Com 1 ano de vida Kinect melhora até o Powerpoint
nov02

Com 1 ano de vida Kinect melhora até o Powerpoint

Quando a Microsoft anunciou o projeto Natal, e depois o Kinect o mundo dos games, dos computadores mudou. Ninguém percebeu ainda, mas em alguns anos os historiadores de tecnologia irão apontar esse dia como o momento-chave. Mesmo sendo o produto de consumo mais rapidamente vendido na História, pra muita gente o Kinect ainda não disse a que veio. Os gamers hardcore reclamam que ainda não há um título matador para ele. Em defesa do Kinect, pergunto: Como seria esse título? Pois é, ninguém sabe. A tecnologia de interface de movimentos é tão nova e radicalmente diferente de tudo que não dá pra imaginar como um jogo hardcore funcionaria. Hoje já temos ensaios desses futuros jogos com a tecnologia de head tracking do Forza 4 ou aquela linda demonstração digna de Tony Stark do Ghost Recon. As crianças por sua vez estão bem satisfeitas com os jogos do Kinect projetados para elas. Mesmo assim ainda insisto que o uso do Kinect em games é acessório. A importância dele vai muito além disso, a quantidade de experimentos em interface e tecnologia 3D criados com ele, antes mesmo da liberação do SDK oficial é imensa.   Um exemplo disso foi criado por Haruki Maeda, da Universidade Meiji. Ele desenvolveu um exemplo utilizando Kinect e um projetor para transformar uma apresentação tradicional de Powerpoint and algo dinâmico, interagindo com o apresentador. Ele utilizou Excel e C#, além de fita adesiva (essencial para qualquer projeto sério). No demo podemos ver texto se rearranjando em volta do apresentador em tempo real. Pense no quanto isso pode mudar a dinâmica das apresentações. Eu duvidaria muito que a próxima versão do Powerpoint já não venha com suporte para esse tipo de recurso. Outro bom exemplo: Lembram daquele vídeo que mostramos alguns dias atrás, com aquela visão do futuro da Microsoft? Que tal ver a gênese da tecnologia mostrada? A Microsoft Research divulgou um novo vídeo apresentando 3 novos usos da tecnologia Kinect. Eles criaram um projetor/sensor que tem percepção precisa de sua posição espacial, e que reage a sombras, assim você pode manipular objetos projetados. Também criaram uma combinação do projetor com 4 sensores Kinect mapeando um ambiente 3D. Com isso você manipula objetos no espaço tridimensional, desenha no ar, exibe propriedades de objetos reais projetados neles mesmos e muito mais. O vídeo é quase uma versão Alfa do Holodeck de Star Trek, sem a parte em que temos feedback táctil dos objetos, se por objeto você entende o corpo da Katy Perry e suas 8 irmãs gêmeas. Normalmente só vemos o resultado final dessas pesquisas, mas aqui temos a rara chance de ver algo que chegará...

Continuar Lendo...
A Banca do iPad–Agora vai?
out31

A Banca do iPad–Agora vai?

