#mimimi do dia: Escola acha que Y U MAD BRO? é racismo.

Fuck-the-Police-I-prefer-Stings-solo-albumsA praga do politicamente correto invadiu nossa sociedade. Agora além de Han atirar primeiro, inventaram de chamar o Lado Negro da Força de Lado Sombrio. Proibiram campeonatos de arremesso de anão, e  o boliche não permanecerá liberado por muito tempo.

As pessoas procuram qualquer motivo para se ofender. Recentemente o CONAR recebeu  300 queixas de “homens” reclamando que a campanha Mulheres Evoluídas promovia discriminação contra homens, ao dizer que devemos ser adestrados.

É uma falta de senso de humor assustadora, que nem de longe é fenômeno local.

Junte a isso a dificuldade das pessoas “normais” em entender memes e outras brincadeiras da Internet, e temos o terreno perfeito para histeria e mal-entendidos.

Um exemplo clássico é a noção de que o Pedobear tem qualquer ligação real com pedófilos. Surgido das entranhas do 4Chan, o personagem é usado para ilustrar situações em geral constrangedoras e inapropriadas, onde a maldade está toda nos olhos de quem vê, como naquela inocente foto da garotinha num brinquedo do Pato Donald. (keywords: pedobear donald)

 

pedobearselo

Algum enviador de correntes e PPTs de anjos teve o brilhante insight do significado do pedo no nome do personagem e saiu inventando toda uma mitologia. Logo dezenas de jornais, revistas e programas de TV fizeram reportagens explicando que o Pedobear é uma espécie de mascote e sinal de identificação entre pedófilos, e que as crianças devem ser mantidas longe de gente usando qualquer imagem associada a ele.

Claro, afinal nada mais lógico que pedófilos usando uniformes e distintivos de identificação. (já não bastam as batinas?)

Os memes tendem a gerar confusão pois são muito rápidos, a maioria das pessoas “normais” ainda está acostumada a receber informação por escrito, muitas vezes na forma de livros.

Lembre-se, há gente que ainda não “pegou” os LOLCats.

Tente explicar rage comics, tiopês ou mesmo expressões como “Senta lá, Cláudia”. No Twitter a forma mais rápida de se aporrinhar é brincar usando as formas “LEIÃO!”  e “CORRÃO!”. Não importa que você tenha 200 twits em português correto, não importa que o texto linkado de sua autoria seja brilhante. Um PNC VAI *imediatamente* corrigir. É incapaz de conceber que você possa estar brincando.

Extrapole isso pro mundo “real” e a coisa fica pior ainda, como os alunos de duas escolas descobriram, em Ohio. O time de Kirtland DETONOU o de Painesville Harvey, uma escola rival. No final da partida abriram uma faixa com os dizeres Y U MAD BRO. Sim, o bom e velho meme/rage comic:

yumadbro

NADA demais, só uma sacaneada sadia no time perdedor. Sequer há qualquer ofensa de ordem sexual, agropecuária ou de ordem criminal, como no campeonato paulista.

Não foi o que alguns idiotas acharam. As acusações são de “intimidação étnica”, outro sujeito diz que o “bro” tem óbvias conotações étnicas, afinal “brother” é uma forma com que negros americanos tratam uns aos outros. Deu até televisão:

Agora vão gastar tempo e dinheiro, a escola Kirkland vai abrir uma investigação determinando se houve falta de esportividade, sensibilidade e provocação por parte dos estudantes.

Isso lembra um caso, ainda nos tempos dos BBS. Uma usuária postou uma dúvida simples mas de solução complexa. Escrevi um tutorial detalhado, com todos os passos para ajudá-la. Comecei o texto com “seu problema é simples, mas precisa seguir minhas instruções, pequena gafanhota”.

A mulher ficou POSSESSA, postou várias mensagens me xingando, escreveu para a direção do BBS exigindo minha expulsão, alegou que eu a ofendi chamando de inseto.

Que ela nunca tenha ouvido falar do seriado Kung Fu eu até entendo, mas não conseguir perceber o CONTEXTO em que o termo foi usado, é de lascar.

No caso das escolas, PIORA. A Internet INTEIRA mostra que Y U MAD BRO não tem NENHUMA conotação racista, mas as pessoas insistem em acrescentar essa leitura.

Fica uma frase que li nos Facebooks da vida:

“Sou responsável pelo que eu falo, não pelo que você entende”.

Fonte: TDW

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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