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O Governo Brasileiro está cheio de pragas

Por: em 24/06/10 na(s) categoria(s): Internet, Meio Bit, Segurança


Calma, esse não é um daqueles artigos políticos oportunistas em véspera de eleição, feitos para promover este ou aquele candidato com argumentos duvidosos e repetitivos. Lembre-se, este é um blog de tecnologia (e eu, particularmente, detesto esse tipo de abordagem).

Diversos sites do Governo estão infestados por SPAM e malware. A descoberta foi da empresa de segurança Sucuri Security, que publicou em seu blog com detalhes e, obviamente, aproveitou pra “oferecer ajuda”. Os sites sofreram algum tipo de ataque para que disponibilizassem conteúdo e links para sites que vendem remédio para impotência, em sua maioria. Em alguns deles houve até penalização pelo Google por SPAM e malware.

Não é uma falha, é uma cratera

O interessante nesse caso é a diversidade de sites e órgãos invadidos, o que leva a crer que uma determinada falha explorada está presente em diversos setores, órgãos e empresas do Governo Brasileiro, fazendo com que a exposição seja gigantesca.

Ainda não houve nenhum relato de roubo de dados ou coisa parecida, apenas de injeção de conteúdo (um ataque comum que eu já vi acontecer tanto em falhas de CMS como de servidores).

Resultados de uma busca feita no Google pelo termo "viagra"

O principal objetivo desses ataques é o SPAM, criando-se conteúdo de um determinado produto ou serviço e apontando links para os sites que vendam o tal produto. Isso faz com que o site destino receba “link juice” e apareça melhor em resultados de busca. O resultado é muito eficaz, mas dura pouco, pois os mecanismos de busca descobrem e acabam banindo esses sites, que surgem novamente com outro nome, domínio e servidores diferentes. Um círculo vicioso infinito.

Dificuldade de detecção

Infelizmente, é difícil detectar conteúdo injetado, a menos que seja muito óbvio, mudando a página principal do site, por exemplo. Apenas com monitoramento constante do site, com ferramentas especializadas, é possível identificar e corrigir problemas como esse em curto espaço de tempo, o suficiente para não sofrer penalizações, não indexar conteúdo malicioso, não infectar usuários em caso de malware. A própria Sucir possui um malware scanner (limitado na versão free) que satisfaz para pequenos sites e blogs.

Por conta da dificuldade dessa detecção, os sites infectados estão ainda disponíveis, indexados e alguns bloqueados. Vale fazer um pequeno barulho para alertar o Governo sobre o problema e quem sabe fazer as empresas responsáveis darem um jeito de consertar. Se você tem algum contato, por favor, encaminhe esse texto.

Para saber quais sites estão com problemas, basta uma simples busca no Google por termos como: viagra, tramadol ou cialis e adicionando “inurl:gov.br” na query de busca. Você pode usar isso também para checar se algum site seu ou de sua responsabilidade, possui páginas indexadas com algum termo de SPAM.

Venda suas fotos através (e com a ajuda) do Flickr

Por: em 18/06/10 na(s) categoria(s): Internet, Notícias


O Flickr anunciou ontem em seu blog uma novidade que muitos fotógrafos esperavam há bastante tempo: a possibilidade de vender suas fotos, que muitas vezes são utilizadas sem pagamento ou qualquer permissão, através da mesma plataforma onde elas são exibidas. Um novo programa da Getty Images vai facilitar o contato entre os fotógrafos e os consumidores desse conteúdo, que muitas vezes não sabem como estabelecer esse contato e formalizar parcerias.

Para que essa opção seja exibida em suas fotos, que outras pessoas saibam que uma determinada foto precisa de licenciamento e saibam como pagar por elas, a partir de agora você tem a opção em cada uma de suas fotos, com o link direto para marcar suas fotos como licenciáveis. Na lateral direita da tela de exibição de uma foto, você (e apenas você) verá o link e, ao clicá-lo, verá a tela abaixo.

As opções são bem simples (de baixo para cima): simplesmente ignorar o programa, permitir que apenas os editores da Getty Images possam selecionar algumas de suas fotos para avaliação de venda, ou habilitar que qualquer visitante (além dos editores) veja um link “Request to License” em suas fotos, onde ele vai poder solicitar permissões de licenciamento.

