Home » Ciência » Biologia » A Pitoresca História da Cegonha Tagarela

A Pitoresca História da Cegonha Tagarela

Às vezes a ciência sai pela culatra, como no caso em que cientistas soltaram uma cegonha com um transmissor de celular para rastrear seu paradeiro…

24 semanas atrás

1064327240

Nos antigos documentários sobre vida selvagem nas manhãs de sábado na Globo sempre apareciam cientistas com rádios usados para rastrear animais, o que a gente não sabia é que eles só funcionavam por alguns dias, na melhor das hipóteses. E eram inviáveis para animais de menor porte.

Pedir pra um canário-anão carpado da Micronésia carregar um transmissor era forçar a amizade; aves principalmente eram rastreadas através de anilhas:

ibis-with-colour-bands_big

Os inconvenientes são muitos. Pra começar, só são úteis quando a ave é recapturada, quem a capturou entende o significado dos códigos e repassa a informação para a instituição que originou a pesquisa. Em caso de aves migratórias, não há como saber se ela foi devorada no caminho, e se parar em um país distante, corre o risco de virar almoço de alguém que está pouco se lixando pro valor científico da anilha.

Pra piorar, muitas vezes a ave está em fase de crescimento e a anilha estrangula a perna, gerando feridas horríveis e a perda do membro.

Hoje em dia com a miniaturização de componentes e baterias, existem alternativas bem melhores, como transmissores que utilizam a rede de celular e funcionam meses a fio, com ajuda de carregadores solares.

Uma ONG ecológica polonesa, EcoLogic, resolveu usar essa tecnologia para estudar o hábito migratórios das cegonhas, e prendeu um transmissor/GPS na ave capturada na cidade de Siedlce, Polônia Central, e acompanhou sua movimentação.

Ela voou mais de 6.000 km até o Sudão, quando então fincou pé e não saiu mais dos arredores de uma comunidade local. Não era o comportamento típico de uma cegonha, e logo a dura realidade caiu na cabeça dos ecologistas, ou mais precisamente, nos seus bolsos.

O tal transmissor tinha um SimCard. Alguém havia capturado a cegonha (cegonha se come?), achado o transmissor, retirado o chip, colocado num celular e usado. Foram mais de 20 horas de ligações em Roaming Internacional.

No final das contas a conta, que a ONG vai ter que bancar, ficou em US$ 2.700,00.

Da próxima vez melhor adestrar a cegonha pra mandar um telegrama.

Fonte: The News.

Leia mais sobre: , .

relacionados


Comentários