O Mercado abraçou em peso o iPad, com investimentos pesados. Gente como Richard Branson e Rupert Murdoch estão colocando um bom dinheiro apostando em projetos de longo prazo. Editoras mesmo no Brasil apostam no formato tablet, mas os números não têm sido lá essas coisas. Mesmo revistas tradicionalmente tecnológicas como a Wired penam para conseguir assinantes. Largar a mídia papel é MUITO complicado, eu estou longe de ser um ludita mas reluto em assinar revistas no iPad. Acho o espaço precioso demais, prefiro a aleatoriedade do papel. Já sites não tenho problema nenhum em pagar. No geral, entretanto, o maior impedimento para a popularização de publicações em tablets parece ser a falta de exposição do conteúdo. Achar revistas e jornais no meio de um monte de aplicações na Apple Store era um inferno. Não dava para buscar em uma categoria específica, como os livros, que contam com uma loja exclusiva.   Com o iOS 5 foi introduzida (epa!) a figura da Banca, que concentra as publicações para iPad. É possível fazer assinaturas, ver as novidades, as capas dos ícones mudam de acordo com a edição e principalmente, habilitaram o download em background. Com revistas ocupando mais de 400MB, isso é essencial. Ah sim, também há uma loja dedicada:   DIZEM que está funcionando. O Condé Nast, conglomerado com nome de fabricante de leite condensado que engloba do Reddit à Wired reporta um aumento de 285% nas assinaturas, e 142% na venda de exemplares avulsos. 142% de zero ainda é zero, resta saber se esse aumento todo irá se manter ou é apenas gente experimentando a novidade. Quando a Wired foi lançada também teve números promissores, depois melou. A mídia eletrônica É o futuro, isso não tem volta, mas essa transição parece cada vez mais complicada. Talvez nem venha via tablets, talvez seja algo que dependa dos e-papers flexíveis, como mostrados em Caprica, Terranova e virtualmente todo filme de ficção científica dos anos 80/90. Pode ser que em termos de ergonomia tenhamos chegado a um patamar com o formato papel, da mesma forma que chegamos em garfos e facas. Em algum momento um design não pode mais ser melhorado. O livro continua o mesmo desde a Idade Média, hoje o leitor de ebook é algo frágil, caro e delicado. Eu quero um Kindle de jogar no sofá, quero uma revista eletrônica que possa amassar, dobrar e guardar na mochila sem soltar um “PQP parti o iPad no meio”. É pedir demais? Ainda é, mas até pouco tempo um mouse sem bolinha também era sonho...

Continuar Lendo...
Vai um Playbook aí, freguesa? É pra acabar, leva três paga dois! (é, chegou a esse ponto)
out31

Vai um Playbook aí, freguesa? É pra acabar, leva três paga dois! (é, chegou a esse ponto)

O estado dos iPad Killers é lastimável, mas como provavelmente disse Marvin, nada é tão ruim que não possa piorar. O Motorola Xoom, que seria o fim da Apple (ao menos na cabeça dos fanboys) no 3o Trimestre de 2011 entregou para as lojas 100 mil unidades. O Playbook da RIM no 2o Trimestres entregou 200 mil. Notem, entregar para as lojas não é vender. Eles não divulgam unidades vendidas, quem faz isso é a Apple, que no 3o Trimestre vendeu 11,1 milhões de iPads. Agora para tentar salvar a pátria a RIM apelou para uma estratégia de fim de feira. Aceitando a inevitabilidade da xepa, transformaram seu carro-chefe, seu produto mais caro e motivo de orgulho em peixe velho. Compre dois Playbooks e leve um terceiro INTEIRAMENTE GRÁTIS! Mas calma, não ligue ainda, para os primeiros 834723472398 que ligarem você vai levar além desse incrível tablet que todo mundo quer se não tiver opção de injeção no olho um kit completo de acessórios, com um carregador extra, uma capa de couro e um cabo HDMI de 2m! Depois do fracasso retumbante do HP TouchPad, vendido a preço de mariola pra limpar os armazéns e evitar MAIS um prejuízo, o VP Executivo da empresa vem dizer que os boatos do fim do WebOS são totalmente infundados. Ele negou que a HP queira abandonar o negócio de PCs e que o WebOS tenha acabado, diz até que lançaram uma atualização para o 1 milhão de usuários do WebOS. OK, mas qual a lógica de investir em um sistema operacional que ninguém licencia e os únicos produtos venderam menos que tatuagem com áudio da Claudia Leitte? A grande esperança dos tablets Android é a Amazon, mas o Fire está se saindo uma excelente plataforma fechada. A Amazon não quer competir com a Apple, quer vender um excelente produto voltado para seus 300 porrilhões de consumidores. Agora complicou DE VEZ Pra zonear mais ainda o meio de campo, adivinhem quem está de olho no mercado de Tablets e Smartphones: Isso mesmo, Ubuntu. Mark Shuttleworth odeia ser visto como o melhor time da segunda divisão, e como não resolveu ainda o Bug Número 1 do Ubuntu, decidiu diversificar. A Canonical vê o Android como seu principal competidor, e quer se aproveitar do desconforto entre fabricantes com a compra da Motorola Mobility pelo Google. Será que o Mercado consegue absorver MAIS um competidor? A Microsoft está comendo o pão que o Stallman amassou para emplacar o Windows Phone, a Nokia está vendo seus Symbians morrerem como moscas, o Maemo FALECEU e o Meego é uma piada. Claro, não podemos deixar de lembrar de outros...