Vale a nota de que o contato para licenciamento das fotos será feita sempre pela Getty. Se um usuário quiser utilizar uma foto sua e pagar por isso, ao requisitar pelo link, um editor da Getty vai avaliar sua foto e entrar em contato com você, via Flickrmail, perguntando se você aceita. Pelo próprio Flickr, você poderá aceitar o licenciamento ou negá-lo, baseado em seus próprios critérios (óbvio, a foto é sua).

Se você tem dúvidas sobre o funcionamento do programa, pode acessar diretamente o FAQ sobre a Getty Images.

[via: Flickr Blog]

Steve Jobs decreta o fim do Flash


Ok, é apenas um exagero de redação, você pode dizer e provavelmente com razão. Mas a polêmica não é vazia e ainda tem muita água para rolar por baixo dessa ponte.

Jobs, a face pública e ditador magnânimo de tudo o que envolve os produtos da Apple, publicou uma carta aberta no site da empresa, explicando muito claramente todos os motivos que levaram a grande maçã à banir o Flash de seus dispositivos móveis. O texto, em minha opinião irretocável, consegue sintetizar em tópicos, fatos que são de conhecimento público e hoje estão espalhados na Internet.

A tecnologia do Flash teve seu momento. Quando a web finalmente começou a crescer no Brasil, lá nos idos de 1998, eu conheci o ShockWave. Fiquei surpreso com o que podia ser feito com esforço mínimo e um pouco de criatividade (quem se lembra de Gabocorp, Eye4U e NRG.BE?). Com a evolução da plataforma, adicionando um ambiente de programação avançado e integração com plataformas externas (programação server-side, servidor de mídia, etc), o Flash parecia ter vindo mesmo para virar um padrão na Internet.

Aí veio o Google e criou-se todo um ecossistema baseado em posicionamento nos resultados de busca, um retorno às origens da Internet com os padrões web, acessibilidade, diversidade de dispositivos de acesso à web entre outras coisas, que acabou por colocar o Flash em nichos bem específicos: distribuição de áudio e vídeo, aplicativos web simulando aplicações desktop e os famigerados banners.

Com o advento do HTML5, praticamente tudo do que se faz em Flash pode ser migrado para uma plataforma aberta, livre e que tende a se tornar um padrão web, comercialmente adotado tanto em computadores desktop como dispositivos portáteis. O que sobra para o Flash? Banners? Continue lendo »

MercadoPago entra de vez na disputa

Por: em 28/04/10 na(s) categoria(s): Indústria, Internet, Meio Bit


Quando o eBay se associou ao MercadoLivre, provavelmente o maior fruto da parceria tenha sido a criação do MercadoPago, seu sistema de pagamento online direto e seguro.

Um ensaio para a entrada do PayPal (do mesmo grupo do eBay) no Brasil? Talvez, mas até então o ensaio não havia rompido os limites do site. O MercadoPago só podia ser usado dentro do MercadoLivre. Até hoje, pois nessa quarta-feira foi anunciada a abertura do serviço para qualquer site, entrando de vez na disputa com outros serviços locais mais conhecidos – incluindo o ex-parceiro.

As formas de pagamento disponíveis atualmente na plataforma incluem boleto bancário, cartão de crédito (Visa, Master, Hiper, Amex, Aura e Diners) e transferência online (Itaú, BB e Bradesco). Os usuários do sistema também podem utilizar o saldo disponível no sistema, assim como os outros players. Continue lendo »

As novidades da Samsung para o Brasil em 2010: parte 1

Por: em 26/03/10 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Indústria


Ontem aconteceu o Samsung Forum 2010 em São Paulo, evento em forma de road show da multinacional coreana que rodou por 5 países esse ano, reunindo profissionais da imprensa e veículos de comunicação para a divulgação dos produtos de trabalho dos próximos meses. Estavam presentes profissionais de toda a América Latina, de veículos online e offline.

Desde a abertura das palestras, que antecederam as visitas aos stands com produtos, o foco dado pela Samsung ficou bem claro. Esse é o ano das TVs de LED com tecnologia 3D. A apresentação contou com realidade aumentada, desfile de modelos usando óculos 3D ao som e iluminação de boate, telão, um show à parte. Mas o que arrancou suspiros na platéia foi mesmo a exibição de um filme em 3D, diretamente nas telas das novas TVs de LED. Sensacional.

