tablets é um mercado novo, paralelo ao desktop. Então aquela vantagem que o Office tem no desktop, que é de ser o único e popular a ponto de ninguém querer outra coisa, não existe no tablets. As pessoas que usam iPad, ou tablet Android, já estão se virando com outras alternativas, e isto fez do Office desnecessário. Então, a Microsoft vai ter que usar a estratégia de vender barato para vender bem se ela quiser que o Office se torne indispensável.

  • A versão que a Microsoft queria lançar era a por assinatura (você paga ela e utiliza em quantas plataformas quiser). Mas como a Apple estava querendo a sua parte até nisso (30% do valor das assinaturas), a Microsoft acabou recuando (que eu me lembre a polêmica começou no SkyDrive). Quem quiser usar o Office no iPad, que use a versão WEB.

  • André Kittler

    A Microsoft não quer vender Office mais. Nem no desktop.
    SE lançarem – e não deveria lançar, isso seria efetivamente matar a unica vantagem que um tablet com Windows RT fornece, e se matar de vez nesse mercado… será assinatura. Inclusa no Office 365, e necessita de algum acordo melhor com a Apple pois 30% não vai rolar.