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Destino: Extinção – Grandes nomes abandonando gravadoras

O Mercado pode ser bem cruel para quem acredita ser intocável e que seu modelo de negócios durará para sempre. Foi assim com o acendedor de lampiões, foi assim com

11 anos atrás

meiobit-madonna.jpgO Mercado pode ser bem cruel para quem acredita ser intocável e que seu modelo de negócios durará para sempre. Foi assim com o acendedor de lampiões, foi assim com o fabricante de carroças, está sendo assim para as gravadoras e grandes estúdios musicais.

Essenciais no passado, hoje eles são pouco mais que um estorvo, ameaçando sua própria clientela, prendendo artistas a contratos draconianos e escolhendo o que será e o que não será sucesso. Seu grande trunfo, a capilaridade dos meios de distribuição hoje é irrelevante. Baixar uma música direto para seu iPod é muito, muito mais prático que sair de casa e visitar uma megastore. Por mais que a magia da “loja de discos” seja algo indiscutível, a praticidade supera a perda da experiência táctil.

Indiferentes a isso, as gravadoras e os estúdios de Hollywood sabotaram e adiaram até não poder mais sua entrada no mundo digital. Só que o resto do mundo não parou. E artistas (tirando o Ozzy) não são retardados. Eles gostam de dinheiro, gostam de respeito. E se uma coisa pode ser dita das gravadoras é que sua arrogância é democrática. Atinge desde a banda iniciante até o popstar.

Resultado?

Bandas como o RadioHead abandonam gravadoras e apostam na distribuição direta. Semana passada, foi o Nine Inch Nails.

Agora, Oasis e Jamiroquai seguiram o mesmo caminho.

A paulada principal? Ninguém menos que MADONNA.

A Garota Materialista abandonou a gravadora e fechou um contrato de US$120 milhões com a Live Nation, uma empresa especializada em promoção de shows. Eles irão promover turnês, licenciar o nome da cantora, vender merchandising E distribuir 3 álbuns. Não é download (ainda) direto, como o caso do RadioHead, mas é uma mensagem bem clara:

Não precisamos mais de gravadoras.

Não é um caso de comodismo, não é um caso de um DVD tornando um VHS obsoleto. As gravadoras são as telefonistas, as empresas que alugavam telefones. Tiveram sua utilidade, mas hoje não precisam mais existir.

As bandas novas hoje contam com muito, muito mais recursos para divulgar seu trabalho. Não precisam mais mendigar espaço implorando por 10 minutos com um executivo de gravadora. O Last.fm e tantos outros estão aí pra isso.

O mais irônico disso tudo é que as gravadoras foram tão gananciosas e tão antipáticas que conseguiram irritar suas estrelas. A Revolução desta vez começou no Palácio.

Fonte: TechCrunch

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