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O Momento Mais Kerbal da NASA

A NASA tem sucessos e fracassos excelentes, além de alguns bem constrangedores. Talvez o maior seja o primeiro vôo do Mercury-Redstone, um foguete que voou incríveis 10 cm e nem teve a decência de explodir.

4 anos atrás

Mercury-Redstone_4_July_19_launch_attempt_61-MR4-65

A NASA tem todo um histórico de sucessos e fracassos espetaculares, mas também tem seus micos. Um deles foi o primeiro lançamento do Mercury-Redstone, o foguete que levaria Alan Shepard ao espaço, no dia 5 de maio de 1961.

Era um teste não-tripulado, e tecnicamente o foguete decolou, percorrendo a incrível distância de 10 centímetros.

O que aconteceu: dois cabos de controle deveriam ser rompidos quando o foguete decolasse, mas um deles era grande demais. Ele se rompeu 29 milissegundos depois do outro, tempo suficiente para induzir uma carga estática no circuito que cortaria o combustível quando o foguete atingisse a altitude correta. Com isso o foguete deu só um pulinho, o motor apagou e ele pousou de volta.

Os problemas não acabaram aí. O corte do combustível aciona automaticamente a ejeção da torre de escape, que leva a cápsula para longe em caso de falha catastrófica. A torre voou longe e depois de atingir 1.200 metros de altitude, caiu a 370 metros da plataforma.

O pára-quedas principal é acionado pela ejeção da torre e por pressão, abaixo de 3.000 pés. 25 metros é abaixo de 3.000 pés então PLOFT o pára-quedas principal foi ejetado. Só que os sensores não detectaram pressão nos cordames, sinal de que o principal falhou. PLOFT secundário acionado.

A cápsula Mercury só não foi separada por causa do acelerômetro, que a ejetaria quando a aceleração chegasse a zero, mas com o bicho de pé na plataforma, a aceleração era de 1 G.

Agora a NASA tinha um problema. 1.200 kg de foguete e combustível e oxidante, cargas explosivas de autodestruição e tudo mais, além de dois pára-quedas que podiam ser levados pelo vento e derrubar o foguete.

Idéias foram dadas, como atirar com fuzis para furar os tanques e aliviar a pressão. Felizmente o consenso foi não fazer nada, esperar até o dia seguinte quando as baterias teriam arriado e o oxigênio líquido evaporado.

No final tudo deu certo, a cápsula foi aproveitada e voou de novo, bem mais que 10 cm. O foguete foi recondicionado mas colocado de reserva, e nunca mais quebrou seu recorde de altitude. O fiasco todo pode ser visto… aqui:


vogonford — Mercury-Redstone 1 Launch failure (MR-1)

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