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Scanner de íris pode diferenciar usuários vivos e mortos

Um projeto da Universidade de Tecnologia de Vársóvia consegue diferenciar íris de vivos e mortos com uma eficácia de 99%, mas só algumas horas após a morte.

1 ano atrás

Um projeto da Universidade de Tecnologia de Vársóvia consegue diferenciar íris de vivos e mortos com uma eficácia de 99%, mas só algumas horas após a morte.

Arrancar o olho de uma pessoa para entrar em uma porta biométrica é um velho clichê de filmes B e livros de ficção científica, usado por exemplo no filme "O Demolidor" (não o do Daredevil, e sim aquele sci-fi do Stallone com o Wesley Snipes), mas com a tecnologia deste scanner de íris que pode diferenciar olhos de pessoas vivas ou mortas, isso já não seria mais tecnicamente possível. Ou será que não?

O scanner é uma criação de Mateusz Trokielewicz e sua equipe, da Universidade de Tecnologia de Vársóvia, na Polônia, que garantem que ele tem uma eficácia de 99%, mas infelizmente tamanha eficiência é válida só a partir de algumas horas depois da morte*. A inteligência artificial por trás do scanner foi testada com um banco de dados com imagens digitalizadas das íris de pessoas falecidas (com as fotos tiradas após a morte após intervalos variados).

Mas que banco de dados bizarro seria esse? É o Warsaw BioBase PostMortem Iris dataset, que reúne 574 imagens das íris de 17 pessoas, tiradas em intervalos de 5 horas a 34 dias de sua morte. As íris dos falecidos foram somadas 256 imagens de íris de pessoas vivas, feitas com a mesma câmera usada nos mortos e com um corte na íris para esconder os ganchos metálicos que mantém os olhos dos mortos abertos, assim o algoritmo não iria descobrir a diferença entre as íris por estes detalhes.

* É claro que tinha que ter uma pegadinha, e tem mesmo. O grande problema é que toda a eficiência do projeto, só aparece a partir de 16 horas depois de morto, nas íris com 5 horas, o algoritmo não conseguia identificar com tamanha precisão. Por conta disto, tenho que voltar atrás no que disse no primeiro parágrafo, a possibilidade de alguém arrancar o olho de alguém para entrar em uma porta protegida por biometria (ou abrir o olho de um morto para acessar seu celular, em uma hipótese menos sangrenta) pode efetivamente funcionar.

Saiba mais no Technology Review do MIT.

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