Continuar Lendo...
Irmãos recebem conta de celular de US$201 mil–sem falarem uma palavra
out31

Irmãos recebem conta de celular de US$201 mil–sem falarem uma palavra

Celina Aarons tem dois irmãos surdo-mudos, e alguns anos atrás um celular para eles seria uma piada de mau gosto, mas com a tecnologia moderna se tornaram instrumentos de comunicação que integram perfeitamente os deficientes auditivos ao mundo. Por isso os dois andavam com seus iPhones para todo lugar. Só que .eles não sabiam que seu plano camarada da T-Mobile só previa acesso ilimitado de dados e SMS localmente, em sua cidade no sul da Flórida. Sim, o plano era camarada, Celina e seus dois irmãos compartilhavam um plano familiar, que ela pagava e ficava na média em US$175 por mês.´ Por isso não se preocuparam quando foram passar duas semanas no Canadá. 2000 SMSs depois, vídeos acessados depois, eles chegam em casa e descobrem uma conta de 43 páginas e US$201 mil. A T-Mobile explicou que o roaming de dados custava US$10 por Megabyte. Celina protestou, Reclamou que a empresa não a avisou que a conta estava totalmente descontrolada. Justificativa da T-Mobile? Fazer isso seria “invasão de privacidade”. A história teve final feliz, Celina apelou pro Quarto Poder, botou a boca no trombone e com o caso na Imprensa se tornando um pesadelo de RP, a T-Mobile reduziu a conta para US$2500,00 e parcelou em seis vezes. Mesmo assim ainda é uma facada. O roaming é o custo mais artificial que as operadoras criaram para extorquir dinheiro de seus clientes, só perde para a maldita taxa de conveniência daquela criação do demônio chamada site de ingressos online. Correndo cabeça-a-cabeça vem o SMS, com tarifação loucamente arbitrária. A “recomendação” das operadoras é que quando você viaje desligue o tráfego de dados de seu celular. Excelente, seu lindo smartphone de última geração se torna tão útil quando um Nokia 232. Caso você não queira está sujeito a absurdos como uma amiga, que fez um tour pela Europa e seu tráfego de dados foi tarifado pela Vivo em R$27,99/MB. Hoje o grande impedimento para a proliferação de 3G, 4G e da sociedade interconectava são justamente as operadoras que deveriam prover esses serviços. Enquanto não cessarem com a mentalidade de que vendem VOZ e que dados são luxos agregados, continuaremos avançando a passos de...

Continuar Lendo...
Apple TV com Siri? Jack Donaghy inventou primeiro!
out28

Apple TV com Siri? Jack Donaghy inventou primeiro!

