Campanha do posterous, boa imagem do WordPress

Chegou ao fim a campanha do posterous que lançou quinze ferramentas de importação de outras plataformas de blogs para a sua. Como não poderia deixar de ser, a última refere-se ao WordPress, e na introdução do post-referência, Rick Pearson deixa claro: “Seríamos loucos se declarássemos guerra ao WordPress”. Realmente.

posterous vs WordPressA estratégia do posterous, nesse caso específico, é pescar usuários que se sentem incomodados com atualizações, plugins e hospedagem. Esses problemas, citados na já característica figurinha comparativa entre posterous e o serviço em questão, inexistem lá. Querer que um grande blog, totalmente personalizado e indo bem no WordPress migre sua base para o posterous seria loucura — como foi admitido, aliás.

Enfim. Sobre essa campanha, comentamos especificamente a ferramenta de importação do Twitpic. O serviço de armazenamento de imagens atrelado ao Twitter foi um dos quinze serviços da campanha. A reação dos desenvolvedores foi, no mínimo, deselegante. Ameaçaram processar, dificultaram a vida dos usuários que queriam fazer a migração. Um péssimo exemplo de relações públicas.

Ontem, a Automattic, na pessoa do seu fundador, Matt Mullenweg, deu exemplo contrário ao (péssimo) do Twitpic. Ele apareceu no post-anúncio do posterous e deixou um comentário, pedindo um esclarecimento: a ferramenta de importação vale para o WordPress tradicional ou .com? Também pediu para que corrigissem o “p” do WordPress, que estava minúsculo — uma briga eterna da Automattic.

No que Pearson respondeu sua dúvida (a ferramenta vale para o WordPress tradicional, só para constar), Mullenweg emendou outro comentário, e esse merece ser republicado aqui (tradução livre, grifos meus):

“(…)

Notei que o importador só suporta alguns milhares de posts, ou deixa pra lá páginas se você usar o arquivo de exportação, e vi algumas pessoas no Twitter dizendo que ela não importava comentários — se houver alguma API que vocês precisem de mais informações ou acesso especial para melhorar a experiência do usuário, deixe-me saber.

(…)

Acredito que nossos arquivos de importação são livres de perdas, porque as pessoas os usam para mover entre [blogs] WordPress o tempo todo, mas se vocês encontraram algum bug ou deficiência, ficaremos felizes em corrigi-los em prol de melhorias na mobilidade dos usuários e propriedade das informações, dois princípios nos quais acredito fortemente.”

É fato que o posterous não representa um grande perigo ao WordPress, mas tem potencial para tomar para si alguns milhares de usuários. Também é verdade que Matt e a Automattic não têm nenhuma obrigação em prover ferramentas de exportação de dados, ou ajudar concorrentes. Mas o fazem. Os ganhos com essa política da boa vizinhança superam, em muito, eventuais perdas de usuários. A mim, pelo menos, tal atitude soou muito bacana.
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Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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