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Valve: O single player não está morto

Para funcionárioda da empresa, modo single player ainda tem um grande público.

8 anos e meio atrás

dori_port_09.11.10

Dia desses estava conversando com o Gustavo Vasconcelos e o Leônidas Dahas sobre como perdi quase que completamente o interesse pelo multiplayer competitivo dos jogos. Embora eu ainda consiga me divertir no modo cooperativo, as partidas mata-mata invariavelmente exigem muita dedicação para que possamos ter um pouco de chance contra os jogadores que passam horas dentro das arenas aperfeiçoando suas técnicas e com a enorme quantidade de jogos que são lançados todos os meses, é humanamente impossível ser bom em todos aqueles que nos agradam. Mas eu posso ser considerado uma exceção e uma prova disso é o fato de que hoje em dia praticamente todos os jogos são lançados com modos para que os jogadores se enfrentam através da internet e mesmo títulos que a princípio não precisariam deles*, como o Assassin´s Creed ou Uncharted aderiram à moda.

Ao ser questionado se as campanhas para um jogador estão com os dias contados, já que só com elas seria mais difícil recuperar o investimento e evitar a pirataria, Erik Johnson, gerente de projeto do Portal 2 deu a seguinte opinião:

Ainda penso que a análise de que todo produto precisa ter um multiplayer ou um MMO é incorreta; existe muitas pessoas que querem uma experiência sem estresse, então não vejo isso mudando. Você citou a pirataria como uma razão para não fazermos um modo para um jogador, o que penso ser uma análise maluca sobre um problema como esse… Acho que há muitas pessoas que ainda querem uma experiência single player. Veja os jogos do Mario, eles estão indo muito bem.

Porém, o mais legal foi vê-lo dizer que “uma coisa para pensar sobre, é que quando estamos criando um jogo como o Half-Life 2 ou o Portal, o dinheiro é algo separado do design do jogo, não faz muito sentido, de fato.” Talvez a coisa não funcione bem assim e o Sr. Johnson tenha sido político em sua resposta, mas acho mesmo que ao criar um jogo eles não deveriam se preocupar muito se terão retorno financeiro ou não. É claro que as companhias não gostariam disso, mas para o consumidor esse seria o cenário ideal.

Só torço muito para que ele esteja correto e que as empresas não decidam que não vale mais a pena investir na criação de campanhas solo, porque na maioria das vezes o que quero é sentar diante da TV e continuar conhecendo a história do game, sem ter que depender da disponibilidade dos meus amigos e sem ter que me dedicar por dezenas de hora apenas para me transformar em algo que seja um pouco mais do que um saco de pancadas.

*Por favor, não estou dizendo que estragaram os games citados ou que seus multiplayers são/serão ruins, apenas que são títulos onde o principal era contar uma história e que nasceram como single player.

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