Nos últimos dias a indústria de boatos está funcionando em Dobra 9, tentando manter as manchetes cheias de notícias sobre a Apple, assunto preferido dos “analistas” (os mesmos que previram o fracasso do iPhone 4S). A bola da vez, baseada em indícios na biografia de Steve Jobs é a entrada da Apple no ramo de televisores. É uma previsão complicada, em termos de mercado é péssimo. É uma área saturada, com lucro mínimo e convenhamos, mudar de televisão não é algo que a gente faça toda semana. Pra piorar é 10 vezes mais cartelizada que a telefonia. A Apple dificilmente iria conseguir se diferenciar junto aos fornecedores de conteúdo por assinatura, e sem uma integração íntima, quase obscena entre conteúdo e interface, a TV da Apple seria tão bem-sucedida quando o AppleTV atual ou a (quaquaqua) GoogleTV. O diferencial, segundo alguns seria a inclusão de Siri como interface, pondo fim ao controle remoto. Legal, mas será que uma interface dessas seria ágil o suficiente? Em Star Trek o computador sempre sabe quando estamos falando com ele, as portas sabem quando passamos na frente sem intenção de sair –então não se abrem- mas esse grau de percepção ainda é ficção. Um bom exemplo de como Siri pode dar errado apareceu em 30 Rock, em um episódio onde Jack Donaghy  demonstra sua revolucionária TV com controle de voz. Na cena começa tudo bem, “Televisão, ligar, canal, NBC” Só que o diálogo na cena de Law & Order: SVU não ajuda. O detetive Tutuola solta “então esse cara foi APAGADO” – e a TV desliga. Logo depois o detetive Munch solta um “temos aqui um garoto MUDO” e a TV aciona o mute. Prosseguem, com frases tipo: “Meus amigos na DEA dizem que esse cara movimentava um ALTO VOLUME de cocaína…” “Irei pra casa e pretendo APAGAR TUDO DO MEU DVR” Claro, no final o sistema de reconhecimento de voz parece estar funcionando perfeitamente, pois Jack solta um “bosta” e o programa muda pro reality show da Kim Kardashian… Piadas à parte, contexto é MUITO complicado, ainda mais quando temos várias pessoas na sala conversando. A SiriTV teria que entender quando o comando é uma ordem, quando é parte de uma conversa e mesmo quando é apenas um comentário SOBRE a Siri. PENSAR em uma TV que reconheça comandos de voz não é mérito. O grande público foi apresentado a uma 22 anos atrás, nesta cena de De Volta para o Futuro 2: Nela Marty McFly Jr chega na sala e comanda “Art off”, em seguida diz “OK, quero os canais 18, 24 63, 109, 87 e o Canal do Tempo”. Nessa...

Continuar Lendo...
Warner irá parar de vender DVDs e Blu-rays de Harry Potter. Solução? Torrentium eMuleum!
out28

Warner irá parar de vender DVDs e Blu-rays de Harry Potter. Solução? Torrentium eMuleum!

Para descansar a imagem de Harry Potter, a Warner planeja parar de vender os DVDs e Blu-rays dos filmes e assim criar escassez artificial.

Continuar Lendo...
Sony compra Sony Ericsson por US$1,4 bilhões
out28

Sony compra Sony Ericsson por US$1,4 bilhões

A Sony Ericsson é responsável por dois extremos em minha vida mobile. O maravilhoso T68, talvez o mais leve e mais simpático celular para se usar em conjunto com um Palm e o abominável T610, que tive o prazer de esmigalhar contra uma parede, em uma madrugada de Reveillon. Acima desses dois estavam os Xperias. Sempre foram os Rolls Royces dos celulares. Independente do sistema operacional eram lindos exemplos de design, como só os europeus sabem fazer (sorry, Japão). Só que fusca vende mais que Rolls Royce, e a empresa, fruto de uma parceria no mínimo inesperada sempre rendeu mais brigas do que dinheiro, quando ficou claro que não eram mais atraentes ao público. De uma receita de 1,125 bilhões de Euros em 2007, a Sony Ericsson amargou mais de 750 milhões em prejuízo em 2009. Compreensível que a idéia de continuar em frente seja menos inteligente do que pedir pro Michael J Fox abrir uma lata de cerveja. Diz a Sony que detendo o controle completo da linha de smartphones poderá integrá-los melhor a seu portfólio de eletrônicos, como tablets, Vaios e similares. Faz sentido, a Sony Ericsson faz tempo tem se focado no Android, a própria Sony Sony parece ter vencido a síndrome do “não inventado aqui” e produzido excelentes equipamentos com o sistema, como o lindo e poderoso tablet que NÃO se parece com o iPad (entendeu, SAMSUNG?) Fonte:...

