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Cientistas detectam neutrinos mais rápidos que a velocidade da luz

Alguns resultados preliminares dos estudos da velocidade da luz no LHC (CERN) indicaram que algumas partículas, os neutrinos, talvez se movimentem mais rápidos que a luz.

7 anos e meio atrás

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Neutrinos são partículas atômicas teorizadas por Pauli em 1930 mas só detectadas diretamente em 1956. A dificuldade é explicada. São minúsculos, mesmo para uma escala onde tamanho não tem muito significado. Não possuem carga elétrica, não reagem a eletromagnetismo. Também são muito rápidos. A maioria dos cálculos E experimentos coloca neutrinos viajando praticamente na velocidade da luz.

Só que isso seria impossível para qualquer partícula com massa, e neutrinos, segundo os modelos atuais, têm massa. Não muita, e por reagirem com matéria somente através da Força Nuclear Fraca, o Universo é praticamente transparente para eles. Um neutrino mediano conseguiria atravessar mil anos-luz de chumbo antes de bater em alguma coisa.

Como conseguimos detectá-los? Estatística. levante o indicador, coloque em direção ao Sol, tampando. Neste momento 65 bilhões de neutrinos estão atravessando a ponta de seu dedo, seu olho e — sentiu a coceirinha na nuca? — seu crânio. Dada a quantidade, ALGUNS são detectados, em equipamentos como o MINOS.

Um detector de neutrinos construído no começo dos anos 80,  achou exemplares dessa partícula a 1,000051(29)c. Como táquions não existem fora do campo de partículas imaginárias, e a única coisa mais rápida que a Luz são más notícias, havia algo muito errado.

Agora para piorar um grupo de cientistas Italianos, com colaboração do CERN mediu com precisão um feixe de neutrinos, com resultados assustadores: Emitido da Suíça, a 730 km de distância, o feixe de neutrinos atingiu os detectores do Projeto Opera, na Itália 60 nanosegundos ANTES do esperado.

Um chip de memória DDR3-800 desses de R$ 40,00; com ciclo de 5 ns conseguiria fazer 12 leituras de dados só nesse espaço de tempo. A luz percorre um metro em 3,3 ns; essa diferença de velocidade significa uma variação de 18 metros entre o feixe previsto e o detectado. Não é o suficiente para fazer a corrida de Kessel em menos de 12 parsecs, mas mesmo assim não deveria existir.

Não foi UMA leitura anômala, a diferença foi detectada em 15 mil feixes emitidos durante 3 anos de experimento. OU algo está distorcendo o espaço-tempo entre Suíça e Itália, ou neutrinos estão invalidando o limite da Velocidade da Luz definido por Einstein.

Se fosse uma discussão teológica o professor Antonio Ereditato seria queimado na fogueira por suas idéias heréticas, todos os artigos destruídos e pronto, mas como estamos falando de ciência, os pesquisadores do CERN/Opera fizeram o normal: estão pesquisando todas as hipóteses para invalidar o achado, estão publicando um artigo com os detalhes e propondo à Comunidade Científica que repita o experimento, acumulando seus próprios dados.

Na melhor das hipóteses um monte de livros didáticos terão que ser reescritos, os assinantes de TV por assinatura via satélite não precisarão mais invejar os vizinhos que gritam “gol” antes deles e conquistaremos a galáxia.

Fonte: BBC, dica do Fábio Cunha, via Twiter.

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