BigN explica o motivo do The Last Story só no Japão

dori_tls_20.01.11

Talvez eu fale uma grande besteira, mas acredito todos aqueles que gostam de RPGs tenham se interessado pelo The Last Story, jogo que promete ser um dos melhores do Wii, mas que até o momento não está planejado para ser lançado no ocidente. Além dos belos gráficos, os nomes de Hironobu Sakaguchi e Nobuo Uematsu nos créditos já me parece motivos suficientes para querermos pôr as mãos no game. O chefe da Nintendo no Reino Unido, David Yarnton, tentou explicar então porque o título poderá nunca sair do Japão.

Com todas as conversões, quando o trouxermos para Europa teremos que fazer isso para toda a Europa. Portanto são as múltiplas línguas, teria que ser viável. Estamos fazendo tanta coisa no momento. A mais importante delas é o primeiro quarto do ano, o Kirby’s Epic Yarn é o título mais importante, temos alguns grandes produtos chegando e no topo disso, quando adicionarmos o 3DS, será coisa demais.”

A justificativa faz sentido, mas com tudo isso posto, acho que fica ainda mais difícil de um dia podermos jogar o game. A única coisa que não consigo entender muito bem é, se falta mão de obra na Nintendo para fazer as inúmeras localizações, porque não contratar uma empresa para realizar o trabalho? Sei que o que direi agora parece um tanto egoísta, mas se lançar o The Last Story na Europa é trabalhoso e muito caro, porque não traduzí-lo para o inglês e ao menos garantir um lançamento norte-americano?

Enfim, com essa já temos a BigN com medo de investir num jogo que poderia ajudar a vender alguns consoles e melhorar sua imagem perante os jogadores hardcores, a trava por região e a manutenção do ridículo sistema de Frinde Code. Será possível que bastou a empresa japonesa voltar a faturar para começar a fechar os olhos para o que os consumidores realmente querem? Nação sei quanto a você, mas eu já consigo ver uma legião de fãs da Nintendo perdendo um pouco do seu encanto pela criadora do Mario.

[via Eurogamer]

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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