Em 10 anos teremos gráficos realistas, diz IL&M

dori_star_06.08.12

Por mais que eu tente, não consigo me lembrar quando foi a primeira vez que ouvi alguém dizer que não demoraria muito para vermos jogos com gráficos realista, mas sei que isso foi a há muito, muito tempo. Acontece que por mais que essa área tenha evoluído imensamente nos últimos anos, ainda estamos longe de ver imagens que nos façam confundir um jogo com a realidade, mesmo que as animações de um Heavy Rain ou L.A. Noire sejam bastante impressionantes.

Confesso que ainda tenho certas dúvidas se um dia teremos gráficos fotorealistas, mas para Kim Libreri, supervisor de efeitos visuais na Industrial Light & Magic, empresa que está ajudando a LucasArts a criar o Star Wars 1313, dentro de uma década este objetivo será alcançado.

Estamos num período interessante, porque com o hardware moderno dos computadores será difícil apontar a diferença entre o que é interativo e renderizado em tempo real, e algo que tenha sido feito para um programa de TV animado ou mesmo algo em live action.

Uma década a partir de agora, tenha certeza… Estamos chegando ao ponto onde igualamos a qualidade dos filmes animados de sete ou oito anos atrás e daqui há dez anos os jogos serão indistinguíveis da realidade.

Volto a dizer, será? Essa promessa tem sido feita há tanto tempo que prefiro não criar expectativas, aproveitando o que temos de gráficos atualmente e se um dia chegarmos a tal nível, ok. De qualquer forma, ainda defendo a ideia de que uma boa direção artística é muito mais importante do que realismo e para provar isso, estão aí jogos como Okami, Super Mario Galaxy, Journey

[via VG247]

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Eu nem faço questão de hiper-realismo fotográfico. Para mim bastam que as animações alcancem a “naturalidade”, onde a transição de uma animação para a outra seja suave e sem trancos, a animação não seja robótica e não se perceba “juntas” faciais (como a boca parecer a de um fantoche de ventríloquo, quando se mexe). Só isso já seria o suficiente para eu dizer “pronto, não precisa melhorar mais” 🙂

    • Mas você já viu o L.A. Noire? Acho bastante convincente as animações faciais.

      • Comprei no Steam, mas ainda não joguei. Um tipo de reclamação que eu li e ouvi bastante do jogo é o que a animação facial não condiz com a corporal. Onde uma é perfeita nos mínimos detalhes, a outra parece que economizaram esforços. E outra é o loop de animação do rosto da pessoa se contorcendo para indicar se ela está nervosa, mentindo ou sendo sincera. Mas, como falei, não vi em primeira mão… ainda 🙂

        • Também li as mesmas críticas, mas também não posso afirmar porque ainda não comecei a jogar.

  • O objetivo de se chegar ao hiper realismo é justamente o poder de criar qualquer coisa em cima disso. Na verdade é recriar a realidade. Isso, unido a tecnologia de imersão visual e de outros sentidos, a realidade se funde com o virtual e vice-versa. Quem assistiu o trailer de H+ sabe do que estou falando. A sua vida vira o seu próprio game.

  • Pingback: Produtor do Tekken sonha com a existência de um único console – Meio Bit()

  • Acho que a imersão total do personagem com os cenários também requer bastante atenção. Tem horas que chega a ser absurdo uma simples cadeira barrar a passagem de alguém em um game.