Continuar Lendo...
Nokia Lumia 800, ou N9 4S–mas ao contrário
out27

Nokia Lumia 800, ou N9 4S–mas ao contrário

Depois de um bom tempo a Nokia mostrou seu carro-chefe rodando Windows Phone. Como quem não quer largar o osso a empresa mais japonesa de Helsinki soltou durante o ano vários aparelhos rodando versões moribundas do Symbian, como Anna, S40,Meego,Maemo ou Symbian Mário (vai, pergunta!). Só que fica complicado vender um aparelho que já nasce morto, mesmo um aparelho lindo como o N9. Sim, para desespero de todo mundo que tem um lugar no coração pela Nokia, o N9 tinha tudo pra dar certo, menos um sistema operacional decente. Layout impecável, hardware excelente performance estelar e nada a mexer. Por isso que a Nokia decidiu não reinventar a roda. O momento já era crítico, um Windows Phone precisava ser projetado em tempo recorde e aproveitar um design matador faz todo sentido. Daí nasceu o N9 4S, digo, Lumia 800.   Iguais mas nem tanto Por fora os dois aparelhos são muito parecidos, mas por dentro as diferenças colocam o N9 na frente. Mesmo assim é uma diferença no estilo Scarlett Johansson ser melhor que Emma Watson, dá pra ser feliz com qualquer uma das opções. Vamos ver caso a caso: Processador: O Lumia 800 vem com um Qualcomm de 1,4GHz, versus um Texas de 1GHz do N9. Faz sentido, Windows Phone é mais comedor de CPU que o Meego, o sistema operacional das fãs do Justin Bieber. Tela: O Lumia tem tela de 3,7 polegadas, 800×480. O N9 sobe isso pra 3,9 polegadas, 854×480 RAM: 512MB pro Lumia 800 versus 1GB pro N9. Pelo visto o Windows Phone é mais otimizado que o Meego. Armazenamento: O N9 vem com deliciosos 64GB de espaço, já o Lumia 800 vem com 16GB. Aqui vemos claramente a aposta da Microsoft na Nuvem. É uma aposta que a Apple também faz, ao disponibilizar o iPhone 4S em versão 16GB. Eu acho que é pouco, ainda estamos MUITO presos a Apps, a maioria dos jogos é enorme (no iPhone alguns chegam próximos a 1GB) e filmes em FullHD ocupam um espaço absurdo. A Microsoft pode estar à frente de seu tempo, mas isso deixa de ser vantagem quando enfrentamos a realidade das redes 3G, seus contratos com limite de tráfego e a instabilidade geral entre as torres. Transferir um vídeo FullHD via 3G é algo que não desejo nem pro Stallman mesmo que ele tivesse passado a mão na perna da Luciana Vendramini. Autonomia: O Lumia 800 promete 13 horas de conversação ou 7 horas de vídeo, versus 11 horas de blablablá ou 4,5 de vídeo do N9. Ambos com a mesma bateria de 1.450mAh. Agora um ponto surpreendente, levando-se em conta que a...

Continuar Lendo...