Ano de Copa do Mundo tem dois Natáis

Dito por um dos diretores da Samsung o que muita gente já imagina, fica claro. Em ano de Copa, as vendas de TV aumentam consideravelmente. São dois Natáis, um tradicional e outro nos meses que antecedem o evento.

Por conta desse crescimento nas vendas, a empresa aposta na substituição de aparelhos por outros melhores, não somente na linha top de LED com ou sem 3D, mas também nas linhas mais acessíveis de tela fina. Nesse sentido, a gigante coreana que é lider desse mercado desde 2006, tem lançamentos e melhorias também em seus aparelhos de LCD e Plasma. A ideia é atingir todo o mercado, que tem previsão de crescimento de 20% em vendas totais, 47% deles para LCDs e LEDs.

TVs LCD Samsung 2010

Ao todo serão 7 famílias de aparelhos com tela LCD, em diversos modelos: Séries C350 e C450 (22″, 26″, 32″), Série C480 (32″), Série C530 (32″, 37″, 40″, 46″, 52″), Série C550 (32″, 40″, 46″), Série C630 (40″) e Série C650 (40″ e 46″).

Os modelos de entrada das séries C350, C450 e C480, possuem resolução HD e decodificador de TV Digital embutido (exceto no modelo C350 de 22″), entradas HDMI (1 para C350 e 3 para C450), 1 USB e 1 PC, além das tradicionais video composto e video componente. A Série C450 vem ainda com FM Transmitter, que permite ouvir o audio da TV em um aparelho de som (home theater caseiro mode on). Já o C480 tem como destaque o dobro de potência de audio (2x 20W) e o recurso Anynet+ que utiliza apenas um controle remoto para diversos equipamentos compatíveis.

A partir da Série C530, todos os modelos possuem resolução Full HD 1080p e decodificador de TV Digital embutido. O modelo C550 destaca a função DLNA All Share, que permite o compartilhamento de fotos, vídeos e músicas em uma rede DLNA. As séries C630 e C650 possuem as melhores imagens em movimento desse lote, por conta de sua função Auto Motion Plus de 120Hz (as séries C5xx também possuem 120Hz). Talvez o maior destaque da série C650 seja a Internet @ TV, função que permite a visualização de conteúdo distribuído via Internet através de widgets diretamente na tela da TV, como receitas do Cybercook, notícias da ESPN Brasil e mimimi’s do Twitter.

TVs de Plasma Samsung 2010

São três novas séries da linha Plasma +, disponíveis em 42 ou 50 polegadas. São elas: C430 (42″ e 50″), C450 (42″ e 50″) e C550 (50″). Os nomes iguais podem confundir, portanto, fica a dica para se atentar ao tamanho diferente das telas – além de, óbvio, perguntar ao vendedor, ler as especificações do site, antes de comprar.

Todas as séries da linha Plasma + oferecem o Auto Motion Plus de 600Hz, que melhora as imagens em movimento, decodificador de TV Digital embutido (apenas a C550 é Full HD, as outras são HD), Dolby Digital Plus e Anynet+. O números de entradas HDMI é de, respectivamente, 2, 3 e 4 entradas. Apenas a série C550 possui o All Share DLNA.

Ainda na linha Plasma + mas com a tecnologia 3D, a Samsung lança ainda no primeiro semestre a Série 7000 (50″ e 63″), com apenas 3,59 cm de espessura (semelhante às LED), Full HD, 600Hz, decodificador integrado de TV Digital e o recurso Internet @ TV.

TVs de LED Samsung 2010

Sete séries compõem os lançamentos de TVs de LED da Samsung para esse ano. São as séries C4000 (disponível em 22″, 26″ e 32″), C5000 (32″, 40″ e 46″), C6200 (40″), C6900 (40″, 46″ e 55″) além da linha 3D com as séries C7000 (40″ e 46″), C8000 (40″, 46″, 55″ e 65″) e C9000 (55″).

Os aparelhos de LED são leves, muito finos (menos de 3 centímetros de espessura total nos modelos de entrada) e possuem uma imagem muito bonita, clara e bem definida. Todos os modelos citados acima possuem decodificador de TV Digital e, com exceção da C4000, resolução Full HD, pelo menos 1 entrada USB e a partir de 3 HDMI, Dolby Digital Plus e Anynet+. Internet @ TV e Auto Motion Plus de 120Hz estão presentes nos modelos C6xxx.

