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E o Oscar vai para… uma App de iPad?

7 anos atrás

Quando William Joyce e Brandon Oldenburg subiram ao palco na cerimônia do Oscar, para receber o prêmio de melhor curta de animação, pouca gente ali sabia que “Os Fantásticos Livros Voadores do Sr Morris Lessmore” não era originalmente um curta de animação.

Quer dizer, até era, mas ele fazia parte de um projeto bem maior: Era uma App de iPad, uma história interativa como só é possível nos tablets de última geração. Disponível no iTunes por US$4,99, é uma oportunidade única de ter um vencedor do Oscar que você pode levar pra casa brincar, por menos que um MacLanche. Isso até a Lindsay Lohan ganhar um prêmio da Academia, claro.

Veja o demo da aplicação:

O curta inteiro você pode (e deve) assistir aqui no YouTube.

 

Isso tudo é fruto da popularização do acesso a tecnologias de modelagem e animação que antes eram monopólio dos grandes estúdios. Era proibitivamente caro fazer animação. Hoje qualquer um com um PC e uma licença do Flash cria seus próprios filmes.

O Flash aliás pode ser um câncer no mundo mobile e questionável na Web, mas é uma ferramenta excelente para animadores. Muitas produções de baixo custo, como o longa de Drawn Together (NSFW) foram feitas inteiramente em Flash.

É bem curioso que algo criado para ser uma nova mídia, interativa, seja consagrado no velho formato sem interação. Uma App que passaria em branco para um monte de gente agora pode se anunciar como vencedora do Oscar.

Isso pode no futuro acontecer com jogos. Cutscenes com atores reais montadas e distribuídas como um filme, conquistando um público além dos Gamers.

E se você acha exagerado, gostaria de lembrar do clássico jogo Wing Commander III, de 1994, repleto de cutscenes que efetivamente avançavam –e contavam!- a história, com um elenco melhor que muito filme: Mark Hamill, John Rhys-Davies, Tom WIlson (aka Biff Tannen), Malcolm McDowell e ninguém menos que Ginger Lynn.

É unanimidade que foi bem melhor do que a porcaria que chamaram de “filme” e batizaram de Wing Commander.

Se os jogos melhorarem suas histórias a ponto de transformarem cutscenes em filmes completos, todos sairão ganhando, dos gamers, que terão menos incentivo para ficar apertando ENTER e ESPAÇO desesperadamente, e o público em geral, que ganhará bons filmes.

Eu adoraria ver The Dig e Bioshock virando filmes pela mão das softhouses, para evitar abortos da natureza como Doom.

Fonte: UP

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