Greve na Foxconn pode afetar aqueles iPads e iPhones made in brazil que ninguém nunca viu

Se os chineses estavam achando que Jundiaí é bagunça, se ferraram. 2500 funcionários da fábrica da Foxconn na cidade deram um ultimato à empresa: Se não atenderem as reivindicações, dia 3 cruzam os braços.

As exigências são até razoáveis, estando previstas inclusive na legislação romana relacionada ao tratamento de escravos. Os caras querem… água e comida. Aparentemente a ampliação das linhas de produção "Não havia água sequer para fazer comida", diz a matéria do Jornal de Jundiaí.

A coisa está feia por lá, até de pé nos ônibus da empresa o pessoal está tendo que viajar. Filas enormes nos refeitórios, comida ruim, falta de infra MESMO. Complicado, num projeto lotado de benefícios fiscais.

Sinceramente? Não fará diferença. Considero esses preços dos iPhones Nacionais Incentivados uma verdadeira afronta:

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1200 contos por um aparelho que lá fora sai de graça, com fidelização? É forçar a amizade, Tim.

Pelo visto os chineses tentaram o outsourcing achando que isso aqui era Brasil, ou os sócios brasileiros os contaminaram com o know-how do jeitinho. De qualquer jeito, não colou. Para o bem ou para o mal nossos sindicatos são muito mais atuantes.

Para nós consumidores, os preços continuam os mesmos e no máximo há a promessa de fabricação do iPad 2 no Brasil. Isso mesmo, viramos destino de refugo. Se ao menos fosse refugo barato…

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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