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Testando o Gol no Ar (e o mito que WIFI derruba avião)

9 anos atrás

Na volta do Autodesk University reparei no estranho adesivo acima colado na fuselagem do avião. O símbolo para a galera mais antiga lembra RSS (um negócio que usávamos antes do Facebook) mas também pode ser WIFI.

Uai, não era o tipo de coisa que derrubava aviões e fazia aeromoças olharem pra gente como quem encara insetos, caso não desligássemos imediatamente até o marcapasso da velhinha do lado, diante da ordem do comandante?

Pois é, parece que andaram assistindo Mythbusters e desencanaram. Não só dá para ligar o WIFI dentro do avião, como a Gol instalou um acess point e um servidor (provavelmente onde ficava a caixa-preta).

 

 

Infelizmente não há conexão externa, óbvio que foi a primeira coisa que tentei. Então, qual seria o conceito? Pra começar, todo site que você tenta acessar te direciona para a página inicial do serviço:

O site se adequou muito bem ao formato de tela do iPhone. Não verifiquei se havia uma versão para tablets dada a preguiça de levantar e tirar o iPad da mochila. Há uma ENORME faq de 7 telas explicando todos os detalhes do tal Gol no Ar, mas em resumo é um projeto-piloto (com trocadilho) com 35 aeronaves onde são disponibilizados diversos tipos de conteúdo para os passageiros.

Ao contrário da maioria dos serviços do gênero, há bastante conteúdo em texto:

   

Na parte de vídeo não há seriados tradicionais, e sim programas curtos, como o Tribos, com a edificante Dani Suzuki. Há programas do GNT, SportTV e Multishow, além de programetes e traillers do Multishow. Não vi filmes completos, o que até faz sentido, visto que em um vôo da ponte-aérea dificilmente há tempo para mais que meia-hora de exibição.

   

O conteúdo musical é bem variado, com certeza bem mais do que os 2 ou 3 canais do sistema de som tradicional, fora que não é preciso espetar o headphone naquele incômodo jack na lateral interna do assento; (Kevin Smith feelings)

   

Há uma área de leitura com parceria com a Abril, com bastante conteúdo das publicações da editora. Para quem se amarra, um prato cheio. Eu achei muito sala de espera de dentista pro meu gosto.

   

Testando os vídeos o streaming funcionou muito bem, sem nenhum atraso ou engasgo. Claro, fora eu ninguém mais no avião estava acessando o serviço (ou se estava, era escondido) então nem de longe o servidor foi testado em stress.

A qualidade não é nenhuma maravilha, os vídeos ficam pixelados mesmo na tela 480x320 do iPhone. Pelo visto ainda teremos que engolir por muito tempo o 320x240 dos vídeos do YouTube.

No geral o serviço é bem legal, gratuito e com potencial. Para quem está acostumado a prover o próprio entretenimento (ok, isso foi muito onânico) o Gol no Ar não é interessante, mas viajantes eventuais podem achar excelente ter algo para ler além daquela maldita revista que consegue ser a mesma em TODOS os números.

Só senti falta de uma coisa: Levando-se em conta que crianças são mais causadoras potenciais de transtornos aéreos do que terroristas e bêbados (ou terroristas bêbados), seria MUITO interessante se tivessem uma seção dedicada a elas no Gol no Ar.

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