As vedetes do evento, LEDs 3D

Disponíveis em três séries de LED, as TVs em 3D são mesmo fascinantes. Para quem já teve a oportunidade de ir ao cinema 3D, deve imaginar ter uma TV com essa tecnologia, no conforto do seu sofá. Além de ser compatível com transmissões tridimensionais, já adotadas e testadas em eventos específicos por algumas operadoras de TV a cabo no Brasil, os equipamentos demonstrados também suportam padrões estabelecidos pelo Blu-Ray. O modelo da linha C9000 pode ainda converter imagens 2D, simulando o ambiente 3D, em tempo real (eu testei e a qualidade é bem impressionante, sabendo-se que a transmissão original é 2D).

Aliás, o modelo da linha C9000, dá um show à parte, quase colocando as outras TVs como “ultrapassadas”. Além da conversão automática de 2D para 3D, o aparelho possui apenas 0,9 cm (yes, 9 milímetros) de espessura. É (bem) mais fina que meu dedo mindinho. Da largura de um lápis comum! Através da porta USB, é possível gravar programas transmitidos em HD diretamente para um pendrive ou HD externo, e assistir depois na própria TV.

Todos os modelos de LED 3D possuem resolução Full HD, Auto Motion Plus de 240Hz, decodificador integrado de TV Digital, All Share DLNA, Internet @ TV, 4 HDMI, 2 USB e 1 LAN. A exibição em 3D funciona com óculos polarizados e ao comprar a TV + o Blu-Ray o cliente leva 2 óculos polarizados (mais um filme Blu-Ray 3D), que serão também vendidos avulsos, em modelos diferentes.

Para quem ficou na dúvida, como um dos jornalistas presentes ao evento ontem, respondo: não, as TVs 3D não funcionam apenas em 3D. Você pode assistir sua programação 2D normalmente, DVDs, TV aberta, Cabo, etc. O único momento em que precisará dos óculos será quando quiser assistir uma transmissão em 3D (ou convertida, no modelo 9000).

Pesquisa rápida: você pretende mudar a sua TV para a Copa do Mundo? Responda nos comentários.

Mozilla lança Firefox 3.6 e foca a divulgação na personalização

Por: em 24/03/10 na(s) categoria(s): Internet, Software


Hoje recebi o aviso de atualização do Firefox para a versão 3.6 e um ponto me chamou a atenção após fazer o update. A famosa página “what’s new”, exibida após qualquer atualização do browser, mostrava não features novas de navegação ou correções de segurança, otimização na velocidade do carregamento, coisas de praxe. O foco era a personalização do Firefox.

Como carro-chefe, o navegador apresenta o serviço “Personas“, que permite configurar o visual de apresentação do software, algo que me lembrou bastante um add-on do Internet Explorer de muitos anos atrás. Além de uma galeria de mais de 30.000 opções de “skins”, o Personas ensina como fazer a sua própria “pele” para o Firefox.

Não é exatamente uma feature matadora, não dá pra achar que depois disso o navegador finalmente passará os IEs em market share, mas certamente alguns usuários vão se beneficiar da funcionalidade. Eu lembro que, no início de minha vida internética, lá nos idos de 96, 97, eu adorava criar skins para softwares que permitiam isso – WinAmp era o meu favorito. Gamers, viciados em algum tema, designers, iniciantes e curiosos, sem esquecer dos miguxos, são público quase certo do Persona.

Navegadores atualmente estão muito próximos em funcionalidades e compatibilidade. Em um futuro próximo, nós desenvolvedores possivelmente não teremos que ficar fazendo gambiarras em códigos, pois os navegadores serão praticamente iguais. Com isso, o que definirá quem fica e quem sai do mercado? Eu aposto em duas coisas: serviços agregados e personalização. Eu, por exemplo, não troquei meu Firefox pelo Chrome por conta das extensões, pois o segundo renderiza as páginas mais rapidamente que o primeiro.

Se não for para considerar o Persona como um caminho nessa direção, pelo menos ele nos renderá algumas piadas com os amigos. Veja por exemplo, o skin que eu achei a cara do amigo Caio Brogui:

E esse aqui, então, não é perfeito para o Cardoso?