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Encyclopædia Galactica, versão 1.0

9 anos atrás

No 12o episódio de Cosmos Carl Sagan fala da imaginária Encyclopædia Galáctica, um banco de dados sobre os planetas e civilizações da Galáxia, com informações mais úteis e verbetes mais completos do que “Praticamente Inofensiva”. Compilada com as informações das várias civilizações (Wikipédia, alguém?) seria uma coleção de informações quase infinita.

Ainda não chegamos lá, mas há uma App pra isso.

Disponível no iTunes para iPhone e iPad a Exoplanets é um catálogo de todos os planetas extra-solares já descobertos, atualizada constantemente.

A existência de planetas orbitando outras estrelas não é uma idéia nova, foi conjecturada pelo Frade, astrônomo filósofo e matemático Giordano Bruno, no Século XVI. Por essa idéia herética a Igreja Católica  o julgou e condenou. Giordano Bruno morreu queimado na fogueira em 17 de Fevereiro de 1600. Seus livros foram incluídos no Index Librorum Prohibitorum, a lista de livros heréticos banidos pelo Vaticano. A lista foi iniciada em 1559 pelo Papa Paulo IV e só deixou de existir por ordem do Papa Paulo VI, em 1966. Uma cruel simetria de Papas, diria eu.

Bruno riu por último. Exoplanetas existem. Atrônomos detectaram indícios desde o Século XIX, mas a primeira descoberta confirmada foi só em 1988, quando astrônomos canadenses detectaram um planeta orbitando o sistema binário Gamma Cephei, 45 anos-luz de distância da Terra.

As técnicas de detecção evoluíram muito, antes só conseguíamos identificar gigantes gasosos, hoje já achamos até planetas pequenos rochosos e insignificantes como a Terra. Já conseguimos até detectar a atmosfera de exoplanetas.

Esses dados todos estão disponíveis na App Exoplanets, mas não é uma simples e fria tabela, é uma ferramenta de exploração.

Animada sem ser desnecessariamente fofoletizada, a aplicação é um poço sem fundo de informações. Acompanhe as telas, veja como é possível viajar explorando novos mundos, talvez com novas civilizações, indo aonde ninguém jamais esteve (ainda), não muito audaciosamente do conforto do seu sofá. Vejamos algumas das funcionalidades:

A tela inicial é enganosa. É uma das interfaces menos inspiradas que já vi. Nem o Linux imaginário que uso pra implicar com freetards é tão feio. Felizmente é só uma primeira impressão. Clicando em Database a coisa já melhora:

A lista acima pemite buscas diretas e por filtros. Bem completos, veja só:

Selecionando um planeta vamos para a tela a seguir:

A tela é apenas metade da apresentação inicial. Descendo temos mais dados ainda:

clique para engrandalhecer a imagem

No alto da página de entrada do planeta há uma miniatura de um campo estelar. Clicando vamos para uma página inteira com a imagem real de telescópio da estrela orbitada pelo planeta em questão.

Descendo a primeira faixa de informação é animada. Mostra um gráfico da estrela, o movimento do planeta e a variação espectral, um dos dados usados para detectá-lo. Clique (na falta de termo melhor) na faixa e vamos para uma animação maior e mais detalhada:

Nem todos os planetas estão voltados para a Terra no mesmo ângulo, por mais que os geocentristas queiras não somos o Centro do Universo. O programa leva isso em conta na hora de desenhar as órbitas, há planetas perpendiculares, inclinados até alinhados com nosso mundinho. A variação de brilho das estrelas, quando o planeta passa entre elas e a Terra ajuda a indicar esse posicionamento.

Continuando, temos a faixa de informação de tamanho relativo do planeta. Ela aparece quando esse dado está disponível. Clicando vamos para a tela:

As imagens dos planetas solares utilizam imagens reais mapeadas. A tela acima é animada, os planetas giram em torno de seu eixo. Usando os gestos de zoom é possível ampliar ou diminuir a imagem, bem como movê-la.

A terceira faixa mostra a posição do planeta no Firmamento (adoro esse termo). O programa vem com um catálogo básico de estelas, mas basta clicar no botão no canto direito da tela e um arquivo mais completo é baixado. Imagino que quando surgirem novas estrelas ou desaparecerem algumas, o catálogo será atualizado.

Esta tela também pode ser ampliada e movimentada com os gestos habituais.

Temos ainda:

* Gráfico da órbita do planeta e sua posição dentro da chamada Zona Habitável, onde teoricamente a temperatura superficial dos planetas permaneceria dentro dos limites suportados por humanos. Totalmente antropocêntrico, eu sei, mas muito útil para não mandarmos naves-colônia em direção a planetas de lava ou congelados, como Hoth.

* Listagem de planetas no mesmo sistema solar, quando existirem.

* Agregador de notícias sobre descober de novos exoplanetas.

* Tutorial sobre as técnicas utilizadas para detecção de exoplanetas.

* Mapa 3D da galáxia mostrando a posição dos exoplanetas conhecidos. É possível girar, aproximar, etc, etc.

* Gerador de diagramas de correlação entre os vários dados disponíveis. Quer identificar a taxa de descoberta de planetas de tamanho próximo do da Terra em relação ao ano? Fácil. E ainda é possível exportar pra PDF!

Tirando a falta de um campo para informar o endereço de Stargate dos planetas, o programa é bem completo.

O Exoplanet é totalmente gratuito, tem versão para iPhone e iPad e pode ser encontrado neste link da App Store do iTunes. Tamanho? Pífios 6.1MB.

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