O Futuro segundo a Microsoft

Eu abomino produtos conceituais, pois em geral são projetados por gente que não tem a menor idéia do que está falando –vide os postes artificiais de purificação de ar que nada mais faziam que imitar árvores, ou mesmo boçalidades como estas bicicletas-conceito. Uma rara exceção são os vídeos conceituais de empresas como Apple e Microsoft, que se baseiam em uma visão de futuro muito bem definida, como a Apple ou em pesquisas sólidas, como a Microsoft. No vídeo acima vemos um desses exemplos, é uma visão de uma integração entre smartphones, nuvem, superfícies inteligentes e projetores. Note que não há em momento algum a figura do “computador”, você trabalha com telas e superfícies, a informação trafega entre elas você lida sempre com dados, não com aplicações.   Claro, é um futuro esquisito pois não vemos marcas, logos ou publicidade, mas vídeo conceitual é assim mesmo. Quer entender a semente dos conceitos mostrados? Um deles é o Omnitouch, um protótipo da Microsoft Research que projeta interfaces multitouch em qualquer superfície, veja: Outro é o Holodesk, que cria uma projeção 3D manipulável. Claro, ainda é bem primário, não é um Holodeck, onde poderia passar o resto de meus dias com Scarlett Johansson e seus 12 clones, mas já é avançado o bastante pra começar a guardar o dinheiro. Curiosamente não é só nos vídeos conceituais que há uma certa premonição. No comercial abaixo do Windows XP, lançado em 2001 vemos gente fazendo videoconferências, trocando fotos, mensagens, gravando e vídeos e até acessando redes WIFI, algo que não era exatamente comum na época. Tirando o fato de pessoas voando hoje em dia ainda não ser comum, pode-se dizer que acertaram em cheio, mais uma vez comprovando a frase de Alan Kay: “A melhor forma de prever o futuro é criando-o”. E ele deve saber das coisas, inventou uma tal de...

Continuar Lendo...
BingFox: A parceria que fez muito fanboy chorar
out27

BingFox: A parceria que fez muito fanboy chorar

Acredite, ainda hoje há gente que assume uma postura “o bem vence o mal, espanta o temporal” e acha que projetos como Linux, Apache, MySQL, Firefox e Android são tocados por dois caras numa garagem, apenas pelo mérito. A Fundação Mozilla por exemplo movimenta dezenas de milhões de dólares por ano. Controla com mão de ferro seu produto e fatura horrores, essencialmente com publicidade. A propaganda é tão importante para o Firefox (na verdade para todos os navegadores) que apesar de toda hora aparecer nas listagens de requisitos desejados, nenhum browser top incorporou filtros de anúncio como o AdBlock. No máximo bloqueadores de popup, e mesmo esses andam pouco eficientes. Talvez o grande erro estratégico do Firefox nessa história toda tenha sido se aliar ao Google, pois colocaram todos os ovos em uma cesta só, e o dono da cesta estava secretamente criando uma galinha melhor. Em 2006 o acordo com o Google representava 85% da receita do Firefox, algo em torno de US$57 milhões. Ampliado até 2011 o contrato prevê utilização do Google como buscador primário do Firefox, mas qual o sentido de renovarem essa parceria, quando o Chrome está 3% abaixo do Firefox e crescendo? O pessoal da Mozilla, que gosta mais de pagar as contas do que arrotar ideologia viu que o bicho estava pegando e resolveu ouvir as propostas de outros grupos. No caso, a Microsoft. Isso resultou em um projeto-piloto, o http://www.firefoxwithbing.com/. Qual o sentido disso? Um segredo: O Firefox não compete com o Bing, nem com o Windows, ele compete com o Internet Explorer e com o Chrome. O IE já está presente em todas as máquinas Windows. A atitude da Microsoft à primeira vista parece ilógica, mas ela sabe que o dinheiro está na busca, não no navegador. O Firefox NÃO é concorrente dela nem em busca nem em publicidade, então se puderem abocanhar 26,79% do Firefox MAIS os 41,66% do IE, terão 68.45% dos olhos da Web potencialmente apontados pro Bing. E o quê muda? Arautos do Apocalipse à parte, significa que ao baixar essa versão oficial do Firefox a sua homepage e buscador padrão apontarão para o Bing e a toolbar binguenta será instalada. Isso. Acabou. Nada mais. A nãotícia do ano, mas suficiente para gerar um butthurt de proporções épicas, tem gente xingando “Microsoft, saia do meu Firefox”, outros aconselhando migrar para o Chrome (eu também aconselho mas não pelos mesmos motivos) e até as clássicas declarações de que o Firefox traiu o movimento. Isso é inadmissível! Primeiro, o BingFox é UMA opção. Você pode baixar todas as outras versões igualmente oficiais e igualmente Bing-Free. OK, não exatamente Bing-free...

Continuar Lendo...